Notas iniciais
E nós recebemos a nossa primeira recomendação. Obrigada a bruncacalzona que dedicou um pouco do seu tempo para expressar o quanto gosta da nossa fanfic, e nos deixar uma recomendação. Ficamos realmente felizes e gratas. Obrigada também, aos comentários e favoritos. *SidneyMills

O primeiro lugar em que pararam, foi na loja de penhores de Gold. Saíram rapidamente do veículo e, com olhares desconfiados, entraram na loja. Gold, o último a entrar, trancou a porta.

― Por que viemos para a sua loja, vovô? ― Henry questionou ao homem em tom impaciente. A viagem tinha sido cansativa. Ele só queria o aconchego de seu antigo quarto.

― Eu preciso dar alguns avisos importantes para vocês. ― Andou até a porta e olhou pelas frestas da persiana antes de continuar. ― Regina... ― Direciona-se para a mulher. ― Você não pode ir para a sua casa. Minha querida mãe está habitando-a. ― Abre um sorrisinho falso, sem mostrar os dentes e Regina revira os olhos. ― Como eu disse, ela é a prefeita agora. ― Relembra. ― Emma, você não pode ir para o loft de sua mãe. Ela não se lembra de você...

― Então todos estão sem memória? ― Swan questiona, interrompendo-o.

― Exato, Srta. Swan. ― Aponta o dedo para ela. ― Assim como na primeira maldição, lançada por Regina, ninguém se lembra do seu passado, de onde vieram ou quem foram.

— Você não disse isso antes. ― Emma rebate, levemente irritada. ― Apenas disse que não podíamos confiar em nenhum deles porque poderiam estar sob o controle dela.

— Estou dizendo agora. — Ele arqueia a sobrancelha e ela semicerra os olhos.

― Então além de estar em minha casa, usando das minhas coisas, tomou posse do meu escritório na Prefeitura e está se sentando em minha cadeira, ela fez o mesmo que eu fiz, nessa maldição? ― Regina indaga retoricamente, interrompendo a briguinha entre Emma e Rumple. ― Muito original! ― Murmura com deboche. ― O que ela quer? Um final feliz também, porque seu primeiro amor lhe foi tirado bem em sua frente? ― Mills questionou irônica, revirando os olhos.

― Bem... ― Gold tornou a falar, após o ataque da morena. ― Eu sugiro que vocês se hospedem na pensão da Granny, por enquanto.

― Você sabe que ela, exatamente como eu sabia, provavelmente já sabe que estamos aqui, certo? ― A morena questiona-o, e ele assente rapidamente.

― Por isso mesmo, precisamos evitar ter encontros desagradáveis... ― Rebate. ― Sem magia, tudo que ela pode fazer para nos afetar, é fisicamente.

― Ou seja, se evitarmos os encontros, não há muito que ela possa fazer para nos atingir... ― Emma completa.

― Exatamente como eu fazia com você... ― Regina murmura, olhando para Swan e se perdendo nos verdes, esquecendo-se dos demais. Belle e Henry olham-se rapidamente e sorriem com a cena.

Vendo que a troca de olhares iria demorar, Gold pigarreia, chamando a atenção de todos.

― Bem, é isso. Fiquem espertos. Assim como você, Regina, ela tem olhos em todos os lugares.

•§•

― Pensei que ao menos teria minha casa de volta. ― Regina murmura para si em tom decepcionado. Estava encostada na porta da loja de Gold, observando a pequena movimentação da rua, através das frestas da persiana.

― Regina? ― Swan a chama com cuidado, aproximando-se devagar. ― Está tudo bem? ― Questiona, embora já soubesse a resposta, que estava estampada, ao menos para ela, na face da mulher.

― Não! Nada está bem. ― Diz. Seu tom demonstrando a raiva que sentia. ― Aquela mulher está em um lugar que não pertence a ela. Está comandando a minha cidade, usando as minhas coisas, dormindo em meu quarto, usando a minha cama e se sentando em minha cadeira. ― Suspirou pesadamente. ― Nada está bem. ― Repetiu.

― Ei, calma... ― Swan aproximou-se mais, pronta para lhe abraçar, como sempre fazia, mas recuou ao se lembrar de onde estavam e da situação que se encontravam. Percebendo o que a outra faria, Regina desejou mais uma vez que tudo não passasse de um pesadelo, apenas para receber aquele abraço que sempre a tranquilizava, por mais que tudo estivesse desmoronando. ― Nós vamos resolver isso. ― Disse convicta. ― Ela não vai ficar lá por muito tempo. Eu prometo. ― Tocou em seu braço e o apertou de leve, numa forma de passar confiança, já que não podia abraçá-la.

― Eu só vou ficar calma quando tirar aquela mulher do meu lugar e colocá-la em seu devido lugar. ― Falou, rangendo os dentes de raiva.

― O que você pretende fazer?

