Recomeço

10 Capítulo 10 - Intrusos


Notas iniciais
Roupa de baixo = cueca.Transformer = Metatron.O nome do capítulo é por que... Alguns personagens terão visitas surpresas...Have fun!Só para constar, eu ri enquanto eu escrevia e enquanto revisava. Apesar de ser um capítulo tenso e com algumas revelações, também ficou engraçado kkkkkk

Mia estava sentada em um sofá de uma loja de roupas, acariciando Vincent em seu colo e folheando uma revista com a outra mão. De repente, Castiel saiu do provador vestindo uma calça caqui e uma camiseta azul marinho de botões. Ao ouvir os passos dele, Mia ergueu os olhos em sua direção. Castiel parou na sua frente e ela o observou da cabeça aos pés enquanto inclinava um pouco a cabeça e colocava a mão no queixo.

– Eu prefiro a camiseta preta. — opinou ela e em seguida voltou a folhear a revista.

– Mas eu gostei mais desta. — argumentou ele um pouco desapontado.

Mia ergueu os olhos novamente e contra argumentou levantando uma das sobrancelhas:

– Mas a preta é mais fácil de tirar.

Castiel deu um leve sorriso e respondeu prontamente:

– Eu vou ficar com a preta.

– Ótima escolha, anjo. — elogiou Mia e em seguida voltou a folhear a revista.

Momentos depois, os dois saíram da loja. Castiel carregando várias sacolas e Mia, o gato. Os dois caminhavam pelo shopping no centro de Memphis, olhando as vitrines, quando Castiel lembrou:

– Nós devíamos ter saído desta cidade como o Dean pediu.

– Eu não vou fugir de um lobisomem, Cas. Já é horrível não poder caçar o desgraçado, ter que sair da cidade por causa dele, nem se fala. — protestou ela insatisfeita com aquela situação.

Então Castiel segurou o braço de Mia a fazendo parar de andar e se voltar para ele.

– Eu sinto muito. — lamentou Castiel a olhando com carinho — Eu sei como caçar é importante pra você, Mia. E ter que abrir mão de algumas coisas porque agora você é uma vampira, não deve ser fácil. Mas eu quero que você saiba que eu estou aqui. Não se esqueça que você pode sempre contar comigo, se abrir comigo, ok?

Mia sorriu levemente, se aproximou e lhe deu um rápido selinho antes de dizer enquanto acariciava o rosto de Castiel:

– Você também pode contar comigo, anjo. Sempre. Eu sei que tem sido difícil pra você também. Ter sido enganado por um Transformer e perdido os seus poderes. Mas se serve de consolo, pra mim você nunca deixou de ser um anjo. Meu anjo. E nós vamos encontrar uma forma de recuperar a sua graça. Mais cedo ou mais tarde. — e depois de observar Castiel sorrindo de volta, Mia o puxou pela mão e disse — Vamos! Nós ainda temos que escolher as roupas de baixo!

Enquanto isso, Dean estacionava o Impala em frente à casa de Margareth Morris. O lugar estava completamente escuro e havia faixas amarelas em volta da casa, nas portas e nas janelas para evitar que curiosos se aproximassem do local.

De repente o celular do Winchester começou a tocar Back in Black do AC/DC e Natalie olhou em volta procurando o som familiar quando Dean explicou:

– É o meu celular.

– Claro que é... — murmurou a loira com uma expressão estranha como se tivesse visto um fantasma ou algo pior. Ou como se estivesse diante de um espelho.

Olhando para o visor, Dean revelou:

– É o Sammy.

– Eu te espero na casa. — avisou Natalie abrindo a porta e saindo do Impala.

Quando ficou sozinho, e querendo muito saber se a história que Natalie contou era mesmo verdade e se ele podia confiar nela ou não, Dean atendeu ansioso:

– Claire é real?

– Oh! Olá, Dean! Também é ótimo falar com você! À propósito, eu estou bem! Obrigado por perguntar. — respondeu Sam com ironia enquanto saía do hotel e entrava no Camaro de Natalie. E após uma pausa, explicou — Ah... E respondendo a sua pergunta, eu ainda não sei se Claire Davis é real. Aparentemente sim, mas a Charlie não encontrou muita coisa sobre ela. Apenas uma foto que pode muito bem ser de outra pessoa.

– Oh! Oh! Espera um pouco. Você pediu pra Charlie investigar a garota? Cara... Que paranoico. — surpreendeu-se o mais velho enquanto observava Natalie se aproximando da casa.

– Olha quem fala... — resmungou Sam e depois explicou — Bem, o que importa é que eu estou indo até o endereço que a Natalie me deu e logo nós vamos descobrir se Claire realmente existe e se a Natalie está mesmo dizendo a verdade. E então você poderá confiar nela, Dean. Exatamente como você quis confiar desde o começo.

