Por Eduardo

Estávamos ainda no restaurante do Genaro, (se fosse em outro lugar eu podia beber uma caipirinha) não gostei do suco de limão...

– Então?... Vocês vão querer mais alguma coisa? — perguntou a funcionaria do restaurante.

– Bom... Então, eu tava pensando em der repente... — eu ia falando, mas a funcionaria me encarou — Nada...nada, não — falei.

– Ih... — disse a Beatriz.

– Bom, gente vou indo vou dormir... — disse a Gabriela.

– Tá bom Gabi — disse a Milena.

– Não quer pagar a cota né? — perguntei e ela me encarou, e saiu do restaurante.

– Não fala assim né. — disse a Beatriz, batendo do meu ombro de leve.

– Pessoal a gente já vai indo — disse a Luly chegando junto da gente com o Pingo e a Tereza.

– Beijos — disse a Beatriz para que eles se retirassem logo.

– Tchau — disse a Viviane.

– Tchau, tchau — disse o Mathias, e todos começaram a falar no mesmo tempo, até que eles sairão e o Genaro se aproximou pegando os pratos que estavam em nossa mesa.

– Tá fechando já Genaro? — perguntou a Cristina.

– A noite é uma criança, mas me digam uma coisa... vocês querem ouvir um pouquinho de música? — perguntou o Genaro.

– Sim — disse a Viviane.

– Eu quero — disse a Beatriz.

– Agora — disse o Mosca.

– Opa — disse o Mathias.

– Queremos — falei.

– Podemos dançar seu Genaro? — perguntou a Milena.

– Claro que sim, e olha aqui, "seu Genaro" nem pensar, vá biene cosi? — disse o Genaro.

– Vai Mosca, já vai puxando a mesa — falei, para que nos puxássemos a mesa para o outro lado para ficarmos todos ali com mais espaço.

– Beleza — disse o Mosca.

– Vou levando as cadeiras — disse o Mathias, e assim fizemos, a mesa e as cadeiras ficaram em um cantinho mas afastado do restaurante.

– Que bagunça... — disse a funcionaria do restaurante.

Por Leonardo Maldonado (pai do Eduardo)

Estava tão tarde e nada de meu filho o Eduardo chegar em casa

– Vocês todos são uns incompetentes, pago uma fortuna para vocês, mas pra nada, como o Eduardo saí de casa sem ser visto? Tenho cães, alarmes, vidros brindados, pra que? Se é super visionado por um bando de incapazes, e meu filho deve estar em qualquer lugar aí aprontando uma besteira, alguém sabe onde ele está? — perguntei e uma das empregadas levantou a mão- Muito bem, pode começar a falar — ordenei.

Por Milena

No restaurante eu, a Beatriz e o Mathias estávamos dançando que nem loucos, até que a Cristina me chamou e parei de dançar e fui até ela

– Eu tô bem? — ela me perguntou, não entendi por que a pergunta mas.

– Tá — falei, e ela saiu para perto do Mosca (NÃO, VOCÊ NÃO TÁ BEM, ESSE SEU VESTIDO É HORRÍVEL, E ESSA SUA CARA QUE ME ENOJA?).

– Você não dança Mosca? — perguntou a Cristina.

– Não... agora não — disse o Mosca.

– Poxa... nem comigo? — perguntou a Cristina.

– Sabe o que é Cris? Não quero me prender a ninguém agora — disse o Mosca (ELA ESTAVA DANDO EM CIMA DELE DESDE HOJE CEDO).

– Tá... — disse a Cristina triste, e veio até mim — Amiga vou subir tá? — disse a Cristina.

– Tudo bem, eu vou lá mas tarde — falei, e ela saiu (ela mora no condomínio acima do restaurante) depois que ela foi embora, olhei pro Mosca e o mesmo estava me olhando.

– Vai ficar feito estatua? — perguntou o Eduardo.

– Oque? — perguntou o Mosca num tom alto, o que me fez rir.

– Vai ficar aí o tempo todo que nem estatua? — perguntou o Eduardo , e eu simplesmente voltei a dançar com o pessoal.