― Vamos primeiro pensar em nossa estadia, depois vemos qual o primeiro passo que daremos. ― Swan assentiu. ― Agora eu só quero descansar um pouco. ― Acrescentou em tom cansado. ― Vou chamar o Henry para irmos para a pensão. ― E sem esperar uma resposta, afastou-se da loira, que ficou lhe observando sumir de sua vista.

•§•

Após Emma, Regina e Henry saírem da loja e Belle fechar a porta, ela não perde tempo em ir até Rumple e questionar sobre Gideon. Estava com saudade do filho e precisava saber como ele estava.

― Rumple, eu preciso ver o meu filho. Eu preciso saber como Gideon está. ― Diz aflita. ― Já faz tanto tempo... ― Seus olhos lacrimejam. ― Onde ele está? Você sabe?

― Calma, Belle. ― Toca em sua mão e a puxa para um abraço. ― Sim, eu sei onde ele está. ― Passa as mãos em seu cabelo e beija ali carinhosamente, torcendo internamente para que no fim de tudo, eles pudessem voltar a ser a família que ele tanto queria e que deveriam ser, e que ele pudesse voltar a chegar perto da esposa sempre que quisesse e não apenas por causa do filho.

― E você pode nos levar até lá? ― Afasta-se do homem a tempo de vê-lo assentir. ― Então o que estamos esperando para ir até ele? ― Desprende-se totalmente do homem, já dando alguns passos em direção a porta.

― Tem uma coisa... ― Anuncia, fazendo Belle parar. ― Não podemos nos aproximar, apenas olhar de longe.

― Tudo bem, o importante é vê-lo e saber como ele está.

— Belle... — Ele suspira pesadamente. — Ele não está mais como antes.

— Como assim? — Franze o cenho.

— Assim como ele cresceu rápido em sua barriga, ele cresceu rápido fora dela também. ― Explica. A mulher fica alguns segundos em silêncio, pensativa e Rumple se preocupa. — Tudo bem? — Toca em seu braço gentilmente.

— Eu... Eu só quero ver o meu filho. — Diz decidida e Rumple assente e aponta para a saída.

•§•

Manhattan, algumas horas antes.

Killian Jones, com sua roupa de pirata e seu gancho bastante afiado, encaixado na mão esquerda, que chamou a atenção por onde passou, para em frente ao prédio que se lembrava de ser onde Emma morava com Henry na outra maldição e xinga-se baixinho por não se lembrar qual era o apartamento.

Fecha os olhos por alguns minutos, voltando as lembranças da época, e muitos minutos depois de forçar a sua velha mente, consegue se lembrar do número. Mas, ao passar pelo portão do prédio, o porteiro lhe barra. Sem outra alternativa, acerta um murro na face do homem, e após vê-lo caído ao chão, corre para as escadas. Não sabia como funcionava a grande caixa de metal, conhecida popularmente como elevador.

Ao parar em frente à porta de número 311, Jones respira fundo, procurando o fôlego perdido na subida das escadas, e bate delicadamente na porta.

Alguns segundos depois, não obtendo respostas, volta a bater, dessa vez, um pouco mais forte. Todavia, depois de mais alguns segundos, mais uma vez, não obtêm respostas.

Decide bater mais uma vez, ainda mais forte, e ao não ter respostas de novo, olha para os lados, vendo se não vinha ninguém, e força a maçaneta. Mas como não obtém resultado, joga seu corpo contra a porta, e ao conseguir arrombá-la, para sua frustração, encontra-o vazio e sujo, indicando que ele não era habitado há bastante tempo.

Fechando a porta novamente, encosta-se na mesma, e bate em sua testa, sussurrando “pensa” diversas vezes, tentando lembrar outro lugar que ela pudesse estar.

Até que, após alguns minutos botando os neurônios para funcionarem, como em um desenho animado, que uma lâmpada se acedente em cima da cabeça do personagem quando este se lembra de algo, quando entende uma situação, ou tem uma ideia, Killian lembra-se de Neal, e seu apartamento, que ele ainda se lembrava muito bem onde ficava, pois, tinha sido lá que tinha conseguido pegar Rumple, e saiu de lá, achando que finalmente tinha conseguido sua vingança em nome de seu antigo amor, Milah.

Animado com a possibilidade, o pirata desencosta-se da porta, e do mesmo jeito que subira a escada, correndo, descera, repetindo em sua mente, “que ela esteja lá”, fazendo um esforço para ignorar o significado de sua escolha de lugar para ficar.

•§•

Storybrooke, ME

Ao entrarem na única pensão que há na cidade, os olhos de Regina veem Zelena, que de forma alterada, conversava, ou brigava, ela não sabia, com Ruby, que estava atrás do balcão de recepção, e Dorothy, que estava ao seu lado. Seus olhos rapidamente lacrimejam ao ver a irmã e, automaticamente, sua boca se curva em um sorriso emocionado. Estava feliz por ver que a ruiva estava bem, depois de dois anos sem vê-la ou ter notícias suas.