– Quem disse que eu quero confiar nela? Eu quero me livrar dela logo. Garota chata... — resmungou Dean enquanto via Natalie tentando abrir a porta da casa de Margareth Morris, porém sem êxito. E em seguida, prosseguiu — E se ela e Claire estiverem dizendo mesmo a verdade, nós vamos ajudá-las a encontrar Ezekiel, como prometemos, mas depois tchau. Até nunca mais, meninas. — e após uma breve pausa, indagou — Algum outro motivo para você ter ligado, Sansão?

Ainda com o carro parado, Sam abriu o notebook no banco ao lado e olhou mais uma vez para a foto da garota que podia ser Claire e começou a dizer um tanto sem graça:

– Ãn... Dean, na verdade, aconteceu uma coisa estranha. Quando eu vi a foto que a Charlie me mandou. Da Claire.

– Defina "coisa estranha". — pediu o mais velho querendo entender do que o irmão estava falando exatamente.

– Promete que não vai rir? — pediu Sam ainda mais sem graça.

– Sammy, você sabe que pedir pra uma pessoa não rir é a mesma coisa que fazer cócegas nela, não sabe? — argumentou Dean já sentindo uma vontade de rir do irmão, mas se conteve e assentiu — Anda, fala logo. O que aconteceu?

Sam pensou um pouco e embora estivesse arrependido por ter tocado naquele assunto, resolveu ir até o fim e explicou:

– Bem, quando eu vi a foto da Claire... Alguma coisa no olhar dela... No rosto... Nela... Eu não sei... Alguma coisa nela me trouxe uma sensação... Eu senti algo estranho que eu não sei explicar exatamente o que é. — após uma longa pausa e ao ouvir alguns ruídos do outro lado da linha, Sam perguntou irritado — Dean, você está rindo, não está?

Dean parou de rir, aproximou o celular do ouvido novamente e mentiu:

– Eu? Claro que não, Sammy. Por que eu ia rir de você? Só porque parece que você teve um imprinting?

– Cala a boca... — pediu o mais novo realmente arrependido por ter confessado aquilo. Em seguida, se convenceu de que estava exagerando. Que aquilo era apenas uma foto de uma garota qualquer e então mudou rapidamente de assunto — O que você e a Natalie descobriram?

Dean respirou fundo ainda tentando conter o riso e quando conseguiu, respondeu:

– É um lobisomem. A polícia tinha ocultado alguns detalhes que não saíram no jornal.

– E a Mia? — quis saber Sam preocupado com a amiga vampira.

– Ela está bem. Ela e o Cas saíram de Memphis. — tranquilizou Dean.

– E pra onde eles foram? — quis saber o mais novo.

– Prefiro não imaginar. — disse Dean lembrando do flagra no necrotério e em seguida, acrescentou — Cara, eu não sei o que está acontecendo com aqueles dois. Parece que eles estão colocando pó de guaraná em todas as refeições.

– Como assim? — não entendeu Sam, mas ao pensar por alguns instantes e deduzir do que o irmão estava falando, dispensou rapidamente — Oh! Não precisa responder!

– Obrigado. — agradeceu Dean aliviado por não precisar explicar aquilo.

Após pensar mais um pouco, Sam o tranquilizou:

– Dá um tempo pra eles, Dean. Os dois estão juntos e felizes como há muito tempo não ficavam. E o Cas é humano agora. Vai ver que ele só está querendo aproveitar o que a humanidade tem de melhor. E a Mia é uma vampira, lembra? Você sabe... As emoções e... Outras coisas se multiplicam, ficam à flor da pele, sei lá.

– Será que nós podemos mudar de assunto? — sugeriu o mais velho sem querer falar sobre a intimidade de Mia e Castiel.

– Na verdade, eu não vou mais tomar o seu tempo, Dean. Eu sei como você deve estar ansioso para caçar esse lobisomem com a Natalie. Só tentem não se matar, ok? — brincou Sam.

– Hilário... — resmungou o mais velho e depois pediu — Me ligue assim que você descobrir mais sobre a Claire, ok?

– Ok. — assentiu Sam e em seguida ele o irmão desligaram os celulares.

Então Sam olhou mais uma vez para a foto de Claire, depois fechou o notebook e deu partida no Camaro. Dean ficou alguns instantes observando Natalie à distância enquanto cogitava uma coisa. Devia estar ficando paranoico, mas precisava fazer aquilo. Então pegou o celular novamente e ligou para Charlie. Quando a ruiva atendeu, ele despejou:

– Charlie? Oi, é o Dean. Me escuta. Eu preciso da sua ajuda. Eu quero que você descubra o máximo que puder sobre uma pessoa. O nome dela é... Natalie Jones.

Enquanto isso, em St. Louis, Claire e David estavam jantando em um refinado restaurante italiano. A garota tomou um pouco do vinho enquanto David a observava atentamente. Claire usava um vestido preto até a altura dos joelhos. Era justo na parte superior, deixava seu colo e seus ombros à mostra, e abaixo da cintura era levemente solto.

