Por Milena

Tinha vestido minha roupa para malhar, e estava correndo pelo jardim do colégio, quando vejo o Mosca que estava vindo em minha direção.

– Nossa eu fico cansado de só olhar pra você — disse o Mosca.

– Ah, nem cansa tanto assim — falei.

– Trouxe água, quer? — me perguntou o Mosca me entregando uma garrafa d'água, e eu bebi um pouco.

– Valeu — falei e sorri.

– Para de se mexer um pouco — disse ele e riu em seguida.

– Eu não posso — falei.

– Pode sim — disse a Beatriz chegando do nada.

– O que foi? — perguntou o Mosca.

– S.O.S — disse a Beatriz nos olhando.

– Quem? — perguntei.

– Vivi e Mathias — disse a Beatriz.

– E do outro lado? — perguntou o Mosca.

– Marian e a tal da maquina fotográfica — disse a Beatriz.

– Ai meu deus... — falei.

– Vamos que eu conto no caminho — disse a Beatriz e saímos dali junto com ela.

Por Marian

Finalmente esta tudo a meu favor, corri pelo colégio até chegar na diretoria, não vejo o meu pai, só vejo o Arthur (Professor de matemática)

– Cadê meu pai? — perguntei.

– Ele saiu Marian — disse o professor Arthur.

– Ah, isso é obvio, Arthur — falei.

– Será que posso te ajudar em algo? — perguntou o professor Arthur.

– Oque você acha? Hãm? Claro que não — falei a o me sentar na cadeira da diretoria.

– Acontece que quando seu pai se ausenta aqui do colégio, quem fica responsável por tudo isso aqui sou eu — disse o professor Arthur.

– Você acha mesmo? — perguntei.

– Você sabe disso Marian — disse o professor Arthur.

– Oque eu sei é que você nunca vai ser responsável por nada aqui dentro — falei e o professor Arthur me olhou sério — Isso eu sei — falei e sorri, e logo sai da diretoria.

Por Beatriz

Estávamos todos (Mosca, Mili, Viviane, Eduardo e Mathias e eu) na sala de estar, todos tensos com o que tinha acontecido, tentando pensar em algo, ligamos para o professor Vicente para pedir ajuda, e ele falou que nos ajudara, a Viviane estava super nervos e decidi descontrair todo mundo...

– Vivi minha maior preocupação é a seguinte... você pelo menos saiu bem na foto? A roupinha tava combinando? — perguntei.

– Para bia, agora não é hora de gracinha — disse a Milena.

– Ah, pelo menos ela aprendeu aonde beijar né? O Eduardo por exemplo gosta de praia — falei.

– Não tava te beijando não garota tava tentando salvar a tua vida — disse o Eduardo.

– É, diz o cara que quase me afogou — falei.

– Gente, vamos focar, o assunto agora é sério — disse o Mosca.

– Será que a Marian já mostrou a foto para o Jonas? — perguntou a Viviane.

– Não... eu vi ele saindo — disse a Milena.

– Hum... boa, pelo menos assim a gente ganha um tempo né? — disse o Mosca — Ei Mathias, fala alguma coisa aí — disse o Mosca.

– Se arrependimento matasse... — disse o Mathias, e a Viviane o fuzilou com o olhar.

– Alguma coisa útil né? — disse o Eduardo, e do nada chega na sala de estar o Guilherme batendo palmas.

– Opa, tá todo mundo junto? Estão a se despedir do Mathias? Ô, já vai tarde meu irmão — disse o Guilherme, e o Mathias se levantou.

– Vem cá, vem cá, que eu tô doido pra arrebentar a tua cara — disse o Mathias, mas o Eduardo o segurou, e o Mosca segurou o Guilherme.

– Pode vir — gritou o Guilherme sendo segurado pelo Mosca.

– Perde tempo com esse mala não — disse o Eduardo.

– Some Guilherme, vai encher o saco da Marian — gritou o Mosca.

– Vou mesmo, mas agora vai ter um pentelho a menos para atrapalhar aqui no colégio — disse o Guilherme, que logo saiu.

Por Marian

Estava no estacionamento do colégio esperando o meu pai chegar e nada dele...

– Ai pai, você me paga, e isso é hora de sair do colégio? — falei sozinha.

– Virou segurança do colégio Marian? — perguntou o professor Vicente.

– Ah, Vicente, não enche — falei

– Nossa, quanta educação, e isso é jeito de falar com o professor? — perguntou o professor Vicente.

– Nós não estamos em uma sala de aula, e eu não estou aprendendo nada com você — falei.

– A gente está sempre aprendendo alguma coisa Marian, e educação se usa em qualquer lugar — disse o professor Vicente.

– Então vai para qualquer outro lugar — falei

– E você vai para a sala de aula que é o seu lugar — disse o professor Vicente.

– Você sabe com quem... — ia falando mas o professor Vicente me interrompe.

– Com quem eu tô falando? Com uma aluna, filha do diretor ou não, e sei qual são os seus diretos e deveres — disse o professor Vicente.

– Tá bom... eu vou, já entendi a importância — falei.

