Reboot
2 Reunião
2005
17 anos.
Segundo ano do ensino médio, escola do sul.
Acordo. Meu notebook estava cheio de mensagens e as duas últimas que eu li foram:
“Estão no aeroporto Haneda – Nijishima”
“Estou levando Mimi Tachikawa ao lugar – Himekawa”
Eu odiava minha aparência, pois estava fora dos padrões de uma japonesa atual. Todos me olhavam com estranheza, mas eu não tinha culpa. Minha pele é clara, mas pega bronzeado muito rápido e minhas coxas são grossas em comparação às outras garotas. Meu cabelo não era liso natural e para piorar eu tinha que usar óculos por causa da minha hipermetropia. Minha mãe é japonesa e meu pai, para piorar ainda mais minha situação (ou não), é brasileiro.
Termino de me arrumar no espelho e vou em direção à sala que tinha uma divisória com a cozinha.
Ligo à televisão e começo a preparar o meu café:
“Ontem criaturas gigantes não identificadas, causaram grandes estragos em Odaiba e no aeroporto Haneda. Apesar disso, milagrosamente não tivemos relatos de feridos. Todos os voos do aeroporto de Haneda foram suspensos e os meios de transporte foram seriamente afetados. Ações precisam ser tomadas o mais rápido possível. Essa mesma criatura já apareceu algumas vezes no passado e toda a vez, ela causou grandes danos.
Ontem, a aparição de diversos monstros de uma só vez causou ainda mais danos e nos lembrou de como representam uma ameaça com seu poder destrutivo. Algumas reações do público:
— Eu tenho muito medo que eles voltem...
— As crianças ficaram morrendo de medo! Tomara que nunca mais voltem!
O governo convocou uma reunião ministerial de emergência. Enquanto isso, a polícia e a força de defesa nacional estão trabalhando juntos para tomar medidas repressivas.
Agora a previsão do tempo...”
— Não acredito que tudo está começando de novo... — Desligo a televisão e suspiro. Vou ao meu quarto pegar a minha mochila colocando meu notebook e livros dentro e saio do meu apartamento de uma vez porque estou quase atrasada para a escola. Fazia um vento fresco do lado de fora. Pego minha bicicleta que estava na garagem do prédio e começo a pedalar ao meu destino. Hoje resolvi fazendo o caminho mais longo e percebo alguns rastros de destruição causados pelo Kuwagamon.
“E pensar que eu poderia ser mais útil sendo uma digiescolhida” – penso
Chego à escola bem a tempo e guardo a minha bicicleta em uma parte separada do estacionamento antes do sinal tocar. Troco os sapatos rapidamente e subo as escadas. Teria aula de matemática no primeiro período hoje... Por mais incrível que pareça... Elas me faziam dormir o tempo todo por causa do professor, que era muito chato.
O tempo passa devagar... E eu tinha muito trabalho para fazer. Estava desatenta às aulas. O professor me chamou atenção duas vezes e depois disso pediu para eu ir à sala dos professores falar com ele no intervalo.
— Chie... Posso conversar com você um minuto?-Disse ele um pouco preocupado — Posso saber o motivo da sua desatenção? Você geralmente não é assim...
— Estou com uns problemas em família, nada muito grave. Peço perdão pela minha falta de atenção. Prometo que não vou ficar assim nas próximas aulas – fiz uma breve reverência e ele me deixou sair após me dar uma advertência por eu estar com unhas muito grandes e então fui para a biblioteca.
Era o melhor espaço de todos em minha opinião. Quieto e quentinho, pois pegava sol a manhã toda. Abri meu notebook e comecei a ver distorções vindas do mar quântico. O código dos digivices já não eram tão fortes para enfrentar os digimons que estão vindo do digimundo. Os digimons estavam mais fortes e a contenção mais fraca.
“Eu tenho que fazer algo sobre isso... os digimons não estão agindo da forma que deveriam agir” – penso – “ Estão infectados com alguma coisa...parecendo que algo no código o modifica para... Um vírus que modifica o código binário?É muito difícil de acontecer.... mas não impossível” – começo a digitar informações sobre todos os dados coletados até agora.
Percebo uma das minhas colegas de classe chamada Imai, se aproximando — Que garota estranha – diz ela e passa por mim derrubando meus livros de propósito ao chão. Fecho o notebook e guardo-o na mochila, para que elas não vejam o que eu estava fazendo. Aquela atitude era rotineira delas, sempre que eu estava fazendo algo sozinha ela e as suas duas parceiras vinham para me perturbar.