– Eu já falei que você está linda? Aliás, você consegue ficar linda de qualquer jeito. — elogiou ele.

Claire colocou a taça de vinho sobre a mesa e esclareceu com cuidado para não magoá-lo:

– David, isto não é um encontro. Eu só estou aqui porque você insistiu muito e porque eu realmente acho que você merece uma explicação. Mas é só isso.

– Puxa... Você sabe mesmo como ser romântica. — ironizou ele visivelmente magoado.

Arrependida por ter sido um tanto fria, Claire tentou consertar:

– Me desculpe. Mas eu só não quero que você se iluda, David. Eu nunca quis machucar você quando eu decidi terminar... Eu sinto muito se eu acabei machucando. Parece que machucar as pessoas é mesmo o meu dom...

Ao ouvir isso, David pensou um pouco. Tomou alguns goles do vinho, enquanto os dois esperavam que o garçom trouxesse a entrada. Observou Claire por mais alguns instantes e em seguida recomeçou:

– Foi tão grave assim? O motivo te fez terminar comigo? — e como ela não respondeu, ele insistiu — O que aconteceu com a gente, Claire? O que aconteceu com a sua mãe? O que aconteceu com todos nós? Desde que você começou com aquela obsessão para encontrar o seu pai biológico, tudo mudou... E pra pior. Por que era tão importante pra você encontrar um sujeito que nunca sequer quis saber se você estava viva ou morta? Nem mesmo se ele tinha uma filha? Isso não é ser um pai, Claire.

– Eu não quero falar sobre ele. — interrompeu Claire visivelmente incomodada com o rumo que aquela conversa estava tomando — Mas você está certo, David. Ele não era meu pai de verdade. Era só um sujeito complicado que dormiu uma vez com a minha mãe e nunca mais voltou. E talvez se eu não tivesse começado a investigar a vida dele, a querer descobrir a todo custo quem ele era... Talvez nada disso tivesse acontecido. Talvez minha mãe nunca tivesse ido parar naquela UTI e talvez eu e você estivéssemos subindo no altar neste exato momento.

David franziu o cenho, intrigado com as coisas que Claire estava dizendo. Querendo entender como as coisas mudaram tanto e em tão pouco tempo, ele perguntou:

– O que você descobriu sobre ele?

Ela tomou mais um pouco do vinho antes de responder evasivamente:

– Não importa mais. Eu virei essa página. Tarde demais, é verdade, mas antes tarde do que nunca.

– E o que isso tudo tem a ver com o fato da sua mãe ter tido um derrame e você ter rompido comigo daquela forma? — quis entender David — O que o seu pai tem a ver com isso? Quem era ele?

Claire hesitou por longos instantes. Não sabia como ou mesmo se deveria dizer para David o que ela descobriu sobre o pai biológico, muito menos que na verdade a sua mãe não havia tido um simples derrame. Na realidade, o que aconteceu com a Sra. Rachel havia sido causado por outra coisa. Uma coisa sobrenatural que Claire tinha certeza que David não entenderia.

– Eu acho melhor você tomar mais um pouco de vinho. — aconselhou ela.

David deu um leve sorriso e em seguida tentou tranquilizá-la dizendo:

– Está tudo bem, Claire. Você pode confiar em mim. Você pode me contar qualquer coisa. O que aconteceu? Me conta. Eu vou entender.

Nervosa, Claire virou a taça de vinho e em seguida levantou dizendo e tentando se afastar da mesa:

– Isso é um erro. Eu não devia ter vindo... Eu não posso...

Imediatamente David levantou e segurou o braço da garota a impedindo de se afastar. E então disse com firmeza:

– Claire, você não vai sair daqui enquanto não me disser o que está acontecendo. Você começou e agora vai terminar. Sente-se.

Claire olhou em volta e percebeu que os outros clientes observavam os dois de pé e sentiam o clima tenso no ar. Ainda hesitante, ela sentou, passou a mão pelo pescoço, olhou a taça de vinho vazia sobre a mesa e anunciou depois que David também sentou:

– Eu vou precisar de mais umas dez desta.

Enquanto isso, Dean saía do Impala e caminhava na direção da casa de Margareth Morris. Depois de ter tentado abrir a porta dos fundos e não ter conseguido, Natalie voltou para frente da casa e viu Dean abrir uma das janelas da sala facilmente. Justamente, uma das janelas que ela havia se esquecido de checar. E Natalie se odiou por um instante enquanto Dean sorria com sarcasmo.

– Observe e aprenda. — provocou ele e em seguida indicou a entrada da janela e brincou — Primeiro as damas.

– Que gentil... — resmungou a loira.

Então ela se aproximou, mas antes de passar pela janela, fez questão de pisar no pé de Dean com bastante força e antes de entrar na sala de estar, o ouviu xingar:

– Son a of...

