Rebel Rebel
17 Ela sabia
Notas iniciais
Pov. Bella
Eu cheguei um pouco atrasada no endereço que Esme me deu, a banda já estava lá, junto com outros grupos e por um momento eu cogitei a possibilidade de ele querer fazer um festival em seu aniversário, mas tudo mudou quando vi uma mulher jovem, com cabelos castanho avermelhados, e corpo esguio subir no pequeno palco que tinha no super quintal dos Black.
— Olá, eu sou a Nessie, a melhor amiga do aniversariante e a pessoa responsável por ajudar a escolher as bandas que irão se apresentar. — ela fez uma pausa e ajeitou os seus óculos — Vamos começar pelos Vingardiuns, podem subir, por favor!
Por um momento eu reparei na tal Nessie, ela tinha cabelos longos que iam até o começo da sua cintura, seu rosto era extremamente delicado como uma boneca de porcelana, seus olhos eram verdes e se destacavam por conta do delineado que tinha sido feito, seu nariz era tão delicado quanto o resto e eu poderia jurar que era plástica, ninguém tinha uma genética tão boa assim. E sua boca só finalizava o conjunto da obra, a menina parecia uma modelo.
Após a banda se apresentar, ela organizou rapidamente o outro grupo que estava perto e eles logo subiram para se apresentar, aproveitei para me afastar um pouco do pessoal da banda que parecia que iam infartar a qualquer momento.
Acabei esbarrando em um carinha moreno, de calça jeans, blusa do AC/DC e all star branco, inclusive ele parecia ser o meu "eu" masculino.
— Desculpa, eu não te vi. — disse encarando os olhos negros que me encaravam de volta — Eu não sabia que teriam outras bandas, quem esse cara pensa que é? Deve ser algum delírio de jovem americano idiota!
— É deve ser — ele me respondeu com um ar de deboche, e depois saiu rindo, óbvio que esse cara não era bom da cabeça.
Todos os outros se apresentaram e nós fomos os últimos, o que eu achei uma afronta, pois outras bandas chegaram depois de nós e já tinham ido embora. Eu estava emburrada, de acordo com a Vick, mas era impossível melhorar depois de tanto tempo de espera.
— Nós somos a L.A 155, e nós vamos cantar Decode da banda Paramore. — Senti os primeiros acordes da música e me deixei levar, era como se a adrenalina se direcionasse para a minha voz, e então tudo se encaixasse. -It might kill me, but I want it to be true.
Eu cantei o último verso e então percebi que passei mais da metade da música de olhos fechados, e assim que eu abri o cara que eu esbarrei estava ali na minha frente.
— Eu até gostei, mas não sei se atende aos meus delírios de jovem americano idiota. — É eu tinha falado merda para o Jacob Black, eu e minha boca grande. — Eu gostaria de falar com a vocalista em particular.
Enquanto eu descia do palco, todos estavam me olhando sem entender nada, e pude sentir um olhar de desdém da parte da tal da Nessie, sem entender nada segui Jacob, que agora eu sabia quem era, até um parte do quintal.
— Então você é a filha da Renée? — ele parecia estar querendo rir — Eu não sei se posso contratar uma banda com uma vocalista tão língua solta...
— Você ainda não viu nada! — Epa, aquilo tinha saído em um contexto totalmente diferente do que eu queria passar. — Quer dizer, você só me viu cantando uma música, e...
— Eu acho que já entendi o que você quis dizer, mas eu não fico com uma pessoa que eu acabei de conhecer. — Nãããããão — Você até faz meu estilo, mas sabe com é...
— Não! Você não entendeu nada — E quando eu estava prestes a tentar me explicar, o tal Jacob explodiu em uma gargalhada que chamou a atenção de todos que estavam nos esperando. — Eu não entendo, você...
— Eu estava me vingando pelo "Delírio americano idiota" — disse fazendo aspas com as mãos — Eu pensei que você era durona, e não ficasse sem graça com qualquer coisa, pelo menos foi o que me disseram.
— Quem te disse? — perguntei curiosa.
— Você saberá em breve, inclusive a pessoa estará aqui no dia da festa que você vai cantar então...
— Pera, nós estamos contratados? Mesmo depois do que eu disse?
— É muito difícil alguém falar o que pensa, pelo menos sobre mim e quando eu estou perto, admiro pessoas assim.
— Você sabe que eu nem sabia quem era você, né?
— Eu imaginei, mas agora você conhece e está sendo extremamente sincera, então eu estou certo.
Gostaria de dizer que ele era bem doido, mas só acenei com a cabeça confirmando e dei um sorrisinho de canto, não poupei a minha voz quando gritei para o pessoal da banda.
— Heey, ESTAMOS DENTRO! — eu pude ver a Vick pulando no colo do James e o Laurent fazendo hi-five no Riley — Então, anota o meu número e me passa as músicas que você quer para o seu aniversário e o tema para providenciarmos os nossos trajes.
— Vai ser festa à fantasia e eu vou escolher as músicas, mas vocês também podem cantar o que for de preferência geral. — Assim que ele acabou de falar a tal Nessie fez gestos que queria falar com ele, e eu andei em direção aos meninos da banda.
— Então, onde vamos comemorar?
Após dar uma carona para Vick, eu consegui chegar em casa. Parecia que um caminhão tinha passado por cima de mim, eram tantas coisas que estavam acontecendo e eu só precisava de um tempo para poder relaxar.
Pra variar a casa estava vazia, já era fim de tarde, então logo Renée chegaria e começaria questionar a minha vida inteira, então subi, peguei as minhas coisas e coloquei tudo o que eu poderia precisar em uma mochila e fui direto para Shelby Girl.
Eu não precisei correr e nem gastar muito combustível, pois o meu local de destino não era tão longe da minha casa, mas eu tinha certeza que iria ser bem recebida.
Apertei a campainha, e esperei por alguns minutos até que a porta abriu e eu encontrei uma cena não muito agradável. Era a Tanya saindo com o vestido torto e os sapatos nas mãos, e um Edward que estava vermelho como um tomate enquanto intercalava seu olhar entre mim e Tanya.
— A Alice está? — eu tentei manter a calma, pensei em pônei coloridos e milkshake. E mesmo quando não obtive resposta, eu perguntei novamente — A Alice está?
— Sim. — Essa foi a única resposta que o Edward me deu, então eu encarei a Tanya que possuía um sorriso enorme nos lábios, como se tivesse vencido uma batalha — Pode entrar!
—Obrigada! — Eu entrei, passei pela sala e senti meus olhos marejando, não queria chorar por conta de algo bobo como esse, não valia a pena. Quanto estava prestes a subir as escadas, encontrei uma Alice que parecia espiar o que tinha acabado de acontecer.
Ela me estendeu a mão e me guiou até o quarto dela, assim que Alice fechou a porta ela me encarou, o que fez com que as lágrimas que eu vim segurando desde a escada rolassem sem nenhum pudor.
Por um momento eu pensei em uma desculpa qualquer, mas então Alice cruzou os braços e nesse momento a casa caiu.
Ela sabia. Alice sabia exatamente o que estava acontecendo.
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