Rebeldia, Jogos e Zumbis.

1 Uma História de Amor Inusitada


Notas iniciais
Eu podia estar atualizando as minhas outras fics mas não, eu estou aqui escrevendo isso! Por isso aproveitem, boa leitura!

Deitado no chão, meu corpo fraco fazia o seu melhor para continuar sobrevivendo. Minha visão estava muito turva, meus sentidos estavam desorientados ao ponto de eu sequer conseguir sentir minha respiração, meu corpo estava desnutrido, meu estomago implorava por comida mas pelo menos a ferida em minha mão havia parado de sangrar.

Há quanto tempo eu estava deitado ali? Horas? Dias? Semanas? A noção de tempo já havia abandonado minha mente. Rodeado por quatro paredes, algumas caixas de papelão e uma porta, eu esperava um milagre. Quem imaginaria que o lugar que me salvou seria onde eu morreria. Como eu vim parar aqui mesmo?

Minha memória mais longínqua relacionada a este acontecimento foi acordar cedo decidido a comprar um novo jogo. Sim, foi aí que tudo começou. Eu tomei um banho, me arrumei e foi para o ponto de ónibus. Por sorte consegui arrumar um lugar para se sentar mesmo estando lotado. Desci algumas quadras longe do shopping e fui andando até lá. Tudo bem normal.

Entrei no shopping e subi as escadas rolantes até o segundo andar. Andei mais um pouco até achar a loja de jogos que procurava e entrei nela com um sorriso. Tive certeza de aproveitar cada segundo da minha aventura lá dentro, conferindo todos os produtos possíveis. Mas eu tinha um objetivo em mente e por isso deveria guardar meu dinheiro. Procurei pela loja até finalmente deslumbrar aquilo: a última cópia daquele jogo.

Um sorriso brotou em meu rosto enquanto eu agradecia à minha sorte. Eu andei lentamente até a última cópia exposta da mesma forma que um homem caminha em direção ao seu destino. Eu sempre fui uma pessoa extrovertida durante a minha vida inteira, por isso minha experiência com o sexo oposto é quase nula. Mas mesmo assim, eu sabia que o que eu estava sentindo era amor.

A forma como eu olhava para aquela cópia e, mais incrível ainda, a forma como ela retribuía esse olhar era sem sombra de dúvidas uma demonstração de amor. Eu estiquei meu braço para pegá-la, para oferece-la segurança em meus braços e para nossa vida em conjunto começar. Mas o destino foi cruel. Alguém foi maldoso o suficiente para impedir nossa felicidade.

Quando meus dedos estavam a centímetros, não, nanometros de toca-la, a madrasta má foi introduzida na história. Uma adolescente de aproximadamente minha idade, e inclusive bem bonita, roubou a cópia diante de meus olhos. Mas o amor de um homem não pode ser parado assim. Eu tentei agir como um cavaleiro:

—Ah, desculpa, minha jovem senhorita. -Disse eu cutucando-a. -Parece que você acaba de pegar a última cópia desse jogo que eu realmente estava empenhado em comprar.

Ela virou-se para mim com seu olhar de adolescente rebelde:

—Sim? -Respondeu ela. -E porque você está falando como se fosse um velho?

Mas que adolescente petulante, desagradável e insolente. Isso requer medidas drásticas:

—Ok, eu tentei ser legal. -Falei eu num tom mais agressivo se aproximando. -O bagulho é o seguinte, eu acordei cedo, peguei ónibus, gastei dinheiro e perdi tempo. Tudo, apenas para conseguir essa cópia. Então, como vai ser?

Ela lentamente tirou um chiclete de seu bolso, colocou-o em sua boca e começou a masca-lo numa postura provocativa:

—Não vai acontecer, tio.

Eu respirei fundo me controlando para não enforca-la:

—Vamos por partes: Nós temos a mesma idade, não me chame de tio!!! -Respondi eu. -E você não seria capaz de aproveitar totalmente esse jogo!!

