Rebelde
9 Ultimo Suspiro
Notas iniciais
As vezes voce se questiona o porque de sua vida nunca ter sido do jeito que voce desejou, talvez a minha nunca foi, não pelo menos em todos aqueles dezessete anos atras, agora, 5 anos depois daquele verão, o verão que mudou minha vida, posso dizer que minha vida agora esta sim do jeito que eu sempre desejei, do jeito que sonhei.
–Violetta, voce esta me escutando?- Léon cutucou no meu ombro enquanto abria a porta do carro, estavamos de volta a praia, a nossa praia.
–Não, desculpe, estava pensando em algumas coisas- Sai do carro segurando em seguida sua mão enquanto seguiamos juntos para o mar.
Eu sei o que voce esta pensando, não, nos não estamos namorando nem nada, posso dizer que nesses cinco anos permanecemos mais em uma amizade colorida, eu ainda tenho medo, medo de me arriscar, não em ama-lo, pois eu tenho certeza já disso, mesmo que eu nucna tenha dito, mas ele sabe, sabe devido a forma que eu o olho. Entretanto preferiamos continuar assim, amigos.
Senti logo a areia adentrando nos dedos dos meus pes, a brisa de verão, o barulho das ondas quebrando, paramos em frente a casa de Angie, exatamente como antes, corri indo até a varanda e sendo seguida pelo Vargas, me sentei nos degraus cobertos de areia com era anos atras, eu podia até ouvir a porta sendo batida quando cheguei aqui com meu pai, Vargas na cozinha me interrompendo, nossas discusões, e beijos...
–Eu diria que esse lugar é o meu favorito- Vargas anunciou se sentando do meu lado e olhando para o ceu azul- Eu diria que foi aqui onde tudo começou.
–Não se arrepende de nada?- Perguntei curiosa, vendo seus olhos verdes lutando para não me encarar como deveria.
–Eu me arrependo de não ter conhecido voce antes- Segurou minha mão beijando a ponta dos meus dedos- De não ter te beijado mais vezes...
–Léon, isso é...
–Eu sei, nos já conversamos muitas vezes, nos somos amigos, mas não posso negar o que sinto por voce- Abaixou o olhar- Voce ainda é a ruiva de sempre.
Comprimi os labios, pensando em responder alguma coisa, ele estava certo, não havia mudado nada entre nos dois, eu continuava sendo a ruiva rebelde, e ele o moreno chato, nada parecia ter mudado, apenas o tempo passando, e nos impedindo de dizer de vez que nos amavamos.
–Eu sei disso, sei que as vezes nos parecemos agir como se nada tivesse acontecido entre nos- Cruzei os braços no peito- Admito que no começo vir para cá parecia ser um dos maiores pesadelos da minha vida, tanto por ter que passar um tempo com Angie, aquela mulher que estaria ocupando o lugar de minha mãe e por ter voce no meio, o meu meio irmão.
–Eu era assim tão ruim?
–Voce ainda é Vargas, sempre foi, e então voce apareceu naquele dia, bem ao contrario do que eu imaginaria encontrar, havia mudado, e se permite dizer, estava gostoso- Ele riu e acabei rindo junto- Mas voce continuava sendo um panaca de olhos verdes, então apareceu Diego e a cambada dele.
–Voce o quase matou- Franzi o cenho.
–Apesar de te-lo quase matado, ele se mostrou ser alguem que merecia meu respeito, mas ele se distanciou e voce se aproximou, foi para voce que me abri pela primeira vez- Sorri de canto.
–Fico muito lisonjeado de saber que foi para mim que voce se abriu- Me abraçou com força.
Me desfiz de seu abraço por um instante, tomando seu rosto em minhas mãos, seus olhos verdes como joias me fitavam confusos, com uma mistura amena de malicia, o jeito perfeito dele.
–Esta na hora de dizer de uma vez por todas isso, o que eu tento ocultar- Suspirei tomando coragem por dentro, e por tudo para fora.
–O que?- Sua voz saiu baixa, provocadora.
–Eu te amo.
FIM
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