Notas iniciais
Olá pessoal, eu e Thuany, depois de ler algumas coisas por aqui e alí, tivemos essa ideia de escrever essa fanfic, e esperamos que vocês curtam a ideia, tanto quanto estamos curtindo escrever. OBS: Essa fanfic não é específica de uma temporada. Digamos que os fatos estão misturados. Alguns são da terceira temporada, alguns são da sexta, e por aí vai... *Sidney Mills

Storybrooke

Estavam todos parados em frente à linha que separava Storybrooke e o mundo real. Emma, Henry, Regina, Mary Margaret e David com Neal no braço, Zelena e a pequena Robin, Killian, Gold, Belle, Granny, os anões e mais alguns habitantes da pequena cidade.

Uma maldição lançada pela Fada Negra se aproximava e a única solução encontrada para que se livrassem dos planos perversos de quem a lançou, era repetindo o que aconteceu na maldição de Peter Pan, já que não podiam simplesmente atravessar a linha da cidade ou sofreriam duras consequências. Eles teriam que voltar para a Floresta Encantada e apenas Emma, Henry e agora Regina, sairiam da cidade. Porém, segundo a Fada Negra, eles não podiam voltar para a Floresta Encantada real, porque ela havia sido destruída e não existia mais, exatamente como Regina havia dito para eles anos atrás. Então, lembrando-se do Reino do Desejo, que foi criado a partir de um desejo, decidiram que era para lá que iriam.

Para onde estavam planejando ir, Regina estava sendo caçada. Por isso, não podia retornar com os outros. Além disso, agora estando separada da Rainha Má, tinha o total livre arbítrio para escolher ir com os outros, ficar longe do seu filho mais uma vez, correr o risco de ser esquecida pelo mesmo e consequentemente sofrer com isso, ou ir com ele. Obviamente ela escolheu a segunda opção. Contudo, diferente da vez da maldição de Pan, sabendo a Fada Negra que eles planejavam ir para o Reino do Desejo para tentarem fugir de seus planos, planejou algumas surpresas para quando chegassem por lá. Sabendo disso, eles precisavam de uma alternativa de salvação. Essa alternativa, mais uma vez estava sendo Emma Swan, e agora Regina Mills.

— Tem que ter outra maneira... — Mary Margaret fala quase chorando, direcionando sua atenção ao marido, igualmente triste com a decisão que tinham acabado de tomar. — Não podemos perdê-la de novo... — Com o braço livre, David a abraça de lado.

— Dessa vez é diferente. Não vamos perdê-la. — O homem afirma com certeza, tentando passar confiança para a mulher e até para si mesmo. — Emma já quebrou uma maldição uma vez. Ela quebrará essa também. — Seu tom é esperançoso. — E no fim, nós sempre nos encontraremos. ― Sorri e puxa, da forma como pode, Emma e Henry para um abraço.

Swan pega o pequeno Neal em seus braços e o abraça com força. Em seguida, deposita um beijo em sua cabeça pouco cabeluda.

Regina, que estava mais afastada, apenas observando a cena de despedida, decide se aproximar da irmã e sobrinha para também se despedir.

— Nós ainda vamos nos ver? — Zelena indaga com seus lindos olhos azuis cheios de lágrimas. Era novo para Zelena ter alguém por si, amando-a, cuidando-a e se importando. Então não estava sendo fácil ter que deixar sua irmã ir, logo agora que haviam acabado de se entenderem de vez e estavam vivendo em paz, como uma família.

— Isso não é um adeus... — É tudo o que Regina diz antes de puxar a irmã para um abraço apertado.

De repente, como sempre acontecia, Leroy grita, anunciando a real chegada da maldição.

— Vocês precisam ir... — David grita, desesperado. — Agora! — Reforça, pegando o pequeno Neal dos braços de Emma.

— Eu não quero ir sem vocês... — Emma fala aos prantos, sendo amparada por seu filho, igualmente emocionado.

Um barulho forte de trovão e raios chama a atenção de ambos.

— Emma... — Mary se aproxima da loira e a puxa para um abraço. — Me perdoa, filha... — Pede com a voz embargada. Emma respira fundo antes de se afastar e assentir. Ela sabia do que a mãe estava falando.

— Entrem no carro e saiam dessa cidade agora. — David ordena, olhando o céu ficar muito escuro.

— Esperem... — Gold pede, saindo de trás da pequena multidão com Belle ao lado e logo se aproximando da linha da divisa da cidade.

— Nós não tempos muito tempo. — Killian reclama. Gold o encara com uma expressão fechada, porém, nada diz.

— Da outra vez, Regina não foi com vocês e foi responsável por nos levar para a Floresta Encantada e por dar a vocês dois... — O homem de bengala aponta para Emma e Henry. — Novas memórias.

