Recomeçar

8 The heart wants what it wants


Notas iniciais
Olá gente! Eu estou feliz, mesmo tendo mais fantasmas do que leitores que deixam reviews, mas se vocês querem saber fico feliz em saber que tem tanta gente acompanhando. Está certo que estaria ainda mais feliz com os reviews de vocês... Bem, sobre esse capítulo. Ele é bem safadinho. Mais acho que o mais lindo! No próximo é o epílogo! Não prometo, mas acho que até sexta posto o epílogo.

THE HEART WANTS WHAT IT WANTS

Minhas mãos suavam e eu precisava lembrar a mim mesma que não havia o que temer... Adrian só conheceria meus pais. Abe não iria ameaçá-lo, porque eu era uma mulher adulta e dona de mim. Janine eu tenho certeza que irá amar Adrian e tentar saber sobre a Daniella.

O nervosismo era tão grande já que o jantar seria em casa, digo o apartamento do Adrian, tomei uma dose de whisky. Estamos juntos há quase um ano e só agora ele vai conhecer meus pais, como sogros, já que nossas famílias têm negócios entre si. Meus pais viviam ocupados e viajando pelo mundo. Só foram saber do meu término com Dimitri depois de três meses.

Abe é um homem incrível, implacável nos negócios e amoroso como pai e marido. Janine é fechada, segundo meu pai, ela sofreu muito mais nova. Minha mãe tem si dedicado à vida toda pro trabalho até mais que Abe. Batalhadora não mede esforços para realizar os seus desejos e tem como hobby praticar lutas marciais e correr. Na verdade, mais parece uma irmã mais velha do que mãe.

Janine é mais baixa que eu e tem um corpo equilibrado e torneado, seus cabelos são ruivos e cacheados na altura da clavícula, repicado e com um volume que a deixa sexy e selvagem. Minha mãe sempre fora vaidosa, mas na medida certa, nada de maluquices pra ficar bonita.

No entanto Abe, era altíssimo, moreno e forte, o que mostrava toda a sua imponência sobre as demais pessoas. Tinha um visual excêntrico que era só dele. Com a barba e cabelos grandes sempre amarrados, usa sempre correntes, anéis e brincos de ouro. Meu pai também é novo, ele engravidou a minha mãe quando tinham 22 e 18 respectivamente e estavam na faculdade.

– Amor acho que quem deve ficar nervoso aqui sou eu. – disse ele sussurrando em meu ouvido, e mordiscou de leve minha orelha, o que me provocou um arrepio.

– Como você se sente indo conhecer agora seus sogros? – perguntei divertida.

– Conheço Abe e Janine, devido aos negócios que eles têm com a empresa do meu pai. E eu não podia estar mais apavorado. – disse ele se servindo com whisky.

O jantar foi feito na casa de Adrian mesmo, já que praticamente moro aqui agora. Lissa só me reivindica as sextas para tomarmos vinhos e fofocar. E é o dia de maior movimento do restaurante recém-inaugurado de Adrian e Christian, chama-se Bistrô.

– Pequena, vem aqui. – pediu Adrian se sentando no sofá. Sentei em seu colo como ele pediu. – Não precisa ficar nervosa, ok? – disse acariciando meus cabelos.

– Eu sei amor, mas Janine é tão difícil. Minha relação com ela não é das melhores. Parece que só o trabalho a satisfaz, e ela nunca engoliu o fato de que ter feito jornalismo. – digo de uma vez só. Sinto um alivio inexplicável ao desabafar com ele.

Já namorei bastante, admito, mas nunca tive um companheiro como Adrian. Alguém que eu posso compartilhar qualquer coisa. Sempre. Ele escuta o que falo aceita as minhas opiniões e me aceita do jeito que sou.

