Rebeldes Sem Causa: Nova Geração
26 Boy problems

Madison Pardo
Caminho pelo campo de futebol, em direção ao treinador do time, e assim que chego bem próximo, sorrio travessa, vendo as garotas apenas abrirem espaço para mim, bem, essas são as líderes de torcida, algumas dela até são da ZSB. Certo, hora do show Madison, foco na missão, puxo o treinador gostosão pela camisa e o beijo. Esfregando na cara de qualquer um, que sim, Madison Pardo dá uns pegas no treinador mais cobiçado da Elite Way. O solto e lhe dou uma tapa no rosto, bem leve, quase como uma forma de acorda-lo do transe.
— Até mais bonitão – rio e saio, o deixando perdido, enquanto provavelmente encara minhas costas.
Dou de ombros desinteressada, na verdade, o meu foco aqui não é ele exatamente, isso é só a minha forma de chamar a atenção de uma pessoa em especial. Pessoa essa que agarra meu braço com força e me gira para ele bruscamente, fazendo meu corpo colidir com o dele e voltar para trás, okay, eu não esperava por isso, mas mesmo surpresa, coloca minha cara mais irritada que eu conseguia adotar no momento.
— O que você quer? – pergunto irritada, talvez mais fingida, do que irritada de fato.
— O que foi aquilo? – ele pergunta nervoso, bem, ele não costuma ser assim, então acho que realmente o tirei do sério.
— Nada ué – puxo meu braço e ele simplesmente solta incrédulo – com licença.
Dou as costas e continuo meu caminho, até chegar na arquibancada, onde as meninas estavam sentadas, apenas assistindo a cena. Lydia sorri, assim que me junto a elas.
— Zona perigosa Madison – ela fala sarcástica e eu a encaro.
— Vai me dar lição de moral agora? – pergunto seria e ela levanta as mãos em sinal de rendição.
— Nem sirvo para isso – ela dá de ombros desinteressada – vai fundo, aproveita e canta Dangerous Woman depois.
Reviro os olhos e dirijo meu olhar ao moreno que corria pelo campo com os outros meninos do time de futebol, bem, pelo visto eu consegui o que queria.
[...]
Acordo assustada com a porta do meu quarto batendo fortemente. Olho para a frente e a figura permanecia parada na frente de onde tinha acabado de entrar. Reviro os olhos e descanso a cabeça no travesseiro.
— O que quer aqui? – pergunto desinteressada.
— Porque você é assim? – pergunta cabisbaixo – porque faz isso comigo?
— Eu? – me sento incrédula, o encarando – olha só, eu achei que estávamos caminhando para algum lugar, até você ter decidido beijar aquela garota, se eu fiz o que fiz hoje, foi porque você contribuiu para isso, eu não fico por baixo querido.
— Ah pronto – ele ri sarcástico – agora a culpa é minha, Madison, já parou para pensar que talvez se você não tivesse obedecido a Skyler naquela vingança estupida, o que eu fiz ontem não teria acontecido?
Respiro com força e solto todo o ar dos meus pulmões, nem checando se sobrou algum.
— Não quero brigar com você Hayes, então eu vou te dar duas opções, ou você fica e para com a palhaçada, ou vai embora e não volta a me procurar.
Ele apenas assente com a cabeça, então me dá as costas e abre a porta, mas antes de sair, me encara por um segundo.
— Eu vou embora, mas é porque eu não quero me machucar depois com os seus joguinhos – ele sai e bate à porta, grunho irritada e jogo um travesseiro na mesma, logo me jogando para trás e respirando fundo.
A verdade é que eu nunca sei o que acontece comigo e com o Hayes. Uma hora estamos cheios de fogo e aproveitando um momento juntos e no outro já estamos brigando feito cão e gato.
[...]
Entro na KKT e o cheiro de panqueca domina minhas narinas, aproveito e caminho até a cozinha, me sentando em uma cadeira ao lado da Clover.
— Não entendo porque vocês vivem aqui, se tem fraternidade – Skyler resmunga, já me entregando um prato com panquecas, sorrio fofa para ela.
— Porque você é a melhor cozinhando – Clover fala sorrindo – e nós amamos essa casa maravilhosa.
— Sei – ela nos olha com escarnio.
— Como foi ontem? – Lydia pergunta, entrando na cozinha, bem, pelo menos ela mora aqui.
— Deu uma merda catastrófica – falo, enquanto jogo a calda de chocolate no meu prato.
— Preciso dizer que eu avisei? – Skyler me olha e eu nego com a cabeça, quem seria louco de afirmar alguma coisa?
— O que vai fazer agora? – Clover pergunta, tendo minha atenção.
— Não sei – falo meio perdida, não havia pensado muito nisso, só consegui pensar no momento em que Hayes foi embora – eu dei uma escolha a ele e ele preferiu ir embora para não se machucar.
— Pelo visto nós estamos com problemas com nossos boys – Clover ri sem humor.
