Recomeçar
18 Surpresas no plural
Notas iniciais
Ao abrir, uma surpresa...
– Tia...
Rebekah e Charlie estavam sentadas no sofá e logo a pequena correu em minha direção pegando-me desprevenida abraçando minha perna.
– O que estão fazendo aqui? – peguei minha afilhada que ficou distribuindo beijinhos por toda minha face fazendo-me gargalhar e aperta-la em meus braços.
– Olá para você também, Elena. – riu e aproximou-se – Céus! Como senti sua falta, Damon. – Damon que estava parado na porta foi puxado para um abraço molhado e caloroso de Rebekah – Como você está? Se lembra de mim? Fala alguma coisa caramba.
– Calma loirinha. – riu afagando seus cabelos loiros – Estou ótimo, e claro, lembro-me de você... Como não iria lembrar da minha loira favorita?
Damon e Rebekah sempre foram muito amigos. Antes mesmo da minha chegada em Stanford os dois já eram como carne e unha. Quando meu moreno “sumiu”, minha amiga sempre tentava ligar para ele, saber de seu paradeiro, mas nunca conseguiu.
– Nunca mais faça isso. – afastou-se dele e limpou algumas lágrimas.
– Não irei.
– Tá tudo muito lindo, mas ainda estou confusa. – Bekah abraçou-me apertando a pequena loira que estava em nosso meio fazendo-a soltar um gritinho.
– Você não disse que me queria perto de vocês? Bom, aqui estou. – soltei um grito esquecendo-me da Charlie que olhou me repreendendo – Desculpe amor. Eu não acredito nisso...
– Pois acredite. Chegamos há dois dias na verdade. Quer dizer, penas eu e Charlie.
– E o Matt?
– Acho melhor sentarmos porque pelo visto a história vai ser longa. – Damon guiou Rebekah para o sofá seguido por mim e a pequena que já estava no chão.
– Tia, cadê a Mel? – Charlie perguntou.
– Está na escolinha amor, agorinha o tio vai buscar ela e vocês vão poder brincar. – Damon ficou em sua altura – Você não deve saber quem eu sou, certo?
– Sei sim. – riu sapeca – Você é meu tio e padrinho. Mamãe mostrou fotos suas pra mim e a Mel também.
– Padrinho é? – Bekah sorriu pra ele assentindo – Lá no quarto da Mel está cheio de bonecas, vai lá em cima brincar enquanto ela não chega – assentiu e subiu as escadas.
– Então, agora você pode começar...
– Quando você decidiu vir para cá fiquei muito sozinha mesmo com a Miley porque nosso horário não batia, diferente de você que sempre nos víamos no hospital. E de uns tempos para cá estava com a ideia de vir para cá também, e depois da sua ligação me deu coragem.
“Naquela noite conversei com Matt e ele disse que para ele tudo bem, então não pensei duas vezes. Ficamos quase uma semana tentando transferência, foi uma luta, mas conseguimos. Matt conseguiu uma transferência para chefe oncológico e eu como cirurgiã neurológica. Michael ficou fazendo minha cabeça para não me transferir dizendo que iria começar a estaca zero e entrou um contato com um amigo dele que é diretor de um dos melhores hospitais de Londres junto com a San Magno e o diretor de lá me chamou para ser a cirurgiã chefe.”
“No dia seguinte já procuramos um apartamento pela internet e compramos. Queríamos uma casa, mas pela internet não é muito confiável. Enfim, eu e Charlie estamos aqui há dois dias. Matt ficou lá para resolver algumas coisas do hospital e vai vim para cá amanhã mesmo.”
– Ai amiga, estou tão feliz. – pulei do sofá e fui abraça-la – Mas como conseguiu entrar aqui?
– Já lhe disse para esconder a chave reserva melhor, Lena... Em baixo do tapete não é muito criativo.
– Isso é porque sabe meu segredo. – revirou os olhos – E Miley? – voltei para meu lugar voltando a minha posição anterior.
– A chamei para vir, mas sabe como é, disse que está bem lá e que sempre vai vir nos visitar.
– Queria vocês as duas aqui, mas se consegui traze-la também sou capaz de trazer ela também.
– Claro, porque Elena Gilbert consegue tudo que quer.
– Tudo não, mas o suficiente. – ri faceira. O celular tocou – Tá na hora de buscar certa garotinha.
– Vou lá, amor, fique fazendo sala para Barbie que eu vou buscar nossa pequena. – assenti. Deu-me um selinho rápido e um beijo no topo da cabeça de Rebekah.
– Ok e nada de passar na sorveteria porque toda vez que você vai busca-la ela pede sorvete e você a mima demais, senhor Salvatore.
– Pode deixar. – assim ele pegou a chave na mesinha e saiu pela porta.
– Então, tem notícias do Liam?
– Tenho visto ele no hospital, obviamente, mas ele nem sequer me olha. Não sei, ele deve achar que fui eu quem fez sua cabeça para vir para cá já que eu nunca neguei o meu time. – referiu-se ao time “Damon”.
– Eu ainda o amo, mas não como amo o Damon. Liam foi perfeito tanto para mim quanto para Mel e sinto falta dele em minha vida, mas o que aconteceu entre nós ficou lá atrás. Eu só queria conversar com ele e explicar, mas isso vai custar uma briga com Damon.
– Como assim “briga com Damon?” – fez aspas com as mãos – Você não contou a ele Elena?