– Calma Rose, isso foi há muito tempo! Não é possível que ela não tenha superado. E outra coisa, você é um verdadeiro sucesso! Já estampa jornais com as suas matérias do blog, tem uma série no mesmo em andamento com milhões de acessos, tem um emprego numa coluna semanal sobre turismo na New York Times. E o mais importante, você está feliz! – disse ele me dando um selinho. – E é isso que vai importar pra ela, o fato de que você está feliz. – Assim que ele terminou de dizer essas palavras... Eu o beijei.

Não foi um beijo qualquer. Foi um beijo intenso, com fervor, nele eu queria transmitir amor, confiança e desejo. As mãos dele apertava a minha cintura, o que fez com que soltasse um suspiro de prazer. Minhas mãos estavam em seu pescoço. Não vi a hora de tirar sua roupa.

Antes que esquentasse ainda mais coisas nos separamos buscando ar. E a companhia tocou.

Levantei e fui atender a porta com Adrian atrás de mim.

– Mãe... Pai... – os cumprimentei ao abrir a porta, dando passagem para que entrassem.

Abe veio até mim e me deu um seus abraços de urso. – Pai você vai me esmagar! – digo divertida.

– Eu estava com saudades de você, Kiz. – disse ele. – Você nem me manda mais emails e quase não nos vemos pelo Skype. Fiquei sabendo que anda muito ocupada com o blog e está trabalhando na NY Times! – disse ele orgulhoso. Assim que nos separamos beijei sua testa, estava com tanta saudade disso.

– Boa noite Rose. –disse a minha mãe num tom neutro. Ela veio até mim e me surpreendeu com um abraço apertado. Quando nos separamos os apresentei a Adrian.

– Faz tempo que não nos vemos, hein garoto Ivashkov. – disse Abe apertando a mão de Adrian e dando lhe um tapinha nas costas.

– Olá Adrian, quanto tempo! – disse ela sorrindo pra ele. Sim, a minha mãe está sorrindo pra ele! Desde quando Janine sorri? Adrian e seus milagres.

Colocamos a comida a mesa e nos servimos. O jantar correu de forma agradável e divertida com as brincadeiras de Abe e os sorrisos de Janine, Adrian entrou na brincadeira. Eu olhava a tudo admirada e o amei mais por isso, ninguém nunca interagiu assim com os meus pais e sem ter que falar do mercado de ações ou o preço da moeda.

– Vocês vão ficar quanto tempo na cidade? – perguntei curiosa.

– Estamos de férias Kiz. – disse minha mãe. Quase engasguei de surpresa. Meus pais não tiram férias desde sempre!

– Que incrível! – mal pude conter a minha animação por eles. – Depois de Nova York vão para onde? – perguntei em êxtase.

– Não sabemos... Mas bem, decidimos tirar uns três meses. – disse minha mãe.

– Bom... Vocês poderiam começar pela terra do papai, a Turquia e depois irem pra Romênia visitar a sua terra natal. – digo animada.

Meus pais queriam palpites dos lugares que eu e Adrian já fomos. Nós nos divertimos muito a noite a toda tanto que meus pais saíram de casa a uma da madrugada! Parece que estoque de vinho de Adrian foi seriamente abalado. Ajudei a lavar e secar a louça.

– Você está extremamente sexy com os pés no chão e esse avental... – disse ele no meu ouvido. Sinto um aperto na cintura e suspiro, foi virada para ficar de frente para ele. – Eu amei esse vestido azul, fica lindo em você. – disse ele olhando nos meus olhos sem quebrar o contato abriu o meu vestido lateral.

Meu sangue fervia por dentro, eu queria mais contato, mais toque, o quero por inteiro. O vestido foi ao chão e fiquei só de calcinha na frente dele. O olhar que ele me lançou me deixou excitada, o poder que tenho sobre ele... Me faz sentir poderosa, mulher, completa.

Abri sua camisa olhando para ele o tempo todo, abri o cinto e a calça. Contemplei a visão maravilhosa que tenho do seu corpo. Nos beijamos. Parecia que tudo a nossa volta não existia, só existe o toque dele, os beijos e o desejo palpável de ambos.

