Recomeço

39 Capítulo 39 - Kisses


Notas iniciais
Falo nada sobre o nome do capítulo... O amor está no ar, sociedade! Cena Clammy ao som de Warning Sign do Coldplay e cena Deanalie ao som de With Love da Christina Grimmie. Preparem seus coraçõezinhos e tirem as crianças da sala! Lá vai!

Claire estava em uma sala do bunker onde os Homens das Letras costumavam praticar tiro ao alvo. Ela havia carregado uma das armas que estava guardada em um dos armários repleto de outras armas, de variados tipos, calibres e tamanhos. E agora tentava acertar um alvo a alguns metros da bancada onde estava.

Claire deu o primeiro tiro e a arma quase caiu da sua mão. Além disso, o projétil não chegou nem perto do alvo e acertou o canto superior da parede. Então ela abaixou a arma e resmungou:

– Balls! Por que nos filmes parece ser tão fácil?

– Por favor, não atire em mim. — brincou Sam entrando na sala.

Claire se virou para vê-lo rapidamente e em seguida voltou a olhar na direção dos alvos. Sentia-se envergonhada pelo que tinha feito na noite anterior no carro. Resolveu dizer qualquer coisa antes que um silêncio constrangedor se instalasse entre eles:

– Sam! Como você está se sentindo? Você estava meio bêbado ontem... Está melhor agora?

– Sim, estou. Obrigado. — respondeu ele lembrando do que havia acontecido no carro quando acordou com o beijo suave da garota. Depois de observá-la um pouco intrigado, ele sentou em uma cadeira perto da porta e perguntou — O que você está fazendo, Claire Singer?

– Bem, até agora você tem me ensinado a parte teórica de ser uma caçadora, Sam, mas eu acho que eu preciso praticar um pouco. — explicou a garota e em seguida atirou de novo.

Ao ver que o projétil tinha passado muito longe do alvo e que o corpo de Claire tinha ido um pouco para trás devido ao impacto do disparo, Sam riu levemente e perguntou:

– Você acha?

Decepcionada consigo mesma, ela respirou fundo e colocou a arma sobre a bancada. Em seguida, resmungou:

– Que ótimo! Uma caçadora que não sabe usar uma arma.

Sam a observou por alguns instantes enquanto ela se preparava para atirar de novo. E sem saber como começar aquela conversa, ele simplesmente disse:

– Você me beijou ontem.

Claire ia atirar, mas parou ao ouvir isso. Seu coração acelerou e o seu rosto enrubesceu rapidamente. Depois de se recuperar, ela brincou:

– Sabe, Sam, eu sinto falta da época em que você era mais contido.

Em seguida, ela atirou e mais uma vez errou o alvo. Sam pensou no que Claire disse, mas na verdade ele não tinha saudade da época em que era contido com ela. Aliás, estava cansado de conter os seus sentimentos, seus desejos, o que queria fazer. Então refez a frase em tom de brincadeira:

– Oh! Certo. Desculpe. Vejamos... Sabe, Claire, eu estava pensando, pensando e pensando e me perguntando "Por que você me beijou ontem?" E não adianta colocar a culpa na Mia porque desta vez ela não te compeliu. Desta vez, você quis me beijar. Ah! E responda outra coisa: você sempre se aproveita de caras bêbados?

De costas para Sam, Claire sorriu levemente sem que ele visse. E depois de atirar e errar o alvo de novo, respirou fundo e respondeu:

– Aquilo não foi um beijo exatamente, eu só estava tentando te acordar.

– Bem, é uma forma interessante de se acordar alguém. — reconheceu ele.

Houve um momento de silêncio durante o qual, Claire quis caminhar até Sam e beijá-lo de uma vez. Mas ao mesmo tempo, estava muito interessante flertar com ele daquele jeito. Então resolveu esperar mais um pouco para ver o que mais ele diria e enquanto isso, recarregou a arma.

Sam pensou um pouco. Sentiu vontade de caminhar até a garota e beijá-la de uma vez. Mas antes ele precisava contar algo para ela, então recomeçou:

– Mechas roxas, hein?

Claire parou o que estava fazendo e ficou alguns instantes imóvel pensando no que Sam queria dizer com aquilo. Logo ela lembrou que quando estudou em Stanford, o seu cabelo tinha algumas mechas daquela cor. Então virou-se para ele, sorriu e deduziu:

– Você lembrou.

