Receita para o Amor
25 Jacob- O troco
Acordei cedo, mas o sono não trouxe o alívio que eu esperava. Os sentimentos da noite anterior ainda estavam emaranhados dentro de mim, e parecia que, quanto mais eu tentava me desvencilhar deles, mais preso ficava. Nessie, Elijah, ciúmes, raiva... tudo isso girava na minha mente sem cessar.
Decidi que a única maneira de manter minha sanidade era focar em algo concreto. Fui para a cozinha e comecei a preparar o café. O som familiar da cafeteira borbulhando deveria ter me acalmado, mas o leve toque da campainha me interrompeu.
Sorri, já imaginando quem estava do outro lado da porta. Ela tinha aceitado meu convite. Fui até a entrada e, ao abrir a porta, lá estava ela, loira e deslumbrante como sempre.
— Bom dia, gatão — Caroline disse, entrando sem cerimônia.
— Bom dia — respondi, fechando a porta atrás dela.
Ela me olhou com uma expressão curiosa e ligeiramente surpresa.
— Estou surpresa e curiosa com o convite — disse, com um sorriso brincalhão.
— Pensei bem — comecei, minha voz baixa, quase conspiratória —, e acho que deveríamos conversar.
Ela sorriu e se aproximou, deslizando as mãos por meus ombros, provocando uma sensação que eu conhecia muito bem.
— Que tipo de conversa? — sussurrou, seus olhos brilhando com a mesma malícia que sempre a acompanhava.
Passei uma mecha do cabelo dela atrás de sua orelha, meus dedos roçando sua pele macia.
— Como nos velhos tempos — disse, antes de puxá-la para um beijo.
O gosto dela era familiar, e o calor do momento me arrastou para algo conhecido, algo que eu precisava, talvez desesperadamente, sentir. Quando nos separamos, peguei sua mão e a levei escada acima, os passos rápidos e certos.
Entramos no quarto sem hesitar, os beijos cada vez mais intensos. Encostei a porta atrás de nós e, com um movimento súbito, empurrei Caroline na cama. Ela caiu rindo, o som ecoando em meus ouvidos enquanto eu me aproximava.
— Que tal fazer aquilo que você faz bem? — provoquei, meus olhos fixos nos dela, notando o brilho de excitação que cruzou seu rosto.
Ela riu novamente, aquele som que sempre soube como me provocar e me envolver. Ela baixou a calça que eu usava e eu fechei os olhos sentindo tesão quando as mãos macias dela tocaram meu pau, me estimulando de uma forma prazerosa, em seguida ela passou os lábios na glande me fazendo soltar um gemido minutos depois ela engoliu meu pau me fazendo gemer ainda mais. Segurei sua cabeça e fechei os olhos fodendo aquela boca deliciosa — Que boca gostosa — sussurrei sentindo meu corpo enrijecer.
Mas, por um breve segundo, minha atenção foi desviada. Olhei para a porta de soslaio, e lá, no corredor, uma silhueta familiar passou à frente. Nessie.
Senti uma onda de satisfação me invadir. Continuei a foder a boca de Carol e soltei meu líquido dentro da boca dela, eu queria que ela soubesse, que visse. Talvez fosse uma maneira de provar algo a mim mesmo, ou talvez a ela. Não importava. O que importava era o momento presente, e, naquele momento, Caroline estava ali, disponível e disposta a me ajudar a esquecer.
Satisfeito com o rumo das coisas, deixei-me ser arrastado pelo momento, se Renesmee queria fazer esse jogo eu deixaria as coisas iguais, queria ver quais de nós dois seria derrotado.
Desci as escadas com Caroline ao meu lado, já vestido para o trabalho, mas a atmosfera leve de antes parecia ter mudado. Ao chegarmos à cozinha, encontrei Nessie sentada à mesa, tomando café. O olhar de Caroline imediatamente se transformou em surpresa e confusão, provavelmente porque não esperava encontrar ninguém em casa, muito menos alguém como Renesmee.
— Carol, essa é Nessie, filha da Bella — disse, tentando manter o tom casual. — Ela está morando comigo por um tempo.
Nessie levantou os olhos e deu um leve sorriso.
— Muito prazer, amiga — respondeu, com uma ponta de ironia na voz, antes de voltar a comer seu pão.
Caroline, visivelmente desconcertada, tentou disfarçar.
— Não sabia que você tinha visitas — comentou, provavelmente se referindo aos sons que certamente ouviu do quarto. O constrangimento era evidente em seu rosto.
Dei um sorriso tranquilo, tentando dissipar o desconforto.
— Nessie não é uma visita — expliquei, meu tom firme. — Ela mora aqui.
— Ah, claro... — murmurou Caroline, tentando sorrir, mas era evidente que queria sair dali o mais rápido possível. — Bem, eu preciso ir. Estou atrasada para o trabalho. Foi um prazer conhecê-la, Nessie.
Nessie retribuiu com um sorriso forçado, o olhar dela fixo em Caroline, que se virou para mim.
— Eu te espero mais tarde — disse ela, antes de me dar um beijo rápido.
— Combinado — respondi, observando enquanto ela saía pela porta. Fechei-a logo atrás dela e me virei para encontrar o olhar de Renesmee, que parecia fixo em mim, como se tentasse ler cada uma das minhas intenções.
— Está tudo bem? — perguntei, tentando parecer indiferente.
— Uhum — respondeu ela, sem muito interesse, voltando a focar em seu café da manhã.
Algo no tom dela me incomodou, mas decidi investigar um pouco mais.
— Como foi a sua noite? — perguntei, casualmente, enquanto pegava uma xícara de café.
Renesmee me lançou um olhar direto, e uma leve faísca de desafio brilhou em seus olhos.
— Tão boa quanto a sua manhã com a Caroline — respondeu, a voz dela carregada de algo que parecia mais do que mera casualidade.
Não pude deixar de sorrir. Sabia que havia algo por trás daquele comentário.
— É feio mentir, Ness — disse, aproximando-me dela e apertando de leve seu nariz, um gesto que era mais íntimo do que deveria ser. — Só seria tão boa assim se fosse comigo.
Vi o leve tremor em seus lábios e a maneira como ela evitou meu olhar. A tensão entre nós era palpável, mas ela rapidamente se levantou, mudando o rumo da conversa.
— Precisamos ir, Jake. Estamos atrasados — disse, já caminhando em direção à porta.
Concordei com um aceno e a segui, mas a realidade do que havia acabado de acontecer me atingiu. Talvez o que eu fizera com Caroline tivesse atingido Nessie mais do que eu esperava. E isso... bem, isso era um bom sinal.
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