Notas iniciais
E aí, galera! Após 2 meses conseguimos voltar com mais um capítulo, no qual dissemos que seria o último, lembram? masssss não será o último. Por que? Bem, nós nos empolgamos tanto que ele acabou ficando muito grande, para mais de 14k e achamos melhor dividir em dois. (estou louca que a fanfic vai fechar com 41 e não 40, mas é melhor assim) Então, chegamos com o penúltimo e em breve chegaremos com o último. Boa leitura! **sidneymills**

Regina está organizando a mesa para o almoço com a ajuda de Emma, quando Henry e Ravena aparecem com os braços cheios de livros. O garoto estava com 8 livros grossos e a mulher com 12. Mills olha para os braços dos dois e arqueia a sobrancelha. Eles dão um sorriso amarelo. Emma, que tinha ido buscar os copos na cozinha, aparece no cômodo logo em seguida e abre a boca e arregala os olhos, surpresa.

― Vocês deixaram algum livro na biblioteca e na livraria? ― Swan pergunta bem-humorada. Os dois se entreolham e sorriem. Ela coloca os copos em cima da mesa e se apoia no encosto da cadeira. Regina a encara com o olhar semicerrado por ter parado o que fazia, mas ela não percebe. Mills balança a cabeça negativamente e dá continuidade ao que estava fazendo. Ravena segura o riso. Sempre se divertia com esses momentos entre as duas.

― Acabamos não indo para a livraria, só para a biblioteca e para o fliperama. ― Henry a responde.

― Então esvaziaram a biblioteca... ― A loira murmura, ainda em tom divertido. Regina deixa os pratos em cima da mesa e Swan os posiciona em frente a cada assento. Em seguida, faz o mesmo com os copos que trouxe.

― Infelizmente não, pois a nova ajudante de Belle, a Srta. Boyd, não deixou a gente pegar mais. ― O jovem responde com um falso tom triste. ― Mas se não fosse por isso, teríamos trago bem mais, pois a Ravena não podia ver um livro pela frente que queria pegar. ― Ele e a morena de cabelos longos sorriem.

― Ashley está trabalhando na biblioteca? ― Swan pergunta com surpresa, pois a última vez que soube da loira, ela tinha saído da cidade com Alexandra, sua filha.

― Sim. Ela voltou para a cidade assim que soube que a maldição foi quebrada. Prefere ficar aqui, pois acha que é mais seguro para ela e a filha.

― Eu concordo.

Regina volta da cozinha com os talheres e guardanapos, Emma pega os talheres de sua mão e as duas finalizam a organização da mesa.

― Ok, a mesa está pronta, coloquem esses livros no quarto, lavem as mãos e venham comer. ― Regina ordena e eles obedecem imediatamente.

Durante o almoço, Henry e Ravena contam com animação como foi a manhã deles na biblioteca e no fliperama.

Segundo Henry, assim que chegaram à biblioteca, Ravena parecia uma criança em um parque de diversões. Queria ir para todas as sessões ao mesmo tempo e pegar todos os livros que via pela frente. Foi difícil controla-la e convencê-la de que só poderia escolher alguns para levar para casa, mas que depois poderiam voltar e pegar mais. No fliperama, as coisas não foram muito diferentes. A Rainha ficou encantada com os jogos, especialmente o do asteroide, gritou e pulou como uma criança enquanto jogava, e foi difícil convencê-la a ir embora. Além disso, quase foram expulsos pela bagunça.

Após muitas risadas, ocultando o que fizeram em casa, Emma e Regina também contam sobre suas manhãs. Mills conta como ficou surpresa e emocionada por ter sido tão bem recebida na prefeitura. Seus olhos marejaram quando viu seu nome e o cargo colados na porta de vidro do escritório, e ao sentar em sua cadeira, a placa com o seu cargo e nome já posta em cima da mesa. Já Emma diz que não foi muito bem recebida como Regina, pois mal colocou os pés na delegacia e já teve que ir atrás de um Leroy muito bêbado e problemático, porém foi busca-lo com alegria e um grande sorriso nos lábios. Tinha sentido falta daquela rotina e ficou muito feliz de ter voltado.

