Rebel new generation
5 Capitulo 5
Por Cristina
Assim quando acordei pela manhã, me arrumei, fui a cantina, mas ainda não estava no horário de começar as aulas, então fui a sala de estar onde estava a Lara e a Gabriela conversando sobre diversos assuntos, e me juntei a elas.
– O Mosca é o mais lindo, e o mais gato de todos — disse a Lara
– O Mosca nem é o mais lindo, eu acho o Eduardo — falei.
– Sou mais o meu livro de geometria — disse a Gabriela olhando pra gente e segurando o seu livro e nós rimos.
Por Eduardo
Me escondi com minha garrafinha na biblioteca tive certeza de que ninguém me viu e nem me seguiu, quando apareceu a Beatriz do nada.
– Primeiro outro dia dirige que nem louco e quase nós mata naquela volta de carro e agora quer se matar sozinho? — perguntou a Beatriz e eu fiquei calado- Que foi? Perdeu a voz também? — continuou a me perguntar a Beatriz.
– Tá me espionando garota? — perguntei.
– Nossa, como você é esperto né? Sacou tudo, eu sabia que você viria beber escondido na biblioteca e fiquei aqui sentada te esperando — disse a Beatriz, irônica.
– Não tem graça — falei.
– Logico que não tem graça, oque você tá fazendo com sua vida hem? -perguntou-me a Beatriz.
– Não exagera vai, só iria dar um golinho — falei.
– De golinho em golinho a galinha vira alcoólatra — disse a Beatriz.
– Papo besta hem Bia, tá parecendo aqueles velhos, você mais do que ninguém deveria saber o que é diversão — falei.
– Eu sei o que é diversão, e também saquei que não é pra isso que você bebe, sociar é uma coisa, você bebe pra fugir — disse a Beatriz.
– Fugir? fugir de que? — perguntei.
– Isso que queria saber, mas acho que nem você sabe né? — disse a Beatriz.
– Bora mudar de assunto, esse papo já cansou — falei.
– Isso, foge — disse a Beatriz.
– Tu é mesmo maior filha da mãe sabia? a Manuela canta bem, mas a tua voz.. é muito mais bonita que a dela — falei.
– Você acha? puxa obrigada, eu fico tão comovida ouvindo você falar isso que eu nem me toquei que você tá me falando isso só pra mudar de assunto — disse a Beatriz.
– Mudando de assunto ou não, é a verdade — falei.
– Obrigada, mesmo... vamos comemorar então, passa aí a garrafinha — disse a Beatriz.
– Ha... eu sabia que você ia amolecer, eu sabia — falei a entregando a garrafinha.
– Perdeu playboy — disse a Beatriz pegando a garrafinha e andando.
– Pera aí, onde você vai? — perguntei.
– Me livrar dessa bagaça — disse ela a o sair rápido da biblioteca.
– Pera aí, garota , ô sua maluca — falei.
Por Beatriz
Depois do acontecido, eu estava andando pelo corredor vazio, com a garrafinha na mão, quando aparece o diretor Jonas.
– Agora é você? — perguntou o diretor
– Eu oquê? — perguntei
– Que é isso na sua mão? — perguntou o diretor
– Uma garrafa? — falei
– Sim, eu sei — disse o diretor
– E porque perguntou ? — falei baixo.
– O que tem aí dentro ? — perguntou o diretor Jonas.
– Não sei... — falei, dei de ombros e o entreguei a garrafa.
– Bebida? — perguntou o diretor.
– Comida que não podia ser, né? — falei.
– Álcool ? — perguntou o diretor Jonas.
– Ah... explicou ? -perguntei.
– Não se faça de boba, seu pai não me disse que você bebia — disse o diretor.
– Não disse por que eu não bebo — falei.
– E fazia o que com a garrafa na mão? — perguntou o diretor.
– Eu achei no chão, e ia jogar fora — falei.
– Hoje deram pra achar que eu sou idiota — disse o diretor, e eu peguei a garrafinha dele.
– Hoje?... -falei baixo, e ri.
– A garrafa fica comigo — disse o diretor.
– Tá bom então.. — falei e o entreguei a garrafa e sai dali.
Por Mathias
Organizei meus matérias para a primeira aula do dia, que seria lá no laboratório, todos estavam com os pares nas mesas (Mosca junto com a Milena, o Eduardo junto a Beatriz, o Matheus e a Gabriela, o Rafael e a Cristina, o Henrique e a Marian, e eu sozinho pois estava sem par :c )
– Atrasada dona Viviane? — perguntou o Professor.
– Eu sei professor, desculpa, mas é que eu tinha um assunto muito importante pra resolver — disse a Viviane
– Eu misturei todos os arquinhos e bijus dela, deve ter ficado maluca tentando achar uma combinação — disse a Beatriz, mas baixo para que a Viviane não escutasse.
– Dessa vez passa, senta com o... Com o Mathias — disse o professor e nós dois se entreolhamos, e ela se sentou a o meu lado — Bom gente como eu ia dizendo... vamos aprender biologia de forma pratica, podem descobrir as bandejas — disse o professor, e assim fizemos, todas as bandejas continham uma rã morta.
– Que irado — disse a Beatriz sorrindo.
– Ah... não professor, eu não vou colocar minha mão nesse negocio não — disse a Viviane.
– Claro que não, todos irão usar luvas de lacre, vamos lá? coloquem as luvas — disse o professor e todos nós colocamos as luvas.
– Aqui é o figado, o intestino... E olha que interessante o coração — disse o Matheus para a Gabriela, que estava a o seu lado, mas a garota estava de olhos fechados, com nojo da rã — Ô Gabi? você não tá vendo? — perguntou o Matheus.
– Não... não , mas pode continuar falando que eu confio na sua descrição — disse a Gabriela, de olhos fechados.
– Ai tadinho do bichinho... — disse a Cristina.
– É tadinho do bichinho, por que você não da um beijo nele? Quem sabe ele vira príncipe — disse o Rafael.
– Aí Rafa — disse a Cristina dando um tapa de leve no Rafael.
–Bela hora de você ter sumido com a minha garrafinha — disse o Eduardo olhando a rã.
– Pior que isso tá me dando uma fome, só comia rã frita em paris — disse a Beatriz.
Neste instante a Viviane tirou suas luvas e parecia um tanto mal.
– Você tá bem? — perguntei.
– Tá tudo bem... — disse a Viviane.
– Quer tomar um ar? — perguntei.
– Não... tá tudo bem... — disse ela quase caindo pro lado e chamou a atenção de todos do laboratório.
– Tá tudo bem mesmo? — perguntei,e a Viviane logo desmaiou e eu a segurei rápido no colo — Ô professor, professor, professor — falei tentando chamar a atenção do professor- licença gente — falei e saí do laboratório com a Viviane no colo, a levando até o dormitório dela.
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