Enquanto Natalie olhava tudo em volta, Dean também pulou a janela e logo se juntou a ela. A sala de estar estava intacta, conforme o relatório da polícia mencionava. Mesmo assim, os dois se espalharam e examinaram tudo para se certificarem de que a polícia não havia deixado passar nenhum detalhe e como não encontraram nada que pudesse ajudar a identificar o lobisomem, eles resolveram checar o quarto da vítima. Então, subiram uma enorme escada que levava ao outro andar e logo entraram no recinto onde Margareth havia sido morta.

Enquanto isso, Sam estacionou o Camaro em frente ao endereço informado por Natalie como sendo o de Claire Davis e olhou a casa por alguns instantes. Era uma bela casa. Era branca e tinha dois andares e mais um sótão, pelo que ele pôde observar. O estranho era que a casa ficava bem afastada do centro de St. Louis, numa área bem deserta. Pelo visto, além de manter os dados pessoais em extremo sigilo, Claire também queria dificultar o acesso a sua casa. E mais uma vez, Sam não teve uma boa intuição sobre aquilo. Talvez Dean estivesse certo, talvez aquilo fosse mesmo uma armadilha. De qualquer forma, ele já tinha chegado até ali e agora iria até o fim. Pensando desta forma, ele pegou a arma no porta-luvas, a colocou na cintura e saiu do carro determinado a acabar com todo aquele mistério de uma vez por todas.

Enquanto Sam caminhava em direção a casa, sempre olhando em volta e atento ao menor ruído que indicasse que demônios estavam à espreita, Claire tentava evitar o olhar interrogador do ex-noivo no restaurante. De repente, David segurou a mão da garota entre as suas e notou que ela estava gelada e trêmula.

– Claire, me conta. O que está acontecendo? — insistiu ele cada vez mais preocupado com o que ela estava escondendo. E como a garota permaneceu em silêncio, ele sugeriu — Você está doente, é isso? É esse o problema?

– Não... Eu estou bem. — respondeu Claire sentindo que o momento de contar a verdade para David se aproximava e que seria inevitável.

Tentando tranquilizá-la mais uma vez, ele acariciou as mãos da garota, sorriu levemente e afirmou enquanto a olhava profundamente:

– Claire, você pode me contar qualquer coisa. Qualquer coisa. Eu vou entender. Eu juro. — e como ela ainda relutava, David prosseguiu — Deus! Não pode ser tão grave assim. Vamos, diga. O que aconteceu? Por que você me afastou, Claire? Por que a sua mãe foi parar no hospital e por que você se culpa por isso? Não foi sua culpa, Claire... Por que você acha que foi? Por que você age como se fosse? Do que você está tentando me proteger? Do que você tem tanto medo?

Claire se lembrou de tudo que ela viveu nos últimos meses e de como as coisas desmoronaram a sua volta a partir do momento em que ela resolveu procurar o pai biológico. E mesmo sem tê-lo encontrado, algo a encontrou. Algo sobrenatural. Algo maligno.

Ela repetia mentalmente que nunca devia ter revirado o passado. Agora por causa de um capricho seu, a sua mãe estava entre a vida e a morte, David estava magoado, o futuro dela era completamente incerto e ela vivia na defensiva, como ele mesmo havia notado mais cedo.

Claire arrependia-se a cada instante por ter concordado com aquele jantar. A verdade é que ela não estava pronta para compartilhar as coisas sobrenaturais que aconteceram. Mas por outro lado sabia que ele merecia uma explicação. Era até perigoso deixá-lo naquela completa ignorância. Ele precisava saber também. Para poder se precaver, se defender ou simplesmente fugir. Ir embora de St. Louis, ir para bem longe dela. Ou quem sabe, ele a surpreendesse e realmente acreditasse na sua história? Talvez ela encontrasse em David o apoio que precisava para continuar vivendo daquele jeito que ela estava vivendo ultimamente. Talvez David fosse a pessoa certa para ela se abrir. Afinal, eles iam casar, não iam? Isso significa alguma coisa, não? Talvez ela estivesse subestimando David. Talvez ele fosse sim capaz de entender aquela droga toda e lidar com isso. E ajudá-la a lidar com o sobrenatural também. Talvez eles até pudessem voltar...

Pensando assim, e cultivando certa esperança, Claire resolveu contar de uma vez enquanto olhava David nos olhos e procurava ali o homem que amou, o homem que ainda amava, o homem que com certeza entenderia e que era capaz de apoiá-la naquele momento:

– David... O sobrenatural existe. — e após uma pausa, esperando que ele esboçasse alguma reação, Claire prosseguiu — E minha mãe... Ela foi... Possuída por um demônio. Natalie fez o exorcismo, mas alguma coisa saiu errada. Não foi culpa dela, embora ela se culpe até hoje e agora queira me ajudar a todo custo a reverter o que aconteceu. Mas o fato é que o demônio fez um grande estrago enquanto estava no corpo da minha mãe. Não foi um simples derrame, David. Não teve uma causa fisiológica. Foi sobrenatural. E foi por isso que eu terminei com você. Para te proteger. Para evitar que acontecesse a mesma coisa com você.