― E aproveitando que estamos falando sobre termos retomado nossos postos, queremos falar algo com você. ― Regina fala seriamente e o garoto assente, olhando com atenção para ela. ― Antes de sairmos hoje de manhã, eu e a Emma tivemos uma conversa sobre ficar definitivamente em Storybrooke. ― O garoto franze o cenho, confuso. Não sabia que as mães cogitavam voltar para Tallahassee, afinal, é em Storybrooke que eles realmente moram, é onde está a família e os amigos, a vida toda deles. A vida em Tallahassee só existiu por causa da maldição. Não sabia que havia a possibilidade de voltar para lá. ― Dando contexto... Antes de recuperarmos as memórias, eu e Emma tínhamos decidido que voltaríamos para Tallahassee assim que ajudássemos quem estava precisando de nossa ajuda. Porém, quando recordamos tudo, obviamente isso foi esquecido. ― Ela olha para Emma e pede silenciosamente que a loira continue. Emma entende o seu pedido e se remexe na cadeira para ficar de frente para o filho.

― Porém, ao lembrar disso hoje de manhã, nós decidimos conversar a respeito e tomar uma decisão, afinal, Storybrooke é nosso lar, mas nós também tivemos uma vida em Tallahassee e ela merece ser levada em consideração. ― Olha para Mills em busca de apoio pelo que disse e a morena balança a cabeça afirmativamente, concordando.

― E o que vocês decidiram? ― Ele corre os olhos com ansiedade de uma para a outra.

― Antes nós queremos saber o que você acha. ― Regina volta a falar. ― Você quer realmente ficar em Storybrooke ou voltar para Tallahassee?

Com a pergunta de Mills, a Rainha, que desde o começo da conversa escutava e observava tudo atentamente, fica inquieta, temerosa com a resposta do garoto. Era certo que se fossem embora, não a levariam com eles, e ela não queria ficar sozinha e longe do garoto. Nem de sua princesa. Mesmo sabendo que só a teria por perto como amiga.

― É claro que eu quero ficar em Storybrooke. ― Responde com firmeza, sem pensar duas vezes. A resposta faz as três mulheres respirarem aliviadas. Cada uma por seus motivos. ― Podemos voltar para Tallahassee para um fim de semana, um feriado, ou para férias... ― Ele dá de ombros. ― Daqui nós podemos ir para qualquer lugar do mundo, além de Tallahassee. ― As mulheres balançam a cabeça afirmativamente, concordando. ― Então, o que vocês decidiram? ― Novamente olha com ansiedade para as duas.

― Nós decidimos que vamos trazer nossas coisas de Tallahassee para cá. ― Emma o responde e o garoto abre um grande sorriso. ― Vamos buscar nossas coisas, pedir demissão dos nossos trabalhos e fazer a sua transferência para a escola daqui. ― O jovem quase pula da cadeira, tamanha felicidade. Ele realmente ficou com medo de as mães quererem ir embora. ― Na verdade, não precisamos ir até lá. Podemos falar com o RH dos nossos trabalhos pelo telefone mesmo, não é? ― Pergunta a Regina e a morena assente. ― E você, Henry, pode providenciar com alguma transportadora e com a Anastácia para trazer todas as nossas coisas para cá. ― O garoto assente animado.

― Agora nós temos mais outra coisa para te contar. ― Regina segura na mão de Emma e a entrelaça com a sua. ― Nós decidimos fazer uma renovação de votos. ― As duas se olham e sorriem uma para outra. Ravena não gosta muito do que escuta, porém não demonstra seu descontentamento. Pelo contrário, abre um sorriso e bate palmas. A Rainha sabia que não tinha chances com a princesa, mas ainda tinha sentimentos por ela e não conseguia evitar de ficar triste quando via algumas coisas entre as duas, ou mesmo desejar ser a sua outra versão. Todavia, estava aprendendo a ficar feliz pela felicidade de Emma com Regina. Já Henry, levanta-se da cadeira com alegria, dá a volta na mesa e abraça as duas mães para parabeniza-las. ― Ainda não decidimos quando, mas acho que o próximo domingo é um bom dia... ― Mills fala em tom pensativo. ― O que você acha? ― Olha para a loira.

― Eu acho que o próximo domingo é um ótimo dia. ― Diz sem pensar duas vezes. Para ela, o que importava era se casar com Regina Mills. Não se importava nem com dia, nem com hora.

― Então agora vocês terão duas datas de aniversário de casamento. ― Henry aponta e as duas mulheres assentem. ― E ainda será no mesmo mês.

― E serão datas bem próximas, pois o nosso aniversário de 3 anos de casamento já está bem próximo. ― Swan acrescenta. Em seguida, olha para a morena e dá uma piscadela para ela. ― Não sei qual é o dia, mas é na semana que vem. ― Volta a atenção para o filho, que de imediato retira o aparelho celular do bolso, desbloqueia a tela e busca pelo aplicativo do calendário para saber em que dia da semana irá cair o aniversário de casamento das mães. Ravena o acompanha na busca. ― É bom que será uma festa só, quando formos comemorar. ― Direciona a atenção para a esposa novamente e dá um beijo em sua bochecha.

