Recomeço
15 Capítulo 15 - A visita de Garth
Notas iniciais
Desculpe a falta de originalidade com o título, mas basicamente é disso que o capítulo trata. A visita de Garth trará algumas respostas para vcs...
Neste capítulo vcs finalmente vão conhecer o brother de Abaddon (falo dele lá embaixo).
Ah! E aprendemos sobre eletricidade! Cuma?
Have fun!
Garth observou a troca de olhares entre Sam e Claire por algum tempo até que resolveu tossir para chamar a atenção dos dois e brincou:
– Ei! Eu também estou aqui.
Então Claire e Sam pararam de se olhar e o Winchester abriu entrada para a garota entrar no quarto enquanto a seguia com o olhar sem perceber. Em seguida, ele fechou a porta e Claire sorriu para Garth antes de se aproximar dele e dizer surpresa:
– Então é você mesmo! Garth! O que diabos você está fazendo aqui?
Como de costume, Garth a abraçou daquele seu jeito peculiar e em seguida respondeu:
– Ah... Eu só vim fazer uma visita pro Sammy.
– Às três da madrugada? E desde quando vocês dois se conhecem? — estranhou Claire olhando para eles esperando uma explicação.
– Desde que o Sam casou com a Becky. — relembrou Garth sorrindo.
Sam ficou visivelmente constrangido ao ouvir aquilo e olhou para Garth de um jeito reprovador.
– Você é casado? — surpreendeu-se Claire sem conseguir disfarçar certa decepção.
Sam ia explicar quando Garth se antecipou e contou aos risos:
– Ele foi, mas apenas por alguns dias. E com uma fã dos livros!
– O quê? Que livros? — não entendeu a garota.
– Garth, cala a boca. — pediu Sam e em seguida olhou para Claire e desconversou — É uma longa história.
– Sempre é... — murmurou a garota evitando olhar para Sam.
Ao se dar conta de que a garota parecia estar desconfortável diante dos trajes que ele usava, ou melhor, diante da ausência de trajes, Sam disse:
– Eu vou colocar uma roupa. Desculpe ter atendido a porta assim, Claire...
A garota assentiu, passou a mão pelo pescoço e observou Sam se afastar e entrar no banheiro. Pouco a pouco sentiu que o seu rosto voltava à cor normal. Então ela voltou-se para Garth e retomou a conversa:
– Quer dizer que vocês são amigos?
– Mais do que isso! Eu sou praticamente da família! Aqueles dois me amam! — afirmou Garth cheio de si.
Do banheiro, Sam ouviu aquilo e revirou os olhos. Vestiu-se rapidamente e saiu do banheiro a tempo de ouvir Claire perguntando desconfiada:
– E vocês costumam se ver assim tão tarde?
– O Garth estava de passagem pela cidade. — respondeu Sam rapidamente antes que o outro dissesse mais alguma besteira — Nós estávamos conversando por telefone, e ele resolveu passar aqui pra dizer um oi.
– Oi. — brincou ele.
Claire olhou para os dois ainda desconfiada, mas percebeu que estava se intrometendo demais. Aquilo não era da sua conta. Se Sam e Garth estavam escondendo alguma coisa ou se aquilo era mesmo uma simples visita, ela não tinha nada a ver com isso. Mal sabia a garota que ela era o motivo daquela visita.
– Bem... É melhor eu voltar pro meu quarto. — disse ela e em seguida, olhou para Garth e acrescentou — Eu só queria confirmar se era você mesmo. Que engraçado, não é? Vocês dois se conhecerem também. Que mundo pequeno...
– Nem me fala... — murmurou Sam e em seguida sorriu um pouco sem graça.
Ele não gostava de mentir para Claire, mas ao mesmo tempo precisava de um tempo para digerir aquela história. Para se acostumar com o fato de que ela é filha do cara que foi um pai para ele e Dean. E precisava conversar com Garth antes de mais nada.
– Foi bom te ver, Garth. — disse Claire antes de se virar e caminhar até a porta.
– Bom te ver também, gata. — brincou ele e Claire sorriu.