Após um longo momento de silêncio, David indagou sério:

– Um demônio possuiu a sua mãe?

– Exato! — confirmou ela e em seguida explicou — Quando eu resolvi procurar o meu pai, quando eu consegui convencer a minha mãe a dizer o nome dele, eu comecei a investigar e então eu encontrei coisas... Perturbadoras... Coisas sobrenaturais... Sobre ele...

– Já chega. — interrompeu David soltando a mão de Claire que o olhou confusa enquanto ele abria a carteira e colocava algumas notas sobre a mesa.

– O quê? Você não acredita em mim? — surpreendeu-se ela.

– Acreditar em você? Você quer dizer nessa história absurda? — indagou ele rispidamente — Francamente, Claire, se você queria mesmo terminar comigo, devia ter inventado uma história melhor. Mais plausível.

– Mas é a verdade. Eu juro! — afirmou Claire — Eu não mentiria sobre uma coisa dessas. Você acha que é fácil pra mim ter que dizer essas coisas? Até pouco tempo, eu também não acreditaria, David. Mas é a verdade! Demônios, fantasmas, vampiros, tudo isso existe! E você precisa acreditar em mim!

David a olhou visivelmente indignado e em seguida disse:

– Não, Claire. Eu não preciso acreditar em você. A única coisa que eu preciso é me levantar desta cadeira, sair deste restaurante e não voltar a te ver nunca mais. A única coisa que eu preciso é esquecer que um dia eu conheci você e tive a péssima ideia de te pedir em casamento e achar que você e eu... Éramos feitos um pro outro. Nós não somos, Claire. Você estava certa. Acabou.

Ao ver David se levantando, Claire segurou a mão dele e perguntou preocupada:

– Pelo menos me diga que você fez aquela tatuagem.

Ele franziu a testa incrédulo e indagou:

– O quê? — e em seguida, esclareceu irritado — Eu não fiz e nem vou fazer tatuagem nenhuma, Claire! Você está completamente maluca!

Claire se levantou e ficou na frente de David o impedindo de ir embora e então insistiu muito preocupada:

– Por favor, David. É importante. Aquela tatuagem vai impedir que o que aconteceu com a minha mãe, aconteça com você também.

David riu ainda mais incrédulo e olhou em volta enquanto os outros clientes observavam ele e Claire em pé perto da mesa e prestavam atenção na discussão dos dois. No entanto, David não prestou muita atenção neles porque estava tentando lidar com o que estava sentindo naquele momento. No fundo, estava extremamente magoado. Então se lembrou de quando Claire terminou o noivado e de como ela insistiu para que ele fizesse uma certa tatuagem sem lhe dar nenhuma explicação ou motivo. Na época, ele não a levou a sério e agora percebia que tomou a decisão certa. Claire estava completamente fora de si. Que outra explicação aquilo teria? Claire estava mesmo dizendo que aquela tatuagem era para impedir que ele fosse possuído? Ela estava sendo cruel, subestimando a inteligência dele, brincando com os seus sentimentos, tripudiando em cima deles. Demônios não existem! A não ser em filmes, livros e histórias de terror.

– Você tinha razão, Claire. Isso não foi uma boa ideia. — disse ele a olhando com uma expressão que misturava raiva e tristeza.

– David... — tentou dizer ela.

– Adeus, Claire. — encerrou ele lhe dando as costas e saindo do restaurante sem olhar para trás.

A garota ficou algum tempo em pé, atônita com o que havia acontecido, inconformada por David não ter acreditado nela e profundamente arrependida por ter pensado que as coisas poderiam ter sido diferentes. Ouviu as pessoas cochichando nas outras mesas e sentiu-se ainda pior. Então pegou a bolsa na cadeira e também deixou o restaurante visivelmente abalada.

Enquanto isso, Sam parou na varanda da casa de Claire e tentou espiar o interior do lugar através de uma abertura de vidro na porta. Porém, uma cortina do outro lado, o impediu de enxergar qualquer coisa. Então ele hesitou por alguns instantes. Não sabia se devia ou não tocar a campainha. Se aquilo fosse uma armadilha, então com certeza seria algo estúpido a se fazer. Mas se fosse apenas a casa de uma garota qualquer, então não teria nenhum problema. Depois de pensar um pouco, Sam resolveu arriscar e tocou a campainha. Instantes depois, e como ninguém apareceu, ele decidiu girar a maçaneta. Mas a porta estava trancada.

– Ótimo... Ninguém em casa. — resmungou ele antes de se virar e descer os degraus que separavam a varanda do quintal.

