Notas iniciais
EU VOLTEEEII!!!! Tá, como eu disse rapidamente no Ask.fm eu não pude postar porque estava em uma semana muuuito importante: a semana do trote. Sim, a pessoa que aqui vós fala é, finalmente, uma universitária. É uma notícia maravilhosa para mim e nem tanto assim para vocês. A partir de agora não teria mais tanto tempo para escrever a fic e por isso as postagens passaram a ser feitas no fim de semana (provavelmente domingo). 'Mhell, você vai postar todo domingo?' Não sei, espero que sim, mas vai depender da minha carga de estudos. Bem, é isso. Boa leitura (Hehe).

— 176 DIAS — 15/9/11, quinta-feira

— Muito bem, crianças. Já chega por hoje. — O professor Schuester finalmente encerrou o encontro do dia. Mike e Finn foram os primeiros a se jogar no chão. Kurt, Mercedes e Tina praticamente desmaiaram nas cadeiras, assim como eu no piano.

As aulas de dança estavam extremamente puxadas. Mike e Brittany eram dançarinos quase profissionais, Santana era uma Cheerio, até pouco tempo atrás eu também. E como Rachel já fez questão de dizer inúmeras vezes, ela malhava e fazia aulas de dança desde o três anos. Para todos os outros — especialmente Finn e Mercedes -, as aulas eram uma verdadeira tortura.

— Estou muito contente com nossas aulas, pessoal. Finn, Mercedes, vocês tem me deixado muito orgulhoso. Estamos melhorando e vamos melhorar cada vez mais tenho certeza. Na próxima aula eu vou trazer o primeiro tema e semana que vem quero ver as apresentações. Como estamos indo como o novo membro da equipe?

— Ninguém quer fazer parte do coral Sr. Schue. — Kurt lamentou de seu canto na cadeira.

Rachel estava muito ocupada, mexendo em diversos papéis em sua mochila desde que se sentou, para opinar.

— Ontem foi o teste para os jogadores novos, professor. — Finn praticamente vomitou as palavras ainda estirado no show. Para um atleta, ele tinha pouquíssimo fôlego. — Tem esse cara novo, posso tentar algo com ele. Afinal, ele ainda não sabe da nossa fama. — Se ele continuasse falando, certamente iria desmaiar.

Pelo canto do olho, vi Rachel se levantar com uma garrafa de água. Ela se sentou próxima a Finn e embalou sua cabeça no colo enquanto molhava o rosto dele com respingos dos dedos.

Assim como no corredor dias atrás, ver os dois juntos, agindo daquela forma, me fazia sentir um estranho incomodo e por um momento desejei que fosse o meu rosto sendo acariciado por seus dedos.

Assustada com o rumo dos meus pensamentos, levantei subitamente do piano.

— E-eu preciso ir. Só faltam cinco minutos para o sinal, posso ir, professor? — Gaguejei quanto todos olharam para mim. Santana, que estava conversando com Brittany no outro extremo da sala, me encarou com desconfiança.

— Ah, claro, Quinn. Os outros também podem ir se quiser.

— Assim que a gente puder levantar Sr. Schue. — Ouvi Finn resmungar enquanto corria para fora.

— Ei, Fabray, espera. — Estava entrando no estacionamento quando ouvi Santana. Ela e Britt vinham correndo pelo corredor para me alcançar.

— O que querem?

— O que foi aquilo? — Santana perguntou ofegante. Brittany olhava para os lados, desinteressada.

— Não sei do está falando. — Tá, até parece que ela compraria essa.

— Não se faça de sonsa, sei que você não é tão burra quanto parece. Você está esquisita desde que voltou. — Ela olhou pelo corredor antes de se aproximar e sussurrar: — Tem a ver com… Aquilo? Porque se for, sou obrigada a dizer, sua obsessão com Hobbeia já está pegando mal para você.

Espera, o que?

— O que diabos é Hobbeia? — Se eu estive em frente a um espelho, tenho certeza que veria a maior expressão de incredibilidade da história.

— Ah, você sabe, o casalzinho. O Hobbit e a Baleia. Hobbeia.

— Ok. Primeiro: Não, não tem nada com aquilo, eu tenho uma coisa importante para fazer. Esquece isso. Segundo: Você é doente.