— O que vocês querem agora? – digo irritada.
— Eh? Está levantando a voz com a gente? – Pega a minha mochila onde estava o notebook – O que você tem aqui, fracassada? – ela fala com um sorriso perverso no rosto
Tiro os óculos de leitura e fico preparada para qualquer gracinha. Havia feito artes marciais por dois anos por causa dessas idiotas, e elas não iriam estragar o trabalho da minha vida na minha frente.
— O que vocês estão fazendo perturbando os estudos dos outros na biblioteca? – arregalo os olhos, quando vejo quem falou isso. Meu pai estava escorado na porta da biblioteca, com os braços cruzados. Imai larga a mochila e sai correndo com as outras duas.
— Pai? O que o senhor está fazendo aqui? – digo suspirando em alívio. Eu não queria lutar com ninguém e levar uma suspensão por isso.
— Ehh.. você ainda não comprou um pendrive certo? – ele disse sorrindo – Você está se preocupando demais. Suas notas estão boas e nós temos que resolver outro assunto por enquanto. Pegue suas coisas, vamos ao laboratório. – Ele falou enquanto se virava para sair da biblioteca. – Eu já falei com seus professores, não se preocupe, eles vão recuperar as provas outro dia – escuto a voz dele no corredor e arrumo as coisas rapidamente.
Enquanto desço as escadarias, paro e olho para o céu não vendo nenhuma anomalia... Por enquanto.
“Vamos ser sempre amigos... não vamos? Eu te amo Chie.” Balanço a cabeça de um lado para o outro enquanto atravesso o pátio em direção ao estacionamento. “Eu sempre vou estar com você... não importa o que acontecer.”
“Por que esses pensamentos agora?” falo a mim mesma irritada arrumando os óculos de leitura na gola do meu uniforme. Pego um chiclete de morango dentro da minha mochila junto com os meus óculos de sol. Mascar fazia eu me acalmar os nervos.
— Não é hora para se lembrar disso Chie... Ele provavelmente já está muito feliz com a sua nova dona. – falo inconscientemente enquanto corro para evitar que o meu pai arranje uma confusão.
Nem percebi que meu pai entrou no carro e começou a fazer um estardalhaço, buzinando para outro carro sair da sua frente no estacionamento.
Corro até ele e o puxo para longe do motorista pedindo desculpas para o mesmo quando ele saiu de dentro do carro e estava pronto para esmurrar o homem. Aquele temperamento explosivo para certas coisas me irritava um pouco.
Ele entra bufando dentro do carro, colocando a chave na ignição e dá a partida. Eu coloco os óculos de sol, pegando mais um chiclete. O Mitsubishi dava umas engasgadas de vez em quando e o meu pai reclamava consigo mesmo por não saber arrumar algo que ele considerava ‘’simples’’. Apenas fico olhando as pessoas na rua pela janela do carro, mascando o chiclete cheia de preocupações na cabeça, quando o meu pai me faz uma pergunta constrangedora e sem noção.
— Chie... Faz tempo que não temos essa conversa de pai para filha – o sinal fecha e ele olha na minha direção – você está um pouco desatenta porque... tem algum na-mo-ra-do? – ele sorri e eu sou um tapão no seu braço
— Não diga uma coisa ridícula como essas – falo tirando os óculos de sol e colocando na cabeça. Estouro uma bolha de chiclete.
O sinal abre e ele continua.
— Faz tempo que você não vê o Koushiro – ele sorri e eu dou outro tapão no seu braço ficando vermelha, quase me engasgando com o chiclete estava comendo – meh... você ainda gosta dele.
— Isso não te interessa – coloco os óculos de sol novamente – por que você não me pergunta algo mais interessante?
— Como as distorções provocadas por um erro no código binário? – ele fala indo direto ao assunto que eu queria
— Exatamente – estouro outra bolha e faço sinal de positivo – Você sabia disso há quanto tempo?
— Desde que começaram as infecções no mundo digital, faz três semanas. As distorções são uma consequência disso e esse erro está vindo de um código que eu não consigo saber a origem. – Arregalo os olhos quando o pai para o carro. ‘’Não sabe de onde está vindo?’’ penso.
Depois de vinte minutos nós chegamos à empresa de meu pai. Era um prédio executivo de vinte andares contando com áreas restritas no subsolo ao qual somente ele tinha acesso.