– Deixa que eu abro a porta. — propôs Sam e em seguida girou a maçaneta e abriu passagem para a garota.
Claire se virou, ficando de frente para ele, e parou na soleira da porta. Olhou para Sam por alguns instantes e em seguida se desculpou:
– Desculpe... Eu não devia ter batido na sua porta à essa hora.
– Está tudo bem, Claire. E... Desculpe se nós te acordamos. — disse Sam.
– Na verdade... — começou a falar a garota, mas parou antes de terminar a frase. Sam não precisava saber que ela não tinha conseguido dormir até aquela hora porque não conseguia parar de pensar nele. E que, portanto, não havia acordado com o barulho do carro ou com os passos de Garth na varanda. Ela simplesmente não havia conseguido pegar no sono ainda. — Deixa pra lá... Boa noite, Sammy. — encerrou ela lembrando do apelido que Garth mencionou há alguns minutos.
– Boa noite, Claire. — retribui ele a encarando mais uma vez antes dela se virar e se afastar por fim.
Assim que Sam fechou a porta, Garth se jogou na poltrona que havia no quarto e indagou com certa malícia:
– O que diabos foi aquilo?
– Aquilo o quê? — não entendeu Sam.
– Cara... Aquela corrente elétrica passando entre vocês dois bem ali na porta. — lembrou Garth.
– O quê? Do que você está falando? — indagou Sam um pouco sem graça enquanto caminhava até a cama e se sentava de frente para ele.
– Não se faça de desentendido, Sam Winchester. Eu vi a forma como você e a Claire se olharam. E eu não preciso trabalhar na companhia de Energia pra afirmar que havia eletricidade ali suficiente para iluminar todo o estado do Kansas por anos. — explicou Garth e após uma pausa, refletiu — E isso é uma pena porque... Por um momento, eu pensei que a Claire estava na minha. Sabe... Rolou um certo clima quando a gente se conheceu. Mas tudo bem. Eu aceito perdê-la pra você, cara. O que a gente não faz pelos amigos, não é?
Sam olhou para Garth sem acreditar que estava mesmo ouvindo aquelas coisas. Claro que Sam percebeu a forma como Claire o olhou, mas também ele atendeu a porta de toalha e com uma arma apontada pra ela. Ela só ficou um pouco impressionada. Só isso.
– O quê? Você acha que eu e a Claire temos alguma coisa? — indagou Sam surpreso.
– Se ainda não tem, com certeza vão ter. — previu Garth.
– Por acaso você andou conversando com a Mia ultimamente? Só falta você começar a falar sobre almas gêmeas. — debochou Sam e após alguns instantes pensando, esclareceu — Não existe e nem vai existir nada entre mim e a Claire. Ela é só uma garota em busca de um anjo caído. E eu e o Dean vamos ajudá-la com isso, mas depois ela vai seguir o caminho dela e eu, o meu. Além disso, até pouco tempo atrás ela estava noiva e eu acabei de sair de mais um relacionamento fracassado. Nem eu, muito menos ela, estamos à procura de um novo amor neste momento.
– Sabe o que é mais fascinante no amor? — desafiou Garth e em seguida, filosofou — É que não somos nós que o procuramos, Sam, é ele que nos encontra. Geralmente, quando nós menos esperamos e quando menos queremos que ele aconteça.
Sam o olhou incrédulo, franziu a testa confuso e sacudiu um pouco a cabeça antes de propor:
– Ok... Que tal se nós falássemos sobre o assunto que te trouxe até aqui? Sobre Claire ser filha do Bobby...
Garth pensou um pouco e em seguida perguntou:
– Tem certeza que você não tem nenhuma cerveja aí?
– Pare de enrolar e fala logo, Garth. — pediu Sam e após uma pausa, perguntou — É mesmo verdade? A Claire é filha...
– Sim, é verdade. — interrompeu Garth.
– E desde quando você sabe disso? — quis saber Sam.
– Há alguns meses. — respondeu Garth e em seguida, explicou — Ela tinha algumas pistas sobre o pai biológico e acabou me encontrando no meio de uma delas.