– Sim. — confirmou ele e depois explicou — Depois que você me deu aquele beijo que não foi um beijo, as lembranças voltaram como mágica. Eu nunca pensei que eu fosse dizer isso, mas o Crowley está certo, o beijo do amor verdadeiro pode curar qualquer maldição mesmo. Mas eu descobri que você mentiu, Claire. Eu fui um idiota com você quando a gente se conheceu.

Ao ouvir isso, ela apoiou as mãos na bancada, lembrou do dia em que conheceu Sam e discordou:

– Não, não foi. Você só estava sendo fiel a sua namorada na época. Jessica.

Sam lembrou de algo e resolveu confirmar:

– Quando eu te contei sobre a morte da minha mãe, você disse que tinha a impressão de já ter ouvido uma história semelhante. Era da morte da Jessica que você estava falando, não era?

– Sim. O campus todo soube. Eu tinha esquecido, mas lembrei de tudo naquela noite na casa do meu pai, depois de ver uma foto sua, Sam. — explicou a garota enquanto Sam lembrava da foto que Claire segurava quando ele voltou e a encontrou dormindo.

Depois disso, o Winchester ficou pensando um pouco sobre tudo aquilo. Era estranho, mas pela primeira vez em muito tempo, Sam não se sentia mais culpado pela morte de Jessica. Um demônio tinha a matado, assim como matou a sua mãe quando ele tinha seis meses de vida, e não ele.

A verdade é que desde que Claire ressurgiu na vida de Sam e o aceitou do jeito que ele é, sabendo dos erros que ele cometeu e não se importando com isso, ele finalmente começou a se perdoar pelo passado também. E pela primeira vez em muito tempo, sentia-se pronto para recomeçar. E queria muito que fosse com Claire. Então Sam sorriu um pouco e resolveu continuar aquele flerte:

– Rolou um clima entre a gente naquela biblioteca.

– Sim... Definitivamente, rolou. — concordou ela e em seguida, completou — Mas como eu disse antes, aquele não era o nosso momento, Sam.

– Você acha que agora é? — indagou ele.

– Bem, eu quero que seja. — respondeu ela prontamente.

Claire percebeu que Sam tinha gostado muito daquela resposta pela forma como a encarou profundamente depois disso. Então ela sentiu seu rosto ficar vermelho de novo e seu coração quase sair pela boca. Um pouco envergonhada, ela se virou na direção dos alvos e atirou de novo. E ao errar mais uma vez, ela disse um pouco ríspida consigo mesma:

– Que bela caçadora eu sou...

– Muito bela. — insinuou Sam enquanto ela sorria sem que ele visse. Em seguida, ele levantou da cadeira, se aproximou e enquanto recarregava a arma, propôs — Ok, vamos fazer isso direito.

Claire o observou atentamente. Carregar a arma não era difícil. Ela já tinha feito isso antes, mas atirar nunca foi o seu forte. E era muito difícil acertar aqueles malditos alvos quando toda vez que ela tentava, suas mãos tremiam.

Claire parou de pensar nessas coisas quando Sam lhe entregou a arma. Em seguida, ele se posicionou atrás da garota e passou os braços com cuidado em volta dela. Assim, os braços de Sam se juntaram aos braços de Claire. As mãos dele ficaram sobre as mãos dela. E seus corpos ficaram bem próximos um do outro enquanto os dois apontavam a arma para o alvo logo a frente. Claire não sabia se estava tremendo mais por medo de atirar e errar de novo ou se por Sam estar assim tão perto dela. Era tão bom sentir o calor do corpo dele, sentir a respiração dele no seu pescoço, o toque dele na sua pele.

Sam também estava gostando muito daquela proximidade entre eles. Discretamente roçou o queixo nos cabelos da garota e fechou os olhos sentindo o perfume suave e inebriante que exalava deles. Claire tinha um cheiro bom. Uma pele macia... E no fim, Garth estava certo, havia sim uma eletricidade entre os dois capaz de iluminar todo o estado do Kansas.

Sam abriu os olhos voltando a si e ao perceber que Claire ainda tremia um pouco, aproximou os lábios da sua orelha direita e sussurrou:

– Calma.

Em seguida, segurou as mãos de Claire com mais firmeza para que elas parassem de tremer e aos poucos a garota foi relaxando.

Em seguida, ela sentiu a mão de Sam deslizar suavemente sobre a sua e um dos dedos dele se juntando a um dos seus em direção ao gatilho. Claire observou o gesto e sorriu discretamente. Depois voltou a olhar para frente e tentou se concentrar.