― Acho que poderíamos até antecipar e fazer a renovação de votos no mesmo dia... ― Regina murmura em um tom pensativo. ― O que você acha?

― É uma boa ideia... É bom que o gasto é menor. ― Comenta bem-humorada e recebe uma tapinha em seu braço.

― Mães? ― As mulheres olham imediatamente para ele. ― Acho que não vai precisar antecipar a data da renovação... ― Então ele vira a tela do celular para as duas, para que possam ver o calendário.

Ao verem a data marcada no calendário e o dia da semana, elas se entreolham e começam a sorrir. Coincidentemente, o aniversário de casamento das duas é no mesmo dia que decidiram fazer a renovação dos votos. No domingo da semana seguinte.

― Eu tenho certeza que se tivéssemos planejado para ser assim, não teríamos conseguido. ― Emma comenta, desacreditada com tamanha coincidência.

― Outra coincidência é termos conversado hoje de manhã sobre momentos importantes terem acontecido em datas significativas. ― Regina relembra com igual tom de descrença.

― Isso é amor verdadeiro, meu amor. ― Emma se inclina em direção a esposa e a beija nos lábios. Regina fica levemente corada por causa da presença de Henry, porém o garoto nem se importa com a demonstração de carinho das mulheres. Já Ravena, desvia a atenção disfarçadamente.

― Bem, agora chega de conversa. ― Regina se desvencilha dos braços da esposa e se levanta. ― Nós temos uma cozinha inteira para organizar e...

― Nós? ― Henry a indaga com desânimo, interrompendo-a.

― Sim, nós. ― O garoto abaixa a cabeça e faz uma expressão triste. ― Essa sua carinha não vai te ajudar a se livrar dos afazeres. Vamos! ― Bate palmas e faz um movimento com a mão, indicando para ele se levantar. ― Ainda temos que ajudar com a organização da festa do seu tio. ― A contragosto, o garoto se levanta e já pega o seu prato e copo para levar à pia da cozinha. Emma e Ravena fazem o mesmo, logo em seguida.

Então, sob protestos de Henry e muita brincadeira de Emma, os 4 organizam toda a sala de jantar e a cozinha.

•§•

Ao sair da mansão com Regina, Henry e Ravena, Emma pede para os três irem na frente e faz um caminho diferente. Seu destino é a Jolly Roger. Queria saber como Killian Jones está e também contar sobre ela e Regina.

― Killian? ― Olha para todos os lugares visíveis do navio, mas não o encontra. ― Estou entrando! ― Fala o mais alto que pode para que ele possa escutar de onde estiver.

Emma? Estou aqui na frente. ― Ela escuta a voz um pouco abafada e distante do homem e a segue, logo o encontrando na proa do navio. Ele estava observando o horizonte. Estava sentado em uma poltrona bastante elegante e confortável.

― Ei, vim saber como você está. ― Caminha até ele e toca levemente em seu ombro. ― Tudo bem? ― Senta-se no chão, ao lado dele.

― Sinto uma dorzinha aqui, outra ali, mas está tudo bem. ― Seu olhar ainda está focado na imensidão azul à sua frente. Seu calmante natural.

― E você está conseguindo se cuidar? Está tomando os remédios na hora certa? ― Ele solta uma risada com a última pergunta. ― Killian! ― Repreende-o com tom chateado.

― Foi só uma vez, eu juro. Eu já dei um jeito para que isso não aconteça mais. ― Ele dá uma pequena risada, lembrando-se do tanto de papel que espalhou pelas paredes da cabine. ― Mas tirando esse fato isolado, eu estou conseguindo me cuidar... E você, está bem? ― Finalmente olha para ela. ― Henry, a Rainha, Regina...

― Sim, estamos todos bem. ― Sorri. ― A Rainha está conseguindo se adaptar bem ao nosso mundo, eu e a Regina voltamos para os nossos trabalhos... Só falta o Henry voltar para a escola. ― Ele assente. ― Killian, além de vir aqui para saber como você está, eu tenho algo para te contar... ― Fala em um tom sério e dá um pigarreio. ― Eu e Regina vamos nos casar de novo, vamos fazer uma renovação de votos. ― Fala sem rodeios. Killian arqueia a sobrancelha e depois balança a cabeça, assentindo.

― Parabéns! ― Jones dá um pequeno sorriso, sem mostrar os dentes, e volta a atenção para o mar.

Então o silêncio se faz presente por alguns minutos entre os dois.

― Você está convidado... ― Swan murmura, quebrando o silêncio. ― Embora eu imagino que não queira...