Mas de repente ele parou e voltou-se mais uma vez em direção a casa. E pensou que se tinha chegado até ali, o mínimo que podia fazer era tentar mais um pouco. Então, subiu os degraus novamente e tocou a campainha mais uma vez. No entanto, mais uma vez, ninguém atendeu. Então Sam resolveu checar as janelas. E descobriu que todas elas estavam devidamente trancadas e com as cortinas fechadas. No entanto, uma delas estava com a cortina semi aberta e ele conseguiu ver o interior da sala de estar por uma pequena fresta. A casa estava completamente escura. Realmente não havia ninguém lá. Ou então era uma armadilha muito bem orquestrada. Após pensar mais um pouco, Sam resolveu dar a volta na varanda e checar os fundos da residência. Enquanto caminhava pelo assoalho de madeira, que rangia a cada passo que ele dava, Sam girou a maçaneta de cada porta. E não obteve sucesso em nenhuma das tentativas. Então, ele se aproximou da última porta. Estava convencido de que aquela também devia estar devidamente trancada. No entanto, e para sua surpresa, a maçaneta girou e a porta abriu revelando o interior da cozinha com um balcão americano, uma pequena mesa, armários e outros móveis e utensílios típicos daquele tipo de cômodo. Hesitou na porta por alguns segundos. Parecia uma casa completamente normal. Uma casa de uma garota qualquer. Mas também podia ser uma armadilha. Pelo sim, pelo não, Sam pegou a arma na cintura e a apontou em direção ao interior da cozinha antes de entrar lentamente.

A caminho da casa, Claire dirigia com um olhar vago e vazio enquanto seus pensamentos voltavam-se para o desastroso jantar com David. Arrependeu-se profundamente de ter tentado contar a verdade para ele. Provavelmente agora ele corria mais perigo do que antes. Mas além de estar preocupada com o ex-noivo, Claire também sentia-se péssima por si mesma. As coisas que David disse, a forma como ele a olhou quando ela começou a falar sobre demônios e possessão... Aquilo a feriu profundamente.

Enquanto se lembrava dessas coisas, Claire se olhou pelo retrovisor e notou que seu olhos estavam vermelhos e a ponto de transbordarem em lágrimas. Então respirou fundo e ligou o rádio para se distrair um pouco. Estava tocando Where I stood da Missy Higgins. Em seguida, ela ordenou para si mesma:

– Não chore, Claire.

Enquanto isso em Memphis, Natalie e Dean reviravam o quarto de Margareth Morris. A loira olhava minuciosamente os pertences nas gavetas do criado-mudo enquanto Dean examinava a cômoda e o guarda-roupa. Olharam até embaixo da cama e no banheiro, e, no entanto, nenhum dos dois encontrou qualquer pista que pudesse indicar quem era o lobisomem que havia matado Margareth. Frustrado, Dean sugeriu:

– Vamos olhar nos outros cômodos.

Então os dois saíram do quarto, passaram pelo corredor e desceram a escada que dava para o andar de baixo. Quando chegaram no último degrau, Dean colocou o braço na frente de Natalie, que estava logo atrás dele, a impedindo de descer e olhou apreensivo para uma figura masculina imóvel, em pé, em frente a janela da sala. Ao ver aquele homem parado ali, Natalie tomou um leve susto e Dean procurou a identificação do FBI no bolso do terno antes de falar com firmeza:

– Ei! Você não pode entrar aqui! É um cenário de um crime. Você precisa sair agora, por favor. Deixe o FBI trabalhar.

Ao perceber que o sujeito continuava parado e de costas para eles, Dean e Natalie se olharam ainda mais apreensivos e em seguida o Winchester terminou de descer a escada e caminhou na direção do sujeito.

– Dean... — tentou alertar Natalie desconfiada daquele estranho homem imóvel ali.

– Ei! Você precisa ir embora! Agora! — insistiu o Winchester impaciente.

Mas então algo muito rápido aconteceu. E surpreendeu Dean, que realmente acreditava que aquele homem era apenas um morador curioso. Infelizmente, ele estava enganado e rapidamente, o sujeito se virou e o empurrou com uma força descomunal o lançando para o outro lado da sala. Com isso, Dean esbarrou em uma estante e caiu no chão enquanto a arma que carregava deslizou pelo assoalho e foi parar bem longe dele enquanto Natalie observava a cena atônita. Então ela olhou para o sujeito ao mesmo tempo em que ele disse com ódio e sarcasmo:

– Ir embora? Engraçado... Eu pensei que vocês estivessem procurando por mim.

Então Natalie e Dean encararam o sujeito mais uma vez e viram o seu rosto mudando drasticamente revelando o que ele era realmente. Um lobisomem.

– Son of a bitch... — xingaram Dean e Natalie ao mesmo tempo enquanto a criatura se aproximava a longos passos do Winchester caído no chão.