– Quando eu sei que eu devo atirar? — quis saber ela.

– Acredite, quando uma criatura sobrenatural aparecer na sua frente, é a primeira coisa que você vai fazer. Mas se você tiver alguma vantagem sobre ela, então... Você pode ir com mais calma, com cuidado, mas nunca deixando de seguir o seu instinto, o seu coração... — explicou ele enquanto Claire se arrepiava com o som daquelas palavras no seu ouvido.

Com esforço, voltou a se concentrar e depois de mais alguns instantes, ela finalmente apertou o gatilho. A bala acertou a cabeça do alvo certeiramente. Incrédula e feliz ao mesmo tempo, Claire tirou as mãos da arma e voltou-se para Sam sorrindo e comemorando:

– Eu consegui!

O Winchester colocou a arma sobre a bancada e deu um passo a frente ficando bem próximo de Claire. Mas quando finalmente decidiu que era o momento certo para beijá-la, ela o surpreendeu e fez isso antes, se jogando nos braços do caçador e pressionando seus lábios contra os dele depois de fechar os olhos. Surpreso, mas feliz por aquilo finalmente estar acontecendo entre eles, Sam fechou os olhos também, segurou o rosto de Claire entre as suas mãos e explorou toda a boca da garota com um beijo intenso e apaixonado enquanto ela passava os braços em volta do pescoço dele e deixava seus corpos ainda mais próximos um do outro. Em seguida, passou as mãos pela nuca de Sam e por seus cabelos macios.

Claire envolvia seus lábios nos de Sam enquanto suas línguas se exploravam mutuamente em um beijo cada vez mais ardente e delicioso. Ele empurrou ela levemente contra a bancada, porém mais uma vez Claire o surpreendeu virando o jogo e o empurrando contra a parede a alguns metros a frente sem deixar de beijá-lo nem por um segundo. Então Sam deslizou suas mãos pelo cintura de Claire, em seguida elas subiram pelas costas da garota e finalmente encontraram o rosto dela de novo o segurando com força contra o dele enquanto o beijo ficava cada vez melhor, intenso e apaixonado.

XXX

Enquanto isso, Natalie estava sentada na cama de frente para Dean segurando uma foto de John Winchester. Ela sorriu levemente e disse:

– Sim, eu lembro dele também. Aliás, eu não sei como eu pude esquecer um rosto desses. Com todo o respeito, Sr. Awesome, mas o seu pai era um verdadeiro gato.

Dean fechou a cara e pegou a foto das mãos da loira antes de resmungar:

– Você não precisava ter dito isso, Natalie. Foi totalmente desnecessário.

Ela riu e tentou consertar:

– Bem, se serve de consolo, eu acho que você herdou os melhores genes dele.

Gostando de ouvir aquilo, Dean a encarou de um jeito diferente e quis confirmar:

– Você acha mesmo?

Natalie percebeu que tinha falado demais e que seu rosto estava ficando vermelho rapidamente. Se arrependeu por ter dito aquilo. Não queria que Dean pensasse que ela estava flertando com ele. Ainda sentia-se constrangida pelas coisas que fez e falou na noite anterior. Principalmente depois do porre.

Ao perceber que Dean estava se aproximando um pouco, Natalie se moveu para trás restabelecendo uma distância segura entre eles, depois pegou uma foto no diário e mudou de assunto o mais rápido que pôde:

– Quem é ela? Sua mãe?

Dean observou Natalie por alguns instantes e percebeu que ela estava tentando fugir de um assunto que eles precisavam muito conversar. Sorriu discretamente ao notar que o rosto da loira estava vermelho e só então respondeu:

– Sim, era a minha mãe. Mary.

– Ela era linda. — elogiou Natalie.

– Está aí mais uma coisa que eu herdei do meu pai. O bom gosto para mulheres. — insinuou Dean observando a reação da garota.

Natalie ficou completamente sem resposta e sentiu que o seu rosto estava pegando fogo. Então levantou da cama, caminhou até a porta e disse:

– Sabe, é melhor eu voltar para o meu quarto.

– Natalie... — chamou o Winchester e ela se virou — Este é o seu quarto. — lembrou ele.

Ela olhou para o lugar e percebeu que Dean tinha razão. Sentiu-se ainda mais estúpida. Ultimamente estava ficando muito difícil agir normalmente perto dele.

– Ah, é! — exclamou Natalie ainda atrapalhada e em seguida, sugeriu — Então talvez seja melhor você voltar para o seu.