—Bom dia Sr.Hirano – a secretária falava formalmente se dirigindo ao meu pai e entregando algumas papeladas. Ela vem em minha direção e me dá uma sacola com alguns doces. Eu adorava a Hina por causa disso, ela sempre sabia me deixar contente quando eu mais precisava.
Eu e meu pai nos despedimos brevemente de Hina e nos dirigimos ao elevador.
— O código....– ele diz apertando o número no elevador. Ele para de falar quando outras pessoas da empresa pedem para segurar o elevador, e ficamos calados por um tempo nos encarando. Eu não parava de bater os dedos na perna, nervosa.
Esperamos todos saírem em seus respectivos andares e o meu pai coloca o código para o subsolo. Alguns minutos após, chegamos ao subsolo.
“Subsolo 3 Área restrita “ –o elevador fala e nós saímos apressadamente dele em direção a um dos laboratórios.
— O código muda o sistema binário permitindo que outras variáveis se misturem com o ‘’DNA” dos digimons – Ele arruma os óculos e tira o cabelo ruivo do rosto – Eu não consigo descobrir a origem, parece que tem um firewall muito forte impedindo que eu adentre os arquivos.
— O sistema é nosso! Como você não sabe de onde está vindo? – grito finalmente depois de estarmos dentro do laboratório. Ele senta-se calmamente na velha mesa cor de mel e coloca os pés em cima da mesma.
— É um código muito complexo – ele continua falando – Nós vamos ter que dar um jeito no servidor, ou se as coisas continuarem desse jeito teremos que fazer o mais rápido: matar todos os digimons e excluir o digimundo.
— Como você pode ser tão insensível!? Como?! Eles tem vida! Vida e sentimentos! Eles são a conexão digital que uniu aquelas pessoas! Que uniu a gente! A mamãe nunca...
— Não envolva sua mãe no meio Hirano – ele bate com a mão na mesa e levanta-se irritado. Se acalmando novamente ele diz – Você vai ter que ir até o digimundo novamente. Sua parceira não está mais aqui, então tome muito cuidado.
Lágrimas começam a querer se formar nos meus olhos. Como ele podia ser tão frio?
—Eu não preciso voltar... Ainda. — digo secando o rosto antes das lagrimas se formarem — A nossa melhor opção... Seria uma reinicialização — meu pai me olha espantado – como fizemos com GAIA.
— GAIA foi uma exceção. Você tem certeza disso? – ele cruza os dedos das mãos e olha para a tela do computador. – O digimundo pode não voltar da mesma forma....
— Outra entidade está se nomeando deus do digimundo, e eu não sei se é maligna como era GAIA – digo abrindo meu notebook. Ele demorava exatamente um minuto para inicializar por causa da quantidade de dados contida nele.
Depois de aberto eu mostro todas as informações que andara coletando nos últimos seis anos, de vez em quando passo uma das mangas do meu uniforme nos olhos para evitar as lágrimas. Quando se tratava do digimundo, eu era muito emotiva.
— O código se modificou muito sozinho, GAIA foi um fator externo que nós conseguimos conter com a reinicialização... Mas só conseguimos conter por certo tempo exato? Aquela época nós precisávamos de mais poder de contenção, por isso os digivices e brasões – digo abrindo os códigos que eu possuía. – O código em si se uniu com a personalidade daquelas pessoas através de cada Digimon fazendo com que os digimons evoluíssem, dependendo do vírus, para contê-lo. Não posso afirmar, mas o sentimento transmitido por nós humanos influencia muito a evolução dos digimons.
Meu pai assentia com a cabeça escutando tudo o que eu falava com atenção.
— Eu tenho uma hipótese... Mas não vou contá-la ainda para você porque eu preciso de dados – ele fala se dirigindo para o seu computador. E estala os dedos começando as pesquisas – Você tem que informá-los pela alcunha de Gennai. Todos os digiescolhidos estão separados, temos que uni-los novamente, mas acho que aquela empresa já está se dando o trabalho de fazer isso.
Eu assinto com a cabeça e fico um tempo calada enquanto ele mexia no computador. Finalmente depois de um tempo tomo coragem para falar o que estava preso na minha garganta – Pai, eu não quero mais participar nas escuras – Ele para o que estava fazendo e olha em minha direção – Eu... Quero lutar – levanto-me decidida – eu vou fazer o que você mandar, mas, por favor... Eu quero um digivice, novamente. Não sei quando vou encontrar um parceiro, mas espero encontrá-lo logo. Por favor...
