Reboot - Deadman Island
1 Capítulo 1
James
O sol batia em meu rosto e não me deixava dormir, alem disso tinha uma mosca zumbindo em meu ouvido.
-James!
Após o grito caio de cara no chão e desperto.
-Vamos, se arrume, hoje é o primeiro dia de aula – ordenava Sarah, minha irmã.
-Okaaaaaaaaay – disse com preguiça enquanto me arrastava para de baixo da cama.
-Volte aqui! – ele agarrou meu pé e puxou para longe do meu ninho.
Bem, depois de alguns minutos de drama fui para o banheiro, tomei um belo banho e me arrumei. Quando desci as escadas minha mãe estava colocando o restante dos pratos na mesa, Sarah estava devorando eles, de vez em quando tinha que tirar umas mechas do rosto, pois elas eram pequenas para o seu rabo de cavalo negro. Já te contei? Somos gêmeos, legal né? Na verdade não, pois existe uma comparação que todos fazem exemplo “Poxa James, porque não é igual a sua irmã na escola?”, é isso irrita.
-James – Sarah arremessou uma torrada.
-Valeu – peguei e levei a boca – até mais mãe – acenei gritei enquanto andava até a porta.
-Hey, espere! – minha Irma correu – tchau mãe
-Se cuidem crianças.
O caminho para a escola foi tranquilo, conversávamos sobre alguns amigos que saíram, ela reclamava que teríamos que ficar na mesma sala, eu só ria. Na entrada da escola vi vários rostos novos. Havia uma garota com cabelos pintados de prata, com algumas mechas em roxo, um garoto moreno, que não estava em forma, cochichava no ouvido de uma menina a sua frente, pareciam ser um casal, já que estavam de mãos dadas. Uma jovem jogou eu e minha Irma para lados opostos, ela era baixinha com cabelos negros e ondulados, isso é a única coisa que percebi nela, alem de estar murmurando “Atrasada. Atrasada...”.
Todos os alunos se reuniram no pátio para escutar as palavras dos diretores. Uma professora começou a falar, alguns minutos depois sua voz se tornou quase nada comparado com o estrondo dos portões se quebrando. Viramos na mesma hora, dando de cara com três caminhões negros e muito bem reforçados. As maquinas rodaram e abriram suas traseiras, saltando unidamente cinco soldados de cada, todos apontado suas armas para nos. Os professores nem tiveram chance de reagir, foram mortos com saraivadas de balas.
-James? – ouvia minha irmã gritar.
Corro na direção da voz, empurrando todos que estavam em pânico, até ver minha Irma sendo arrastada. Corria até sua direção, porem um dos soldados entrou na minha frente, me encarando com sua mascara de gás. Ele bufou e acertou meu rosto com a coronha da arma, apaguei.
O sol queimava meu rosto. O chão era “macio”, porem entrava no meu nariz. Espirrei e acordei num susto, como se tivesse acabado de ter um pesadelo. Olhei em volta e só via duas coisas, a água do mar na direita e mata densa na esquerda. Aos meus pés estava jogada uma mochila, quando a peguei algo começou a tocar dentro dela. Abri rapidamente em busca de um celular para resgate, pois não fazia ideia como havia parado ali. Girei a mochila ao inverso deixando que tudo caísse na areia. Encontrei bastante comida, um celular e um facão. Agarrei o aparelho as pressas, pressionando o botão do meio para que ligasse.
-Funciona! Funciona!
A tela acendeu, porem uma mulher apareceu nela, com cabelos curtos e negros, um rosto quase falso.
-Olá numero Treze, seja bem vindo. Pelo visto acabou de acordar, então vou lhe explicar as coisas corretamente – a imagem mudou, mostrando agora uma ilha – Você esta no Deadman Island, um programa de TV onde o mais forte sobreviverá, e também será o único, claro, a sair da ilha. – pontos vermelhos começaram a piscar por quase toda ilha, alguns ficavam aglomerados num único lugar – Pontos vermelhos significam os serial killers, zumbis, seres adulterados e coisas do tipo que você encontrará pelo campo de batalha. – agora pontos azuis piscavam na tela também – Pontos azulados significam outros participantes. – A imagem da mulher apareceu novamente – Boa sorte Treze, não morra rápido, você só tem um mês até que a ilha desapareça.
