Recomeçar
8 Capitulo 7
O dia seguinte mal nos encontramos, mas sorri satisfeita quando nossos olhares se encontraram e ele desviou o olhar parecendo pela primeira vez tímido.
A noite Carl foi jantar comigo e levou Judith e Enid. Quando foi embora a única coisa que fiz foi me jogar na cama e dormir.
Mas acordei com um toque em minha clavícula, abri meus olhos tentando pegar a arma debaixo do travesseiro, mas Thomas foi mais rápido em segurar meus braços.
— O que esta fazendo aqui?
— Acha que vai ficar beijando aquele lá. E me deixar só olhando.
— Você é louco? Me solta!
— Pode gritar ninguém vai escutar. Na verdade eu prefiro que grite. — Sorriu lançando um olhar para a camiseta velha que eu vestia para dormir. — Estou louco por esse corpinho desde que chegou aqui.
— E vai continuar só com vontade.
— Sou mais forte que você. Já fiz isso antes.
— Deve ser bom mesmo ter que agarrar alguém contra a vontade para aliviar o prazer. É bom saber que esta fazendo isso com alguém que tem nojo de você? Medo? Ódio?
— Não me importo. O que eu quero, eu consigo.
Ele se abaixou para beijar meu pescoço. Avaliei minhas opções.
Ele era mais forte, mas eu era mais rápida. Precisava acerta-lo onde doía mais. Não era no ego. Pessoas doentes não se atingem ofendendo seu ego. Se atinge de outra forma.
Quando tive a brecha grudei o joelho em seus testículos, um segundo e meus braços estavam soltos. Finquei minhas unhas em sua cara o afastando de mim e agarrei a arma debaixo do travesseiro.
— Vai atirar?
— Se for preciso sim. Agora mãos onde eu possa ver.
— Você não vai atirar em mim. É boa demais para isso.
— Não me tente. — Apontei a arma para sua perna e atirei.
— Ai! — Gritou.
Apontei a arma para ele e sorri.
— Vire de costas e siga para a porta. É melhor obedecer ou o próximo tiro vai ser na sua cabeça.
Ele caminhou na frente sangue manchando a calça enquanto mancava e gemia de dor. O levei ate a casa de Rick e bati na porta sem tirar ele da mira.
— Desnecessário.
— Para outras mulheres sim, para mim não. Não costumo lidar com regras. Se eles te absolverem quem assume como teu carrasco sou eu. Pode ter certeza que você vai morrer.
Quem estava acordado estava nos olhando, Rick apareceu com Michonne e Daryl.
— O que esta acontecendo aqui?
— O que esta acontecendo é que esse babaca tentou me agarrar a força.
— O que? — Daryl gritou.
— Acha que só você pode pegar a gostosinha? — Thomas sorriu o encarando.
Daryl foi rápido o socou bem no nariz, se partiu e sangue jorrou. O segundo soco acertou o olho e ele caiu no chão. Daryl pensou em continuar, mas Rick se colocou na frente dele.
Estavam todos olhando agora. Dei um passo a frente encarando eles abertamente.
— Esse lunático tentou me agarrar a força. — Gritei. — Mas tive a sorte de conseguir me defender. Ele disse que já fez isso antes! Quero que levante a mão quem já passou por isso. Sem julgamentos!
Passou um minuto inteiro ate uma garota erguer a mão depois outra.
— Foi ele? — Rick perguntou.
— Sim. — Uma delas respondeu.
— O que vai fazer comigo? — Thomas perguntou sorrindo.
Seu rosto todo sujo de sangue.
Rick encarou todos depois lançou um olhar para Daryl que tinha a expressão furiosa. Como um tigre querendo atacar e destruir sua presa.
— Culpado. — Falei antes de puxar o gatilho.
Algumas pessoas gritaram quando o corpo atingiu o chão sem vida. Abaixei a arma.
— Voltem para suas casas. — Rick mandou.
Todos começaram a se afastar, Daryl se aproximou e pegou minha arma. Me conduziu para dentro da casa. Carl estava na porta quando passei.
— Desculpe a raiva subiu para a cabeça. — Falei para Rick que balançou a mão.
— Tudo bem. Todos já cometemos erros. Você estava no seu direito. Daryl preciso da sua ajuda lá na rua.
— Eu ajudo. — Michonne falou. — Cuide dela.
Daryl assentiu antes de me conduzir para as escadas, me levou para o seu quarto.
— Esta machucada? — Perguntou depois que sentei em sua cama.