– Eu não vou a lugar algum enquanto nós dois não conversarmos. — avisou Dean e em seguida, bateu uma das mãos sobre a cama e pediu — Senta aqui, baby.

– Baby? — repetiu Natalie surpresa — Então agora você vai me chamar do mesmo jeito que você chama aquela lata velha?

– Não fala assim da minha baby, baby. E não me faça levantar e ir aí te buscar porque vai ser pior. Ou melhor. — insinuou Dean e depois de bater com a palma da mão na cama de novo, intimou — Anda, senta aqui. Nós precisamos conversar.

Natalie hesitou um pouco, mas por fim se aproximou e sentou de frente para o Winchester. Evitou o contato visual o máximo que pode, mas em dado momento não conseguiu mais e encontrou o olhar dele. Sorriu com sarcasmo para disfarçar o constrangimento e perguntou:

– O que foi?

– Você é linda. — afirmou Dean.

– É, você já disse isso. Ontem, na verdade. — disse ela fingindo que não tinha dado à mínima para aquilo.

– Olha, veja só. Parece que alguém andou lembrando de algumas coisas. — deduziu Dean — Você lembra da forma que me provocou no banheiro também, Naty? Ou das coisas que me disse no bar? Do ciúme que sentiu de mim?

– Ah! Que ótimo! Eu já entendi, Dean Winchester. Você está tentando me deixar ainda mais constrangida para se divertir às minhas custas. — resmungou Natalie cruzando os braços. E olhando para o canto do quarto, acrescentou — Aproveite, porque isso é o máximo de diversão que você vai ter de mim.

– Por que você acha que eu só quero me divertir com você, Naty? — indagou ele um pouco ofendido.

Natalie voltou a olhar para ele e explicou:

– Porque eu conheço a sua fama com as mulheres, Sr. Awesome. Porque bem antes de te reencontrar em Kentucky, eu já tinha ouvido falar de você, ouvido várias conversas sobre você em bares de estrada, entre algumas garçonetes, até mesmo entre caçadoras. Você nunca se prende a ninguém, Dean.

– Você e a sua mania de ouvir atrás da porta, não é, Naty? Mas eu confesso que estou um pouco chateado. Quer dizer que eu caço coisas, salvo pessoas, impeço o fim do mundo, mas sou lembrado apenas porque gosto de... Curtir a vida?- reclamou ele.

Natalie pensou um pouco e prosseguiu:

– Olha, eu não vou bancar a careta e dizer que você está errado, Dean. Você é livre, tem todo o direito de sair com quem você quiser e fazer o que você quiser, mas não pense que vai ser assim comigo também. Eu não vou ser mais uma das suas conquistas. Eu sou diferente.

– Eu sei que você é diferente, Naty. É porque você é diferente que eu fui cavalheiro com você ontem. Mesmo com você me provocando daquele jeito. Sabe, eu tive que fazer um esforço enorme pra não te agarrar ali mesmo. Mas você estava bêbada e eu não podia me aproveitar do seu momento de fragilidade. — lembrou ele e depois de encará-la por alguns segundos, insinuou — Mas você não está bêbada agora. Então o que ainda me impede de fazer isso?

– Não se atreva. — avisou ela indo um pouco para trás.

– Por quê? — insistiu ele indo um pouco para frente.

– Porque eu não quero. — respondeu Natalie indo mais um pouco para trás.

– Sim, você quer. — afirmou Dean indo mais um pouco para frente e então questionou — Naty, ontem, no bar, nós paramos de mentir para nós mesmos e nos deixamos levar por aquele momento. E foi bom. Então por que nós não podemos tentar isso de novo?

– Porque não. — respondeu Natalie indo mais para trás e quando estava quase caindo da cama, Dean passou os braços em volta da cintura dela e a trouxe para perto dele.

Os dois ficaram bem próximos e Natalie não conseguia evitar o contato visual porque o rosto de Dean estava a poucos centímetros do seu.

– Cuidado, Naty. Ninguém quer que você caía no chão porque de repente eu posso cair também, em cima de você e vai ser meio complicado me convencer a me afastar se isso acontecer... — provocou o Winchester com um sorriso safado.

Com as mãos nos braços de Dean, Natalie tentou empurrá-lo enquanto pedia:

– Sr. Awesome, me solta! Por favor! Não faça isso! Me solta!