Ela virou as costas e começou a se dirigir para o caixa:

—Espere!!! Eu pago por ele!!! O dobro do preço que você pagaria por ele!! -Gritei eu desesperado me ajoelhando.

Ela andou lentamente na minha direção com um olhar presunçoso. Era humilhante estar naquela posição, mas um homem tem que fazer certos sacrifícios pelo amor. Ela olhou para baixo com desprezo e respondeu:

—Nah, estou de boa.

Sem dizer mais nada, ela simplesmente caminhou até a caixa carregando a única coisa que eu desejei minha vida inteira. Lágrimas escorriam em meu rosto enquanto eu maldiçoava o seu nome:

—Lembre-se disso!!!! Você...merda...eu não sei o nome dela...Você vai pagar por isso!!!!

O choque era grande demais para o meu coração frágil e eu simplesmente deitei no chão abdicando de minha vida. Eu sabia que dias negros se aproximavam na ausência de um motivo para viver:

—Temos um garoto...deitado no chão...e chorando...o que eu deveria fazer? -Falou um dos seguranças em seu pequeno rádio. -Ok...

Ele se aproximou de mim:

—Desculpa, mas podia se levantar, você está atrapalhando o fluxo dos clientes.

Eu olhei ele nos olhos e pude perceber que aquele homem havia sofrido tanto quanto eu. Eu limpei as lágrimas em meus olhos e sorri. Eu sabia que ele estava tentando me consolar:

—Não se preocupe, obrigado pela sua ajuda. -Respondi eu. -Mas eu irei seguir em frente independente do quão difícil seja. Mas ela sempre terá um lugar especial em meu coração.

Eu me levantei e me dirigi para a saída:

—Adeus, Robson. Suas palavras foram aquilo que me mostraram o caminho certo.

Ele continuou parado com um olhar confuso em seu rosto:

—Eu só queria que você saísse do chão...e o meu nome é Diego.

Eu saí da loja e decidi ir comer alguma coisa para não perder a viagem. Enquanto sentia o sabor vazio da minha comida cujo o sal provinha de minhas lágrimas, eu vi uma multidão inusitada de pessoas. Alguns seguranças se aproximaram e tentaram conter aquelas pessoas. Na minha mente, aquilo não passava de uma manifestação ou algo do gênero. Mas tudo mudou quando alguém atacou brutalmente um dos seguranças.

Aquele homem ensandecido mordeu o pescoço do segurança com força o suficiente para fazer sangue jorrar. Os outros seguranças emitiram vários avisos mas foram ignorados. Sem outras opções, eles dispararam contra o atacante. O homem continuou mordendo fortemente o segurança mesmo sendo perfurado por vários tiros. O seu corpo só colapsou quando sua cabeça foi destruída. Na minha mente tudo estava claro:

—Aquilo...é um zumbi....

Eu enfiei o resto do meu sanduíche garganta abaixo e comecei a procurar a saída mais próxima. Eu não podia morrer aqui, toda a minha experiência em jogos de zumbi finalmente serviria de alguma coisa. Eu peguei o elevador e desci até a parte menos movimentada do térreo:

—Ainda bem que eu percebi cedo, se eu tivesse demorado mais alguns minutos aquilo teria virado um caos e eu não teria conseguido fugir.

Enquanto eu passava a porta da saída lentamente, eu me virei para trás pensando na história que teria para contar para os meus amigos na internet. Foi quando eu vi a pessoa que tinha destruído meus sonhos correndo com o amor da minha vida em seus braços. Aquela mulher retardada ainda não havia percebido que uma epidemia zumbi estava prestes a acontecer naquele lugar.

Eu pensei um pouco e cheguei numa conclusão:

—Se eu salvar ela, ela deve ficar grata e me dar a cópia...Ou melhor ainda, eu posso roubar a cópia no meio da confusão.