― Eu quero ir... ― Diz rapidamente, interrompendo-a, e ela fica surpresa com sua resposta. ― Emma... ― Volta a atenção para ela de novo. ― Eu não vou mentir para você e dizer que não te amo mais e que já te superei, mas... ― Ele faz uma pausa e fica pensativo. Parece procurar as palavras certas para dizer. Seus olhos correm para o mar, em busca da tranquilidade que só ele oferece, mas logo se voltam para Emma, que o observa atentamente. ― Eu não quero e nem vou perder de te ver em um dos dias mais felizes da sua vida, Swan... ― Uma lágrima solitária escorrega por sua bochecha. ― Eu quero estar presente e celebrar com você a sua felicidade. ― Fala sinceramente. ― Porque é isso que importa para mim, Emma Swan. A sua felicidade. ― Acrescenta e fica surpreso consigo mesmo, por perceber o quanto tinha amadurecido.

Sem dizer uma palavra, Emma se levanta rapidamente e o abraça apertado.

― Obrigada. ― Murmura com a voz embargada. Também estava emocionada. Ela gostava da amizade do capitão e era muito importante que eles ficassem bem.

― Gostaria que essa felicidade fosse comigo, mas... ― Ele diz bem-humorado, embora esteja sendo verdadeiro, e os dois riem. ― Agora é minha vez de te contar uma coisa... ― Seu tom é misterioso. Emma se afasta e se encosta na borda da proa. ― Eu estou “conversando” com alguém... ― Emma arregala os olhos e abre a boca em surpresa.

― Sério? ― Jones assente. ― Quem é? ― Pergunta com animação e com a curiosidade aguçada. ― Você pode me contar ou é segredo?

― Na verdade, eu não sei se posso, mas vou contar assim mesmo... ― Os dois riem. ― É a Tiger Lily. ― Emma arregala os olhos novamente, surpresa com a notícia. Jamais imaginou que poderia acontecer alguma coisa entre eles, visto que, sempre que se encontravam, ficavam brigando e se provocando.

― Eu deveria imaginar que toda aquela provocação que acontecia quando vocês se encontravam, significava alguma coisa. ― Diz mais para si do que para ele.

― Não... ― Ele faz uma leve careta. ― Ali a gente só estava se odiando, mesmo. ­― Fala bem-humorado e os dois riem. ― Isso não te lembra um certo casal? ― Seu tom irônico acompanhado da sobrancelha arqueada rapidamente faz Emma entender a quem ele estava se referindo e os dois começam a sorrir. ― Ontem, quando ela me trouxe até aqui, nós ficamos conversando por muito tempo e pudemos nos conhecer melhor.

― Que ótimo, Killian. ― Curva-se um pouco para frente e alcança a mão dele. ― Fico muito feliz em ouvir isso. De verdade! ― Sorri. ― Espero que você invista nessa relação e torço para que vocês deem certo.

― Obrigado! ― Sorri para a loira e aperta levemente a sua mão.

― Bem, a conversa está boa, mas eu preciso ir. Tenho que ajudar com a organização da festa do Neal. ― Ela puxa o celular do bolso e olha as horas na tela. ― Você vai?

― Sim, só preciso trocar de roupa. ― Passa a mão nas vestes. Um roupão longo na cor verde escuro, presente da própria Emma.

― Então vamos juntos. Eu espero por você. ― Emma o ajuda a se levantar da poltrona e os dois caminham lentamente para dentro da cabine do capitão.

•§•

O loft se tornou pequeno, mais do que já é, com tantas pessoas dentro. Até então, não era sabido que ele comportava tanta gente só no andar de baixo. Ainda bem que o ar-condicionado é potente o suficiente para manter uma boa temperatura no local. O barulho de vozes está tão alto que não é nem possível ouvir a música infantil que Mary Margaret insistiu para Henry procurar na internet e colocar. Mas apesar do aperto e da barulheira, o casal encantado estava feliz pela reunião com a família e os amigos.

Sentados nos sofás estão Ruby, Zelena com a pequena Robin, Ashley com a pequena Alexandra, e Thomas. Na poltrona, Granny está sentada enquanto Marco e a Fada Azul estão cada um do seu lado, sentados em cadeiras de plástico que Regina trouxe da prefeitura. Nas cadeiras da mesa de jantar estão Belle com o pequeno Gideon, que está agitado com a barulheira, Gold, Tiger Lily e Killian Jones. Nas cadeiras da bancada que divide a cozinha da sala estão Regina, Emma e Ravena. Henry havia saído para ir buscar Violet. O aniversariante da festa está nos braços do pai, que está no andar de cima, esperando a esposa terminar de se arrumar. Os convidados haviam chegado cedo demais e eles nem puderam recebe-los. Emma e Regina que fizeram o papel de anfitriãs.