Enquanto isso, em St. Louis, Claire estacionou o carro em frente de casa e se preparava para abrir a porta quando viu um Camaro preto a alguns metros. Imediatamente esqueceu tudo que havia acontecido naquela noite, e lembrou automaticamente de Natalie. Sim, aquele era o carro da sua amiga. Mas aquilo não fazia o menor sentido já que da última vez que falou com ela, a loira estava seguindo dois caçadores em Kentucky e não mencionou nada sobre fazer uma visita surpresa. Então Claire resolveu pegar o celular na bolsa e ligar para Natalie para esclarecer aquela situação. Mas enquanto Claire ligava, o celular da loira tocava Back in Black dentro do porta-luvas do Impala de Dean em Memphis.

Muito desconfiada, Claire tentou ligar mais uma vez, mas novamente não conseguiu contato. Então ela desceu do carro, fechou a porta devagar e caminhou lentamente em direção à residência enquanto olhava tudo em volta. Aquilo estava com cara de armadilha. E ela sabia muito bem, ou pelo menos pensava que sabia, o que encontraria quando entrasse: demônios. De alguma forma eles tinham descoberto o seu novo endereço e tinham vindo terminar o que não haviam acabado. Embora estivesse com medo e soubesse que provavelmente não conseguiria lutar contra eles, Claire continuou caminhando. Nenhum demônio iria impedí-la de entrar em sua própria casa. E depois daquele jantar desastroso com David, ela estava ainda com mais raiva daqueles desgraçados de olhos pretos.

Enquanto Claire caminhava, Sam observava algumas fotos que a garota havia pendurado na porta da geladeira. Havia uma dela com uma senhora, possivelmente a mãe, e uma de Claire sozinha fazendo uma careta. Imediatamente, Sam se lembrou da foto que Charlie havia lhe mandado e deduziu que eram a mesma pessoa. Então ele pegou a foto da geladeira e continuou olhando para aquela garota enquanto caminhava pela casa.

Para não fazer barulho, Claire tirou as sandálias antes de subir os degraus da varanda. Ao se aproximar da porta, colocou a mão na maçaneta e viu que estava trancada como havia deixado quando saiu uma hora antes.

Por um lado, ela ficou aliviada, mas por outro lado, aquilo continuava não fazendo o menor sentido. Chegou a pensar que talvez Natalie realmente tinha ido até ali. Mas ao encontrar a porta trancada, talvez tivesse resolvido dar uma volta, ir em alguma lanchonete. Mas pra onde a loira iria à pé? Ela sabia onde Claire morava. O lugar ficava bem afastado do centro. E por que ela não ligou dizendo que estava vindo? E por que não atendia o celular?

Sam sentou no sofá e olhou a foto de Claire por mais alguns instantes antes de colocá-la sobre a mesinha de centro. Em seguida olhou em volta e ficou pensando por alguns instantes. Definitivamente era uma casa normal. Bonita até. Então, ele olhou para uma escada e resolveu checar o andar de cima. Subiu os degraus e logo alcançou o andar superior.

Claire pegou as chaves dentro da bolsa e destrancou a porta tomando cuidado para não fazer ruído. Em seguida, a empurrou lentamente. Observou o interior da sala. Estava exatamente como ela havia deixado. Nenhum sinal de intrusos. Nem de demônios. Mesmo assim, ela se abaixou e passou os dedos pela soleira da porta à procura de enxofre. Mas não encontrou nada. Então, entrou e fechou a porta enquanto Sam parava diante da porta do quarto da garota. A porta estava semi aberta e ele hesitou um pouco antes de empurrá-la. Mas era só o quarto de uma garota. Um quarto delicado, com cores claras e livros espalhados em um livreiro e em uma escrivaninha. Também havia um notebook sobre este último móvel. Uma cama de solteiro com uma colcha rosa e um guarda-roupa com um enorme espelho na porta. Sobre o criado-mudo, o livreiro e a escrivaninha, haviam mais fotos. E em uma delas, Claire estava com Natalie. Sorrindo em um ensolarado dia. Se aquilo era uma armadilha, estava muito bem orquestrada.

Sam ia deixar o quarto, quando o título de um dos livros chamou a sua atenção e ele resolveu voltar. Segurou o livro cujo título era "Tudo sobre Anjos". Só então ele olhou para os outros livros espalhados pelo lugar e percebeu que todos eles tinham alguma relação com anjos. Automaticamente, Sam lembrou de Ezekiel e de Natalie contando que Claire queria encontrar aquele anjo a todo custo.

Claire caminhou até a cozinha e viu a porta dos fundos aberta. Parou apreensiva por um instante, mas em seguida lembrou que tinha a esquecido aberta. Não completamente aberta, é verdade, mas possivelmente o vento tinha se encarregado de empurrá-la. Então Claire se aproximou e fechou a porta de uma vez antes de voltar pra sala, olhar tudo em volta e sentar no sofá. Convencida de que não havia nenhum demônio na casa e que Natalie devia estar por perto, ela colocou a cabeça pra trás e fechou um pouco os olhos. Instantes depois, os abriu de novo e olhou a larga pulseira prateada que usava no pulso direito. Tirou a pulseira e observou a tatuagem que estava escondida até então. Era uma tatuagem na parte interna do pulso. Uma tatuagem contra possessão.

