Notas iniciais
Eu tinha escrito algo bem legal aqui, mas no exato momento eu estou muito p*** porque eu passei horas refazendo toda a formatação desse budega que o editor de capítulos faz questão de tirar, para quando eu finalmente cliquei para postar esse inferno, a Velox, mais conhecida como servidor do capeta, me fez o favor de não carregar a p**** da página e eu perdi tudo e perdi mais 1h da minha editando tudo de novo. E se o capítulo não for agora eu só vou (tentar) postar de novo amanhã, ou quando eu estiver de bom humor de novo...

— Mãe? — Gritei assim que passei pela porta da frente. Após alguns segundos, em que não obtive resposta, me lembrei vagamente de um cometário que ela havia feito de manhã. Algo sobre não estar em casa.

Suspirei cansada.

Caminhava pesadamente pela casa até o meu quarto, no segundo andar. A penúltima porta do corredor nunca pareceu tão distante.

Vocês humanos demoram muito para se locomover…– Eu saltei de susto, outra vez, quando ouvi a voz soar ridículamente em minha cabeça assim que entrei.

— O.Que.Você.Quer?

O anjo estúpido estava completamente deitado em minha cama queen size. As mãos descansando tranquilamente atrás da cabeça, apoiada nos meus travesseiros. O corpo de Finn era tão grande que por pouco os pés não ficaram pendurados.

Ele deu um sorriso que, por um segundo, me fez lembrar o de Santana, quando ela estava armando.

Eu temia aquele sorriso.

Bom, criança. Já que me privaste do pequeno prazer de lhe atormentar um pouco mais. Responder-lhe-ei todas as perguntas que tiveres.

— Okey. — A essa altura, concordaria com tudo o que ele dissesse. — Mas primeiro eu preciso de um banho, e talvez queimar esse vestido. Esse cheiro de limão congelado nunca mais vai sair dele... E você tire esses pés imundos da minha cama, está sujando meus lençóis novos.

Joguei minha bolsa em um canto qualquer e me tranquei no banheiro.

Fiquei um tempo indeterminado escorada na porta antes de finalmente criar coragem para encher a banheira à poucos passos de distancia. Eu precisava de um bom e longo, muito longo, banho quente.

Estava exausta.

Era como se um peso enorme estivesse sobre meus ombros há muito tempo e só agora me dava conta dele.

O gosto amargo na boca e o estomago embrulhado poderiam ser sinais de alguma doença. Porém cada centímetro do meu corpo sabia que não era tão simples. Nunca era fácil.

Era culpa.

Pelo que eu não sabia ainda. Não entendia.

Eu descartei minhas roupas manchadas no chão. A agua quente em contato com a minha pele causou arrepios no meu corpo tenso. Me fiz o mais confortável possível, encostando a cabeça na borda da banheira, e tentei entender o que acontecia.

O rostinho vermelho e irritado de Beth invadiu meus pensamentos.

A lembrança do parto. A única lembrança que tinha da minha filha. Meu bebê, tão pequeno.

A única vez em que ela esteve em meus braços.

Meu coração se apertou com a memória que parecia tão viva dentro de mim.

Os olhinhos verdes, cheios de lágrimas, encararam cegamente os meus antes de se apertarem com o choro sofrido, tremendo como se estivesse com frio. Provavelmente, estava mesmo.

Mesmo ainda suja com um pouco de sangue, eu nunca tinha visto nada mais bonito que ela.

Todas as noites eu lamentava não tê-la comigo. Nos primeiros dias após o parto — e algumas vezes ainda -, eu sonhava com o som do chorinho de bebê. E então eu chorava baixinho até cair no sono de novo.

Lamentava, mas não me arrependia. Se pudesse voltar no tempo, nas mesmas circunstâncias, talvez tivesse passado um tempo com a mulher que a adotou e assim teria mais certeza que a mulher era adequada para ser mãe do meu bebê.

Infelizmente sempre haveria um ‘e se’ quando pensasse em Beth.

Pensar na situação de Beth me levava a outro ponto.

Rachel.

Pensar em Rachel fez o aperto em meu coração aumentar até quase o insuportável, me sufocando.

A culpa por Rachel me sufocava.

Mas porquê?

Eu nunca me orgulhei das coisas ruins que fiz, a maioria voltada para ela, mas já tinha algum tempo que — toda vez em que lembrava o tanto que eu já a maltratei — meu coração chorava. Como se ter consciência de ser o motivo do sofrimento dela fosse muito mais doloroso para mim. Como se sangrasse em minha alma.

Talvez fosse esse o motivo do peso em meus ombros. A culpa. O arrependimento. Nenhum deles nunca acompanhados de um pedido de desculpas.

Não sei precisar quanto tempo passei dentro d’água. Foi tempo suficiente para fazer com que minha pele parecesse a de alguem com o triplo da minha idade.

Saí do banheiro envolta no meu roupão favorito. Lilás, de algodão.

Levy estava na mesma posição de antes.

Quase.

Ele virou os pés para o lado de maneira que os sapatos sujos pendessem fora do colchão.

Tinha os olhos fechados como se dormisse.

Eu posso segurar, sabe.– A voz tranquila ecoou em meus pensamentos quando sentei na borda da cama.

— Segurar? — Virei meu rosto para olhar em seus olhos, porém eles continuavam fechados.

Seu sofrimento. Na maior parte do tempo eu consigo absorvê-lo quase que completamente. Mas de vez em quando... Se torna de mais até para mim.

— É quando toda a merda desaba em minha cabeça, imagino… — Deixei uma risada baixa escapar ao notar o cenho do anjo se franzir imediatamente após minhas palavras.