Ele dá um sorriso de canto e volta a fazer o que estava fazendo – Ele lhe observa o tempo todo – Ele faz um sinal para eu me retirar e eu fico confusa.
[...]
Yagami Taichi
17 anos
Segundo ano da escola do norte.
— O professor Nishijima não veio hoje –
Takenouchi Sora
17 anos
Segundo ano da escola do norte.
— Temos tanta coisa para perguntar...-
— Com licença – duas garotas falam após saírem de uma sala
Koushirou Izumi
16 anos
Primeiro ano da escola do norte.
— Mimi? O que você está fazendo aqui?
Tachikawa Mimi
16 anos
Primeiro ano da escola do norte.
— Hã? Eu não disse? A partir de hoje estou no primeiro ano. Mesma turma que você Koushirou!
*Atchim*
— Sua amiga? – Sora pergunta
— Ehh, não, ela acabou de entrar nessa escola também. Está no segundo ano então provavelmente vai ficar na mesma turma que você Sora! – Mimi fala
— É mesmo? – Sora faz uma cara de surpresa
* Sinal para voltar para as salas*
— Pode me levar até a sala Koushirou? – Mimi fala fazendo um sinal de vitória com a mão.
— Ah, sim claro! – Koushirou responde guiando mimi
— Até mais Mimi! – Sora fala enquanto os dois saem. – Falando nisso, eu soube que o jogo e o show de vocês foram adiados...
Yamato Ishida
17 anos
Segundo ano da escola do norte.
— Até que as coisas se acalmem...
— Talvez... – Tai fala e os três seguem para a sala.
Chegando lá eles começam a arrumar as suas coisas em suas respectivas classes, quando a professora pede silêncio e uma garota de óculos e cabelos negros entra na sala.
— M-meu nome é Mochizuki Meiko... Eu vim de Tottori... Prazer em conhecê-los! – ela fala timidamente e Sora fica surpresa como Mimi tinha razão.
— Então vamos começar a aula – o professor fala e os estudos começam.
[...]
— O que são mesmo essas criaturas não identificadas? – um garoto com o celular aberto fala
— Sei lá. Dois monstros apareceram e começaram a lutar – o seu amigo responde
Tai que estava passando pelo lugar começa a prestar atenção na conversa de ambos.
— É realmente irritante – o garoto continua
— Queria que eles estivessem mortos – o seu amigo responde
Matt vai correndo em direção aos dois, mas Tai o para.
— Para com isso – Tai fala – Foi mal pessoal, não foi nada.
— Mas Taichi – Matt fica zangado
Eles esperam os garotos saírem de perto para continuarem falando.
— Não há motivos para ficarmos irritados – Tai olha para Matt
— O que você disse? – Matt pega a gola de Tai
— O que está acontecendo? – Sora fala da janela
Matt solta a gola de Tai.
— Nada... Não é nada.- Matt fala
— Viram o noticiário? – Sora continua – Claro que sim.
Os dois viram a cabeça para o lado oposto.
Sora suspira – Vamos nos reunir depois da aula.
[...]
— Ah ele está ali.. Oi Joe! – Sora fala abanando para um garoto alto de cabelos azulados
Kido Joe
18 anos
Fazendo cursinho pré-vestibular
— Desculpem a demora — ele fala
— Há quanto tempo! – Mimi sai correndo e abraça Joe. – Trouxe um presente! – ela entrega um pacote de balas para o garoto – Estou tão feliz em te ver! – O abraça novamente
— Você não mudou nada Mimi – Joe fala um pouco corado
— Desculpe por afastá-lo dos estudos – Sora se dirige aos dois
— Não, tudo bem – Joe fala – Eu tenho uma coisa para dizer.
As duas olham espantadas para o garoto.
— Primeiro vamos deixar tudo bem organizado – Izzy começa a falar mexendo no seu laptop com todos se aproximando do mesmo – Listei seis eventos recentes e estranhos. Primeiro, o portal do Digimundo ficou fechado por pelo menos um ano.
Takeru Takaishi
14 anos
Oitavo ano do ensino fundamental
— Por algum motivo meu digivice não estava funcionando direito ...