– Espero mesmo, e espero te encontrar na sala de aula — disse o professor Vicente, e eu fui para dentro do colégio .

Por Mathias

Quando o professor Vicente veio até nos começamos todos a falar a o mesmo tempo, até que o professor pediu que falássemos um de cada vez...

– A gente dá um jeito — falei.

– Se a Marian mostra a foto aí que o Jonas pira de vez — disse a Viviane.

– É — afirmou a Milena.

– Aquela menina não vale nada, ela tá do lado negro — disse a Beatriz.

– A gente devia ter tentado tirar a câmera da mão dela — disse a Milena.

– Acho que a gente deve jogar as coisas dela no mar — disse o Mosca.

– Ela devia ser proibida de andar pelo colégio sem um psiquiatra junto — disse o Eduardo.

– Galera, eu já entendi, meu ouvido não é penico, já sei de tudo — disse o professor Vicente.

– É? Então oque a gente faz agora? — perguntou a Beatriz.

– Eu já disse, arruma um psiquiatra, por que essa Marian é taxa preta — disse o Eduardo.

– Eu acho melhor deixarmos o Vicente fora disso — falei.

– Agora? é meio tarde não? — perguntou o professor Vicente.

– Eu voto da gente ir no quarto dela e tomar aquela maquina a força — disse a Beatriz.

– Apoiada — disse o Eduardo.

– Nada disso gente, e ela tá la fora esperando o pai dela — disse a Milena.

– Ai gente que confusão — disse a Viviane.

– Ok... vocês por favor saiam que eu quero falar com o Mathias e com a Viviane — disse o professor Vicente.

– Sério? — perguntou a Milena.

– Sério, muito sério, eu não podia estar aqui, eu não devia estar aqui, e não devia saber disso — disse o professor Vicente.

– Tá bora cambada — disse a Beatriz, e todos sairão menos eu e a Viviane e o Vicente (É claro)

– Eu sei que a situação é grave, por que não pode namorar no colégio — disse o professor Vicente.

– Não tem ninguém namorando aqui — falei.

– Não mesmo, isso foi uma besteira — disse a Viviane.

– Um equivoco — falei.

– Crianças, por favor- disse o professor Vicente.

– Foi mal Vicente — falei.

– Foi muito mal, por que quando o Jonas ver as fotos, a chapa de vocês dois vão esquentar — disse o professor Vicente.

– Dos dois? Dos dois não Vicente, a minha chapa vai esquentar, você tem duvida disso? — perguntei.

Por Milena

Eu e a Beatriz fomos a o dormitório falar sobre o acontecido...

– Ai gente que coragem deles dar um beijo dentro da escola assim — falei.

– Vai dizer que você não tinha sacado a deles? — perguntou a Beatriz.

– Tinha, acho que qualquer um até com um olho teria sacado — falei.

– Você acha que essa foto fica melhor aqui? — perguntou a Beatriz mostrando a foto e pondo na parede.

– Ah... sei lá Bia, eu tô tensa com esse negocio do beijo — falei.

– É, maior barra, por mais fútil que a Vivi seja ninguém merece a Marian — disse a Beatriz.

– Ela não é fútil — falei.

– Ah não? — perguntou a Beatriz que riu.

– Ah... ela gosta de moda, e é filha do franco, lembra? — perguntei.

– Claro que eu lembro, ela não deixa eu esquecer nunca, olha o lado dela do quarto — disse a Beatriz.

– Mas a aí o que a gente pode fazer para ajudar a Viviane e o Mathias? — perguntei.

Por Eduardo

– Uma coisa radical — falei.

– Vamos tirar essa câmera dela a força, mesmo — disse o Mosca.

– Pera aí Mosca, na hora até achei essa ideia boa, mas se meu pai me pega aprontando mais uma.... — falei.

– Tô ligado, mas a gente é amigo do cara, e o Mathias e a Viviane são gente boa né? — disse o Mosca.

– Tá ai uma grande verdade — falei.

– E aí? Alguma ideia? — perguntou-me o Mosca.

– Pior que acabou de vir uma — falei e sorri.

Por Beatriz

Estava ainda no dormitório quando recebo uma mensagem no celular...

– Eu adoro esse creme que a Viviane tem — disse a Milena.

– Caraca, e não é que esse menino entende das coisas — falei sorrindo a o olhar a mensagem o celular.

– Tá falando de quem? — perguntou a Milena.

– Do Eduardo — falei.

– Você gosta dele — disse a Milena sorrindo.

– É... como um ratinho de estimação — falei.

– Ai Bia — disse a Milena.

– Hum, se você conhecesse minha mãe saberia rapidinho que o amor é uma coisa que as pessoas inventam — falei.

– Claro que não — disse a Milena.

– Sério, o amor não existe, é um tipo de coisa que você acha que tá lá mas na verdade não tá — falei.

– Você tá louca — disse a Milena.

– Pode ser, mas amor e eu na mesma frase só em redação, agora bora lá que o Eduardo descobriu como acabar com a filhote de cobra — falei.

– Jura? — perguntou a Milena sorridente, e saímos dali.