Pulei em seus braços e ele prontamente me segurou, me ajudando a enlaçar minhas pernas ao redor do seu quadril. Ele atravessou o apartamento num átimo de segundo, e senti quando ele me colocou na cama gentilmente sem quebrar o beijo.

Adrian estava sobre mim acariciando meus seios de modo lânguido, como se estivesse apreciando um dos vinhos mais caros. Contorci-me de prazer. Senti beijos sendo espalhados de cima a baixo até que chegou a minha intimidade. A única coisa que nos impediam de sermos um só eram nossas peças íntimas. Ele tirou minha calcinha. Meu ar ficou suspenso, e gemi alto quando ele literalmente abocanhou meu sexo. Agarrei-me aos lençóis e arquei a coluna com essa explosão de prazer.

– Adrian... – disse seu nome com loucura.

– Pequena... Eu quero que você se entregue por total a mim. – disse ele tomando meus lábios.

Estava quase perdendo a lucidez, meu corpo não aguentava mais tanto estímulo. E ao ouvi-lo dizer essas palavras, me entreguei e cheguei ao êxtase. Assim que eu voltei a ter controle sobre o meu corpo; o beijei.

– Eu te amo. – dissemos um ao outro.

Tirei sua cueca e olhei a extensão de seu pênis, o peguei se fiz movimentos de vem e vai gradualmente até que ficou mais rápido. Quando passei a língua na ponta do membro o ouvi urrar.

– Rose... – grunhiu ele com prazer.

Com a boca cobri toda a extensão do seu membro e continuei com os movimentos de vai e vem. Ele segurou meus cabelos e me guiou para que seguisse seu ritmo.

– Puta que pariu! Você é incrível! – disse ele sem fôlego. Senti seu membro pulsando na minha boca e aumentei o ritmo até que gozasse. Levantei o rosto e o vi perdido em si mesmo. Quando abriu os olhos me puxou para o seu colo, e me penetrou. Nunca antes havia me sentido tão completa!

Joguei minha cabeça para trás me entregando ao prazer. Entregando-me a ele. Mantemos um ritmo constante e devagar; sem pressa. Cada toque e carícia tinham uma intensidade fora do comum. Meu corpo era um fio desencapado, tudo eram sensações.

Agora ele estava novamente sobre mim e com um ritmo mais rápido senti o ápice chegando...

– Adrian... Eu...Eu vou gozar! – disse gemendo alto.

– Goza pequena... Só pra mim! – disse ele com a voz rouca no meu ouvido. E essa foi a minha perdição. Meu corpo entrou num estado de relaxamento. Senti-me leve como nunca antes. Adrian chegou ao ápice logo depois de mim.

Ele deitou de barriga pra cima e me puxou pra deitar sob seu peito.

– Eu te amo tanto, pequena, às vezes passo horas admirando a nossa foto no celular. – disse ele cálido.

– Eu te amo tanto, amor... Que às vezes esqueço até de respirar. – digo emocionada. Levantei a cabeça e o beijo com amor.

***

Acordei com os beijos de Adrian por todo o meu rosto. Sorri ainda com os olhos fechados, apreciando o carinho.

– Bom dia amor. – disse ele me dando selinho.

– Bom dia amor. – digo abrindo os olhos. Ele estava só de cueca e com um cheiro que era só dele. – Acho melhor eu levantar e tomar um banho. – digo me sentando na cama. Passei a mão nos meus cabelos e senti os nós. Droga!

– Vai lá. – disse ele sorrindo. Achei estranho.

Fui direto para o banheiro tomar banho, terminei e fui me olhar no espelho vi uma mensagem “Siga as pétalas”.

Bom eu segui, cheguei a sala olhei para o chão mais a frente e vi a frase que fez o meu coração parar por um segundo. “Casa Comigo?” Estava no chão perto dos meus pés, percebi que estava chorando, porque o chão estava ficando com um poça de lágrimas.

– Então, pequena casa comigo? – perguntou Adrian. Eu levantei o rosto e o encarei.