Notas iniciais
Ei Pessoal! Quem escreveu esse capítulo foi a Anne, mas ela foi viajar e pediu pra eu postar. Esse capítulo é MUITÍSSIMO importante e é nele que TODAS suas dúvidas vão ser esclarecidas. Boa leitura :)

– O hospital já foi inaugurado e já está funcionando normalmente. O quanto antes você puder ir, melhor. – Michael explicou.

– Certo, preciso apenas de um tempo para achar um lugar para morar e tudo mais, não é como se fosse aqui na esquina, não é? – sorri.

– Quanto a moradia, escola da sua pequena, transporte... Enfim, todas essas coisas práticas não se preocupe, o hospital está oferecendo tudo por nossa conta durante um ano.

– Nossa, isso é incrível! – exclamei.

– É para te provar o quanto o San Magno está contente em te ter no time de Londres. Os diretores sabem que não é fácil uma mudança dessas. – completou.

– Agradeça a eles por mim então, e já que é assim, posso ir a qualquer instante.

– Perfeito, vou pedir para comprarem uma passagem para sexta feira, assim vocês chegam lá no sábado e ainda tem o fim de semana para conhecer a linda cidade de Londres.

– Muito obrigada, Michal, eu realmente estava precisando de uma mudança dessas na minha vida. – agradeci sinceramente.

– Nós que agradecemos, Lena. A partir de amanhã não precisa mais vir para cá, cuide de sua mudança.

Assenti e então me despedi de Michael. Terminei meu turno com um sentimento de nostalgia, a partir de agora eu pertenceria a Londres.

Fui para casa apreensiva, afinal eu teria que enfim conversar com Liam. Não seria uma conversa fácil, por isso pedi para que Melanie ficasse na casa de minha mãe após a aula. Ao chegar encontrei meu companheiro sentado no sofá, vendo televisão e descansando após um plantão de 24h.

– Boa noite, Lena. – selou nossos lábios quando me aproximei.

– Boa noite. – sentei ao seu lado – Preciso te contar algo, Liam.

– Aconteceu alguma coisa? – perguntou apreensivo.

– Aconteceu, mas não é ruim! – expliquei e sua feição se suavizou. – Vou ser direta, sexta o Michael me procurou...

– Algum problema no hospital? – me interrompeu.

– Não! Me deixa terminar, amor. – pedi e ele assentiu – Então, ele me fez uma proposta: abriu há pouco tempo uma filial em Londres e os diretores pensaram em mim para ser a chefe neurocirurgiã de lá.

– Aham... – ele analisou pensativo – E o que você vai responder?

– Eu... – respirei fundo – Eu já aceitei, Liam. Eu vou.

– O que?! – ele gritou se levantando – E a senhora não cogitou a possibilidade de me perguntar antes?!

– Não, eu quero decidir o meu futuro por mim. Não quero mais depender de um homem para decidir o que farei da vida! – gritei de volta.

– Claro! Um babacazinho te magoa e você acha que todos os homens são iguais a ele! Mas é você, Lena, que está igual ao Damon! Você vai me abandonar e não o contrário! Você me usou esses três anos para esquece-lo e agora que tem a oportunidade de ir procura-lo você não pensa duas vezes e que se foda o Liam!

Eu tinha lágrimas se formando em meus olhos, mas não ia chorar, não daria a ele esse gostinho. Levantei-me e me controlei para falar calmamente.

– Eu ia te convidar para vir junto, mas depois de descobrir o que você realmente pensa eu prefiro ir sozinha. Não quero estar ao lado de um cara que acha que eu o usei por três anos. Por favor, saia desse apartamento e leve tudo o que é seu junto.

Liam se virou e bateu a porta do quarto, se trancando lá dentro. Permiti que as lágrimas rolassem, eu nunca imaginaria que meu namorado pensasse essas coisas de mim, é muito surreal.

Decidi sair do apartamento, não deixaria Liam ver que me abalei com suas palavras. Resolvi ir buscar minha filha e contar a novidade para minha mãe.

*

Finalmente chegou o dia! Eu mal podia me conter de tanta animação. A esperança de que dias melhores chegassem para mim e para minha filha era a minha maior motivação para deixar tudo e todos para trás seguindo atrás de um sonho impreciso.

Estávamos no portão de embarque, apenas aguardando que anunciassem o voo.

– Elena, ele não vem. – Miley anunciou ao me pegar procurando entre as pessoas um rosto conhecido. Bufei.

– Eu sei, não estou procurando por ele.

