Recomeço
1 Primeiro Encontro
Notas iniciais
Vocês devem estar se perguntando: "O que esta maluca está fazendo com outra fic? Ela já é enrolada o suficiente com uma só."
Eu sei, eu sei. Essa ideia não saia da minha cabeça, então... Cá estou eu.
Boa Leitura!!
P.S. A parte em negrito é a minha narração.
O Ray vai me matar, um mês de aulas e já peguei detenção sete vezes, ainda mais que perdi a fisioterapia do Roy, hoje era meu dia de estar lá.
Já estou até preparada para o sermão. Essa chuva veio para combinar com meu humor... Azedo.
O carro de Roy para na porta do colégio e ele vem em minha direção.
- Vamos Fel. Precisamos ir. — Falou me puxando pela mão.
- Espera. — Falei fazendo ele parar. - O Ray tem que vir assinar um termo de não sei o quê. — Ele olhou para os pés. Meu coração disparou. - O que houve Roy?
- Fel... — Começou a falar.
- O QUE HOUVE? — Gritei sentindo as minhas lágrimas se misturarem com a chuva que nos molhava.
- Eu não sei direito. Parece que ele estava vindo te buscar e aconteceu algo que o fez bater o carro, o Ray está no hospital, não me deram outras notícias. — Falou e vi seus olhos encherem de água.
Entrei em modo automático, como quando recebi a notícia da morte dos nossos pais. Entrei no carro e esperei, Roy entrou e foi em direção ao hospital. Paramos e ele me abraçou.
- Vai ficar tudo bem. O Ray é forte, não vai nos deixar. — O meu choro se intensificou. - Ainda tem que te dar uma bronca pela sétima detenção em um mês. — Ele disse e eu ri. Vamos. — Falou e desceu do carro.
Entramos de mãos dadas e fomos pedir informações, nos mandaram ir para o terceiro andar, quarto 572. Meu coração se apertava a cada passo. Assim que estávamos na porta do quarto eu travei. Roy apertou minha mão e entramos.
Quando o vi acordado e inteiro, pude respirar aliviada. Corri até Ray e me joguei em seus braços.
- Ray! — Falei em meio as lágrimas.
- Ei pirralha. — Devolveu me apertando. Fingi cara de irritada, o que o fez rir.
Me soltei dele e Roy e o abraçou, só então vi uma garota morena, no pé da cama dele.
- Quem é você? O que está fazendo aqui? Não que você não possa estar aqui é que... — Comecei a me embolar. — Esquece. Sou a Felicity, irmã caçula do Ray.
- Nyssa. — Respondeu estendendo a mão para me cumprimentar. Aceitei.
Me virei para meus irmãos.
- O que houve? — Perguntou Roy.
A resposta não veio de Ray e sim da garota, Nyssa.
- Estava chovendo e e fui atravessar a rua, não vi o carro e para não me atropelar jogou o carro num poste. — Meu sangue ferve ao saber que ele quase morreu por que ela não olhou para os lados da rua antes de atravessar.
- Quer dizer que o Ray quase morreu por que você não olhou antes de atravessar a rua? — Pergunto rude. - Você tem ideia de quão estupido é isso?
Ela fica pálida e logo cora.
- Eu vou saber quando você vai ter alta. — Roy falou e quando passou por mim deu um leve aperto em minha mão.
- Felicity. Chega. — Ray falou, pelo sua voz estava irritado.
- Sua irresponsabilidade poderia tê-lo matado. — Continuo olhando para ela e ignorando o aviso dele.
- Eu sinto muito. — Ela falou baixinho.
- Não. — Disse simplesmente.
- Felicity. CHEGA! Não pode culpar os outros por coisas que não foram culpa delas. — Ray me disse, na mesma hora meus olhos marejaram. Ao ver isso,de bravo ele ficou arrependido. - Fel... Me desculpa. Eu não quis dizer isso.
Levantei a mão para ele parar de falar. Fui a passos rápidos em direção a porta, me bati em alguém.
- Me desculpe. — Falei já saindo sem olhar para cima.
- Está tudo bem. — Uma voz grave respondeu e me arrepiou de cima a baixo.
Estava saindo do quarto quando ouvi a voz de Ray.
- Não deixa ela sair.
Larguei minha mochila e desci correndo as escadas saí do hospital com as palavras de Ray se misturando com as de 1ano atrás. " Não pode culpar os outros por coisas que não foram culpa delas".
Caminhei sem direção até que cheguei numa ponte e me sentei na grade de proteção.
Assim que Felicity saiu do hospital, Roy voltou para o quarto com um sorriso, mas só tinha Ray, Nyssa e um homem.
- Cadê a Fel? O médico disse que amanhã de manhã você tem alta .- Ao ver a cara de velório do irmão mais velho, perguntou. - O que aconteceu depois que eu saí?
- Foi sem querer, eu juro. — Ray tentou se justificar. Roy correu as mãos pelos cabelos nervosamente.
- O que houve? — Perguntou tentando não perder a calma.
- Foi minha culpa. Seu irmão queria me defender e eles brigaram. — Nyssa falou. - Ela disse que por eu não olhar antes de atravessar, o irmão de vocês podia morrer. — Falou com os olhos cheios de água.
- E o que você disse Ray? Não foi algo à toa, por que ela briga por horas em casa com a gente. — Roy falou tentando pensar em algo que a fizesse fugir de uma discussão.
