Reboot: Contos de Valoran
1 Capítulo 0: Prólogo
Notas iniciais
E.R = Estrela Roxa
P.E.B = Pequena estrela Branca
Antes da terra, do mar, das pessoas, dos sonhos, tudo não passava de uma infinita vastidão de um vazio, apenas as estrelas e poeira estelar coexistiam pacificamente, e ai foi durante muitos anos... Certo dia, ocorreu uma grande convecção de massa focada no centro de uma estrela diferente das outras, essa era azul, no meio daquele mar espacial de estrelas brancas e cinzas, surgiu uma estrela azul, algo assim nunca havia acontecido antes, essa então atraiu para si os outros corpos e criou algo novo....
Aquela pequenina azulada havia se tornado algo colossal, com um brilho deslumbrante e calor indescritível, conseguia ir para onde queria, diferente das outras estrelas, não demorou para que ela se sentisse sozinha, não poderia ser que só existia ela naquela vastidão toda... Após procurar por anos e anos, sem sucesso, A estrela azulada decide comandar as estrelas brancas e já que não conseguiu achar, ela criaria para si uma companhia, e assim ela fez.
Num lugar onde antes não existia nada além de pequenos corpos brancos estelares, agora contava com duas grandes estrelas, mas havia algo de diferente na estrela criada, diferente da sua predecessora, essa nova tinha uma tonalidade roxa, o que por algum motivo repelia as outras estrelas dela, não demorou muito para a mesma se indagar para a azul:
E.R: “Por que me fez assim?, por que eu causo medo em tudo?”
E.A “Eu não a criei assim, você é o que quer ser.”
E.R: “ Eu não aguento mais isso, não quero mais ser sozinha, me faça de novo, dessa vez quero brilhar do mesmo jeito que você!”
E.A: “Temo que não seja assim que as coisas funcionam...”
E.R: “POR QUE VOCÊ NEGA A ME AJUDAR? NÃO ERA VOCÊ A BENEVOLÊNCIA? ENTÃO POR QUE DISSO?”
E.A” Não é que e—“ – Antes que a estrela azul pudesse terminar, sua companheira roxa a interrompeu.
E.R: ” BASTA, EU LHE FAREI ME AJUDAR, SEJA POR BOA VONTADE, OU POR PRESSÃO” – Logo após dizer essas palavras que ficariam cravadas eternamente na memória de sua criadora, a estrela roxa, consumida pela raiva e ignorância, começou a consumir os pequenos corpos celestes brancos...
A brilhante azul, ficou horrorizada com tal atitude, porem não sabia o que fazer, tinha medo de ficar sozinha de novo, mas ao mesmo tempo, não seria justo com aqueles corpos brancos pararem de existir apenas por puro egoísmo da mesma. Durante 2 dias inteiros, a estrela azul pensou no que fazer em relação com sua criação indulgente, até pensar numa solução bem definitiva.
Sua ideia era simples porem prática e irônica, ela trancaria sua criação em um pedaço separado do espaço, onde a mesma viveria eternamente confinada a solidão e então, não poderia causar mau a mais nada e assim ela fez, em enquanto a Estrela Roxa estava em seu devaneio e raiva, a estrela azul e selou em um pedaço do espaço, de onde ela nunca mais sairia...
Depois de terminar a selagem, era nítido a tristeza da estrela azul, até seu brilho havia diminuído, ela havia se punido do mesmo jeito que sua criação, vagaria ela sozinha pela vastidão estelar mais uma vez? Só o tempo diria...
???:” Por que seu brilho se apagou?”
E.A:”? de onde veio essa voz?” – disse a grande azulada assustada e surpresa.
???:” Aqui”
E.A:” Onde? Onde? Onde?” – ela olhava euforicamente para todas as direções possíveis, mas não conseguia achar a fonte da voz
???: “Precisa parar de enxergar somente o que quer, e sim o que está a sua frente”
No primeiro momento ela não tinha entendido, mas logo depois de parar para pensar no que tinha sido dito, ela começa a ouvir outros murmúrios, seria possível que ela nunca esteve sozinha esse tempo todo?
P.E.B:” Conseguiu me achar agora?”