– Então ela sabe que você conheceu o Bobby? — quis confirmar Sam.
– Mais ou menos... Quer dizer, ela sabe que eu sabia quem o Bobby era e que ele existiu, mas ela não sabe o quanto eu o conheci porque eu não entrei em muitos detalhes. — respondeu Garth de uma forma um tanto confusa.
– Como assim? — quis entender Sam.
– Bem... Eu disse pra Claire que eu trabalhei com o Bobby uma única vez e há muito tempo. E que... Eu tinha ouvido dizer que ele havia morrido, mas não sabia como tinha acontecido exatamente. — explicou Garth.
– Então você mentiu pra ela? Por quê? — estranhou Sam.
Garth lembrou de quando conheceu Claire. Ela o encontrou em um bar frequentado por caçadores em Portland, cheia de esperanças de encontrar o pai. Após mais alguns instantes em silêncio, ele respondeu:
– Porque eu não tive coragem de contar a verdade, Sam. Como você conta pra uma garota, que passou a vida inteira querendo conhecer o pai, que ele virou caçador depois que a mulher dele foi possuída e que ele precisou matar a própria esposa por causa disso? E que ele foi morto por um leviatã? E como eu explico pra essa garota o que é um leviatã? E como eu conto pra essa mesma garota que depois que o pai dela morreu, ele continuou vagando por aí e quase virou o tipo de coisa que ele costumava caçar: um fantasma vingativo? E como eu explico que depois de tudo isso, a alma do pai dela foi parar no Inferno de onde um sujeito chamado Sam Winchester o tirou meses depois? — Garth fez uma breve pausa e em seguida, acrescentou — Eu não menti pra Claire, Sam. Eu só omiti a parte mais maluca da história. Eu só quis poupar uma garota cheia de esperança de um sofrimento desnecessário.
– Claire tem o direito de saber quem o Bobby foi. — protestou Sam.
– Eu não sei, Sam, mas pra mim, o Bobby ia querer manter a filha bem longe de toda essa maluquice sobrenatural. E pra isso, quanto menos ela soubesse sobre ele, melhor. Então, mais cedo ou mais tarde, Claire ia se conformar e voltar pra sua vida normal e segura. — argumentou Garth.
Sam pensou um pouco e percebeu que o amigo tinha razão. Aquilo era exatamente o que Bobby ia querer se soubesse que tinha uma filha. Protegê-la. Mantê-la bem longe dos perigos que aquele tipo de vida trazia. No entanto, alguma coisa devia ter dado errado no plano de Garth porque Claire não estava nem um pouco segura. Abaddon estava atrás dela. E aparentemente, outro demônio também.
– Como os demônios encontraram ela? — interessou-se Sam.
– Bem... Eu não tenho certeza, mas eu acho que alguém no bar, naquela noite, ouviu a nossa conversa. Eu tive a impressão de ver um homem passando várias vezes perto da nossa mesa. Eu acho que esse homem estava possuído. E o meu palpite é de que ele estava ali como um espião. Um espião de alguém mais poderoso que não ia se arriscar a entrar num bar cheio de caçadores. — contou Garth.
Ao ouvir isso, Sam começou a ligar os pontos. Provavelmente o demônio que ouviu a conversa era algum seguidor de Abaddon em busca de alguma pista do seu paradeiro. Ou então ele trabalhava para o tal irmão misterioso da ruiva e também estava ali em busca de alguma pista que pudesse levar à ela. Isso porque naquela época, o corpo de Abaddon estava esquartejado e enterrado em um local seguro depois que ele, Dean e seu avô Henry deram um jeito de mantê-la presa no próprio corpo. Com um tiro de uma bala especial. Uma bala com uma armadilha do diabo entalhada, deixando Abaddon presa em seu corpo. Isso até o dia em que Dean juntou e costurou os seus pedaços novamente. Afinal, Sam precisava de um demônio para curar. No entanto, Abaddon acabou escapando e depois ela apareceu na Capela onde Sam tentava curar Crowley e completar o último teste para fechar o Inferno para sempre. Sam incendiou o seu corpo e ela sumiu desde então.