— Estamos sem tempo para conversas... Logo essa fumaça negra irá nos alcançar e será ainda pior... — Killian se manifesta, de forma impaciente.

Ignorando a voz do outro, Gold continua: — Dessa vez, Regina irá com vocês. Por isso, eu gostaria de fazer isso...

— Por que está querendo fazer isso por nós? — Regina indaga desconfiada, aproximando-se do homem.

— Minha vida e a da minha família estão em risco... — Diz, referindo-se à Belle e ao pequeno Gideon que está com a Fada Negra. — Vocês... — Aponta para a morena e para os outros dois mais atrás. — Serão a nossa salvação... De todos nós... — Revela, apontando para os demais. — Vocês três são a nossa melhor chance... E eu também devo isso ao meu filho Neal e ao meu neto. — Aperta o ombro do garoto que lhe lança um olhar agradecido.

— Obrigada! — Regina agradece e Gold apenas balança a cabeça de forma afirmativa.

— Killian... — Emma o chama rapidamente enquanto Regina se despedia de Gold. Com o canto do olho, Mills observa a aproximação.

— Eu confio em você e acredito que irá conseguir nos tirar dessa, igual da outra vez. — Ele diz, aproximando-se da amada.

— Eu te amo... — Ela se declara. Em seguida, trocam um rápido beijo e um abraço. — Logo vamos nos reencontrar... — Encostam as testas por alguns segundos, até Regina, um pouco sem graça por interromper o momento entre o casal, tocar gentilmente o braço de Emma, chamando-a. Emma abre os olhos e elas trocam um olhar intenso.

— Precisamos ir agora. — A morena diz com urgência, quebrando o contato. Emma assente rapidamente com um sorriso e se afasta de Killian.

— Adeus, Emma... — É a última coisa que Emma escuta antes de entrar no seu fusca amarelo com Henry. Regina, obviamente, entra no seu carro estacionado ao lado do de Swan.

Logo as duas dão partida nos carros e seguem para fora da cidade, vendo pelo retrovisor, os outros se distanciando, a fumaça negra os engolindo e Gold movendo suas mãos para lançar algum feitiço que os tirasse dali o mais rápido possível.

•§•

Dois anos depois...

Manhã de sexta-feira. 23 de outubro de 2015.

Era um novo dia. Mais um final de semana estava chegando para Emma e sua família.

A manhã está parcialmente nublada em Tallahassee. Faz 76°F lá do lado de fora, no momento em que Emma abre os olhos e dá de cara com cabelos negros espalhados pelo travesseiro ao lado do seu. Sorri ao sentir o cheiro de xampu vindo dos cabelos macios. Em seguida, puxa o corpo da mulher, que ainda dormia, para mais perto do seu e a aperta mais contra si, sentindo o tecido macio da camisola em suas mãos.

Flashes da noite anterior atingem sua mente naquele momento. Um jantar romântico, boas risadas, muitas taças de vinho e um ótimo encerramento de noite ao lado da mulher que tanto ama.

Com a mão direita, Swan afasta os fios escuros e deposita um beijo suave na nuca da outra, que se arrepia no mesmo momento e se remexe um pouco, virando-se de frente para ela. Em seguida, abre minimamente seus olhos e lhe sorri preguiçosamente, ainda sonolenta.

— Oi... — Emma sussurra. Em seguida, deposita um beijo nos lábios da morena.

— Feliz aniversário, Em-ma. — Fala devagar, fazendo a loira se arrepiar.

— Eu adoro quando você diz meu nome assim... — Devagar, Swan se deita por cima da outra. — Pausadamente... — Sussurra, logo capturando os lábios carnudos e os puxando com lentidão. — Ainda não são nem 7:00am, acho que temos alguns minutos livres, antes de acordar nosso filho e começar nossa tórrida rotina. — Diz sugestiva.

— Hoje é o seu dia, aproveite ele como quiser. — Sussurra em seu ouvido e finaliza com um beijo seguido de uma leve mordida no pescoço alvo.

— Pode ter certeza de que irei aproveitar bastante. — Beija os lábios da mulher com vontade e logo desce para uma das partes mais sensíveis da morena. O pescoço.

Swan estava prestes a retirar a camisola da outra e dar início, de fato, a comemoração de seu aniversário, quando escutam o barulho da maçaneta da porta ser forçada para ser aberta e a voz de Henry avisando que estava entrando. Rapidamente se afastam, cobrem metade do corpo e se deitam lado a lado. Em seguida, observam Henry entrar no cômodo com uma bandeja em mãos e um pequeno jarro de vidro com uma rosa dentro.

— Feliz aniversário, mãe. — Aproxima-se devagar até a cama, oferece-lhe a rosa, que prontamente foi aceita, e deposita um beijo na testa da loira, que fecha os olhos e sorri com o gesto do filho.

