Rebirth

5 A Recém-Criada


Notas iniciais
Olá queridos leitores, como vão? Aí está o quinto capítulo... Espero que gostem ;)

Impulsionei meu ombro violentamente com a minha força anormal, contra a porta da cabana, que chegou a quebrá-la. Já dentro do recinto, depositei o corpo gélido na cama de Diane. O corte em sua barriga, estava cicatrizando-se porém lentamente. Ajoelhei-me ao seu lado, elevei minha mão destra até os seus cabelos dourados, afaguei-os para trás.

— Ela vai ficar bem... – disse Diane, ao finalmente nos alcançar.

— Como tem certeza disso? – perguntei com a voz triste.

— O seu sangue é curativo, Ab. Está curando o ferimento dela...

— Do que vai adiantar, Di? Ela morreu nos meus braços! – gritei frustrado.

Sinto uma aproximação, Diane se colocou ao meu lado, ajoelhando-se também. Ela colocou sua mão gentilmente em meu ombro, e apertou de leve. Ainda sentia o gosto e o escorrer do sangue dos agressores da jovem moça, pelos meus lábios.

De repente, a moça que estava deitada, respirou alto, como se estivesse recuperando o fôlego. Seus olhos perambulavam pela cabana, assustados. Diane olhou diretamente para mim e depois para a moça. Eu estava atordoado, pois eu havia visto ela morrer em meus braços, e agora ela voltara a vida? Como isto era possível?

— O-onde eu estou? – disse a moça de cabelos dourados.

— Shhh, tudo vai ficar bem. Eu sou Abraham. – tranquilizei-a, ao tocar gentilmente na sua mão, que logo foi recolhida às pressas.

Seus olhos estavam arregalados, e estavam posicionados no sangue, porém quase seco, em meus lábios. Constrangido, passei as costas da mão nos lábios, limpando-os para retirar os vestígios.

— Você.... – falou ela com um assombro na voz. – Saia de perto de mim, seu sanguessuga!

— Acalme-se. – ordenou Diane.

— E por que eu estou sentido uma sede tão grande? – perguntou a moça.

Ao ouvir aquilo, eu gelei. Ela... Ela estava em transição. Eu a transformei em uma vampira. Meu sangue estava em seu sistema quando ela morreu. A bruxa levantou-se do chão, e saiu para fora da cabana.

— V-você está em transição... – respondi com a voz fraca.

— Transição?

— Sim. Você será uma vampira. – falei.

— O-oque? – perguntou a garota com a voz assustada.

Tinha uma coisa que eu havia feito duas semanas atrás, eu hipnotizei o vendedor para não gritar e não se mover. Não custava tentar fazer com a recém-criada. Segurei gentilmente seu queixo, deixando-a de frente para mim. Fitei intensamente seus olhos azuis, que logo retribuíram.

— Você irá se acalmar, e saíra para caçar comigo. Sendo assim, você será uma vampira completa, certo?

Minhas pupilas dilatavam-se e voltavam ao normal, na medida que ela era compelida. A mesma estava com os olhos vidrados nos meus, e concordou comigo. O que significava, que eu podia hipnotizar vampiros, além de humanos. Afastei-me dela. Logo, ela deslizou para fora da cama, e se colocou ao meu lado. Posicionei-me em sua frente, ela era quase da mesma altura que eu, porém batia em meu nariz.

Envolvi meus dedos frios nos dela, segurando sua mão de leve. Movimentei-me para trás utilizando minha velocidade vampírica. Juntos passamos apenas como borrões, indo para fora da cabana. Sinto a sua mão se soltar da minha, desacelerei o passo, percebi que ela se encontrava jogada no chão.

— Tsc... – estralei minha língua em desaprovação.

— Concentre-se, criança. – falei balançando a cabeça.

— Eu tenho nome, sabia? – falou ela irritada.

— E como se chama? Mi lady.

— Audrey. – respondeu-me ela, e seus lábios curvaram-se com um sorriso.

— Bonito nome, Audrey... – retribuí o sorriso.

— Fique aqui, trarei um lanchinho... – disse eu maliciosamente.