Estava prestes a ir até ela, quando teve o braço segurado delicadamente por Emma, que previu a sua ação. Ao olhar para a loira, tencionando questioná-la, viu-a balançar a cabeça de modo negativo. Entendendo o significado, seu sorriso morreu antes mesmo que pudesse brilhar.

Swan, pigarreando para chamar a atenção das três mulheres, que pareciam não se importarem com a presença dos três, ou talvez nem tenham percebido a chegada deles, caminhou lentamente até o balcão e desejou boa noite.

― Boa noite! ― Ruby saudou com um sorriso no rosto e a simpatia de sempre, que Emma bem conhecia. Regina revirou os olhos. Não queria admitir, mas ficara com ciúme. Não só pelo sorriso da loba, mas também, pelo de Emma, além de seus olhos brilhando. ― Em que posso ajudá-los?

― Gostaríamos de alugar um quarto para três...

― Na verdade, dois quartos com cama de casal, por favor. ― Regina interrompe Emma, chamando a atenção dela e até mesmo das outras três mulheres e Henry, que estava com fones de ouvido.

As duas mulheres ficam se olhando por alguns segundos, com Emma tentando fazê-la mudar de ideia, demonstrando com o olhar, a decepção que sentira, e Regina não querendo voltar atrás com o pedido, fingindo-se de forte, até que Swan suspira, em um claro sinal de desistência, e cede ao pedido.

― Tudo bem, dois quartos, por favor. ― Emma pede, voltando a atenção para frente, e Ruby assente.

Sobre o olhar atento de Zelena, a qual Regina não parava de encarar e a ruiva fazia o mesmo, e de Dorothy, entregaram as identidades para Lucas e, alguns minutos mexendo no computador, algo que surpreende Mills, pois em sua época não havia um, Ruby cadastra as duas no sistema.

― Sejam bem-vindas! ― Ruby deseja, estendendo as duas chaves para as mulheres.

― Obrigada! ― Emma agradece, pegando as chaves e as malas do chão, juntamente com Henry e Regina.

― Eu sou a Ruby e essas duas são Kelly e Dorothy. ― Aponta para as duas respectivamente. ― Se precisarem de algo, podem chamar... ― Lucas informa amigavelmente e a loira assente. ― Tenham uma agradável noite. ― Deseja bem-humorada, fazendo Emma sorrir e Regina revirar os olhos mais uma vez. Henry, que observava tudo em silêncio, também riu, mas não de Ruby, e sim do ciúme óbvio da mãe morena. ― Os quartos ficam para lá. ― Aponta para o seu lado direito.

Os três hóspedes assentem e seguem na direção indicada, voltando a escutar a discussão das três, que eles não conseguiam entender do que se tratava.

― Eu só queria abraçá-la. ― Mills murmura em um tom triste, olhando para trás e vendo a irmã, que como se soubesse que estava sendo observada, vira o rosto e lhe encara com uma expressão curiosa por alguns minutos, antes de ter a atenção tomada por Dorothy novamente.

•§•

Ao chegarem em frente as portas dos quartos, Henry não sabe para onde ir. Estava confuso. Depois dos dois últimos anos vivendo com as duas na mesma casa, desacostumou-se com elas em casas separadas.

― Henry, pode ir dormir com a Regina se quiser. ― Swan diz, ao ver a confusão estampada no rosto do menino, e pensando também, no quanto Regina precisaria do filho ao seu lado, bem mais do que ela, após reencontrar a irmã e não poder nem dizer um oi para ela. Já que ela mesma não poderia ir fazer companhia, deixaria que o filho fizesse.

Henry pega uma das chaves da mão da loira, e após identificar de qual quarto ela seria, despede-se da mãe loira, e entra no quarto que ele ficaria com Regina, deixando as duas sozinhas no corredor.

Em silêncio, as duas mulheres ficam se encarando por alguns segundos.

Emma queria poder abraçar Regina e, como em todas as outras vezes, dizer que tudo ficaria bem, e que logo ela estaria falando com a irmã novamente. Mas não queria se aproximar da morena e, mesmo que delicadamente, ser afastada por ela. Sempre que isso acontecia, doía em seu peito.

Pensando em ao menos dizer algo que pudesse confortar a mulher, Emma se aproxima devagar e abre a boca, mas o movimento de Regina, pegando as malas do chão e seguindo para a sua porta, a detém.

― Boa noite, Emma. ― Deseja, trocando um último olhar com a loira, antes de abrir a porta e entrar.

― Boa noite, Regina. ― Responde em tom triste, vendo a outra fechar a porta após sua resposta. Então pega suas malas, e segue para o seu quarto também.

Notas finais
Digam-nos tudo, não escondam nada! jsfbhjesfnjwefwe Espero que tenham curtido mais um capítulo, que dessa vez, graças ao feriado que teve aqui em minha cidade, e me deu tempo, e ele não saiu atrasado. Até o próximo!