Depois que tudo se apagou, fiquei alguns minutos refletindo, se tudo aquilo era real. Comecei a fuçar no aparelho até que encontrei uma lista de nomes, eram nomes dos participantes, descendo eu procurei desesperadamente pelo de Sarah. O que eu temia se realizou, legal, ela estava no jogo.
Voltei tudo para dentro da mochila e corri para dentro da mata. Meu único objetivo por enquanto era viver para encontra-la. Correndo mata a dentro pude ouvir sons de explosões longes. Olhei no mapa e vi que estava próximo de um participante lutando contra algo. Na espreitada eu fico até me esconder atrás de um arbusto, de lá podia-se ver uma pessoa lutando contra algo que parecia um gigante, ele era cor de barro misturado com musgo, como eu estava olhando de trás só pude ver que ele usava uma tanga de couro, onde havia uma mochila verde escrita Premio, parecia uma “pochete” gigante, seu corpo era coberto por cicatrizes, desde os pés grandes até a cabeça pequena e quase sem cabelo; sua mão direita esta empunhando um porrete de madeira, que descia varias vezes contra o chão, tentando esmagar o seu inimigo.
A pessoa que ele lutava contra era rápida, já que estava desviando dos golpes com facilidade. Observando deduzi que era uma garota, ela tinha cabelos castanho escuros. Ela carregava um facão, e quando rolava para os lados desviando de ser esmagada, sempre deixava um corte ou uma perfuração no gigante de dois metros e meio. O monstro brandiu o porrete, e a garota se precipitou tentando cortar a área de sua costelas, ele a agarrou no pescoço com a outra mão, a bateu três vezes contra o chão e jogou ela contra uma arvore, enquanto ria andava para perto dela.
-Vai! Levanta! – murmurava torcendo pra ela.
Ela gemia de dor, seus olhos ainda não abriam, ela provável estava quase desmaiando, o sangue que saia de sua cabeça manchava seus cabelos loiros. O monstro estava muito próximo dela, ele bufava e ria, parecendo um cão problemático. Ele brandiu o porrete sobre a cabeça da garota, seus olhos se abriram e ficaram arregalados, observando a arma que a mataria.
-Hey, bitch – apareci no meio da clareira.
O monstro se virou para mim com uma cara de idiota, ele tinha um único olho, era azulado, ele abriu a boca e gritou como um gorila, batendo no peito.
-É King-Kong, cai dentro, sou o avião que vai te derrubar – coro ao perceber a merda que falei.
O monstro corre na minha direção, ele tenta me atacar de baixo para cima com o porrete. Não sei como mas desviei por pouco, ele passou por mim, a única coisa que fiz foi rasgar a lateral esquerda de sua barriga. Ele uivou de dor e colocou a mão sobre o ferimento, me encarando com ódio nos olhos.
Quando fui me movimentar, pisei em algo de metal, ao olhar vi o facão da garota, o agarrei com a outra mão. O gigante veio novamente brandindo seu porrete, rolei pelo meio de suas pernas, levantando rapidamente cravei o facão no meio das costas dele, e depois a machadinha perto de suas nuca. Ele tentava me tirar de la, mas como esta segurando firma, seu corpo se feria mais. Coloquei um dos pés sobre o facão e com a mão livre ficava cutucando o grande olho dele.
-Esta doendo? Esta? – enfiava o dedo e ele uivava – E agora? – com toda a força enfiei minha Mao em seu olho, que se rasgava enquanto minha mão adentrava – Nojento.
Retirei a machadinha de sua nuca e cravei em seu crânio. Aos pouco ele caiu, primeiro de joelhos e depois com o resto do corpo.
-Droga, minha mão – reclamei tentando tirar da cabeça dele. Com um som oco ela saiu toda ensanguentada e fedida – a legal, hoje é segunda e já to assim.
Me voltei para onde a garota estava no quando foi jogada. Ela não estava mais lá, um rastro se perdia no meio dos arbustos. Olhei para o ogro e a “pochete” dele havia sumido.
-A ta de sacanagem! – gritei com raiva.
Risos vieram de trás de mim, virei para sua direção e la estava a garota, com a “pochete” em mãos – Obrigado James.
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