Com um plano em mente, eu me aproximei dela:

—Você não está a par da confusão que está rolando aqui dentro?

—Não. -Respondeu ela friamente, como sempre.

—Se eu fosse você, eu daria o fora enquanto as coisas não ficaram ruins.

—Nah, eu quero comprar algumas coisas no terceiro piso, tio.

Aquela menina era retardada, não havia sequer outra hipótese. O terceiro piso era literalmente o pior lugar para ir, se ela fosse atacada lá em cima, não havia lugar para fugir. E ELA CONTINUAVA ME CHAMANDO DE TIO. Não podia perder a calma, se ela morresse lá em cima com a cópia, seria praticamente impossível para mim recuperá-la:

—Porque não deixa a cópia comigo enquanto vai lá em cima? -Propus eu. -Quando você voltar, eu te devolvo.

—Sim, me parece uma ótima ideia, porque eu não aproveito e como algum doce suspeito que você possa me oferecer?

Ela acabou de me chamar de sequestrador e eu não posso sequer dar um soco nela. De qualquer forma, eu não me importo de sacrificar a minha dignidade por aquela cópia:

—Ok...eu te acompanho...

—Nah, obrigado mas eu vou sozinha mesmo.

—Não tenho certeza se você entendeu...mas eu estou fazendo isso para te proteger!

—Proteger do que, tio?

—Não me chame de tio!!!!

Ela me olhou novamente com um olhar de desprezo e foi se dirigindo às escadas rolantes:

—Não fuja assim, eu ainda estou falando!

Enquanto subia as escadas rolantes com pressa, ele acabou por bater num homem parado no caminho:

—Ah, desculpa. -Disse ela.

O homem demorou alguns segundos para virar-se. Expondo roupas manchadas de sangue junto do olhar de um defunto, ele abriu sua boca e emitiu um som bizarro. Eu reagi instantaneamente. Eu pulei para as escadas rolantes e puxei ela pelo seu braço a tirando de perto daquele zumbi. Mas aquela coisa era persistente, ele foi descendo as escadas rolantes tentando nos atacar.

Eu enrolei minha camisa no meu braço e dei um soco forte o suficiente para derrubá-lo das escadas rolantes. Ele chocou-se violentamente contra o chão e se espalhou numa poça de sangue. Aquilo foi a coisa mais legal que eu já tinha feito na minha vida. Nós dois respiramos fundo assustados enquanto a escada rolante nos levava ao primeiro andar:

—É disso que eu estou tentando te proteger.

Ela sorriu envergonhada:

—Ah...obrigado...você realmente me salvou ali...

Era isso que eu precisava:

—Já que eu te salvei, você vai me dar a cópia como agradecimento, certo?

Ela rapidamente adotou sua postura arrogante e fria:

—Não.

—Mas eu te salvei!!!

Eu peguei a cópia das mãos dela enquanto sorria falsamente:

—Eu mereço isso.

Ela segurou a cópia com mais força:

—Não, você não merece!

Eu tentei puxar a cópia mais uma vez:

—Eu mereço sim!

Ela simplesmente soltou a cópia:

—Então pega.

Eu me desequilibrei para trás e comecei a cair nas escadas rolantes. Eu sabia que a queda possivelmente me mataria ou me deixaria imobilizado pelo resto da minha vida, mas pelo menos eu tinha a minha cópia. Minhas costas chocaram contra um degrau, minha cabeça contra outro e eu rolei. Meu braço ficou numa posição esquisita enquanto batia em outro degrau.

Depois de muito rolar e perceber que ainda estava vivo, eu conferi a minha mão procurando a cópia. Apenas pude ver cacos de vidro da capa da cópia perfurando meus dedos e uma sensação de vazio, eu havia soltado a cópia durante a minha queda. Eu olhei para o topo das escadas rolantes e vi ela pegando a cópia e fugindo:

—Aquela...