– E depois? O que aconteceu? — quis saber o Winchester voltando a si.
– Bem, depois daquela noite, as coisas começaram a se complicar para a Claire. Às vezes, ela me ligava e dizia que tinha a impressão de que estava sendo seguida por alguém. Até que em uma noite, ela chegou em casa e a Sra. Rachel tinha recebido a visita de um demônio. Belial. O irmão de Abaddon. O mesmo demônio que o Bobby tinha exorcizado no passado. — relatou Garth e em seguida acrescentou — À princípio, eu acho que Belial estava apenas procurando alguma pista sobre a irmã, mas quando ele descobriu que o Bobby tinha deixado uma filha... Ele deve ter ficado doido de ódio e vindo conferir se era verdade. E vindo em busca de vingança. E... Provavelmente, ele teria matado a Claire se ela estivesse em casa naquele momento.
Sam sentiu um aperto no coração ao imaginar algum demônio fazendo mal à Claire. No fundo, e apesar de não entender aquela sensação que tinha em relação à garota, Sam estava feliz por tê-la conhecido e, inexplicavelmente, sentia uma vontade enorme de protegê-la. Não podia imaginar algo de ruim acontecendo com ela.
Em seguida, ele sacudiu a cabeça levemente afastando aqueles pensamentos e lembrou do resto da história. Garth tinha enviado Natalie até a casa de Claire e lá a loira exorcizou o demônio. E não devia ter sido um exorcismo dos mais fáceis, afinal, se Belial era irmão de Abaddon, ele também era um Cavaleiro do Inferno e, portanto, extremamente, poderoso e cruel. Não era à toa que a Sra. Rachel estava naquele estado catatônico desde então. Talvez Claire estivesse mesmo certa. Talvez só um anjo pudesse reverter o quadro da sua mãe.
Após pensar um pouco, Sam cogitou:
– Eu ainda acho que a Claire tem o direito de saber sobre o Bobby. Do jeito que as coisas aconteceram parece que ele só trouxe desgraças para a vida dela, mas eu acho que ela precisa saber do lado bom também. Saber o tipo de homem que o Bobby foi, que ele não sabia da existência dela, mas que se soubesse... Teria feito de tudo para protegê-la, assim como ele sempre protegeu a mim e o Dean.
– Bem, se você quiser contar, fique à vontade, mas eu não consigo, cara. — admitiu Garth e após alguns instantes lembrando de algo, acrescentou — Quando ela me contou que o pai dela se chamava Bobby Singer, eu fiquei tão surpreso que engasguei com a cerveja e a bebida saiu pelo meu nariz.
– E você ainda acha que rolou um clima entre vocês? — indagou Sam tentando controlar o riso, mas lembrando que ele também ficou em choque quando Claire pronunciou aquele nome tão familiar.
– Provavelmente foi ali que eu estraguei tudo... — refletiu Garth.
Sam pensou mais um pouco e em seguida se levantou, andou pelo quarto e mudou um pouco de assunto:
– Tem mais uma coisa que eu preciso entender, Garth. Em algum momento, você me falou sobre a Claire, mostrou alguma foto dela, mencionou algo, qualquer coisa?
Garth franziu a testa sem entender o motivo da pergunta, mas a verdade é que Sam precisava descobrir por que sentia aquele déjà vu em relação à garota.
– Não. — respondeu Garth e após alguns instantes, completou — As únicas vezes em que eu falei da Claire com você foram há meia hora, no telefone, e agora.
– E a Natalie? Em algum momento você falou dela pro Dean? Os apresentou? Sei lá... — quis saber Sam.
– Também não. — respondeu o outro estranhando aquelas perguntas — Aliás, eu nunca apresentaria Natalie Jones à Dean Winchester. Ele não faz o tipo dela. Nem um pouco.
Sam sorriu e perguntou:
– Deixa eu adivinhar, também rolou um clima entre você e a Natalie?
– Como você sabe? — surpreendeu-se Garth.
Sam sorriu mais uma vez e respondeu:
– Foi só um palpite.