Dean a segurou com mais força e quando ela parou de lutar, deu um boa olhada para o seu rosto e ficou se perguntando como demorou tanto tempo para perceber como Natalie era linda. Não só por fora, mas por dentro também. Ela era aquela garotinha assustada embaixo da cama. E tinha voltado para ele.

A olhando com carinho, Dean prosseguiu:

– Ontem no meio da sua bebedeira, você perguntou "Por que eu? Se você pode ter qualquer mulher deste bar ou do mundo, então por que eu?" E agora eu vou te responder, Natalie Jones. — e olhando profundamente em seus olhos ele confessou — Porque nenhuma delas conseguiu preencher o vazio que você deixou quando meu pai te levou para aquele orfanato. Porque nenhuma delas me faz sentir o que eu sinto quando eu estou perto de você ou quando eu simplesmente penso em você, Naty. Porque nenhuma delas mexe comigo como você mexe. Porque eu não estou apaixonado por nenhuma delas. Porque nenhuma delas é você. Porque é por você que eu estou apaixonado. Completamente apaixonado. Então se você realmente não sente o mesmo por mim e se não quer que eu faça o que eu vou fazer agora, é bom você dizer logo, ser muito convincente e me empurrar com o máximo de força que puder porque só assim, talvez, você vai conseguir me impedir de beijar você, Natalie Jones. Então, você tem alguma coisa para me dizer? Última chance, baby. Eu não vou me segurar por muito tempo.

Ao ouvir essas coisas, a loira olhou nos olhos de Dean e se sentiu a mulher mais amada do mundo. E a mais sortuda também. Qualquer dúvida que Natalie ainda pudesse ter sobre os sentimentos do Winchester por ela, se dissipou naquele momento. Tudo tinha ficado perfeitamente claro e inexplicavelmente lindo. Tinha sido muito bom ouvir aquelas palavras tão românticas e sinceras que a deixaram sem reação.

O coração de Natalie acelerava a cada instante enquanto ela tentava encontrar algo à altura para dizer naquele momento para aquele homem lindo e especial na sua frente. Mas tudo que conseguiu dizer, foi:

– Me beija logo, idiota...

E aquilo era exatamente o que Dean queria ouvir. Então, sem perder tempo, ele segurou o rosto de Natalie entre as suas mãos e aproximou sua boca dos lábios dela ao mesmo tempo em que os dois fechavam os olhos. Pressionou os lábios da garota com certa força por conta do desejo que sentia por ela e por ter sonhado tanto com aquele momento.

Logo seus lábios e suas línguas se envolveram intensamente em um beijo doce e ardente ao mesmo tempo. Um beijo repleto de sentimento. Os dois levantaram um pouco ficando de joelhos na cama enquanto continuavam se beijando cada vez com mais paixão.

Seus corpos se envolveram em um abraço mútuo, apertado e repleto de carícias. Dean passou as mãos pelas costas de Natalie, por sua cintura, depois por suas costas de novo subindo em direção ao seu pescoço. Suas mãos seguraram os cabelos dela com força enquanto continuava a beijando como nunca beijou mulher alguma.

Natalie passou aos mãos pelo rosto e pescoço de Dean. Acariciou a nuca dele com as pontas dos dedos. Depois passou as mãos por suas costas largas, por seus ombros, por seu peito, por suas costas de novo e o abraçou mais forte fazendo os seus corpos ficarem ainda mais próximos um do outro enquanto continuava o beijando como nunca beijou homem algum.

Em dado momento, eles se afastaram um pouco e se olharam sem acreditar que podia existir um beijo tão bom quanto aquele.

– Awesome... — disseram os dois ao mesmo tempo de forma ofegante.

E em seguida se beijaram de novo. E de novo. E mais uma vez... E de novo...

Notas finais
E de novo... e de novo... e de novo.... Eitcha lelê!!!!!! Gostaram? Valeu a pena esperar 39 capítulos por estes momentos tão fofos, instigantes, calientes e românticos? Adorei escrever!!! E prepara porque no capítulo 40, teremos mais Clammy, no capítulo 41 mais Deanalie, no 42 Miastiel, cura e afins, depois teremos um capítulo natalino (oi?) e depois os acontecimentos finais da fic! Preparem seus corações!!!! PS: O que foi a declaração de amor do Dean para a Naty, hein? OMG... PS2: E o Sam ensinando a Claire a atirar? Depois disso, vou até me inscrever numas aulas de tiro kkkkkkkkkkkkkkkkkk Reviews?