Recomeçar
1 I - Begin Again
Notas iniciais
Eu voltei com essa short fic Roadrian! Sim, você leu Roadrian!!!! Não sei quantos capítulos serão, mas não passará de dez. Farei o possível pra postar com frequência, não me matem, porque estou tentando. Tenho três capítulo prontinhos e todos os capítulos tem como tema uma música.
Divirtam-se.
"...Pensando que tudo o que o amor faz
É quebrar, queimar e acabar
Então em uma quarta-feira, em um café
Eu vi começar de novo..."
Eu entrei num café que eu vou sempre quando quero pensar e ficar sozinha. O lugar em si é aconchegante e toca um blues suave ao fundo. Sento-me num canto.
Não consigo tirar a imagem do adeus que eu tenho em minha mente; é estranha. Terminei um relacionamento de cinco anos! Céus! Perdida, confusa e aliviada são palavras doces para o que estou sentindo. Dimitri Belikov era o sonho de toda mulher, porem não o meu.
Ele é um empresário do ramo hoteleiro, eu o conheci em uma entrevista do jornal onde que estagiava. Na época, ainda estava na universidade cursando jornalismo, tinha vinte e um anos e ele trinta e quatro. Como ele era muito ocupado no começo quase não nos víamos, para compensar era sempre romântico e carinhoso. Logo estava encantada com sua atenção e maturidade, diferente dos outros relacionamentos que tive.
Dimitri mostrou-se com o tempo controlador, o que começou a me incomodar. Mas por ser apaixonada por ele aceitava e via toda a situação como forma de cuidado. Que mal há afinal nisso? Pensava.
A liberdade sempre fora algo que eu priorizara, porém, porque não abrir mão dela? Afinal, num relacionamento não temos que ceder às vezes? Pois foi o que eu fiz. Deixei que ele me controlasse, no entanto, quando a questão era a minha carreira sempre brigávamos. Além do fato, de que era ciumento.
Três anos depois, estávamos noivos. Porém a situação piorou e pedi um tempo. Ficamos um mês separados, entretanto Dimitri sempre esteve presente durante esse período fazendo promessas e insistindo, para que reatássemos e por fim; reatamos. Fui morar em seu apartamento e não podia me sentir mais sozinha! E infelizmente, cercada de gente, empregados e até mesmo do próprio Dimitri. Os últimos dois anos se resumiam a briga e sorrisos falsos em jantares de negócio.
Foquei-me em meu trabalho. Eu escrevia em colunas de alguns jornais sobre viagens, moda e gastronomia. Tinha um blog em que escrevia sobre lugares que conhecia em viagens, todas elas com Dimitri ou em seus hotéis. Fora assim que fui reconhecida no ramo. Hoje sou respeitada, até mesmo convidada por alguns hotéis para visitá-los e alguns países. No entanto, eu não tinha um companheiro ao meu lado, mas um controlador, uma pessoa super protetora que me prendia, enquanto eu queria voar. E isso, foi à razão definitiva do nosso recente e definitivo termino.
FLASHBACK ON
Eu estava jantando quando ao ouvir Dimitri falar sobre casamento fez com que eu engasgasse.
- Então Roza... – disse ele atraindo a minha atenção. – Você aceita casar-se comigo? – perguntou ele sorrindo com um olhar cheio de significados. Como assim casar? Como casar com um homem que quer a mim só para ele numa redoma de cristal? Não consigo respirar! Perdi a minha liberdade, aliás, lhes permiti tirá-la de mim.
- Não! – disse eu com uma convicção que eu não possuía.
- Como?! Nós temos uma vida perfeita... O que mais você quer de mim? – perguntou furioso em voz baixa.
- Eu não quero uma vida perfeita, camarada! Quero ser feliz, quero me realizar profissionalmente, quero a minha liberdade! No entanto você quer controlar todo o maldito passo que eu dou! Eu não quero e necessito disso para mim. Aliás, aceitei um emprego e partirei para Nova York. – falei categórica.