Por Marian

Soube que alguém tinha uma pista onde aqueles encrenqueiros estavam, simplesmente marcamos de se encontrar (Eu, e esse alguém)

– Foi você que me ligou? — perguntei vendo um garoto de casaco preto com capuz.

– Sim... — disse o garoto.

– Sabe mesmo onde o pessoal estão ? — perguntei.

– É claro que sei — disse o garoto.

– Se incomoda de me levar agora? — perguntei.

– E a informação vai ter preço, tá ligada né? — perguntou o garoto.

– Uhum — falei, entregando algumas notas de 10 reais a o garoto.

Por Mosca

Já eram 23:51 quando o Genaro me chamou, o pessoal estava dançando varias musicas, e a Milena me olhava assim como eu a olhava de segundo em segundo (VOLTA PRA TERRA MOSCA, o Genaro tá chamando)

– Mosca, você tem cara de ser o mais responsável, e eu tô com sono, faz o seguinte, você fica com a chaves, depois fecha tudo, e amanhã eu passo na sua casa e pego a chave, vá biene cosi? — perguntou o Genaro

– Tá certo — falei e sorri.

– Aqui está — disse ele me entregando a chave — Adios bambinos — disse o Genaro com a gente, e todos o imitaram dizendo "Adios".

Todos continuaram dançando, eu fiquei perto do balção, até que a Milena veio até mim, sorrimos um para o outro, fomos se aproximando um do outro, podia sentir a sua respiração, quando...

– Meu pai vai adorar saber disso — disse a Marian chegando do nada e tirando uma foto com sua câmera, e nos assustando — Ficou boa essa hem... — disse a Marian.

– Que menina chata — Disse a Viviane.

– Recalcada — Disse a Beatriz.

– Mal vestida — Disse a Viviane.

– Fracassada — Disse a Beatriz.

– Deprimida — Falei.

– Ridícula — Disse a Beatriz.

– Vocês acham mesmo que vou cair nessa? — perguntou a Marian.

– Me da isso aí coisa chata — disse o Eduardo tirando a câmera das mãos da Marian.

– Ei — disse a Marian,e o Eduardo jogou a câmera para o Mathias — Vou dizer tudo a o meu pai — disse a Marian.

– Tadinha, ela vai contar tudo pro papaizinho dela — disse o Eduardo, e o Mathias jogou a câmera pra Beatriz.

– Conta tudo pro papai — disse a Beatriz, e jogou a câmera pra Milena e a Marian quase pegou.

– Quase!!! — disse a Milena jogando a câmera para mim, e eu joguei pra Viviane, e a Viviane jogou para a Beatriz.

– Para!!! Me devolvem — disse a Marian

– Se não sabe brincar não desce pro play — disse a Beatriz, e jogou a câmera para o Eduardo, e o Eduardo jogou pro Mathias.

– Vão cansar disso não? — perguntou a Marian.

– Tá muito bom isso — disse o Mathias.

– Pra mim, Mathias — gritou a Viviane e o Mathias jogou a câmera pra ela, e a Viviane jogou pra Beatriz, e a Beatriz jogou pro Mathias.

– Pra mim agora passa pra cá Mathias — disse o Eduardo, e a Beatriz o puxou.

– Uma hora essa brincadeira vai ser chata né? — disse a Beatriz.

– Tô ligado — disse o Eduardo.

– Você tá com medo? — perguntou a Beatriz a o ver que o Eduardo estava nervoso.

– Você não conhece o meu pai — disse o Eduardo

– Ele não sabe que você tá aqui? — perguntou a Beatriz.

– Claro que não — disse o Eduardo.

– Tá... tive uma ideia — disse a Beatriz.

– Vai dividir? — perguntou o Eduardo.

– Aham, MATHIAS, manda aí, manda aí — disse a Beatriz pedindo a câmera e o Mathias jogou para ela, ela pegou e se virou de costas, e a Marian foi até ela e pegou a câmera e a Beatriz sorriu.

– Agora vou esperar meu pai — disse a Marian e saiu do restaurante, e a Beatriz riu.

– Bia!!! — disse a Milena.

– Relaxa Mili, relaxa — disse o Eduardo.