– Mas é claro que está. – minha amiga conferiu para ver que ninguém nos escutava – E não é pecado. Eu mesma já me peguei esperando ligações, cartas, aparições inesperadas... Mas elas nunca aconteceram. – comentou se referindo a Stefan – Homens são mal caráter, Lena, não se esqueça disso. Mas um dia um homem bom vai aparecer na sua vida, ah se vai! E ele vai te ligar, mandar cartas, flores, te encher de presentes e ser um perfeito príncipe. Você vai ver! – me incentivou.

Passageiros do voo 7532 com destino Londres, portão de número 26. Iniciaremos o procedimento de embarque com a primeira classe, respeitem os passageiros prioritários. Obrigada. – a voz feminina ecoou pelo aeroporto.

– Bom, chegou a hora, deixa eu pegar minha filha. – sorri fraco para minha amiga e segui até as cadeiras aonde minha família estava aproveitando todos os segundos com Melanie antes de partimos. – Chegou a hora... – anunciei.

– Ah... – um coro pode ser ouvido e eu ri.

– Promete não esquecer da vovó? – minha mãe perguntou dramática.

– Claro que não, vó. Tchau vovô, tchau tio Jer. – minha filha abraçou os parentes – Tchau tia Miley.

– Tchau minha princesa, me dá um abraço de urso? – pediu e Melanie assentiu, abraçando-a. Meu celular vibrou.

– Alô?

– Elena, você ainda não embarcou, graças a Deus! – escutei a voz histérica de Rebekah do outro lado da linha.

– Acabaram de anunciar meu voo. – respondi me afastando para ter alguma privacidade – Queria que você estivesse aqui. – admiti.

– E eu não queria? – bufou – Não posso culpar meu paciente por ter precisado de cirurgia... – se lamentou.

– Eu sei, é o nosso trabalho. – ri fraco.

– Ei, mas não se preocupe. Antes da cirurgia falei com o Michael e vou finalmente usar minhas férias. Apenas uma semana, porque não posso largar o hospital por muito tempo, mas logo iremos te visitar!

– Iremos?! – perguntei animada.

– Eu e a Charlie, é claro. Ela não pode morrer de saudades da madrinha.

– Ah, nem me fale. Vou sentir muitas saudades. – choraminguei.

– E eu então? Você afastar a Mel de mim é uma das maiores maldades do universo! – rimos – Bom voo, querida. Em breve nos veremos.

– Obrigada, Bekah.

– Deixa eu dar oi pra minha afilhada, por favor? – pediu.

– Claro, um segundo.

Entreguei o telefone para minha filha e me despedi de minha família enquanto elas conversavam. Assim que Melanie desligou o celular, percebi que estava mais do que na hora de embarcar.

– Bom, precisamos ir. – anunciei.

– É, a primeira classe precisa embarcar. – Miley zombou do fato de estarmos indo viajar de primeira classe, cortesia do hospital San Magno, e todos riram fraco.

– Boa sorte, filha. – meu pai desejou.

– Vou morrer de saudades. – Miley confessou ao me abraçar mais uma vez.

– Eu também, caipira. Te amo.

– Te amo mais.

Desvencilhei-me do abraço e peguei Mel no colo. Acenei com a mão para todos e segui para o embarque. Em poucos minutos eu e minha filha já estávamos confortavelmente instaladas nas poltronas da primeira classe.

Por ser pouco mais de dez da noite, Melanie já estava lutando contra o cansaço. Aproveitei que a poltrona era reclinável e improvisei uma caminha para a minha pequena. Pedi travesseiros e uma manta para a comissária e em pouco tempo Melanie já dormia profundamente. Sentei na poltrona ao lado, finalmente relaxando. Adormeci antes mesmo de decolar.

*

O voo, apesar de longo, foi tranquilo. Acordei pela manhã com a movimentação de comissários servindo o café da manhã. Comi o meu e guardei o de Melanie, para quando ela acordasse, o que só aconteceu depois de mais duas horas.

Após alimentar minha pequena ficamos vendo desenhos na televisão e as sete horas restantes de voo passaram depressa.

Quando a comissária de bordo anunciou que logo começaria o procedimento de aterrisagem, Melanie me perguntou o que significava. Ao explicar que estávamos descendo, minha pequena se agitou, animada.

Pouco menos de uma hora depois já estávamos na área de desembarque do aeroporto de Londres. Não foi difícil achar o motorista que nos acompanharia até o apartamento, o mesmo estava com uma plaquinha “Senhoritas Elena e Melanie Gilbert”.

– Senhorita Elena, chegamos. – o motorista anunciou após percorrermos a cidade no luxuoso carro preto.