Ela então repara num pequeno brilho cintilante bem na frente de seus olhos, uma estrela branca menor que as normais, mas com certeza a com mais atitude, fora ela, haviam centenas de milhares de outras estrelas em volta dela, murmurando a todo instante:
E.A:” O que elas estão dizendo? Não consigo entender...”
P.E..B:” Elas estão te agradecendo por salvar elas daquela coisa roxa, e estão curiosas pelo seu brilho”
E.A:” Não tem que me agradecer, eu que criei aquilo, foi minha culpa...”
P.E.B:” Realmente você criou, mas não é sua culpa ela ter ficado daquele jeito, só cabia a ela moldar o próprio jeito de brilhar, e o jeito que ela escolheu era medonho.”
E.A:” Eu não sei o que dizer... sempre foi assim? Vocês sempre conseguiram falar e pensar?”
P.E.B:” Basicamente, sim, mas vocês sempre estava muito ocupada procurando alguma coisa, que nunca percebeu que estávamos te acompanhando esse tempo todo!”
Ela estava comovida, aqueles pequenos corpos celestes, esse tempo todo, ela sempre esteve acompanhada... a eternidade não seria mais tão solitária assim afinal, mas não importava quanto tempo passasse ela não conseguia esquecer sua criação dos pensamentos, realmente não teria um jeito para ela? Ela queria pensar num jeito de mudar o brilho daquilo que ela amava e considerava tanto...
P.E.B:” Eu acho que sei um jeito de te ajudar!” – disse aquela estrela branca que abriu os olhos da azul.
E.A:” Como?”
P.E.B:” Toda estrela tem seu jeito de brilhar, algumas brilham do mesmo jeito que aquela roxa, se pudéssemos colocar elas em um lugar para aprenderem o que significa existir, talvez assim pudéssemos mudar o brilho delas.”
E.A:” Um.... lugar.... É ISSO!” – a alteração de voz espantou a pequeno corpo branco – “Desculpa eu me empolguei um pouco”.
P.E.B:” Fico feliz que a ideia tenha te animado, mas no que pensou exatamente?”
E.A:” Vamos recriar elas em um lugar, com uma forma totalmente diferente de uma estrela---“
P.E.B:” E nesse lugar eles vão passar por situações que vão ajudar elas a brilhar de outra forma, e quando conseguirem, voltaram a ser estrelas?”
E.A; “ Iria dizer outra coisa, mas sua ideia parece melhor”
E assim os dois criaram uma coisa, parecia uma estrela, mas não brilhava, a partir daquilo eles observariam como as estrelas se sairiam e se seria possível ajudar a estrela roxa a se tornar algo melhor.....
O tempo foi passando, o brilho da estrela azul estava quase apagado, mas dessa vez, não era por ela estar triste, e sim por que seu papel estava completo, todas as estrelas se aproximaram da azul, enquanto ela estava no leito de extinguir seu brilho:
E.A:” Pequenino branco, ainda consegue me ouvir... ?”
P.E.B:” Sim, sempre conseguirei senhora”
E.A:” Sou muito grata por tudo que fez por... mim” – o brilho tinha ficado ainda mais fraco
P.E.B:” Poupe esforço senhora, eu apenas fiz o que achei correto”
E.A:” Você sempre foi bem astuto, desde a primeira vez que nos falamos.... hihi” – Fora a primeira vez que ela riu desde que todas as estrelas existiam
P.E.B: ”Eu... eu... eu... eu não sei o que dizer...”
E.A: ”Ei, posso te dar um nome?”
P.E.B: ”O que é um nome?”
E.A:” é um jeito que pensei de chamar alguém importante!”
P.E.B: ”Nome...” – ele suspirou e continuou –“Pode, se isso lhe fizer feliz, pode”
E.A:” Ele é tão fofo hihi, tudo bem então aurelion, eu confio em você o meu sonho e desejo!”
Aurelion: “Espera, seu sonho? Não sei se consigo fazer aquilo”
E.A: “Guie as estrelas reencarnadas, e assim você descobrira um jeito, sei que vai!” – o brilho dela já estava quase acabando – “Me desculpa por deixar todos vocês, sentirei saudades....”
Aurelion: “Senh----!”
Antes que ele pudesse terminar, a grande estrela azul desaparece, na frente de tudo e todos, deixando para trás, a missão e sonho de concertar a estrela roxa para seu fiel ajudante, Aurelion...
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