A porta do loft é aberta e a entrada de Henry e Violet chama a atenção de todos. A postura de Regina muda imediatamente quando ela percebe a mão da garota agarrada na do filho.

― Boa noite! ― O jovem Mills os saúda todo envergonhado e segue para perto das mães e Ravena. ― Mães, essa é a Violet. ― Delicadamente, ele a empurra para frente, para mais perto das mulheres.

­― Oi! ― A jovem fala com timidez.

― Prazer em conhecer você, Violet. ― Swan estende a mão para a garota e ela a aperta suavemente. ― Seja bem-vinda a família Swan Mills. ― Sorri para Violet e a jovem sorri de volta.

― Obrigada, Sra. Swan Mills.

Em seguida, Violet olha para Regina Mills, mas a morena apenas oferece um sorriso forçado. Emma troca um olhar com Henry e balança a cabeça negativamente, reprovando a atitude da esposa. Porém, Regina não se importa. Ela estava desconfortável com a situação e o sorriso forçado era o máximo que poderia oferecer no momento.

Dando continuidade as apresentações, o jovem Mills empurra a namorada em direção a Ravena.

― E essa é a Ravena, a da história que eu te contei. ― A morena de cabelos longos sorri para a menina, e ela sorri de volta.

― É muito bom finalmente te conhecer, Violet. ― Fala com simpatia e animação, sendo totalmente o oposto da sua outra versão. ― Não quebre o coração dele, ok? Minha coleção de corações está completa, mas sempre cabe mais um. ― Diz com um falso tom sério e a garota fica um pouco assustada por não perceber que é brincadeira, mas quando vê Henry sorrir, ela relaxa.

― Não vou, pode deixar. ― Fala em tom de promessa.

Os dois se afastam das três mulheres, falam com mais algumas pessoas e conseguem um lugarzinho no sofá com Ruby e Zelena. De longe, sem desfaçar e com uma expressão extremamente fechada, Regina fica encarando os dois. Especialmente Violet. Ao olhar para trás, a garota percebe o olhar quase incinerador da morena sobre si.

― Henry, eu estou com medo da sua mãe. Acho que ela não gostou de mim. ― O garoto olha rapidamente para trás e vê o olhar duro de Regina sobre os dois.

― Não se preocupe, ela só é um pouco ciumenta. ― Passa a mão pela cintura dela e a traz para mais perto de si. ― Depois eu vou conversar com ela sobre isso. ― Violet assente e eles começam a conversar trivialidades. Emma percebe o olhar de Regina na nora e imediatamente inicia uma conversa com ela para conseguir desviar sua atenção do jovem casal.

Alguns minutos depois, finalmente os donos do loft e o aniversariante, que está nos braços do pai, descem as escadas, e assim que colocam os pés no andar de baixo, os convidados param com as conversas e direcionam as suas atenções para eles.

― Olá a todos! ― Mary Margaret os saúda com um grande sorriso e eles a respondem em coro. ― Uau! ― Ela olha ao redor. ― Estão todos aqui. ― Seu tom é surpreso. Não imaginou que todos os convidados iriam aparecer. ― Isso é bom. ― Sorri. ― Bem, primeiramente, eu peço perdão por ter demorado tanto para descer...

― Ela teve grandes problemas. ― David fala com ironia, apontando para as próprias roupas, e os convidados sorriem.

― Não foi só isso, David! ― Olha para o marido com os olhos semicerrados e ele dá um sorriso amarelo. ― Bem, como eu estava dizendo... ― Volta a atenção para os convidados. ― Peço perdão por ter deixado vocês esperando por tanto tempo, e também agradeço por todos terem aceitado o nosso convite e vindo. Essa reunião não é apenas para comemorarmos mais um ano de vida do Neal. ― Ela anda até o marido e beija a cabeça do filho. ― É também para comemorarmos que conseguimos salva-lo de Fiona, que a derrotamos, e que sobrevivemos a tudo que passamos. ― Os convidados batem palmas. ― Mas agora, chega de conversa. Vocês devem estar com fome. Vamos cantar parabéns e comer! ― Todos comemoram.

Após cantarem os parabéns, a conversa é retomada e a comida é servida por Emma, Regina, Mary e David.

A bandeja de Regina fica vazia e ela corre até a cozinha para pegar mais alguns pratinhos. Ao chegar no cômodo, encontra Killian Jones procurando algo na geladeira. Ela pensa em dar meia volta, mas acaba desistindo.