– Ah sim. – respondi deslumbrada com a casa branca linda a minha frente. – Obrigada.

Sai do carro com minha filha em meus braços. Peter, o motorista, nos ajudou com as malas, colocando-as na varanda da nossa incrível casa nova.

– Aqui estão as chaves, senhorita, e uma carta que te dará algumas informações. – entregou-me um envelope lacrado – Posso te ajudar com mais alguma coisa?

– Não, muito obrigada, Peter.

– O prazer foi meu. Tchau princesinha. – se despediu de Melanie que enfiou a cara na dobra do meu pescoço, envergonhada.

Abri a porta da casa e me surpreendi, era mais bonita por dentro do que por fora!

– Filha, olha só a nossa casa.

– Uau. – Melanie respondeu e eu ri.

– Vamos conhece-la? – minha filha assentiu e quis descer do colo.

Assim que pus Mel no chão, ela correu escada a cima. Pensei em ir atrás dela, mas primeiramente eu queria ver o andar térreo.

Segui para a sala, que era o cômodo a minha frente. Era amplo, com um grande sofá, tapete, mesinha de centro e uma televisão gigantesca. Tinha também uma estante, porém vazia. O espaço também comportava a sala de jantar, sem paredes ou divisão, era apenas uma grande mesa para oito pessoas, com cadeiras combinando. O cômodo ainda tinha uma grande porta de correr de vidro, que permitia a vista do quintal. Ao lado uma porta, que dava acesso a cozinha, toda equipada e muito moderna. Ainda bem que aprendi a cozinhar, assim posso desfrutar dessa maravilha!

Terminando de conhecer o andar térreo, que além de sala, sala de jantar e cozinha, ainda tinha um pequeno lavabo; subi as escadas para encontrar minha filha.

Eram ao todo quatro quartos, um exagero ao meu ver, afinal éramos apenas duas. Mas eu não reclamaria de algo que foi de dado de graça! Encontrei Melanie em um deles, provavelmente o que havia escolhido para si.

– Cadê minhas coisas mamãe? – perguntou sentada em uma cama branca pequena.

– Devem chegar daqui a alguns dias, querida.

– Aqui é muito sem graça, só tem cama e armário. Não tem nenhuma boneca. – reclamou.

– A gente pode comprar algumas, filha. Mas suas bonecas vão vir todas.

– Oba! – bateu palminhas animada.

– Vai tomar um banho, que a gente vai sair conhecer a cidade.

– Tá bem.

– Qualquer coisa me chama.

Sentei na cama onde antes minha filha sentava e abri o envelope com a carta.

“Querida Elena Gilbert,

nós da companhia San Magno ficamos muito felizes ao saber que você aceitou nossa proposta e veio para Londres. Gostariamos de dar algumas informações para o seu maior conforto.

Sua casa está parcialmente mobiliada, para as demais necessidades a senhora e a sua filha podem ir a qualquer loja Full House de Londres e comprar o que falta. A senhora só precisa informar o seu nome, existe um crédito que a senhora poderá usar. Além disso, em sua garagem existe um carro que está a sua disposição, as chaves estão junto com as da casa.

Sua filha, Melanie, já foi matriculada no colégio Queen Elizabeth I, um dos mais tradicionais da cidade. O uniforme deve ter chegado pelo correio, confira.

Por favor, esteja no hospital na segunda feira, as 10h.

Mais uma vez agradecemos a sua disponibilidade.

Obrigado,

Joseph Magno – diretor geral”

Isso tudo estava melhor do que a encomenda. Eu realmente estava feliz de estar aqui!

Levantei-me e abri a malinha rosa de Melanie, retirando de lá uma roupa para que minha pequena colocasse após o banho. Assim que minha filha estava devidamente pronta foi a minha vez de tomar um longo banho.

Terminei de me arrumar e chamei Melanie, hoje seria um dia cheio.

– Filha, vamos sair comprar comida e algumas coisas pro seu quarto, está bem?

– Eba, mamãe!

Ajustei o GPS do carro para o mercado mais próximo e então fomos abastecer nossa geladeira, compramos tudo do bom e do melhor. Saindo de lá, procurei no google o endereço da loja que Joseph havia me indicado, havia uma não muito longe. Chegamos em menos de quinze minutos.

Assim que entrei vi o quanto a loja era gigante, logo uma atendente apareceu e nos cumprimentou com aquele sotaque que eu adorava.

– Boa tarde, no que posso ajuda-las hoje?