– Bem, eu não tenho culpa se as garotas me amam, Sammy. — vangloriou-se Garth — Mas não se preocupe. O caminho está livre se você quiser investir na Claire, e até se o Dean quiser se arriscar com a Natalie.
Sam franziu a testa incrédulo e esclareceu:
– Pela última vez, Garth, eu não estou interessado na Claire e o único interesse do Dean em relação à Natalie é se livrar dela o mais rápido possível. Não existe nada de romântico entre Sam Winchester e Claire Davis, e nem entre Dean Winchester e Natalie Jones. A única coisa que nos une, neste momento, é um trabalho. Mas depois que resolvermos isso...
– Cada um vai seguir o seu caminho. — interrompeu Garth enquanto se levantava e encarando o Winchester, prosseguiu – É, eu ouvi da primeira vez, Sammy. Continue repetindo até você se convencer de que está mesmo falando a verdade.
Sam o olhou confuso e brincou:
– Pelo visto você e a Mia andaram conversando mesmo ultimamente. Ela fica tentando me convencer de que tem uma garota especial reservada pra mim.
– Na verdade, tem muito tempo que eu não falo com aquela doidinha. Mas não é curioso que eu e ela pensemos do mesmo jeito? — disse ele num tom de insinuação e em seguida caminhou até a porta e provocou – Se a Claire for essa tal garota especial, não esqueçam de me convidar para o casamento.
– Cala a boca... — resmungou Sam o seguindo e depois de abrir a porta, disse — Obrigado por vir, Garth. E desculpe o horário, mas eu realmente precisava tirar essa história à limpo.
Garth assentiu e em seguida abraçou Sam mais uma vez. Sem graça o Winchester deu alguns tapinhas nas costas dele e respirou aliviado quando o magricela se afastou. Garth saiu do quarto, mas antes de ir embora, parou na porta e aconselhou:
– Independente do que você decida sobre contar a verdade pra Claire sobre o pai dela ou não, apenas se lembre de que ela está correndo um grande perigo. Claire está na mira de dois demônios bem barra pesada. Você precisa protegê-la, Sam.
– Eu vou. — comprometeu-se o Winchester prontamente e depois que Garth se afastou e entrou no carro, ele fechou a porta, lembrou das coisas sem sentido que Garth insinuou e murmurou incrédulo — Eu e a Claire? Até parece...
No quarto ao lado, Claire se virava de um lado pro outro na cama, mas toda vez que fechava os olhos, a única coisa que vinha à sua cabeça era a imagem de Sam abrindo a porta só de toalha. Sentia como se o seu rosto estivesse pegando fogo toda vez que lembrava daquele momento embaraçoso. Mas, ao mesmo tempo, sentia seu coração acelerado e uma vontade enorme de rir. E pra piorar, sentia também um desejo completamente inapropriado de que aquela toalha tivesse caído em algum momento. Ao pensar nisso, Claire se virava para o outro lado da cama e tentava afastar aquele pensamento e dormir. Sem sucesso.
– Eu e o Sam? — cogitou ela sorrindo e após pensar um pouco e lembrar de tudo que a levou até ali e, principalmente, de que ela não estava em busca de um novo amor, descartou aquela possibilidade imediatamente — Até parece...
Mas, como Garth mesmo disse, o mais fascinante no amor é que não somos nós que o procuramos. E sim ele que nos encontra. Geralmente, quando nós menos esperamos e quando menos queremos que ele aconteça.
Claire fechou os olhos e finalmente conseguiu dormir.
Enquanto isso, em uma antiga fábrica abandonada em St. Louis, sentado e amarrado em uma cadeira, David começou a abrir os olhos. Sentia-se extremamente zonzo e confuso. A última coisa que ele lembrava era de ter encontrado uma mulher ruiva e linda em um bar enquanto ele afogava as mágoas por causa de Claire.
