Reason

12 Uma fofura de namorado!


Notas iniciais
Oi gente, boa noite de domingão para vocês! Ai vai mais um capitulo fresquinho, e devo confessar que amei escrevê-lo! Diretamente de Pedro para Luiza: https://www.youtube.com/watch?v=x7KjLEQusTs

Pedro estava surpreendendo não só a sua nova namorada, ou melhor, a sua primeira namorada, mas a todos que o conhecia. Pela primeira vez, ele sentia-se realmente apaixonado por uma mulher, para ele, Luiza era muito mais do que “uma noite perfeita”, ela era alguém com quem ele começou a sonhar em construir uma família, se casar. Sim, casar-se nunca esteve presente nos planos de curto, nem mesmo de longo prazo. Muitos caras da mesma idade achavam que se casar, mesmo que houvesse traição ou separação depois, era algo como parte da vida, no caso, se um homem chegasse aos 35 anos sem uma noiva, completamente solteiro, estaria perdido. Mas Pedro sempre pensou diferente, casamento não era uma meta que todo ser humano teria que obter na vida, mas sim uma coisa arcaica imposta pelo modelo machista e consumista da sociedade. Portanto, desde que conheceu Luiza, ele parecia ser uma outra pessoa, um novo homem.

Luiza estava surpresa, jamais achou que poderia gostar tanto dele assim... Era uma quarta à noite e a moça havia ido à faculdade apenas para assistir duas aulas de literatura e entregar um trabalho de produção de textos. Naquela noite eles estavam completando um mês de namoro, e Pedro havia lhe convidado para jantar no apartamento dele, ela não hesitou, pois aquilo soou muito romântico e normal. Obviamente ela já tinha em mente o que poderia acontecer, afinal ele já vinha se controlando bastante, entretanto Luiza ainda não se sentia pronta o suficiente. “Seja o que tiver de ser” pensou ao sair da faculdade, quando Pedro a aguardava com um buquê de rosas vermelhas em mãos.

—Oi, namorada! Está pronta para experimentar o melhor jantar da sua vida? –perguntou com um sorriso no canto dos lábios olhando diretamente para ela.

—Sim, e como não estaria? Você fez o pedido naquele restaurante como indiquei? –disse sorrindo com o ar vitorioso de Pedro.

—Ah, Lu, essa brincadeira já perdeu a graça! Eu cozinho bem, pode perguntar a quem quiser, até preparei a torta de morango que você tanto ama... Acho que mereço um pouco mais de credibilidade, não? –Pedro se aproximou da moça e lhe entregou as rosas beijando seus lábios docemente.

—Certo, certo. Acho que preciso dar um voto de confiança para meu namorado cozinheiro mais cavalheiro do mundo! –disse fazendo uma careta para ele que sorriu largamente.

—Muito obrigada, meu amor. Agora vamos! –segurando na mão da moça, Pedro caminhou ao seu lado até o estacionamento.

Em mais ou menos meia hora os dois chegaram ao apartamento do rapaz, assim que Luiza entrou viu uma cena de filme romântico, estava tudo maravilhoso. Na sala havia pouca luz, e algumas velas iluminavam o ambiente deixando tudo muito bonito, com um ar rústico também. Caminhando até a sala de jantar improvisada, pois o apartamento não tinha muitas divisões, a loira encontrou uma mesa posta para duas pessoas, com taças, vinho e um arranjo de rosas vermelhas no centro. No chão, muitas pétalas de rosas estavam espalhadas, e então ela percebeu que não tinha mais dúvidas, a primeira vez deles iria acontecer naquela noite.

Pedro serviu um pouco de salada de camarão como entrada, e depois colocou um pouco de arroz branco com frango ao molho madeira e bolinhos de bacalhau. O prato ficou uma mistura só, mas estava tudo muito gostoso. Sorrindo ela não pôde negar o elogio.

—E não é que você sabe cozinhar mesmo, namorado!?