— Esse é o segundo evento – Izzy continua – O terceiro, perturbações nas rádios regionais, principalmente nos arredores de Odaiba. Logo depois tivemos um blackout misterioso. O quarto foi perturbações eletromagnéticas que derrubaram todas as redes, exceto das com fio. Houve problemas de recepção para celulares, rádios e emissoras de Tv. Quinto, por motivos desconhecidos o espaço foi distorcido e surgiu uma nova conexão, sem um portal, para o Digimundo, foi assim que os digimons chegaram em nosso mundo.
Yagami Hikari
14 anos
Oitavo ano do ensino fundamental
— Como o kuwagamon de ontem-
— O sexto evento –Izzy ignorou Hikari – Os digimons que surgiram por essas distorções no espaço são completamente novos para nós. Eles passaram por algum tipo desconhecido de mutação. Suspeito que todos os eventos foram causados por distorções na curvatura do espaço. Inicialmente, eu não sabia por que os dois primeiros tinham acontecido, mas agora tenho certeza de que é pelo mesmo motivo. Está claro que as perturbações nas ondas de rádio foram por causa das distorções no espaço. Possivelmente quando o Digimundo se conectou com o nosso mundo...
— Irmão, você conversou com o professor? – Hikari pergunta
— Não, ele faltou hoje – Tai responde
— Vocês viram o noticiário? – Mimi fala
— Que maldade... – Hikari fala
— Coitado do Patamon e dos outros – T.K fala
— Vou falar para o meu pai fazer uma nota de repúdio contra a mídia – Matt fala
— Eles estão chamando a atenção usando uma estratégia de medo – Joe fala
— Mas alguns dos relatos são verdadeiros – Tai fala – O aeroporto e Odaiba foram mesmo destruídos pelo Kuwagamon. Eu vi então não posso...
Izzy continuava fazendo explicações enquanto os outros não estavam prestando atenção no que o mesmo falava.
— Poderia ter sido pior se o Agumon não tivesse intervindo! – Mimi fala
— Ela está certa! É errado culpar nossos amigos digimons – Matt fala – Não vou aceitar isso
— Humpf – Tai faz um barulho de desgosto
— Taichi, o que você queria dizer? – Matt fala irritado – Não precisa hesitar! Como Koshiro disse, uma coisa terrível começou a acontecer! Existe algo que só nós podemos fazer.
Todos ficam observando os dois calados enquanto Izzy continuava a fazer explicações sozinho.
— Mas – Tai fala
— Mas o quê? – Matt começa a ficar mais irritado – Você se esqueceu Taichi? Tudo que passamos pelo Digimundo e as batalhas que tivemos para salvar o mundo...
— Eu nunca vou me esquecer disso! – Tai levanta um pouco a voz
— Então por quê? – Matt fala – Fale Taichi!
— Calma Yamato – Sora levanta-se
— Taichi, se for para você agir assim... Eu já cansei disso – Matt dá as costas para todos – Não tem por que termos essa reunião. – Ele sai pisando firme com os punhos cerrados.
— Ei Yamato! – Tai fala tentando fazer o amigo ficar – Sabe... É melhor eu também ir embora.
Ele se vira na direção oposta de Matt e sai do local pisando firme também.
— Taichi – Sora fala
— Tudo bem, eu falo com meu irmão depois – T.K se pronuncia
—Sim, eu também – Hikari fala
— Então, vamos para casa também? – Sora fala
— Estou com fome! – Mimi fala – Que tal sairmos para comer alguma coisa?
— Eu tenho que estudar – Joe fala
— De vez em quando um descanso faz bem! – Mimi fala triste
— Não para mim, não tenho nem tempo para minha namorada – Joe fala
— NAMORADA? – Até Izzy para de fazer o que estava fazendo para prestar atenção em Joe
— Você tem uma namorada Joe? – Izzy fala boquiaberto
— Caramba eu não acredito! – Mimi fala pulando de alegria
— Ela é humana? – T.K fala
— Que maldade Takeru – Hikari fala
— Vocês não acreditam em mim? – Joe arruma os óculos – Eu sou o mais velho aqui! Eu tenho o direito de ser feliz!
— Vamos todos acreditar nele – Mimi fala sarcástica
— Todos acreditamos – todos falam juntos
— Vocês não acreditam em nada! – Joe fala irritado
[...]
— Hackmon... cuide dela – o homem falava olhando para o digivice- Eu estou muito velho para o digimundo.
— Pode deixar mestre- Hackmon coloca o capuz e some na escuridão.
Fale com o autor