Olhando para baixo, ele viu que uma corda mantinha seus pés amarrados à cadeira e sentiu seu coração acelerar instantaneamente. Teve medo e em seguida olhou para os seus punhos. Eles também estavam amarrados à cadeira. Então David tentou se soltar até que parou ao sentir que não estava sozinho ali. Olhou para o lado, em direção à uma enorme janela que havia no lugar e por onde a luz da Lua entrava, e reconheceu a ruiva do bar parada ali. De costas pra ele.
De repente, Abaddon o olhou por cima do ombro e disse:
– Por favor, não pare por minha causa. Eu gosto de ver a forma como vocês lutam para se soltarem. É patético, mas divertido.
Completamente em choque, David perguntou:
– Quem diabos é você?
Abaddon sorriu, se virou e começou a se aproximar lentamente enquanto respondia:
– Ah... Eu sou um tipo de diabo.
David observou aquela mulher se abaixar na sua frente e sentiu um medo aterrador. Então Abaddon passou a mão pelo rosto dele e continuou aquela tortura:
– Sabe o que é mais engraçado nisso tudo? Eu podia muito bem te controlar como eu fiz antes. Essas cordas não seriam necessárias porque você não ia querer se soltar. Você seria meu, David. E faria tudo que eu ordenasse. Mas o problema é que não seria nem um pouco divertido. E a verdade é que eu preciso me divertir, David. Eu passei muito tempo presa e entediada. Agora eu quero recuperar o tempo perdido. E eu adoro ver o desespero e o medo crescendo nos olhos de vocês. Eu gosto de ver a forma como vocês humanos lutam contra esse medo e fazem de tudo para escaparem de uma armadilha. É isso o que mais me diverte porque vocês nunca escapam, mas continuam tentando como os verdadeiros e patéticos lutadores que são.
– Humanos? — repetiu David confuso e em seguida lembrou de tudo que Claire lhe contou. De toda a loucura que ela lhe contou e que ele se recusou a acreditar. Apavorado, ele começou a fazer um monte de perguntas — Quem é você? O que você fez comigo? Como você me trouxe pra cá? O que você quer?
– Schiiiiii... — interrompeu Abaddon colocando o dedo indicador sobre os lábios de David. Com isso, ele se calou imediatamente e a olhou assustado. Então a ruiva olhou para a janela e ouviu um barulho semelhante ao do vento se aproximando da fábrica abandonada. Depois, ela voltou a olhar para David e sussurrou — Meu irmão está chegando. E ele não gosta muito que vocês falem perto dele.
Abaddon sorriu mais uma vez e se levantou ao mesmo tempo em que uma enorme fumaça negra quebrou o vidro da janela e invadiu o lugar em alta velocidade.
David não teve tempo de entender o que estava acontecendo. Logo aquela fumaça se aproximou dele e entrou pela sua boca. Invadiu todo o seu corpo rapidamente. Quando aquilo terminou, a sua cabeça pendeu para baixo e David fechou os olhos. E então não era mais David.
Houve um longo momento de silêncio até que ele abriu os olhos e ergueu a cabeça. Seus olhos estava completamente pretos quando ele ouviu Abaddon cumprimentá-lo:
– Olá, Belial.
O demônio se soltou das cordas sem qualquer dificuldade e respondeu com um leve e maligno sorriso:
– Olá, irmã. Sentiu minha falta?
Notas finais
Neste link vcs podem conferir mais detalhes sobre Belial, porém eu não vou seguir a descrição ao pé da letra, só algumas coisinhas... http://pt.wikipedia.org/wiki/Belial
Gostaram do capítulo?
Bem, hj é meu aniversário, sociedade, e de presente eu quero reviews bem instigantes!
PS: Todas as mulheres são loucas pelo Garth?
PS2: Sam e Claire: o casal capaz de iluminar o Kansas por anos kkkkkkkk
PS3: Não perguntem minha idade...
PS4: O próximo capítulo se chamará "A manhã seguinte" e nele descobriremos COMO Natalie e Dean vão acordar de manhã, Mia acordando o Cas para fazer nada... Algumas complicações, Sam e Claire na estrada, e todos rumo ao bunker. Ah! E se der ainda teremos algumas aparições de Kevin e Crowley.
PS5: Acho que consigo postar o capítulo amanhã! Bjus!
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