— Tudo bem. Vai embora, não me conta. Quem sou eu afinal de contas, né? Só a sua amiga desde que você chegou na cidade. Eu, que te coloquei nas Cheerios e nunca, nunquinha, ouvi um ‘obrigada, Santana’ ou ‘valeu pela ajuda, Santana’, ‘o que seria de mim se você não tivesse me colocado no círculo dos populares, Santana’.

Santana era conhecida pelo sarcasmo, mas o que ninguém sabia é que ela podia ser tão dramática quanto Rachel Berry.

Não que eu já tenha dito isso para ela.

Entenda, não tenho medo dela, só não estou disposta a arranjar uma briga que eu não posso vencer sem usar métodos que envolvam sangue e ossos quebrados. Dei muito duro para chegar ao corpo perfeito. Jamais iria arriscar danificá-lo desse jeito.

Tive que respirar fundo para não dar um resposta mal criada, isso só iria tornar impossível de me livrar dela.

— Menos, Santana. Tenho mais o que fazer, tchau para vocês.

— Eu vou descobrir o motivo, Quinn. Disso e da sua nova aversão a tesouras.

xXx

— Levy, desce do carro. Eu não quero meu capô amassado. — Eu o encontrei confortavelmente deitado sobre o meu carro. Ele parecia diferente de novo. Mais relaxado. Definitivamente.

E então?– Ele perguntou quando dei partida no carro. — Como foi a conversa?

É claro que ele sabia.

— Não foi. Puck não quis me perdoar e eu não o culpo.

Tenha paciência, criança. Tudo se acertará no devido tempo.

Assim espero.

xXx

— Milorde, trago notícias. — Espírito de sombras se aproximou de nós. Meu líder tinha reunidos seus principais e mais leais aliados.

Inclusive eu.

— Diga. — Milorde era o ser mais ardiloso que viveu sobre a Terra. E sob ela também. Ele já deveria saber qual era a notícia. Ordenar o espírito a dizer significava que era algo que todos deveriam ouvir.

— Um Espírito Guerreiro foi sentido pelos ancestrais. — O espírito sibilava como uma cobra.

Os outros aliados começaram um murmurio imediatamente após aquelas palavras. Dificilmente um Espírito Guerreiro era sentido pelos inferiores. Seus anjos os salvavam da perdição muito antes disso.

Na verdade, apenas um deles jamais foi salvo. O primeiro surgido. Milorde.

— Meus irmãos, — Milorde chamou a atenção de todos. — há muitos milênios não chega ao nosso conhecimento o chamado sombrio de um Guerreiro. Os soldados daquele que se diz misericordioso têm tomado-os para si. Um à um. Ele nos condena a viver nas sombras. Quero este Espírito ao meu lado. Um é mais que suficiente para nós, pois o nosso poder é maior nas trevas. Sou a prova viva.

As possibilidades eram infinitas. Com mais um Espírito Guerreiro corrompido entre nós nossa força dobraria e Ele, com seus estúpidos anjos marionetes, não teriam chance.

— Você. — Milorde apontou para mim, escondido entre os demais. — Aproxime-se.

Sentia meu corpo tremer. Nunca antes tinha sido chamado diretamente por milorde. Nunca antes cheguei tão perto dele. Nunca fui tocado por ele.

Até agora.

— Meu rebento mais promissor. — Milorde chegou mais perto, saindo das sombras, a ponto de que pudesse notar suas vestes, mais negras que a noite, cobrindo todo o seu corpo. O rosto coberto por um capuz. A mão cadavérica segurou-me pelo ombro. — Observo-o a muito tempo, desde muito antes de chegares até mim. A missão de trazer o Espírito é sua. Traga-o para mim e farei de ti meu braço direito, meus olhos, minha mão, minha justiça.

Eu não podia acreditar. Tamanha honra, ser o mais próximo de milorde. Todos me invejariam. A simples menção de meu nome evocaria a cólera de todos os inferiores.

— Será uma honra, milorde.

— Uma honra de fato. Um presente que não é dado para qualquer um, mas saiba, meu querido; — A mão em meu ombro subiu lentamente até estar fechada ao redor de minha garganta. Minha pele começou a queimar e me desesperei tentando me soltar. — Falhar não é uma opção.

Eu não falharia.

Notas finais
ask.fm/ApenasFlores