― Posso ajudar? ― Pergunta apenas por educação. O homem se vira no susto e dá um pequeno sorriso para ela. ― Se está procurando mais cerveja ou refrigerante, a Emma acabou de levar para servir.

― Não, estou só procurando por água gelada para Tiger Lily. ― Regina assente e caminha até a mesa para pegar mais pratos e colocar na bandeja, enquanto ele volta a atenção para a geladeira. ― Regina, será que eu posso falar com você por um instante? ― Ele pega a jarra com água gelada, fecha a porta, vai até a pia, pega um copo e o enche. ― Prometo que vai ser rápido. ― Vira-se para ela a tempo de vê-la assentir. ― Eu gostaria de te parabenizar pelo casamento e desejar, com sinceridade, felicidade a vocês duas. ― Sua franqueza surpreende Regina, porém ela não demonstra. ― Deve estar sendo estranho para você, ouvir-me dizer isso, mas é que eu só quero o bem da Emma e a felicidade dela. Ela merece isso. ― Ele olha para a loira conversando ao longe com Ashley e Regina acompanha o seu olhar. ― Se é você quem a faz bem e feliz, eu respeito isso e torço para que assim seja. ― Volta sua atenção para Mills.

― Obrigada. ― É tudo o que a morena consegue dizer. Está surpresa demais para pensar em algo mais.

― Eu preciso ir, Tiger Lily está me esperando. ― Ele pega o copo em cima da pia e lentamente vai embora da cozinha.

Regina fica perdida em pensamentos, digerindo tudo o que foi dito por Killian Jones, até que o barulho de algo caindo no chão a traz de volta a realidade e ela dá continuidade ao que fazia.

Cerca de uma hora depois, os convidados começam a ir embora e David, Mary, Regina e Emma começam a organizar a bagunça enquanto Ravena cuida de Neal. Henry escapou de ajudar porque foi levar Violet para casa.

Deixar o pequeno com a Rainha não foi fácil para Mary e David, eles ainda não confiavam completamente nela, mas o casal conseguiu disfarçar bem e não deixar ninguém perceber o incômodo. Agora, eles estavam surpresos por ver como ela estava se dando bem com o pequeno e cuidando bem dele.

Enquanto o casal encantando limpa a sala, Emma e Regina se encarregam de arrumar a cozinha. Mills está na pia, lavando algumas louças e Swan está na mesa, guardando as sobras de comida em vasilhas.

― Killian veio falar comigo. ― Mills conta, quebrando o silêncio. Emma para imediatamente o que está fazendo e se vira para ela.

― O que ele queria? ― Swan pergunta com preocupação, temendo que o homem tenha falado besteira ou que os dois tenham brigado.

― Dar os parabéns pelo nosso casamento e desejar felicidades. ― Emma arqueia a sobrancelha e abre a boca em surpresa. Não esperava que Jones fosse falar para Regina o mesmo que falou para ela. ― Senti como se ele estivesse dando a benção para nos casarmos. ― Diz bem-humorada e começa a sorrir. ― Mas que fique claro que eu não preciso da benção dele para me casar com você.

― Com certeza, não. ― Emma vai até a esposa, puxa-a pela cintura e a beija ternamente.

― Você também querendo, eu me casaria com você até se seus pais estivessem me caçando. ― Murmura entre o beijo. ― Aliás, precisamos contar a eles que faremos uma renovação de votos. ― Leva as mãos ao rosto de Emma e o acaricia com extremo cuidado. Swan fecha os olhos imediatamente. Regina beija seus lábios mais uma vez.

― Com licença... ― A voz de Mary soa na cozinha e as duas se afastam imediatamente. Já fazia alguns segundos que ela e David estavam ali, mas não tinham se pronunciado porque achavam que elas se afastariam logo e eles não precisariam interrompe-las. Emma e Regina estavam tão entretidas que nem tinham percebido a presença deles. ― Desculpa pela interrupção. ― A morena de cabelos mais curtos pede, um pouco envergonhada. David está igualmente envergonhado. Eles ainda não estavam acostumados a ver a filha com Regina.

― Oi, precisam de alguma coisa? ― Emma pergunta um pouco desnorteada, sem perceber os pratos e copos nas mãos deles.

― Só viemos trazer os pratos e copos para a pia. ― David responde e ambos levantam as louças para ela ver.

― Ah! Ok! ― A loira percebe que está na frente da pia e se afasta junto com Regina. Então eles adentram mais a cozinha e colocam os pratos e copos dentro.

― Agora é um ótimo momento para contar. ― Regina sussurra à esposa, referindo-se a contar sobre a novidade, e Swan assente.