— Pera lá, vocês tem problemas – Skyler aponta para mim e para a Loli – vocês duas não tem jeito.
Jogo minha colher nela, que se esquiva e semicerra os olhos para mim.
— Para de falar – resmungo e ela ri, junto a Lydia.
— Problemas com garoto, quem os têm? Eu os tenho também, garoto confusão, você tem problemas, não sei o que fazer, acho que terminei com meu namorado hoje, e eu realmente não me importo, eu tenho problemas piores, terminei com meu namorado... – Clover cantarola.
— Ainda bem que desse mal eu não morro – Lydia ri e bebe seu suco de laranja.
— Você fala isso porque está em um chove não molha cheio de doces e arco-íris com o Cameron – resmungo emburrada, aqueles desgraçados são lindos juntos.
— Pelo menos é um chove não molha que não me dá dor de cabeça – ela ri e pisca, se levantando e pegando a bolsa – tenho aula de direito constitucional, até mais vadias.
Lydia sai correndo, se batendo no Jack, que a olha confuso.
— Bom dia meninas – Jack fala e nós apenas retribuímos com um acenar, já que estamos de boca cheia – Sky, podemos conversar?
— Claro – ela sorri fraco.
— Hmm, eu acho que terminei meu café – aviso me levantando – vamos morta fome – falo arrastando a Clover que continuava tentando pegar o ultimo pedaço da panqueca, pelos deuses.
Lydia West
A aula terminou e eu olho para minhas coisas espalhadas na mesa, nossa que frustração, porque eu sempre sou tão bagunceira? Suspiro e começo a organizar tudo na bolsa.
— Lydia? – ouço alguém chamar e olho para a frente, encontrando um certo alguém, sorrio fofa e faço um sinal para ele esperar, este que é respondido com um assentir de cabeça. Termino de guardar minhas coisas e levanto.
— Lydia, posso falar com você? – o professor pergunta e eu me dirijo primeiro a ele, antes de ir até o Cameron, que agora falava com alguém no telefone ao lado de fora.
— Sim senhor, o que houve? – pergunto confusa, afinal, não tenho nada para falar com ele.
— O que há entre você e Cameron Albuquerque? – pergunta e eu franzo o cenho confusa.
— É sério isso Allan?
Ele suspira frustrado e me encara parecendo irritado.
— Você terminou o nosso lance de repente e espera que eu não estranhe você toda carinhosa com esse aí?
— Okay, isso aqui, não vai rolar – dou as costas e saio da sala, indo até o Cameron que me esperava escorado na parede, com um pé apoiado na mesma – vamos? – pergunto e ele assente, me estendendo a mão que apenas a entrelaço e saímos.
[...]
— Tem certeza de que vai dar certo? – pergunto temerosa – ela não pode nem sonhar com isso.
— As meninas já prepararam tudo, relaxa – o mesmo sorri bobo para mim e eu me derreto.
— Obrigada.
— Não precisa me agradecer, faria qualquer coisa por você – ele afaga minha mão – e ela é minha amiga, né.
Rio com seu comentário e deposito um selar em sua bochecha.
— Eu preciso ir – levanto e guardo minhas coisas.
— Ly, eu posso te perguntar uma coisa? – ele pergunta meio temeroso.
— Claro – falo confusa.
— O que o professor queria com você? – seu olhar se torna meio culpado, não entendo, será que ele acha que está invadindo minha privacidade? – notei que ele pareceu não gostar de eu ter ido lhe buscar hoje.
— Cameron – me sento ao seu lado e seguro suas mãos – não precisa ficar com medo de perguntar alguma coisa para saciar sua curiosidade meu bem, eu tive um lance com o Allan, mas ficou no passado, e ele na verdade me perguntou o que nós temos.
— Certo – ele apenas diz, não parecia querer saber ou ouvir mais alguma coisa, mas eu fiz questão de esclarecer.
— Estamos juntos nessa e eu estou totalmente aberta para expor as coisas que me acontecem, então por favor, não se reprima.
Sua cabeça balança positivamente, enquanto um biquinho involuntário surge em seus lábios, mas é tão manhosinho o meu neném, que coisa mais linda, nossa, eu sou muito trouxa por esse cara. Aproximo meu rosto do dele e deixo um beijinho casto em seus lábios, fazendo-o sorrir bobo.
— Eu preciso ir, mas se tiver outras questões sobre isso, sabe onde eu moro e tem meu número – digo e ele apenas assente, deixo um beijo em sua testa e saio dali.
Sai da Beta e fui direto para a KKT, me deparando com uma Skyler que também estava entrando em casa, seu olhar era meio perdido, apenas a acompanho, nós subimos e ficamos em silencio dentro do quarto.
— O que houve? – pergunto, tirando-a de seu devaneio.
Ela apenas sacode a cabeça negando e eu assinto.
— Seja o que for, vai ficar tudo bem – falo e ela me lança um sorriso breve, como quem aceita de bom grado alguma coisa.
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