- Como assim? Você vai me largar? Você disse isso sem me consultar? – perguntou furioso aumentando o tom de voz.
- No o estou largando, eu estou TERMINANDO com você! É diferente. Eu quero aprender mais sobre mim mesma e a minha primeira lição é que eu não pertenço a você e nem a ninguém. – disse enfática. – Eu AMO minha liberdade! – disse pegando a taça de vinho e entornando todo o líquido num gole só. – Agora vou para o seu apartamento pegar as minhas coisas e pegar o primeiro vôo para Nova York. Cuide-se Belikov. – disse me virando de costas, o deixando para trás.
FLASHBACK OFF
Assim que saí do restaurante liguei para o apartamento e pedi que colocassem minhas roupas e outros pertences na mala e em tempo recorde. Cheguei ao apartamento e pedi ajuda de Mario o mordomo e do zelador Albert. Quando estava colocando as minhas coisas no táxi Dimitri chegou com um furacão e entrou sem olhar para mim. Ao que parece; feri seu ego.
Uma semana depois estou aqui nesse café mais uma vez. Lissa minha melhor amiga de infância convidou para morar com ela e foi como eu encontrei esse lugar. O café Paris, o lugar tem algumas referências de lá e fotos de alguns pontos turísticos e claro, da Torre Eiffel. Depois disso tudo... Nem acredito que deixei a ensolarada Califórnia para trás.
***
- Rose! – liss me chamou assim que eu abri a porta.
- Estou na sala liss! – respondi de pronto. Ela veio ao meu encontro e sentou no sofá. – Seu ex Dimitri ligou e quer falar com você. – ela viu minha cara. – Ei, ele ainda é controlador? – assenti. – Rá! E você pensou que NYC iria livrá-la dele tão rápido?! – eu olhei para ela e gargalhamos juntas.
- Não sei o que eu faço! Céus! Eu terminei com ele e falei poucas e boas. Falei que eu não era feliz com ele... – liss me interrompeu.
- Você disse a ele que é ruim de cama? – perguntou irônica. Eu neguei.
- Nesse quesito ele era quente! – falei revirando os olhos e me abanando. Lissa riu e jogou a almofada em mim.
- Por isso, que ele não vai sair do seu pé! Da próxima vez, fale que o desempenho sexual dele é horrendo e você ferirá o seu orgulho masculino. Duvido que depois disso ele vá procurá-la! – disse ela rindo.
- Foi o que você fez com Aaron? – perguntou zombeteira.
- Eu disse, mas não estava mentindo! – gargalhamos e eu joguei a almofada nela.
Lissa e eu nos conhecemos desde pequena. Nossos pais são sócios há anos, estudamos juntas até a faculdade. Lissa foi para Art Institute Of California e eu a University of San Diego, no entanto moramos juntas até nos formamos. Assim que nos formamos, liss veio para Nova York a trabalho e eu continuei em San Diego.
Durante a faculdade Lissa namorou Aaron e eu Mason. Eu e Mase namoramos durante um ano e meio e depois eu tive uns casos e um deles foi Jesse que era um babaca. No último ano conheci Dimitri. Agora estamos ambas solteiras.
- Rose... Hoje é sexta e moramos em Manhattan, tem bares e boates a nossa disposição, aliás, não sei se você se lembra somos solteiras! Vamos sair? – Ela pediu fazendo beicinho.
- Como nos velhos tempos? – perguntou com um sorriso travesso.
- O que você acha? – perguntou indo a cozinha e voltando com duas taças e uma garrafa de vinho. Ela encheu os copos e me passou um. – Como nos velhos tempos! A caça! – disse ela erguendo a taça de modo teatral e se segurando para não rir.