Eu tentei me levantar apenas para escorregar em algo pegajoso. Sangue. Eu olhei os meus arredores e percebi que era muito sangue para ser meu. Quando prestei mais atenção, vi o zumbi que eu tinha derrubado a apenas alguns centímetros de mim. Eu me levantei rapidamente gritando e subi as escadas rolantes:

—Aquele maldito foi se arrastando na minha direção...

Meu corpo inteiro doía e eu estava encharcado de sangue meu e do zumbi. Por sorte eu não tinha quebrado nenhum osso importante. Eu comecei a vagar pelo shopping enquanto era perseguido por alguns zumbis. Até que eu encontrei essa sala que por sorte estava aberta. Eu me fechei aqui dentro sabendo que os zumbis não são inteligentes o suficiente para abrir portas e decidi esperar.

O problema foi que meu corpo começou a se deteriorar muito rápido devido aos ferimentos da escada rolante. Quando eu me dei por mim, eu estava praticamente imóvel deitado num canto daquela sala. Muito tempo se passou e eu perdi as esperanças de que veria um rosto humano antes de morrer. Mas a porta milagrosamente se abriu. Um zumbi inteligente o suficiente para fazer aquilo? Ou...

Ninguém menos que o meu inimigo mortal entrou naquela sala:

—Têm alguém aqui? -Perguntou ela.

Eu odiava ela mas mesmo assim ver um humano depois de tanto tempo encheu o meu coração de alegria. E fome. Por algum motivo, minha fome estava agora maior do que nunca. Eu me levantei com as minhas últimas forças e tentei falar mas meu corpo estava cansado demais:

—Um monstro!!! -Gritou ela desesperada.

Um monstro? Um zumbi? Onde? Eu me virei desesperado e não vi nada atrás de mim. Ufa, que susto. Não me assuste desse jeito, menina. Eu me virei para ela novamente apenas para ver uma arma sendo apontada na minha cara. Ei, ei, eu sei que nós não temos uma boa relação mas mesmo assim, isso é demais. Nós dois somos sobreviventes, nós deveríamos nos ajudar e não nos matar.

Eu levantei as minhas mãos lentamente na tentativa de mostrar que desistia mas aquela retardada apenas ficou mais agitada:

—Se afaste de mim!!!!

Ela gritou enquanto disparava alguns tiros na minha direção. Sua mira era péssima mas mesmo assim ela foi capaz de acertar um tiro em meu peito. Ela simplesmente foi embora aterrorizada. Ao ver sangue escorrer pela minha camisa, eu simplesmente cai no chão. Então é assim que a minha vida acaba? Depois de tudo o que eu sobrevivi, eu fui morto por uma garota retardada no final? Que tristeza.

Tantas coisas que eu ainda queria fazer, que mundo injusto. Mais cruel ainda era o fato de que eu fui incapaz de concretizar o meu único sonho. Enquanto aceitava o meu fim e fechava meus olhos, eu senti algo estranho. Eu não estou sentindo dor. Eu conferi o ferimento e vi o sangue fluindo. Alguma coisa estava estranha. Eu me levantei com muitas dificuldades e saí daquela sala.

Enquanto caminhava lentamente até a loja mais próxima, eu era ignorado pelos outros zumbis. Eu entrei numa loja de roupas e me vi no espelho. Era o que eu imaginava. Meu rosto estava parcialmente deformado, já não havia vida em meus olhos e minha pele estava pálida. Eu tinha virado um zumbi apesar de não me lembrar de ter sido mordido.

Eu pensei um pouco até as coisas fazerem sentido. A ferida em minha mão. Eu cortei a minha mão quando quebrei o vidro da capa da cópia e depois deixei o sangue daquele zumbi entrar em contato com a ferida. Aquilo foi bem retardado quando penso nisso. Mas agora que eu sou um zumbi, o que eu vou fazer? Vagar por ai contaminando pessoas até ser morto por alguém experiente?