Com uma gingada para o lado, em apenas um borrão eu sumi, rumei até o vilarejo. Apanhei a primeira pessoa que eu vi, segurei-a fortemente com as minhas mãos. Retornei para onde eu havia deixado Audrey, e percebi que a pessoa que eu trouxera, era um rapaz de cabelos castanhos escuros. A recém-criada fitou-o com pena nos olhos.

Revirei os olhos ao ver a expressão da mesma. Minhas escleras escureceram, tornando-se rubras, um par de veias saltavam abaixo dos globos oculares, e iam até as bochechas. Entreabri meus lábios, revelando presas longas e afiadas. Com um movimento rápido e sobrenatural, cravei-as na veia que passava pelo pescoço do mesmo, liberando o glorioso líquido avermelhado.

Retirei minhas presas do pescoço dele, revelando dois furos profundos. O sangue escorria pelos meus lábios. Logo, a expressão da jovem mudou por completo. Suas escleras escureceram tornando-se iguais as minhas, juntamente das veias. Como um predador atrás da sua presa, a mesma atacou-o violentamente, e cravou suas presas eu seu pescoço.

Soltei o rapaz, deixando-o em seus braços. Audrey segurou-o com força, e começou a drenar todo o seu sangue. Assim como eu fiz quando me transformei, deixaria ela beber por completo o glorioso líquido benéfico para nós, vampiros.

Após saciar por completo a sua sede, ela largou-o no chão violentamente. Um olhar de culpa eu via em seus olhos. Debati o solado das minhas botas contra as folhas secas que cobriam o chão da floresta. Envolvi meus braços, dando um abraço, eu a entendia. Aconteceu a mesma coisa comigo. Com uma de minhas mãos, acariciei seus cabelos, confortando-a.

— Não se sinta mal, você aprenderá a controlar a sua sede, assim como eu estou... – falei confortando-a.

— GRRRARGH! – grunhiu Audrey.

Por estar empolgado com a minha cria, eu havia me esquecido por completo do anel, segurei-a nos braços, e movimentei-me em apenas um borrão negro de volta para a cabana, ao sentir a sombra tocar-me, sinto que estávamos seguros dos raios solares.

— Ab! – exclamou Diane ao nos ver voltar para a cabana.

Di se aproximou da nova vampira, e colocou em seu dedo médio um anel prateado, com a pedra azulada, igual ao meu, porém, seu estilo, era mais delicado. Audrey elevou sua mão, e fitava admirada o anel em seu dedo. Eu cerrei meus olhos e agradeci Diane com a cabeça, e disse um “agradeço” movendo meus lábios, ela sorriu em resposta.

— Certo, Audrey... – comecei. – Eu, serei seu tutor. Eu irei te ensinar com esta sua nova vida... A não ser que não queira.

— Eu aceito, mi Lord. – respondeu ela ainda fitando a joia.

— Acompanhe-me por favor... – rumei para fora da cabana, com a vampira ao meu encalço.

— Está vendo este campo? – falei indo em direção da plantação de verbena.

Envolvi meus dedos em uma das ervas, arrancando-a. A dor da queimadura, me consumiu, mas eu não liguei. Aproximei-me da mesma, encostei a erva arroxeada no seu rosto, delicadamente. Sua reação foi a mesma. As bolhas apareceram depressa, juntamente do grito de dor dela. Retirei rapidamente, e joguei a verbena no chão, logo minha mão cicatrizou-se, livrando-me da dor.

— O que diabos é isto? – indagou ela recuperando-se da queimadura.

— Isto minha querida, é Verbena. Uma erva letal para nós vampiros, recomendo que mantenha distância dela. Eu estou descobrindo um jeito de ser resistente a ela, quando eu souber... Te ensinarei. – respondi acariciando o rosto dela com meus dedos.

Ela tinha muito o que aprender comigo, e eu como um bom criador que seria, iria ensiná-la a ser como eu. Audrey sorriu para mim e desapareceu em um borrão negro. Soltei uma gargalhada de leve, e a segui utilizando minha velocidade anormal.

Notas finais
Este capítulo foi um pouco curto, desculpem qualquer coisa... Prometo postar os próximos mais longos.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.