Rebel Rebel
9 Encontro pt. 2
Notas iniciais
Pov. Bella
Rosalie tinha se materializado dentro daquela loja e posso afirmar que ela estava me seguindo, não era uma coincidência, era totalmente proposital aquele "encontro".
— Bella não me contou que iriam sair, o que é estranho, pois pensei que ela fosse ficar em casa. — Disse Rosalie — Vocês marcaram isso há muito tempo?
— Rosalie, você não ia fazer as unhas? Vai lá! — disse puxando Edward para o lado oposto de Rosalie — Eu e Edward temos uma coisa muito importante para fazer, até mais!
— Já vai abrir as penas pra ele, né Isabella! — disse Rosalie.
Não sei como minhas mãos chegaram tão rápido ao pescoço dela, só sei que quando me dei conta, Edward estava me segurando enquanto um dos seguranças ajudava Rosalie a levantar do chão.
— Você não perde por esperar, irmãzinha! — disse Rosalie ao sair da loja — E você, Edward, vai se arrepender por estar andando um essa "zinha". Se você trocou a Tânia por isso, só mostra o quão burro você é.
Tentei sair do aperto dos braços do Edward, mas não consegui, infelizmente. Assim que Rosalie saiu daquela loja, eu desabei, chorei mesmo, não merecia uma irmã assim, isso só pode ser algum tipo de castigo divino, não é possível.
— Calma, Bella! — disse Edward — Não ligue para o que sua irmã disse, ela é amiga da Tânia, só está tentando te derrubar.
— Eu juro que vou deixar ela careca, eu vou fazer ela se arrepender, Edward! — disse secando as lágrimas que insistiam em cair. — Eu vou me vingar, pode anotar.
— Não vale a pena, Bella! — Disse me puxando para um abraço — Vamos sair daqui, outro dia vamos ao cinema. Vou te levar em um lugar legal, vem!
Edward me abraçou e me deu um beijo na testa, achei aquilo a coisa mais fofa desse mundo, mas ainda estava muito irritada com a Rosalie. Assim que entramos no carro Edward colocou uma música mais animada para poder levantar meu astral, porém foi em vão.
Edward passou por uma longa estrada, e logo saiu em uma praia que parecia estar um pouco deserta e então estacionou o carro e me olhou sugestivo.
— Esse é o lugar que eu venho pra relaxar, só as minhas irmãs conhecem e agora você, vamos dar uma volta?
— Vamos, mas terei que deixar minha sapatilha aqui, até porque sapatilha e areia não combinam- disse rindo — Pode ser?
— Claro! Vou deixar meus sapatos aqui também — disse tirando os sapatos — Agora podemos ir?
— Claro! – respondi.
Assim que saí do carro percebi que aquele lugar era deserto, não tinha uma alma viva além de nós. O mar tinha a água mais cristalina que eu já vi na minha vida, e as ondas pareciam estar calmas, com pouca espuma.
Edward sentou e percebi que estava me observando, olhei para ele e percebi que ele estava dando batidinhas com as mãos em uma parte da areia que estava perto dele, logo me acomodei ao seu lado e senti um clima meio estranho.
— Posso fazer uma pergunta? – disse Edward – Por que você e Rosalie não se dão bem? Arrancou a cabeça da Barbie dela quando eram pequenas?
— O contrário, ela que fazia isso com as minhas – respondi dando um sorrisinho – Nós nos afastamos um pouco depois da separação nos nossos pais, e a cada ano que se passou após o término nos afastamos mais.
— Entendi! – respondeu-me – Mas isso não justifica ela ser assim, você parece ser um pouquinho nervosinha, mas não merece ser tratada assim.
— Nervosinha? Sério? – fingi estar ofendida – Eu sou uma lady, me respeite.
— Uma lady nervosinha – afirmou rindo.
Após isso houve um momento de silêncio e Edward me olhou nos olhos, sorriu e ajeitou uma mecha de cabelo, que insistia em se soltar por causa do vento, atrás da minha orelha. Sua mão pairou ali e senti um leve carinho na minha face, que logo fechei os olhos e desejei que aquele momento não acabasse.
Curti aquele carinho até o momento em que algo me fez abri os olhos, era a sua respiração contra o meu rosto. Edward ia me beijar, e eu não sabia se era certo deixar, pois ele poderia só estar brincando comigo. Afinal, nós não nos conhecíamos.
Antes que eu pudesse tomar uma decisão concreta senti os lábios de Edward encostando nos meus, seus lábios eram tão macios, sua língua logo pediu passagem e eu dei. Senti suas mãos me puxando, e logo eu estava sentada no colo de Edward com uma perna em cada lado de seu corpo. Aproveitei o momento para sentir a textura dos seus cabelos, que eram tão macios que me lembrava lençóis de seda. Aquilo estava tão bom, e eu não queria que acabasse, mas o celular do Edward começou a tocar e então ele finalizou o nosso beijo com vários selinhos.
— Desculpa, é a Esme! — Disse ao ver o número — Oi, mãe!
— Relaxa — disse entre sussurros
— A Rosalie fez o que? — a cara de Edward não era uma das melhores — Sim, eu estou com a Isabella... Tudo bem, estamos indo.
Assim que Edward desligou a chamada deu para perceber que as coisas não estavam legais.
— O que aconteceu? O que Rosalie fez dessa vez? — perguntei
— Rosalie discutiu com a sua mãe na loja. Esme disse que foi um escândalo, e que Renée expulsou a sua irmã de casa.
— Como? Renée nunca faria isso, nem em um milhão de anos! — Disse sem acredita. Rosalie é a filha preferida — Essa história está muito mal contada, precisamos ir...
— Poxa! Preferia ficar aqui com você, tava tão bom — Disse Edward me deixando vermelha igual a um tomate — Você fica linda corada, parece um morango. Uma coincidência, pois eu adoro morango.
— Edward! — disse escondendo meu rosto no vão do seu pescoço — Para!
— Você realmente quer voltar? — indagou-me
— Eu não quero, mas eu preciso. Tá acontecendo algo muito errado na casa da Renée.
Ao chegar em casa entrei igual a um furação e deu tempo de ver Rosalie descendo com as malas.
— O que aconteceu? Por que está de malas feitas? – perguntei a Rosalie
— Não é da sua conta, irmãzinha! Avisa a Renée que eu ficarei com as Denali e que volto na empresa amanhã para acertar tudo com ela.
Assim que Rose saiu de casa, corri para o andar de cima e estava vazio. Liguei para Alice, mas ela disse que minha mãe não tinha passado lá.
Tomei um banho e coloquei uma roupa confortável, logo sentei no sofá e fiquei esperando Renée chegar, esperei tanto que acabei pegando no sono e só acordei com o barulho da porta.
— Mãe?
— Não meu amor, sou eu!
Senti meu corpo congelar, não era possível, ele não poderia ter voltado. Senti minhas pernas bambearem , logo ele acendeu a luz e eu pude ver aquele sorriso sádico em seu rosto, foi quando tudo escureceu.
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