***
Nós nos arrumamos em tempo recorde! Lissa colocou um vestido azul marinho que destacou seu corpo de modelo da Victoria Secret’s, seus cabelos estavam ondulados e volumosos e seus lábios possuíam um batom vermelho cereja com super cílios. Eu estava com um vestido preto que marcava todas as minhas curvas. Meus cabelos estavam presos numa trança de espinha de peixe.
Fomos jantar num restaurante em que liss conhecia o ajudante do chefe. Seu nome é Christian e pelo o que eu pude notar estava rolando um clima entre eles, já que ela solicitou o cheff e ele apareceu.
- Olá liss. – ele cumprimentou vindo em sua direção, liss lhe deu um beijo na bochecha.
- Oi Chris. – respondeu ela. – Essa é a minha amiga Rose. – apresentou-me. Foi quando o rapaz notou a minha presença.
- Olá Rose... Prazer em conhecê-la. – disse ele vindo em minha direção e apertando a minha mão.
- Ei! É um prazer conhecê-lo. – digo e sorrio.
- O Cheff não veio hoje e eu o estou substituindo. – disse ele sorrindo para Lissa. Sua bochecha ficou levemente corada. – O que você farão depois que sair daqui? – perguntou.
- Nós vamos ao Blood Mary’s! – disse ela. Essa boate fica aqui perto, só há alguns quarteirões.
- Vou dar uma passada por lá mais tarde. – disse ele. Ele piscou para nós. – Eu realmente preciso ir. – disse ao ouvir seu nome ser chamado.
Nos despedimos de Christian e Lissa ficou empolgada com o fato de que o veria. Eu sorri ao olhá-la, ela está interessada nele e isso era óbvio para qualquer, assim como também, era visível que era recíproco. Depois de terminarmos de comer e fomos embora, já eram onze horas da noite.
- Você e Christian, huh... – disse eu sugestiva.
- Sim, eu o acho incrível e se depender de mim... Ele não me escapa hoje. – disse ela e rimos juntas.
- Bem, pelo o que puder perceber é recíproco. Então invista! – digo a apoiando.
Chegamos a Boate e quando vi a fila pensei “Estamos ferradas”, entretanto assim que o segurança nos viu acenou e liberou nossa passagem. Entramos e a boate era estranha... Meio que cultuava a fase gótica e é meio vampiresco. A batida da música é eletrizante senti como se houvesse um imã me puxando para a pista.
- Lissa; vou dançar... – digo.
- Eu vou ao bar... – disse. – Que bebida você quer? – pergunta.
- Tequila! –digo gritando.
Ela sorriu e foi para o bar. Eu fui para a pista de dança e comecei a dançar. Fazia um bom tempo que eu não fazia isso. Quando foi a última vez que eu sair pra me divertir mesmo? Nem quero lembrar. Sinto alguém se aproximar de mim... Lissa. Ela me estende o copo com tequila que eu viro imediatamente. Coloco o copo vazio na mesa.
Dançando juntas por um bom tempo, rimos e admiramos uns caras que estavam próximos a nós. Alguns nos encaravam de volta e sorriam. Até que eu reparo que Chris se aproximou de Lissa por trás e me pediu pra ficar quieta. Continuei dançando como se nada houve acontecido. Christian surpreendeu Lissa e ela adorou, eu pisquei quando a mesma me olhou. Eles conversaram ao pé do ouvido e Christian a arrastou pra um canto escuro da boate. Eu fui até o bar.
- Duas tequilas, por favor! – disse eu pro barman.
- Nossa... Que sede! Teve alguma desilusão amorosa? – perguntou um cara. Ele era muito hot... Loiro, alto e sarado, mas nada muito musculoso. Seu sorriso era deslumbrante e me puxava pra ele com tal magnetismo, que eu não conseguia dar um fora nele.
- Talvez... E você. Quem é? – perguntei sorrindo.
- Sou Adrian Ivashkov. Qual o seu nome? – perguntou ele com um sorriso sedutor.
- Sou Rose Hathaway. – disse eu sorrindo. Tomei um dose da tequila.
Fale com o autor