– Oi, eu preciso comprar alguns móveis e algumas coisas de decoração. Meu nome é Elena Gilbert, e meu chefe me disse que havia um crédito para mim, gostaria de consulta-lo. – sorri.

– Mas é claro, me acompanhe por favor. – a atendente morena digitou algumas coisas num computador e logo me informou – O seu crédito é de dez mil libras.

– Nossa – me surpreendi – bem mais do que imaginava. – sorri.

– O que vocês estão precisando? – perguntou solicita.

– São quarto quartos que somente tem cama e guarda roupas, preciso de todo o resto.

– Por aqui...

Ao fim de duas horas eu e Melanie já havíamos escolhido todos os novos móveis e itens de decoração. Como ainda havia sobrado dinheiro, compramos ainda algumas coisas para a sala e cozinha.

Exaustas, saímos da loja levando apenas roupas de cama e travesseiros. As demais aquisições seriam entregues no dia seguinte.

Antes de voltar para casa, ainda passamos no shopping para comprar alguns brinquedos para Melanie.

*

– Bom dia, sou Elena Gilbert. – informei na recepção do hospital. Eram 10h em ponto, eu não iria atrasar no meu primeiro dia!

– Ah, sim, doutora Gilbert! O doutor James King já está a sua espera. Ele é o supervisor geral do hospital. Só um instante.

Sorri e agradeci pela ajuda. Sentei-me para esperar o doutor King.

– Elena Gilbert? – um homem me chamou. Levantei-me para cumprimenta-lo.

– Sim, e o senhor deve ser o doutor King. – apertei sua mão.

– Apenas James, por favor, temos quase a mesma idade! – sorriu brincalhão – Espero que tenha feito boa viagem.

– Eu fiz, obrigada.

– Já conheceu a cidade? – perguntou curioso, forçando uma possível amizade.

– Sim, ontem dei uma passeada por ai. – respondi sorrindo.

– Fico feliz. Bom, vou te apresentar alguns dos seus colegas e depois a sua ala.

Segui James até a sala de descanso dos médicos. O prédio era familiar, seguia o mesmo padrão do hospital de Los Angeles, o que me ajudaria a não ficar perdida logo nos primeiros dias.

Fui apresentada a alguns médicos. Haviam médicos transferidos das duas outras unidades, tanto que alguns rostos que eram conhecidos, médicos transferidos de Los Angeles, como eu.

Após as devidas apresentações, James me acompanhou até a ala que seria a mim concedida. Era um corredor gigantesco apenas dedicado a pacientes com problemas neurológicos. Percorri os diversos quartos sendo apresentada aos pacientes, conheci um pouquinho do problema de cada um, ponto importante para a Chefe da ala, nenhum caso muito diferente do que eu já estava acostumada.

James me levou então para a UTI, onde os pacientes mais delicados eram tratados sob vigilância 24h. Novamente fui apresentada aos pacientes que estavam acordados e em condições de conversar.

– Está quase acabando, Lena. – eu havia o pedido para me chamar assim.

– Imagina, fico feliz que o hospital já está a todo vapor.

– Com certeza, foi muito bem recebido pelos londrinos. – sorriu – Bom, por último temos um paciente sem nome. Ele foi transferido para cá assim que abrimos nossas portas. Pela sua ficha ele sofreu um grande acidente de carro uns anos atrás, ele chegou ao hospital quase morto, pois o traumatismo craniano que ele sofreu foi muito grande e sem nenhum documento.

– Entendo – leio a ficha que James me entregou – nenhum sinal vital em três anos?

– Não. – respondeu – Está sendo mantido vivo pelas máquinas.

– E quem está pagando? – perguntei curiosa.

– Um doador anônimo. Inclusive o mesmo que pediu para transferi-lo para cá.

– Que estranho. – comentei.

– Nem me diga.

– Posso dar uma olhada nele?

– Claro, boa sorte com o vegetal. – sorriu se referindo ao estado em que o paciente se encontrava – Vou voltar para os meus afazeres, qualquer coisa pode me chamar.

– Obrigada, James.

Esperei ele se virar e então abri a cortina que o separava do resto do espaço. Para minha total e completa surpresa era ele deitado naquela cama.

– Damon?!

No mesmo instante o aparelho começa a apitar, o som típico que eu já conhecia: o paciente havia acordado!

Notas finais
Acho que terão muita coisa pra comentarem e se desculparem, afinal vcs xingaram muito o coitadinho do Damon haha [GAME]: Quais são suas apostas pro próximo capítulo? É isso, até domingo e RECOMENDEM/COMENTEM haha Beijos :*