― Mãe, pai... ― O casal encantando se vira ao mesmo tempo e olha com curiosidade para a filha. ― Gostaria de aproveitar o momento para informar algo. ― A loira puxa Regina para si e a abraça por trás. ― Nós vamos fazer uma renovação de votos.

― No domingo que vem. ― A morena acrescenta.

Os dois se olham rapidamente e David faz um gesto positivo com a cabeça, incentivando a esposa falar tudo que pretende.

― Nós também queremos aproveitar o momento para falar algo. ― Ela olha mais uma vez para o marido. ― Sei que já conversamos a respeito de vocês estarem juntas, porém só você falou. Nós dois ficamos calados. ― David se aproxima e busca sua mão. ― Ficamos calados porque não sabíamos o que dizer. Mas desde então, pensamos bastante a respeito e agora sabemos o que falar.... ― O homem aperta a sua mão em sinal de apoio. ― No começo foi estranho vê-las juntas, como um casal. Não esperávamos por isso, nunca... ― Ela olha para o marido e faz sinal para que ele continue.

― Ainda precisamos de um tempo para processar tudo e nos acostumar, mas não somos contra esse relacionamento. ― Mary Margaret balança a cabeça afirmativamente com bastante intensidade, acreditando que passaria mais credibilidade. ― Vocês são a nossa família e queremos vê-las felizes. ― Ele olha rapidamente para a esposa e depois volta sua atenção para as mulheres a sua frente. ― Pensamos que cada uma teria sua própria felicidade, então foi uma surpresa perceber que uma era a felicidade da outra. ― Emma sorri e, sem timidez alguma, beija a bochecha da esposa, que fica levemente corada.

― Naquele dia no hospital, nós pudemos ver a força do amor de vocês. A força do amor verdadeiro... ― Os azuis de Mary marejam. Falar de amor sempre a emocionava. ― E não poderíamos ir contra isso nem mesmo se quiséssemos. ― David assente. ― É bom ver que ambas encontraram o que tanto merecem. O amor verdadeiro. ― As lágrimas escorrem pelo seu rosto, mas ela não se importa de enxuga-las.

― É bom que fica tudo em família. Afinal, nada melhor do que a família unida, não é? ― David fala bem-humorado e as três mulheres riem.

― Obrigada pelo apoio, mãe e pai. ― Swan fala com a voz levemente emocionada. Tudo estava dando certo e ela não poderia estar mais feliz. ― É muito importante e significa muito para nós. ― Regina assente, concordando com as palavras da esposa.

― Ah! Parabéns pelo casamento. ― Mary Margaret abre os braços e as duas se afastam e abraçam a mulher. Não querendo ficar de fora do momento, David também se junta ao abraço, rodeando as três mulheres com seus grandes braços.

•§•

Às 02:00 da manhã, Regina se reúne com Henry no ponto mais alto da torre do relógio de Storybrooke. Havia prometido ao garoto há algum tempo, que o levaria para ver as estrelas. Emma estava em casa, dormindo. Na mesa de cabeceira ao seu lado, um papel informava onde ela poderia encontrar a sua esposa e o seu filho, caso acordasse.

Com o telescópio da escola, mãe e filho vasculham a imensidão do céu bastante estrelado.

― Hoje é uma noite especial, Henry... ― Regina murmura, olhando atentamente para o céu. ― Vez ou outra, em certas épocas do ano, dá para ver alguns planetas a olho nu. São exatamente 5. Porém nem todos os dias é possível ver todos eles de uma vez... Estamos justamente na época do ano em que eles aparecem, e com a sorte de hoje os cinco estarem visíveis ao mesmo tempo. ― Diz com animação. ― Você sabia disso? ― Henry se afasta do ocular do telescópio e também olha para o céu.

― Que estamos nessa época, não, mas que vez ou outra é possível ver alguns planetas sem a ajuda de um telescópio, sim. Vimos isso na escola. Tentei ver uma vez, mas é um pouco difícil de encontrar. ― O jovem aperta os olhos na tentativa de conseguir ver melhor.

― É mais fácil de ver quando sabemos a localização, mas não só isso. É preciso saber como identifica-los e não os confundir com estrelas. ― Ela abre um sorriso ao conseguir encontrar Mercúrio, Vênus, Saturno, Marte e Júpiter. ― Ali! ― Aponta para o céu e Henry acompanha seu dedo rapidamente, aperta os olhos, mas não encontra o que a mãe está mostrando.

― Mãe, não consigo ver nada. Para mim, é tudo estrela. ― Regina dá uma gargalhada. ― Como faz para diferenciar um planeta de uma estrela? Eu não me lembro mais do que o professor disse.

