Notas iniciais
Gente, eu sei, eu sei... Não tenho auto controle, mas os melhores capítulos são os depois do quinto, quero chegar logo neles. Novamente, não tenho controle. Porém... Apreciem esse capítulo, boa leitura.

Mas talvez eu também fosse uma caçadora.

Quando disse que não conseguiria sem ele, era a verdade. Só que como conseguiria sem mim? Então entre ele e eu, minha escolha foi clara. Rápida. Eu tinha o avisado, sou uma vitoriosa. Uma sobrevivente. E quando se trata de manter isso, infelizmente nada importa. Nem amor, nem culpa, nem sonhos.

Claro que ele também sabia disso. Entre todas as escolhas que teve nenhuma delas foi para o outro ou pelo o outro. Todas foram pela sobrevivência. Dele.

Algumas pessoas sabem lutar de forma limpa. Outras sabem apenas lutar.

Enquanto percorro todo o espaço como se fosse um museu. Cheio de cheiros e texturas. Lembro dos gritos. O nome em seus lábios. O desespero. A raiva. Tudo me atingindo lentamente, tornando minha morte mais concreta.

Minha fala pairando no ar. Minha despedida. Naquele momento me referindo ao prefeito, mas o pronome você parecia tão propicio para ocasião.

― Um dia, alguma coisa vai me matar, mas não vai ser você.

Foi uma escolha fácil. Morrer por mim, deixar que eu enterrasse a garota arco-íris sem distrito. A garota colorida do Bando. Foi fácil. Quando todos os registros desapareceram. Quando Lucy Gray nunca existiu.

Notas finais
Por hoje é só... Beijos...