- Disse que ela não deveria culpar os outros por coisas que não são culpa deles. — Disse Ray de cabeça baixa.
- Puta que pariu! O que você tem na cabeça? Da última vez você levou dois dias para achá-la em Central. E agora, como vamos encontrá-la, não conhecemos Starling.
- Eu conheço. — Falou o cara que estava ao lado de Nyssa.
- E quem é você? — Perguntou Roy desconfiado.
- Oliver Queen. Amigo da Nyssa. Posso ajudá-los a encontrar a irmã de vocês. — Os irmãos se entreolharam e chegaram a um cordo mútuo.
- Ok, obrigado. — Ray agradeceu.
- Um pergunta. — Pediu Oliver, apesar de não ser curioso, quis saber disso em particular. - Por que essa frase a afetou tanto?
- Por que foi a frase que a ex-noiva do Ray usou quando a Felicity culpou o caminhoneiro bêbado pela morte dos nossos pais. Dando entender que se eles não estivessem indo buscar ela numa festa do pijama, não teriam morrido, na verdade ela estava chatiada por que o Ray voltou da viagem deles. Roy explicou com raiva na voz.
Por algum motivo, Oliver sentiu raiva dessa mulher que ele nem conhecia.
- Cooper! — Ray se lembrou do cunhado, que ele não gostava nem um pouco.
Pegou o celular na mochila da irmã e ligou. Minutos depois desligou a ligação desanimado, avisando que Cooper não sabia de Felicity pois estava numa festa de um amigo.
Todos ficaram desanimados, mas logo os três saíram para procurá-la já que Ray não podia sair e não podiam pedir a polícia para ajudá-la, já que ela não lidava bem com policiais desde aquela noite.
- Será que o Ray também me culpa pelo acidente? — Claro né Felicity. Ele perdeu o futuro que tinha sonhado, teve que cuidar de dois irmãos mais novos e que só dão trabalho. O Roy só dá trabalho quando defende você.
- Ei, a vida pode estar difícil, mas não precisa se matar. — Ouço a mesma voz do hospital e me arrepio novamente.
Controle-se Felicity, você tem namorado. E ele pode ser feio. Olho para ele e quase caio. Ele é lindo, muito lindo.
- Eu não ia me matar. — Respondo. - O que te deu essa ideia? — Pergunto e me dou conta de onde estou. - Fora o fato de que estou sentada na grade de proteção de uma ponte.
- Exatamente isso. — Ele diz e ri.
- Falei alto né? — Pergunto corando. - Eu e minha língua grande.
- Anda, vou te ajudar a descer. — Disse próximo de mim, me estendendo a mão.
- Eu subi só e vou descer só. — Disse me virando para passar a perna para dentro da grade e escorreguei. - Ah!
O cara bonito, corre e me segura pelos braços e me puxa. Caio por cima dele e ficamos próximos o suficiente para um beijo, que ia acontecer se não tivessemos sido interrompidos.
- Posso ajudá-los... Felicity!? — Era Cooper.
- Cooper... Oi. — Respondo me levantando de cima do cara bonito.
- O que está havendo? — Perguntou alternando olhares entre eu e o meu salvador.
- Nada. Eu me desequilibrei e caí por cima do... — Olhei para ele para ele dizer seu nome, já que eu não sabia.
- Oliver. — Ele falou.
- Isso o Oliver, Cooper achei que você... — Fui interrompida por uma ruiva alta que saiu do carro.
- Coop... Vamos, a festa nos espera. — Falou encostada no capô.
- Doente. — Completei sentindo a raiva e a tristeza bigarem por espaço no meu coração. - Quer saber, vai se fuder! — Falei me virando para Oliver. - Pode me levar?
- Claro. Seus irmãos estavam preocupados. — Arqueei a sobrancelha confusa. - Eu saí para procurar você. Nos esbarramos na saída do quarto do seu irmão.
Assenti e nos viramos para ir para seu caro quando Cooper segurou meu braço.
- Me solta. — Falei puxando meu braço de seu aperto.
- Eu sou seu namorado. Você não vai com esse aí. — Falou apertando meu braço ainda mais.
- Me solta. E não, você não é meu namorado, não mais. — Disse tentando me soltar mais uma vez. - Está me machucando.
Antes que Cooper tivesse qualquer atitude um punho voou em direção ao seu rosto e ele cambaleoou. Oliver o tirou do chão pela gola da camisa.
- Nunca. Mais. Encoste. Nela. — Falou e o empurrou de volta para o chão.
Se aproximou e pôs as mãos em minha cintura.
- Você está bem? — Perguntou suavemente. Acenei e Oliver me conduziu calmamente em direção ao banco do passageiro e abriu a porta. - Eu vou te levar para o hospital.
Fomos o caminho todo em silêncio. Antes de descermos segurei seu braço e o fiz olhar para mim.
- Por que fez aquilo na ponte? — Perguntei curiosa.
- De verdade? — Perguntou, assenti. Ele deu um sorriso tímido. - Eu não sei. Quando eu vi ele apertando seu braço, eu fiquei com muita raiva e não me controlei. — Disse me fitando intensamente.
- Obrigado. — Respondi corada ao ver seu olhar.
Entramos calados e eu estava cada vez mais tensa ao me aproximar do quarto. Entramos e eu abracei Roy assim que entrei.
Notas finais
Beijos!!
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