― As estrelas ficam cintilando o tempo inteiro e são praticamente fixas. Os planetas piscam e se movem. ― O garoto assente e volta a olhar para o céu, na esperança de conseguir ver algum planeta. ― Vou colocar no ponto para você conseguir ver. ― Olha pelo telescópio, encontra os planetas em fileira e ajusta a lente. ― Veja! ― Afasta-se do objeto astronômico e deixa que o filho o use. ― Na sequência: Mercúrio, Vênus, Saturno, Marte e Júpiter. No fim, a lua. Vênus e Júpiter são mais brilhantes, é mais fácil de identificar.

― Isso é incrível! ― Murmura maravilhado.

― Sim, é... ― Fala, igualmente admirada. ― Como eles tem órbitas de tamanhos diferentes e viajam em velocidade diversas, é um evento raro. Especialmente se aparecem os cinco de uma vez, em uma mesma noite.

― E de repente eu fui levada de volta para Tallahassee... ― A voz de Emma soa no ambiente e eles se viram imediatamente, logo a vendo encostada ao corrimão da escada. ― Senti falta disso... ― Fala nostálgica.

― Ei... ― Regina sorri. Swan se aproxima dos dois e abraça a esposa de lado.

― Será que eu também posso ver os planetas? ― Toca no telescópio e o filho se afasta do instrumento para que ela possa usá-lo. A loira se inclina e aproxima seu olho direito do ocular. ― Incrível!

― Há quanto tempo está aí? ― Regina acaricia suas costas enquanto ela observa o céu pelo objeto astronômico.

― Tempo suficiente para ficar ainda mais encantada com a sua inteligência. ― Regina fica brevemente envergonhada com o elogio. Swan se afasta do telescópio e volta a abraçar a esposa de lado. ― Já pensou em largar a prefeitura e ser astrônoma? ― Indaga bem-humorada e as duas sorriem.

― É uma boa ideia, mãe. ― Henry fala todo animado.

― Quem sabe... ― O garoto vibra com a resposta. ― Agora, deixe-me mostrar algo mais para vocês... ― Regina se inclina em direção ao telescópio, vasculha o céu por alguns segundos e quando encontra o que quer, ajusta a lente. ― Vejam! ― Henry é o primeiro a olhar. ― Você sabe que constelação é essa que está vendo?

― Sim. É a constelação de escorpião. É fácil de reconhecer pelo seu formato.

― Isso mesmo! As estrelas mais conhecidas dessa constelação são: Antares, a mais conhecida de todas, Akrabe, Dschubba, Shaula e Sarja. ― Emma olha impressionada para ela e a morena sorri. ― A cada dois anos, Marte passa pertinho da Estrela Antares. O pontinho avermelhado e mais brilhante é ele. Devido a sua cor, pode ser confundido com a Estrela. Saturno também está fazendo parte da constelação. Ele está formando um triângulo entre Marte e Antares. Seu brilho é comparável com o da Estrela.

― Mãe, isso é incrível. ― O jovem diz admirado, afastando-se do telescópio. Aproveitando o objeto livre, Emma aproxima seu olho do ocular para ver tudo o que sua esposa falou. ― Obrigado! ― Ele abraça a mulher. ― Eu estava com saudades desses momentos com você.

― Eu também, meu amor... ― Beija a cabeça dele. ― Amo ver as estrelas com você... ― Aperta-o em seus braços.

― Uau! Incrível! ― A loira murmura estupefata, afastando-se do instrumento astronômico. Com o objeto livre, Henry não perde tempo em voltar para ele. Já Emma volta para perto da esposa. ― Toda essa sua inteligência me deixou excitada. ― Sussurra para que o filho não escute.

― Em casa conversamos sobre isso. ― Mills sussurra de volta, em tom malicioso.

― Pois vou contar os minutos para voltarmos. ― Fala em igual tom de malícia e beija a morena.

Regina volta a olhar para o céu, em busca de mais alguma coisa que possa mostrar ao filho naquela madrugada, e Emma a abraça por trás, apoia o queixo no ombro dela e também olha para o céu, porém, apenas para admirar a sua beleza.

Notas finais
Para quem não leu as notas inicias: esse capítulo final ficou enorme, mais de 14k, e por isso a gente decidiu dividir ele, por isso a fanfic terminará com 41 capítulos e esse aqui foi o penúltimo. Agora................. Contem pra gente o que vocês acharam desse capítulo, conversem com a gente nos comentários, deem um sinal de vida (ou leitura). Qual parte vocês mais gostaram? A minha parte favorita desse capítulo foi a última cena, deles três na torre do relógio, olhando o céu. Até o próximo! **sidneymills**