– Sério gente? — perguntou a Milena, e a Beatriz mostrou o cartão de memoria na mão dela — O cartão de memoria!!! — disse a Milena.

– E se tiver ficado alguma foto na câmera? — perguntou o Mathias.

– Vocês não me conhecem — disse a Beatriz, sorrindo.

– Mas e agora? — perguntou a Viviane.

– E agora a gente escuta, a Beatriz tem um plano — disse o Eduardo.

– Pode contar — disse a Milena, a Beatriz nos contou o plano, eu simplesmente fui chamar o Genaro (que participaria do plano) e fui para casa.

Por Marian

Meu pai finalmente tinha chegando nessa bendita Vila lene, já não aguentava mais esperar

– Filha, que fim de mundo é esse? — perguntou meu pai descendo do carro.

– Te falei que era longe, mas fica tranquilo que tá todo mundo aí dentro — falei.

– Todo mundo quem? — perguntou o meu pai.

– O Mosca, a Milena, Mathias, Eduardo, a Viviane e a Beatriz, todo mundo — falei.

– Filha... filha, eles não me interessam — disse o meu pai.

– Só que tá todo mundo dançando bem coladinho, lá dentro, maior pegação — falei mentindo.

– Tem certeza disso? — perguntou o meu pai.

– Mais que certeza, tenho provas — falei sorrindo com a câmera na mão.

– Deixa eu ver — disse meu pai pegando a câmera, e olhando — Marian? — perguntou meu pai.

– Ham? eu não falei que tava maior pegação! — perguntei.

– Não tem nada aqui — disse o meu pai.

– Claro que tem, deixa eu ver — falei pegando a câmera dele e vendo.

– Não tem nada aí Marian — disse o meu pai, e pude ver que não tinha mesmo.

– Vou acabar com aqueles seis... — falei.

– Alô ? ...Como assim o Eduardo desapareceu? — perguntou meu pai a o celular, e logo desligou depois de um tempo, e fomos até o restaurante, onde estava só quatro (Mathias, Eduardo, Beatriz e a Milena) com o Genaro.

– A Albânia teve por muito tempo uma grande importância estratégica para o Reino da Itália, os estrategistas navais italianos cobiçavam o porto de Vlorë e a ilha de Sazan na entrada para a Baía de Vlorë, pois daria a Itália o controle da entrada para o Mar Adriático. — disse o Genaro.

– Ei oque que é isso aqui? — perguntou meu pai.

– Como o que é isso? isso aqui é aula de historia não? — perguntou o Genaro.

– Aqui? — perguntou meu pai.

– Algum problema com o meu restaurante? — perguntou o Genaro.

– E o que vocês tão fazendo aqui? — perguntou meu pai, ignorando o Genaro.

– Uma rodada de estudos, o Genaro é italiano, sabe tudo sobre as invasões da Itália — disse a Beatriz.

– É MENTIRA — falei.

– E eu preciso melhorar minhas notas né — disse o Eduardo

– E eu tenho que ficar na escola, e sou bolsista e só posso ficar lá se minha media estiver acima de oito — disse a Milena.

– Vocês resolveram estudar bem no fim de semana? — perguntou o meu pai.

– Trouxe o que estava faltando... Jonas, veio ajudar a gente com a rodada de estudos? — perguntou a Viviane chegando

– Viviane Albuquerque? — perguntou o meu pai.

– O Genaro da uma boa aula dobre as invasões da Itália e varias outras,e o senhor vai dar que aula mesmo ? — perguntou a Viviane.

– Se ele resolver dar aula, eu juro que bato na Beatriz — disse o Mathias.

– Será? — disse o Eduardo.

– Devo dizer que estou muito feliz por essa iniciativa de vocês — disse o meu pai.

– A ideia foi do Eduardo, mas o pai dele ainda não sabe — disse a Beatriz.

– Ih galera, perdemos a hora aqui — disse o Mathias.

– Ele tá mentindo pai , eles tão MENTINDO — falei.

– Marian, por favor... vocês podem ficar tranquilos que irei avisar a os pais de vocês, mas acho que já está tarde demais — disse o meu pai.