— Não. — Ele se ajoelhou na minha frente observando meu pescoço, braços e pernas.
Eu estava vestindo somente a camiseta e calcinha. Não pensei em nada antes de sair.
— Esta nervosa? Traumatizada?
— Não. E não. Tudo bem Daryl. Ele não fez nada comigo.
— Eu disse que era perigoso você sozinha.
— Pode resolver isso morando comigo.
Ele ficou em silencio. Mas eu mantive meu olhar firme. Não era uma hora adequada para fazer aquela pergunta. Mas eu não resisti.
—Morar com você? Bateu a cabeça em algo?
— Não. Você não me quer sozinha então me faça companhia.
— E o que as pessoas vão falar?
— E dai Daryl? Vão achar que somos um casal.
— Com diferença de 20 anos. Só isso. Nada muito exagerado.
— Eu tenho 30 anos, Daryl. Ok? 30 anos. Pareço mais nova, mas já tenho 30 anos.
— Por que não disse antes?
— Por que não me importo com minha idade. São só números.
— Se você sabe a idade exata por que mentiu?
— Não menti. Não sei minha idade exata. Assim como você não sabe a tua. Quando o apocalipse começou estava com uns 29 anos. Estava no ultimo ano da faculdade de advocacia. Faltavam alguns meses para eu me formar. Sai de casa cedo por que meu pai queria me controlar e traia a minha mãe. Mas eu ia voltar quando ela adoeceu. Não deu tempo. Devo ter uns 30 anos agora. Era do signo de Sagitário. Não namorei muito, estava mais ocupada estudando. Mas tive alguns namorados, não sou mais virgem.
— Ok.
— Não. Agora você vai ouvir tudo. Não fazia o tipo certinha. Longe disso. Gostava de curtir a vida, mas estudos em primeiro lugar ate por que eu queria ter um emprego. Mesmo com todas as brigas meu pai pagou minha faculdade. Me apoiou no meu sonho. Suavizei com ele, mas deixei claro a minha opinião sobre tudo, relevei por que minha mãe aceitava. Ela me contou uma vez que ele parou de trai-la quando ela adoeceu, não que isso mude alguma coisa para mim. Tinha cabelos longos, mas cortei quando o apocalipse começou e prefiro assim.
Ele ficou me encarando. Absorvendo minhas palavras.
— Eu era um bêbado, drogado que não fazia nada da vida. Meu irmão foi embora e me deixou com meu pai. Ele bebia e batia em mim. O dinheiro que eu ganhava ele pegava para beber ou eu pagava a fiança de Merle. Um dia criei vergonha na cara e comecei a fazer alguns bicos, mas nada com muito compromisso. Era um idiota.
— Você disse "Era". Tempo passado. Finalmente viu o homem que você é?
— Continuo sendo um idiota, não me encaixo aqui.
— Esta errado. Você se encaixa aqui perfeitamente. Todos gostam de você, Daryl. As pessoas dessa casa gostam de você.
— Só fiz burrada a minha vida toda...
— Psiu. — Coloquei a mão em sua boca. — Não faça isso. Não mexa no passado. Não me importo com quem você era, ou ate mesmo quem você é. Já disse e repito Daryl Dixon você é digno e eu te quero.
— Carly...
— Estou aqui Daryl. Na sua cama só esperando você tomar a iniciativa. Há outro lugar que você se encaixa perfeitamente.
Não sei de onde criei coragem para dizer isso, mas disse.
Seus olhos azuis escureceram e atacou meus lábios me deitando na cama.
— Vai se arrepender amanhã.
— Tenho certeza que você vai me fazer ver estrelas então duvido que eu me arrependa.
Toquei suas cicatrizes sentindo meus dedos tremerem. Imaginei o menininho que passava por isso e senti um enorme aperto no peito. Beijei as cicatrizes antes de beija-lo.
— Aquele dia você disse para Carl sobre as cicatrizes.
— Estava deixando o confortável, mas sim cicatrizes são sexy. Nesse corpo então. — Beijei seu peito e subi para a sua boca.
E eu não me arrependi. Os beijos, os toques. Sua mão na minha intimidade me deixando louca de tesão. Era como visitar o paraíso.
Não sei que horas fomos dormir, mas o sol estava começando a raiar e quando acordamos tudo que quis foi seu corpo de novo. Ele acordou surpreso quando coloquei seu membro em minha boca.
O estimulando. Deixando pronto para mim. Suas mãos em meus cabelos. Daryl nos virou na cama e me penetrou.
— Eu disse que não iria me arrepender. — Falei antes de gemer.
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