Não, eu tenho um objetivo. Eu coloquei força nas minhas pernas em decomposição e comecei a andar procurando aquela retardada. Depois de algumas horas andando na velocidade de uma lesma, eu finalmente achei ela. Eu comecei a me aproximar silenciosamente mas minha boca soltou um grunhido involuntário. Ela percebeu minha presença e começou a disparar em mim. Será que ela nunca jogou um jogo de zumbi? Ela não sabe que tem que acertar a cabeça?

Eu me aproveitei da falta de conhecimentos dela e segurei seus braços. Ela gemeu de dor. Nós estávamos realmente próximos um do outro enquanto ela chorava. Acho que aquilo foi o mais próximo de uma garota que eu já estive em minha vida. Eu coraria se o meu sangue ainda circulasse pelo meu corpo. De certa forma, eu não tinha coragem para atacá-la.

Mas ao lembrar de tudo o que ela fez comigo, meu corpo simplesmente agiu por impulso. Eu arranquei um grande pedaço de carne de seu pescoço enquanto ela gritava de dor. Parecia nojento mas aquilo realmente satisfazia o meu estomago. Eu comi apenas o suficiente para me sentir revigorado. Ela desmaiou devido a dor e eu aproveitei para procurar a cópia. Escondida no bolso de seu casaco, lá estava a minha razão de viver.

Eu peguei a cópia e andei até a loja de jogos mais próxima. Eu procurei o console mais próximo, conectei-o a uma televisão e tirei a cópia de meu bolso. Eu lentamente inseri o disco na ranhura do console e sorri enquanto aquilo carregava. Finalmente, mesmo depois de morto. Mesmo depois de ter perdido tudo, eu serei capaz de aproveitar a minha vida.

Eu ouvi um barulho que atraiu a minha atenção. Por favor que não sejam sobreviventes, eu me recuso a morrer duas vezes antes de jogar esse jogo. Eu me virei o mais rápido que pude, o que ainda demorou alguns segundos, e vi algo no mínimo surpreendente. Ela, aquela que tornou a minha vida num pesadelo. Mas não exatamente ela. Aquilo era apenas o que restava de seu corpo, um zumbi.

Será que ela quer vingança? Eu soltei o controle e tentei entrar numa posição de defesa com meu corpo desengonçado. Uma luta entre zumbis não era algo para o qual eu estava preparado. Eu posso ter uma força maior do que quando era vivo mas não sei se serei capaz de derrotá-la. Eu tenho que focar a cabeça. Ela começou a caminhar na minha direção com um olhar determinado. Uma batalha árdua estava prestes a ser travada.

Ou não. Ela simplesmente passou por mim, sentou-se no chão e pegou o controle. Afinal de contas ela só queria jogar. Mas!!!!! Eu vou ser o primeiro a jogar! Porque afinal de contas, fui eu que consegui a cópia! Mesmo que eu tenho matado e roubado ela para tal...

Eu me sentei do lado dela e tomei o controle de suas mãos. Apesar de ambos sermos zumbis, só conseguíamos nos comunicar com grunhidos. Eu sinalizei para ela que iria ser o primeiro a jogar. Ela, pela primeira vez, aceitou as minhas condições. Eu comecei a aproveitar aqueles momentos únicos. Que literalmente duraram segundos. Eu morri. E como todo bom jogador sabe, quem morre passa o controle.

Ela começou a me fitar esperando eu passar o controle. Já que provavelmente iríamos ficar aqui por um bom tempo, mais valia a pena nós darmos bem. Por isso, mesmo muito relutante, eu passei o controle. Ela tentou sorrir com seus lábios sem vida e começou a jogar. Eu fitei seu rosto por algum tempo até perceber que ela tinha um rosto realmente bonito, se não estivesse a beira da decomposição.

Parece que esse vai ser um tempo divertido.

Notas finais
Eu até cheguei a shippar esses dois mas mesmo assim, nada supera o amor entre o protagonista e a cópia do jogo.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!