— Obrigada, garoto. — O menino sorri, entrega-lhe a bandeja e direciona sua atenção para a outra mulher presente no quarto. Sua outra mãe.

— Bom dia, mãe... — Senta-se na cama e, como de costume, recebe seu beijo de bom dia na testa. Em seguida, faz o mesmo com a morena. — Já que hoje é o seu aniversário, mãe... — Direciona-se para a loira, que já atacava seu delicioso pão com geleia, feito com bastante carinho pelo filho. — E que também, vocês chegaram tarde ontem, e por isso eu pensei que ainda poderiam estar cansadas, eu levantei mais cedo e resolvi fazer esse agrado para as duas. — Explica-se, pegando a bandeja da mão da loira e oferecendo a morena também. — Para ela, por ser aniversariante e pela possibilidade de cansaço, e para a senhora, por estar cansada também. — Finaliza, observando a morena abrir seu lindo sorriso para si.

— É, Emma... Parece que o criamos muito bem... — A morena fala de forma orgulhosa, fazendo-o abrir um enorme sorriso pelo elogio. — Mas, Henry... Como você sabe que chegamos tarde? ― Franze o cenho. ― Emma, de que horas chegamos ontem?

— Duas e meia da manhã de hoje. — Responde entre uma mordida e outra, de um novo pão com geleia.

— Você ficou acordado até essa hora, Henry Daniel? — Arqueia a sobrancelha, causando nervosismo no garoto.

— Eu escutei vocês chegando quando me levantei para ir ao banheiro... — Rebate rapidamente. — Eu escutei Anastácia se despedindo de vocês...

— Será que podemos acreditar nisso? — Mills bota a mão no queixo, fingindo pensar.

— Sim, eu juro... — Henry junta as palmas das mãos. — Eu até tentei passar das onze, mas Anastácia não deixou. — Confessa. — Mãe, eu não preciso de babá... — Resmunga, cruzando os braços. — Se eu já sou grande o suficiente para trazer café-da-manhã para vocês na cama, sou grande o suficiente para ir ao supermercado, para ir à escola, para ir à padaria, ir à casa do Hensel, então eu posso ficar aqui sozinho à noite, também.

— Então esse é o real motivo do mimo... — Swan encara o filho que sustentava um olhar triste. — Henry, você sabe que é perigoso ficar sozinho à noite, ainda mais quando eu e sua mãe não temos horário para voltar... Nós não ficaríamos tranquilas se você ficasse aqui sozinho. — Explica-lhe mais uma vez. Era a terceira só naquele mês. Henry resmunga baixinho. Estava chateado, mas entendia os motivos das mães para não o deixar sozinho à noite.

— Sabemos que você é responsável, Henry... Entenda que é apenas uma medida de segurança. — Regina acrescenta. — Agora, vamos provar esse pequeno banquete que você fez para nós, deve estar uma delícia. — Fala com animação, acariciando o rosto do garoto.

•§•

Após um maravilhoso café-da-manhã, regado de conversas e risadas, Henry foi para o seu quarto tomar um banho e se arrumar para ir à escola, Regina ficou arrumando a pequena bagunça que fizeram no quarto do casal e Emma, após insistir muito para ir com a esposa e não ter tido sucesso em suas chantagens, foi tomar banho também.

Minutos depois, após todos estarem de banho tomado e já vestidos, escutam a campainha tocar.

— Essa hora da manhã? — A morena se questiona com a expressão confusa. Estava sentada na cama, terminando de colocar seus saltos.

— Deixa que eu atendo... — Swan grita no corredor para que Henry pudesse escutar. — Você está linda. — Elogia a outra antes de sair correndo do quarto.

Ao chegar à porta, olhar pelo olho mágico e não reconhecer a pessoa do outro lado, Emma pensa por alguns segundos e decide abrir para saber o motivo pelo qual a pessoa estava ali, àquela hora da manhã. Mas já estava preparada para o que quer que fosse.

— Bom dia... — Deseja educadamente. — Posso ajudá-lo?

— Olá, Emma... — O homem, apoiando-se em uma bengala de ouro, trajando um terno, aparentemente caro, sustentando um sorriso nos lábios, saúda, pegando Swan de surpresa. Não fazia ideia de quem era aquele homem e muito menos como sabia seu nome.

— Henry, se não estiver pronto nesse exato momento, iremos nos atrasar. — A morena avisa, saindo do quarto e seguindo para a sala para saber quem estava à porta. — Emma, querida... — Murmura, chamando a atenção do homem parado na porta, esperando ser convidado para entrar. — Quem é? — Para ao seu lado e encara quem estava fora.

— Olá, Regina...

Notas finais
Esperamos que tenham curtido o primeiro capítulo, e estamos abertas a sugestões ou reclamações dos nossos serviços.