Recomeçar
11 Briga
Notas iniciais
A chuva parou, mas eu continuava com frio por dentro.
O domingo passou rápido, não fiz nada além de assistir filmes, comer e dormir.
O relógio me despertou para começar mais uma semana de aula, mas eu não queria acordar!
Meu pai não estava em casa, então decidi não ir. Levantando lentamente, coloquei o meu hobbie e fui até a cozinha tomar um suco de laranja e comer um pedaço de bolo.
Eu realmente não tinha fome... Mas tinha de fazer algo para me ocupar.
A casa estava muito, mais muito suja. Arregacei as mangas e fui ao trabalho. Coloquei minhas músicas prediletas no som, vesti a minha roupa de \"ir para a guerra\" e comecei a limpar e dançar...
Estava feliz, descontraída, sozinha. Mas alguém tinha de chegar para acabar com tudo isso. Corri até a porta na esperança de ser a Nanda, ou talvez Vale ou Babe..
— Jorge! Mas que presença desagradável!
— Parece que nos encontramos de novo! Pode abaixar o som? Estou estudando..
— Como? Estudando? Você?
— É, e parece que vou ter de te encontrar muitas vezes ainda.. Está linda sabia? Apesar do cabelo desgrenhado... Está como lembro, daquela nossa noite, quando você acordou assim.
Bufei.
— Se você me dá licença, estou limpando a casa. E se quer saber, não me lembro de noite nenhuma.
Tentei fechar a porta, mas de nada adiantou. Ele a segurava com os braços, como se fosse morrer se não entrasse. Típico de novelas...
— Saia daqui! Não quero mais te ver, entendeu? Agora solte a porta.
— Tudo bem!
Ele soltou, e bati bem na cara dele. Tomara que tenha pego o nariz...
Apesar de tudo, abaixei o volume; estava muito alto mesmo, até eu já estava me incomodando...
Estava passando aspirador no tapete quando meu celular tocou. Eram duas mensagens: uma da Babe, e outra da Nanda. Parece que a Vale não me quer mais mesmo.
Ambas perguntavam o motivo da minha falta, mas só a da Nanda dizia que a Vale tinha faltado também, e que achava que eu estava com ela.
Infelizmente, não era tudo tão simples assim...
Tentei ligar para Vale, mas ninguém atendia. Mais tarde, fui até a sua casa.
Ela me atendeu, mas com uma cara de \"O que diabos você está fazendo aqui\"...
— Oi. Ela falou com uma voz monótona.
— Oi! Ãah, Vale, você está chateada comigo? Que pergunta...
— Não, imagine. É só que...
— É só que? Incentivei para que se abrisse comigo.
— É só que eu não tenho que me explicar, ok? Cansei de seus joguinhos, Kathe!
— Mas que joguinhos?
— Ah, você sabe muito bem!
— Valéria, vim atrás de você para conversarmos sobre o que aconteceu, não para brigar de novo!
— Me fale uma coisa: por acaso você admitiu ser lésbica? Falou para a sua mãe? E ainda por cima se encontrou com a Bárbara? Katherine, sinceramente, eu...
— Eu... Eu... Eu não lhe devo explicações!
— Então vá se encontrar com a sua amiga, vá!!!
— Foi você que me abandonou. Foi você quem me deixou sozinha na festa, quando eu queria te encontrar — respirei fundo para manter a calma — Te procurei Vale, mas fui ignorada. Cansei disso! Já fui abandonada uma vez e não quero ser de novo.
— Como abandonada uma vez?
— Isso não importa, o que importa é que se eu faço joguinhos, então você faz o quê? Me responde...
Não tive resposta. Ela ficou em silêncio, como se digerisse a minha pergunta, e sabendo a resposta que viria.
Andei até a minha casa. As coisas estavam reviradas, tudo por um trabalho de casa mal feito meu...
Nunca fui muito boa de prenda!
Lavei a louça do café, novamente coloquei uma música, desta vez mais deprimente, e fui assistir uns filmes.
Terminei meus trabalhos, coisas monótonas que nenhum adolescente em sua consciência gosta.
Então resolvi passear, ir para a minha noite.
Convidei a Nanda, e somente ela, para um passeio na pista de skate na cidade; fazia tempo que eu não praticava nenhum esporte regularmente, então achei melhor começar a me ocupar com isso.
Eu não era muito boa, mas a Fernanda era uma fera! Apesar de não concordar muito com a \"Vida Loka\" dos \"Manos SK8\", resolvi topar uma volta na pista...
Nanda me ajudou em tudo, e no fim, eu até que consegui andar um pouco. Ela estava se tornando verdadeiramente uma amiga, não posso negar, mas não foi o que acharam as garotas do grupo, que chegaram até nós, nos encarando.
— Olha só, as namoradinhas no parque de diversões particular! Falou a mais alta, com cara de machão.
— Desculpa, do que você nos chamou? Fernanda estava começando a se irritar. Ela não era disso, mas tinha um porte meio masculino, e era boa de briga — quando queria.
— Calma, calma Nanda! Respira, vamos embora daqui!
— Olha, chegou a florzinha do relacionamento amoroso! Falou a loira, com uma cara meio de travesti.
— To falando sério, Kathe! Eu vou quebrar a cara dessas brutamontes!
— Então venha, querida! Falou a líder.
Fernanda já estava se aproximando, eu tentei impedi-la, mas foi em vão.
Notas finais
Isso me lembra uma Arlinda Mulher - Mamonas Assassinas
hsuahsuahsuh
*Pareei
Espero que tenham gostado!!
Beijos :***
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