Rebelde
1 Apresentada ao Inferno
Notas iniciais
Não será postada com muita frequência devido a problemas pessoais.
Fechei a porta do carro com força, provocando uma careta em meu pai que tirava a minha mala do banco de trás do carro, vi ao longe a cabeleira loira de minha madrasta, Angie, vestindo um short e uma camiseta solta devido ao suposto calor que ali fazia, seus cabelos loiros estavam exatamente iguais desde a última vez que tinha visto no velório do meu avô, ela sorriu ao ver meu pai. Ela era uma madrasta típica dos filmes, convencida, arrogante e acima de tudo, uma linda mulher, parecia que minha vida se resumia ao conto da Cinderela, porem eu não era uma pessoa meiga e apaixonada, e muito menos alguem que espera por um principe, porque, sobre meu governo, principes não existem, eles são sapos, sapos que não tem nenhum feitiço sobre eles, são apenas, sapos.
Subi as escadas que davam acesso a varando pitoresca da casa de Angie, se ouvia o barulho do mar ao longe, as gaivotas reproduzindo seus sons, um lugar calmo, mas não para mim, desde que minha mãe e meu pai se separaram, e eu tive o grande azar de ter que ser criada pelo meu pai devido as viagens de minha mãe, eu tive que encarar o casamento do meu pai, e consequentemente o filho de Angie, Léon Vargas, um garoto que não merece meu respeito e nem nada.
Bati o pé ao subir as escadas nervosa, dando de cara com uma Angie dando um sorriso falso e tentando mostrar qualquer tentativa de afeto sobre mim, revirei os olhos me encostando no corrimão branco da varanda.
-Não precisa sorrir assim Angie, é melhor você tirar esse sorriso da cara, ai talvez você fique mais bonita- Pisquei o olho saindo dali e escutando ela bufar frustrada.
Adentrei na sala que eu já conhecia, o sofá verde horroroso, as almofadas beges que nunca devem ter sido lavadas, o cheiro de sabão no ar, continuava exatamente igual.
Meu pai apareceu na porta segurando minha mala com desprezo, a jogando contra mim nervoso, ele perdeu a paciência comigo desde a última vez que estivemos nessa casa, eu acabei estragando o jantar deles completamente, e voltamos para Nova York naquela mesma noite, e eu desde ali, nunca mais vi Angie e meu pai juntos, como antes eles se encontravam meio que sem meu consentimento para que não tivessemos mais problemas.
-Seu quarto fica na segunda porta a direita- Angie indicou para o corredor extenso.
Revirei os olhos pegando minha mala e se segundo para o quarto, Angie e German já tinha saido dali, me deixando sozinha no corredor e na casa, avistei a porta e abri, dando de cara com um quarto meio mofado, pequeno, uma cama de solteiro no centro, um guarda roupa medio proximoa janela grande que estava coberta por um expressa cortina amarela, percebam, o quarto é horrivel, sem contar na colcha amarela da cama, eu realmente não tive sorte da vida.
Abri minha mala jogando todas as roupas dentro daquele guarda roupa antigo, o calor estava fazendo eu já ansiar por um ventilador, bendita Florida e seu calor infernal, andei pelo quarto a procura de uma tomada para meu celular, nada, toquei a tela e percebi que estava sem sinal, perfeito, alem de estar nesse fim de mundo, terei que me desconectar do mundo lá fora.
Deslizei para a cozinha com uma mínima força de vontade, escutando German e Angie conversando na varando, e o assunto por azar, era eu.
-Angie, lidar com a Violetta não é facil, eu moraria com voce, e voce sabe, mas ela é complicada, não aceita as coisas com a mesma facilidade que nos, depois da separação ela mudou- Meu pai suspirou- Acho que é muita responsabilidade que estou dando a voce.
-Claro que não meu amor- Fiz uma careta ao pensar nas palavras que ela dizia para ele na cama- Ela vai ficar bem nas minhas mãosesse verão, e você precisa resolver seus negócios, então relaxa.
Eu escutaria o resto, se uma voz não tivesse me impedindo, dei um pulo para tras escutando as risadas de um garoto.
-É muito feio escutar as conversas dos adultos ruiva- Indagou alguem.
Me virei para trás de relance encontrando Léon, o filho de Angie, desde a última vez que eu o tinha visto ele era um pirralho, magricela e feio, mas agora muito coisa tinha mudado, ele estava sem camisa, malhado e com uma aparência bem melhor que da ultima vez.
-Ah sim, o Vargas- Me debruçei sobre a mesa da cozinha- Que bom reencontra-lo novamente.
-Digo o mesmo, parece que as coisas em Nova York não foram como você esperava, voltou para a ensolarada Florida, com o pai cheio de negocios que vai deixar você aqui, nesse inferno como você mesma traduz.- Ele sorriu.
Revirei os olhos abrindo a geladeira da casa, por um milagre, tinha Coca Cola, peguei uma lata mas antes que pudesse abri-la, elas são tiradas das minhas mãos pelo Vargas.
-Nem vem Castillo, essa é minha Coca, se voce quiser, vai comprar- Ele guardou novamente a latinha.
-Sério mesmo? Voce esta me deixando com sede?
Ele revirou os olhos se curvando para mim e sussurrando em meu ouvido baixinho.
-O azar é o seu- E saiu dali rapidamente entrando no quarto me deixando com sede e sozinha.
***
German se despediu algumas horas depois, seria bom mesmo que ele me deixasse um pouco livre, eu não obedeceria as regras de Angie e ela com certeza ficaria zangada comigo, e não me importo nem um pouco com isso. Me joguei no sofá da sala procurando por qualquer porgrama de TV, mas novamente o Vargas interrompe meus planos, se jogando do meu lado e tirando o controle remoto das minhas mãos e passando para canais de futebol.
-Voce não tem educação?- Perguntei tentando tirar o controle de suas mãos.
-Igualmente a você Castillo- Ele bufou tentando prestar atenção na televisão.
Bufei cruzando os braços indignada, abri a pequena revista que tinha sobre a mesa tentando passar um pouco minha atenção, foi quando risadas ecooaram pela varanda da casa, Léon se levantou em um pulo indo em direção a porta da sala, onde tres desagradaveis figuras apareceram.
-E aí cara, agradeça a Santa Vodka por sua mãe nos deixar entrar- Falou um garoto de cabelo escuros e olhos cor de avelã, tinha uma uma postura meio bad boy, e estava agarrado a uma garota de cabelo loiros que mascava chiclete descontrolamente.
Vargas caiu na risada abrindo espaço para eles entrarem o casal que comentei antes se jogaram no sofá pequeno proximo do meu e tormaram um gole grande da Coca Cola que tinha sobre a mesa, estranhei o silencio e me virei sobre o sofá, dando de cara com uma morena de cabelos extremamente cacheados, usando um vestido colado ao corpo e se beijava com o Vargas, na verdade, ambos se engoliam em plena sala, comigo em vista.
-Quem é essa pirralha ruiva Léon?-Perguntou o cara, apontando para mim e fazendo Léon interromper o beijo com a estranha maniaca por sexo.
Ele bufou se encostando nas costas do sofá e bagunçando meus cabelos.
-Ela é a Violetta, filha do meu padrasto- Deu de ombros.
-Ela é sexy cara- Arquiei as sobracelhas irritada.
Eu não respondo pelos meus atos depois que me chamam de qualquer coisa nojenta.
Notas finais
Desculpe qualquer erro.
Violetta: http://www.polyvore.com/cgi/set?id=110365065&.locale=pt-br
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