Em seguida, Claire se inclinou um pouco pra frente e colocou a pulseira sobre a mesinha de centro. E foi então que seus olhos pararam na foto que Sam havia deixado ali. Na foto dela. Imediatamente Claire se levantou assustada e olhou em volta. Sabia que não tinha deixado aquela foto ali. Ficou alguns instantes imóvel, atônita, até que começou a ouvir passos no andar de cima. Olhou para o teto tentando se certificar de que não estava ficando paranoica. E ao ouvir o mesmo barulho de novo, ela olhou para a escada.

Na casa de Margareth Morris, Natalie desceu rapidamente os últimos degraus que faltavam e pegou uma lança de ferro na lareira antes de correr na direção do lobisomem que agora erguia Dean do chão.

– Deixe ele em paz! — gritou ela se aproximando, mas antes de conseguir golpear a criatura, o lobisomem se virou em sua direção, segurou o seu braço e empurrou Natalie violentamente para o outro lado da sala.

Com isso, ela bateu a cabeça em uma estante e gemeu um pouco tonta enquanto levava a mão à cabeça. Ao afastar os dedos, ela viu o sangue escorrendo entre eles e em seguida olhou para frente e viu o lobisomem vindo na sua direção com muita fúria.

Dean olhou para aquela cena e sentiu uma coisa estranha. Uma preocupação enorme em relação à Natalie e ao que aquela criatura poderia fazer com ela. Ela era muito chata, é verdade. Mas não merecia morrer daquela forma.

Então Dean olhou para a arma no chão. Estava longe. Ele não conseguiria alcançar. Mas a lança que Natalie havia tentado acertar no lobisomem havia caído no chão perto dele. Rapidamente, Dean pegou aquela mesma lança e a arremessou na direção do lobisomem acertando as suas costas.

– Fica longe dela! — gritou Dean.

Então o lobisomem parou. Se virou. O olhou ainda com mais raiva. E em seguida partiu para cima de Dean que se levantava naquele momento. Rapidamente, o monstro o alcançou e o empurrou contra a parede enquanto erguia o Winchester do chão o segurando pelo pescoço. Ainda zonza, Natalie olhou para a arma de Dean a certa distância.

Claire parou na porta do seu quarto e olhou apreensiva por uma fresta. E então ela viu um sujeito alto de costas. Ele tinha um cabelo engraçado. Se ela não estivesse tão tensa, teria rido.

Claire percebeu que o estranho olhava um dos seus livros. Então de repente ele se virou ainda folheando o livro e rapidamente Claire saiu do seu alcance, pegou um vaso em uma mesinha no corredor e se apoiou na parede, ao lado da porta, esperando que ele saísse.

E quando Sam abriu a porta e deu os primeiros passos pelo corredor, Claire respirou fundo, fechou um pouco os olhos tentando conter o nervosismo, em seguida os abriu, se aproximou nas pontas dos pés e acertou a cabeça de Sam com o máximo de força que pôde.

O livro caiu para um lado e Sam para o outro. Desacordado. Ferido. Os cacos do vaso espalharam-se por toda parte enquanto Claire tentava se acalmar.

Enquanto isso, em Memphis, Dean ordenou com dificuldade, enquanto o lobisomem o esganava:

– Natalie... Corra...

Natalie hesitou por alguns instantes. Não podia fugir, muito menos deixar Dean sozinho com aquele monstro. Ele era uma idiota, é verdade, mas não merecia morrer daquele jeito. Então ela olhou para a arma no chão mais uma vez, e em seguida levantou depressa, deu alguns passos, se abaixou, pegou o revólver e disparou tomada pela adrenalina.

Notas finais
Gostaram?????O próximo será ainda melhor, prometo! :-)Ah! Vocês lembram de quando a Mia falou que a garota ideal para o Sam teria que quebrar um vaso na cabeça dele, certo?Mia e sua boca maldita kkkkkkkkkkE as singelas revelações sobre Claire? Ainda descobriremos muitas outras coisinhas sobre ela e sobre Natalie.E o Dean chamando o Sam de paranoico, mas ligando pra Charlie depois e pedindo a mesma coisa? kkkkkkkE o finalzinho? Gostaram do finalzinho cheinho de ação? Não sou muito boa em escrever ação, mas fiz o possível.E a Mia ajudando o Cas a escolher roupinhas? kkkkkkk Quanto mais fácil de tirar melhor, sociedade!Bem, previsão do próximo capítulo: sábado. Pode ser antes, mas não sei se consigo. Bjus, sociedade!