As semanas foram se passando e, depois de dois meses, Brian já andava com os meninos do primeiro ano. Ok, eles eram da idade de Brian, mas eram todos, com excessão de Cameron, repetentes.

‘‘É por isso que vocês repetem de ano.’’ Disse Brian ao ver seus amigos pulando o muro da escola.

‘‘É legal, cara, é só uma vez.’’ Disse James, ou The Reverend Tholomew Plague, ou The Rev, ou simplesmente Jimmy, como Brian agora o chamava.

‘‘Vamos, vamos. Você não vai se arrepender.’’ Disse Zach, já do outro lado do muro.

‘‘Eu juro pela bunda do Cameron que você vai curtir.’’ Completou Matt, também do outro lado do muro.

‘‘Minha bunda o cacete, jure por outra coisa.’’ Disse Cameron, passando certas dificuldades para descer do outro lado.

‘‘Oh Cam, sua bundinha é tão, tão...’’ Disse Matt, apertando o traseiro do amigo.

‘‘Vamos Brian.’’ Disse Jimmy, ainda dentro do pátio da escola.

‘‘Ok mas... É só dessa vez.’’ Então Brian foi rumo ao muro, e com a maior dificuldade, conseguiu agarrar-se nas grades. Após passar uns longos instantes tentando apoiar o pé no muro, recebeu um empurrãozinho de Jimmy. ‘‘Ei, tira a mão daí!’’

Eles foram rumo ao Central Park.

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Vinho barato, cigarro, um Brian vomitando sobre os pés e se engasgando com as primeiras tragadas em um cigarro que dera em sua vida. Quatro garotos rebeldes profissionais e um aprendiz. Era esse o cenário daquele parque naquela manhã. Mas até que fora divertido.

Não leva muito tempo até que aquilo torna-se um hábito para Brian também.

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‘‘O que você está fazendo?’’ Ouviu-se o berro agudo de Susan ao entrar no quarto de Brian.

‘‘Estou jogando as roupas fora, preciso de novas.’’

‘‘O que está acontecendo aqui?’’ Brian pai invadiu o quarto após ouvir o grito de sua mulher. ‘‘O que você pensa que está fazendo, Junior?’’

‘‘Preciso de roupas novas.’’ Retrucou Brian.

‘‘Não temos dinheiro.’’

‘‘Vou pedir para a minha mã...’’ Antes mesmo que Brian terminasse a palavra, seu pai pegou-o pelo braço e arrastou-o para fora do quarto.

‘‘Escute aqui’’ — Disse o pai em tom furioso. — ‘‘Sua mãe não quer saber de você, ela nunca ligou pra você. Eu fui o único que aceitou te criar e cuidar de você e você está sendo um mal agradecido.’’

‘‘Escute você’’ — Respondeu Brian, puxando seu braço até que deslizassem pelos dedos de seu pai. — ‘‘Você me fez e me criou porque quis, eu nunca te pedi nada, nunca dei minha opinião para nada, sempre engoli quieto. Eu só quero roupas novas.’’

Mesmo um tanto irritado e assustado com as palavras do filho, seu pai cedeu.

Brian agora fazia parte daqueles que andavam de preto.