– Não e nem vou. Como você acha que ele vai reagir, Rebekah? Enquanto Damon estava sofrendo em coma eu segui a minha vida, criei sua filha com outro homem e o substitui.
– Elena, Elena... Você tem que contar a verdade.
– Chega desse assunto, Rebekah. – elevei minha voz, mas logo abaixei dando-me conta da altura de minha voz e que naquela história ela estava certa – Não posso contar. Pela primeira vez em três anos estou feliz e completa, não quero estragar isso.
– Você sabe que isso não vai dar certo... – quando fui abrir a boca à porta foi aberta declarando a chegada de meus amores que riam sem parar.
– Tia Bex. – minha filha gritou e saiu correndo em direção à tia e a mesma a rodou em seus braços
– Meu amor como senti sua falta. – sorri com a cena e fui em direção ao Damon que estava sorrindo.
–Cadê a Charlie, tia?
– Está lá no seu quarto, vai lá. – colocou-a no chão e a mesma saiu correndo escada a cima.
– Melanie quantos vezes tenho que dizer para não correr ainda mais na escada? – fiz cara de braba e a mesma se encolheu pedindo desculpas – Tudo bem pode ir, mas devagar.
Ficamos conversando por horas até Rebekah receber uma ligação de Matt que disse já estar em Londres e ela logo foi busca-lo no aeroporto. Charlie que teimou em não ir embora porque queria ficar com “os titios e a prima” dela acabou vencendo e Bekah a deixou aqui.
– Meu amor amanhã vou leva-la em um lugar. – estávamos deitados na cama logo após ter feito certas garotinhas dormirem.
– E que lugar seria esse? – aconcheguei-me em seu peito e o olhei.
– Um lugar secreto, quer dizer, todo mundo sabe onde é menos você. – riu.
– Damon, você sabe que eu odeio surpresas. – bufei e o mesmo riu alto deixando-me mais frustrada ainda.
– Não fique braba minha marrentinha, é só que nesse momento eu não posso lhe contar. – beijou o topo de minha cabeça – Consegue esperar até amanhã?
– Acho que consigo. – suspirei dando-me por vencida – Você não vai me contar mesmo.
– Não vou... Agora vamos dormir porque amanhã quero te levar cedinho para o lugar secreto.
...
– O que achou?
Assim que acordamos Damon deixou Charlie junto com Mel em Rebekah e levou-me ao lugar misterioso. Para meu desespero, Damon fez questão de vendar os meus olhos o caminho inteiro.
– Damon que casa linda, de quem é?
– Nossa.
Estávamos em frente de uma perfeita mansão. Ela era praticamente toda vidro, dois andares e uma piscina enorme na frente.
– Como assim essa mansão é nossa?
– Lembra quando eu fui ver o que tinha no cofre? – assenti ainda absorta – Havia a chave dessa enorme mansão e outra coisa que faz parte da surpresa.
– E qual seria a outra surpresa? – sorri ainda lembrando-me de que essa enorme mansão iria ser nossa casa.
– Você é muito curiosa e apressada Elena, acalme-se. – riu e revirei os olhos – Vem, parte da surpresa está lá dentro.
Entramos na casa assim que Damon digitou a senha em certa “caixa” que ficava ao lado da porta. Abri a boca em um perfeito “O” e Damon fez a mesma coisa. Mesmo querendo conhecer um pouco da casa, Damon me levou para sala de jantar que estava perfeitamente arrumada com direito há um “garçom” ao lado da mesa.
– Senhorita Gilbert, Senhor Salvatore, podem se sentar que a comida será servida. – o homem que estava segurando um pano e uma garrafa de vinho puxou a cadeira para mim enquanto falava.
– Damon, o que é isso? – sentei-me na cadeira agradecendo ao homem.
– Relaxe Elena e aproveite a surpresa. – falou sorridente e fiquei olhando para ele, incrédula – Fará mais sentido depois de almoçar, então se quer saber a surpresa, acho melhor não deixar a comida esfriar. — dei de ombros sabendo que perderia de novo e me deliciei das comidas mais saborosas que estava a minha frente.
Assim que terminamos Damon me levou para o imenso jardim que ficava na laje. Fiquei admirando o sol que estava radiante, mas não ofuscava meus olhos, em um perfeito contraste e nem percebi meu moreno ajoelhando em minha frente.
Coloquei a mãos em minha boca surpresa.
– Elena Gilbert, mesmo que já tenho feito isso uma vez e que naquela época planejávamos uma história tão diferente da qual vivemos, mas agora tenho absoluta certeza que o destino está do nosso lado assim como eu quero vive-lo ao seu lado. Minha pequena quer casar comigo? – abriu a caixinha vermelha declarando duas alianças, uma simples de ouro e grossa e a outra com um enorme diamante em cima e cheia de strass em volta.
– Sim, sim e sim. – pulei em seu colo não me importando com as lágrimas que poderiam molhar sua camisa.
Damon colocou a aliança em meu dedo da mão direita e fiz o mesmo.
– Eu te amo, Elena, e ninguém e nada mais vai nos separar.
– Eu te amo, Damon.
“Os ventos que às vezes tiram
Algo que amamos, são os
Mesmos que trazem algo que
Aprendemos a amar...
Por isso não devemos chorar
Pelo que nos foi tirado e sim,
Aprender a amar o que nos foi
Dado. Pois tudo aquilo que é
Realmente nosso, nunca se vai
para sempre...”.
– B.Marley
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