Eu não usaria tal vocábulo, mas sim. É sim.

— Muito bem. O que você quer que eu faça? — Até a lufada de ar que soltei parecia incrivelmente pesada, como todo o resto.

Não sou eu quem tem que querer, criança, é você. O vosso destino depende apenas de ti. — Ele abriu os olhos, me dirigindo um sorriso suave.

— Mas o que devo fazer?

Siga seu coração, Lucy. Ele lhe tem gritado a meses. Silencia-te e escuta-o.

— Eu ainda não sei o que isso significa…

Descobrirá. Não se preocupe, na hora certa vais saber o que fazer.

— Conte aquela história outra vez… — Disse disse algum tempo depois. O pijama de flanela com desenhos de corações aquecia conformavelmente meu corpo — Levy dissera que eu parecia uma criança vestida daquela maneira -, estava deitada ao lado dele na cama.

Ambos olhavam o teto impecavelmente branco.

Que história?

— Aquela das Almas Gladiadoras, ou algo assim.

Espíritos Guerreiros, Lucy.

— Tanta faz.

Bom… Você, como a maioria dos humanos já ouviu falar da hierarquia dos anjos.– Balancei a cabeça em confirmação. — Eu sou um Querubim, um Anjo Guardião, meu trabalho é semelhante ao dos Anjos da Guarda, que todo humano possui, porém, àqueles como eu cabem proteger do mal os ‘humanos especiais’. Na maioria das vezes os humanos descem à Terra com a alma que lhe é predestinada pelo Senhor. Mas existem esses ‘humanos especiais’, casos raros em que junto ao novo humano surgido na Terra nasce também uma nova alma.

“Os humanos são a obra prima d’Ele, sua criação mais perfeita. Uma criação tão bela, quanto essa, ao gerar uma nova alma, gera um espírito tão poderoso que essa alma é tão magnífica quanto os seres mais fortes à serviço d’Ele: Os Serafins, Serafins são os seres mais velhos e mais próximos à Ele. Na sua língua primitiva de adolescente: O topo da cadeia alimentar.

Ele olhou pra mim com um sorriso zombeteiro me fazendo rolar os olhos em exasperação — mesmo que também estivesse sorrindo.

Essas novas almas são capazes de suportar as mais diversas provações que as forças obscuras possam tentar contra elas, porém isto não significa que são imunes à elas. É por esta razão que o Senhor fez de nos, Querubins, seus Anjos Guardiões.

“Por serem uma força tão guerreira, Ele às nomeou Espíritos Guerreiros que, ao padecer de sua frágil forma humana, se unem ao Pai em sua mais alta infantaria com o dever de zelar pelo bem de todos os seres e levar a justiça divina aos desviados comandados por Aquele que outrora fora um de nós.

— Você disse, antes, q-que eu sou um desses Espíritos. — Eu me recusava a olhar em sua direção. Seu olhar queimava um ponto em meu rosto.

Exato.

— Então…

Então, quando seu corpo voltar ao pó, sua alma jamais voltará ao plano terrestre na forma humana, pois sua missão não é na Terra, e sim ao lado d’Ele.

— Uau… — Foi tudo o que pude dizer.

Mas não se esqueça, Lucy. Para quer isso aconteça, precisas salvar tua alma do castigo eterno. Busque o caminho que levar-lhe-á a salvação, ele está mais próximo de ti do que imaginas.

— Quinn? Filha? — Levantei — mais uma vez naquele dia — com um solavanco, a tempo de ver a porta do quarto se abrir e minha mãe aparecer por trás dela.

— Oi filha, teve um bom dia? — Varri o quarto com os olhos, assustada. Levy tinha sumido.

Ela sentou ao meu lado na beirada da cama e passou a mão em meus cabelos. Eu fechei os olhos com o gesto de carinho e me aconcheguei à ela.

— Foi normal. — Não poderia dizer nem metade do que tinha acontecido, muito menos a parte do slushie.

— Está tarde, já jantou? — Eu não tinha ideia de quanto tempo havia se passado desde que cheguei da escola. Uma olhada rápida ao relógio de pulso me disse que tinha sido a muito tempo.

— Não estou com fome.

— Okey, vou deixar um suco e um lanchinho na cozinha caso você queira comer de madrugada. Agora vai dormir. — Ela beijou minha cabeça e se levantou.

— Obrigada, mãe. Boa noite.

— Boa noite, Quinn.

— Levy, você está ai? — Sussurrei alguns minutos depois que a porta do meu quarto se fechou.

A única resposta que obtive foi um som de risadas em minha cabeça.

Notas finais
Se tiver algum erro é porque eu fiquei sem paciente para procurar tudo de novo, então me desculpem (se for algo muito grande me avisem para que eu possa consertar). Agora, momento marketing do dia(tendo que escrever essa merda toda de novo @%#$&): Meu querido amigo, Fenix, e eu estamos com um projeto novo. É um 'seriado', baseado em sitcoms (ex.: TBBT, Friends, etc.), onde eu faço o roteiro e ele transforma em vídeo usando sei lá que jogo, não sei quando sai, depende da minha velocidade para escrever os roteiros. dois personagens terão suas personalidades baseadas na Q e na Santana. Se vocês se interessarem e quiserem saber um pouco mais sobre esse projeto podem perguntar para o meu amigo pelos dois links abaixo: http://fanfiction.com.br/u/20410/ https://www.facebook.com/fenix.machado.9?ref=ts&fref=ts Até semana que vem ;)