– Sim, tarde, tarde demais — disse o Genaro.

– O Mosca tava agarrado ali com ela — falei alto, apontando para a Milena.

– Marian, marian... cala boca — disse o meu pai, e logo pegou o celular e ligou para a avó do Mathias e para o pai do Eduardo.

– E seu Jonas? vai demorar muito? tô morrendo de sono — disse o Genaro.

– Já liguei para os responsáveis dos garotos, acredito que logo logo estão chegando — disse o meu pai.

Por Eduardo

Depois de tudo isso , o restaurante ficou bem quieto, o Mathias ficou conversando com a Viviane e a Milena, e a Beatriz se afastou um pouco de onde estava, e fui para perto dela e me sentei a o seu lado.

– Valew aí pela força — falei.

– Ah, deixa de onda — disse a Beatriz.

– Sério, você me tirou da maior roubada — falei e nos se olhamos por alguns segundos, e ela desviou o olhar.

– Tô com sono... — disse a Beatriz, se levantando.

– Espera meu pai chegar — falei me levantando.

– Não gosto de pai, vou nessa — disse ela andando para fora do restaurante e eu a segui.

– Querendo manter a fama de durona — falei.

– Que fama, garoto? — perguntou a Beatriz, e saiu para o outro lado da rua, e eu sorri, um tempo depois chegou a avó do Mathias, ele entrou no carro e foi embora, depois o meu pai chegou e começou com as reclamações dele, simplesmente escutei tudo o que ele falou e entrei no carro, e fomos para casa.

Por Beatriz

Dormi no condomínio onde a Luly mora, pois não queria ficar em casa sozinha, acordei, comi meu café da manhã, me arrumei e sai para a rua, e lá não tinha nada pra fazer quando a infeliz da luly chega gritando me procurando

– BEATRIZ??!!- Luly gritou.

– LULY??!! Gritei também, e sorri.

– Achei que você tinha fugido — disse a Luly.

– Para Angras? para acabar com a festinha da minha mãe? — perguntei.

– Ôh meu amor, você fala tão bem ontem — disse a Luly.

– Por que tinha o que fazer — falei.

– Bia, entra... sua mãe quer falar com você por telefone — disse a Luly.

– Ah... quer é? que bonitinha -falei.

– Bia por favor, se não sua mãe fica nervosa, e eu não sei o que fazer quando ela fica assim — disse a Luly.

– Xi... fala para minha mãe que eu tô otima — falei e saí de perto da Luly.

Por Eduardo

– Dá pra olhar para mim quando eu falo com você? — perguntou meu pai.

– Desculpa, pai — falei.

– Você ouviu uma palavra do que eu disse — perguntou meu pai.

– Escutei, ouvi, mas também a gente só estava só estudando — falei.

– Olha aqui... você pode fazer o Jonas de bobo, MAS EU SOU SEU PAI, OLHA PRA MIM E DIZ SE VOCÊS ESTAVAM MESMO ESTUDANDO — disse meu pai gritando.

– Desculpa, pai — falei.

– SÓ isso que você sabe dizer — disse o meu pai.

– A gente só estava se divertindo sem mal algum, era folga- falei.

– EDUARDO, você sabe quantas pessoas no mundo gostariam de ter uma vida como a sua? eu tô investindo caro na sua educação, e gostaria que você fizesse o mesmo — perguntou meu pai.

– Sim senhor... — falei.

– A partir de hoje não quero ver você andando com aqueles desculpados — disse o meu pai.

– Mas pera aí eles são meus amigos — falei.

– Tô criando você para ser alguém, especial, e pessoas especiais não andam com qualquer um — disse o meu pai, e eu abaixei a cabeça — oque que eu falei sobre cabeça baixa? estamos conversados?

– Sim senhor — falei, e meu pai saiu da sala me deixando sozinho, peguei uma garrafinha que estava em meu bolso e bebi... e liguei para Beatriz... - É claro que não bebi nada, tô querendo sair, sei lá, isso aqui tá me sufocando, alô?, alô?... desligou? garota maluca — falei a o celular, e logo sai de casa.

Notas finais
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