—Mas é claro que sei, boba, eu disse pra você... Minha mãe e a vovó me ensinaram direitinho, e em modesta parte, fui um ótimo aluno. –constatou com um largo sorriso dando uma piscadela para Luiza.

—Claro, claro. E muito humilde também, não esqueça. –falou olhando por entre a taça que levou até a boca para saborear um pouco mais do vinho.

—Sim, sim. Você vai querer uma fatia da torta agora? Essa eu não sei se ficou tão boa, mas me esforcei muito, devo admitir que não sou lá essas coisas quando o assunto é sobremesas.

—Oull, olha só, acho que meu namorado não é tão bom cozinheiro como eu pensava... –disse sorrindo sarcasticamente.

—Mulheres! Você acerta em tudo, mas se errar em uma única coisa, todo o resto é esquecido... –murmurou levantando para pegar a torta.

—Meu bem, quando essa única coisa é a torta preferida da sua linda namorada, acho que o resto não é tão importante assim... –disse sorrindo alto.

—Obrigada pela consideração, meu bem! –falou balançando a cabeça negativamente enquanto um sorriso bobo brincava em seus lábios.

Luiza comeu sua fatia de torta e em seguida pediu para repetir. Pedro lhe entregou mais um pedaço e sorriu satisfeito com o resultado que estava causando em sua namorada.

Entre risos, eles se sentaram no sofá da sala. Pedro perguntou a moça se ela iria dormir com ele, alegando que poderiam apenas dormir, de fato, ele recebeu uma resposta positiva. Como já havia pensado naquilo, o rapaz comprara um pijama lindo para Luiza, meio sem graça lhe entregou uma lingerie que combinava com o pijama. Gargalhando Luiza pegou as peças, sentando na beirada da cama do rapaz, ela passou a analisá-las.

O sutiã era lindo, todo na cor rosa chá, ele tinha vários detalhes de renda com um pouco de bojo para modelar os seios, que no caso dela só serviam para isso mesmo, pois seus seios não eram enormes, mas não deixavam a desejar. A calcinha era composta, nada de “fio dental” e toda rendada com um pouco de transparência. O pijama, na verdade, era uma camisola de seda na mesma cor, extremamente confortável e sensual.

—Você planejou tudo, não foi? –perguntou olhando para o rapaz que estava em pé a sua frente observando-a.

—Mais ou menos... Você gostou? –sorriu aproximando-se.

—Sim, mas... –disse enquanto o rapaz se ajoelhava a sua frente para lhe olhar nos olhos.

—Lu, não somos mais crianças! Eu estou louco por você, e a menos que você não queira, não vejo motivos para não darmos esse passo em nosso relacionamento, entende? –falou gentilmente segurando seu rosto.

—Eu sei, não é que eu não queira... é que... –falou soltando o ar de uma vez, lembrando nitidamente do rosto de Marcelo.

—É que?

—Bom, é que nada, vamos deixar as coisas acontecerem naturalmente, tudo bem!? –sorriu olhando diretamente nos olhos do rapaz.

—sim, tudo bem. Agora pode ir tomar um banho se quiser, tem uma toalha pra você e tudo o que precisa em cima da pia. –levantou-se beijando a testa da moça afim de que ela sentisse o quanto ele a respeitava.

—Obrigada, você é o namorado mais fofo de todos os tempos. –disse sorrindo largamente.

—Fofo não, Luiza, pelo o amor de Deus! –reclamou fingindo estar magoado.

—Okay, gentil, gentil! Está melhor assim? –perguntou já a caminho do banheiro.

—sim. –respondeu desabotoando a camisa de tecido que vestia.

Luiza estava um pouco nervosa, e para ela aquilo soava como se fosse sua primeira vez. A insegurança começou a lhe perturbar por dois motivos, o primeiro era que como Thiago havia sido o primeiro e único ela não sabia ao certo se era boa em satisfazer um homem, de acordo com o seu ex namorado, quando ele estava de bom humor ela era maravilhosa, mas quando contrário ela era a pior companheira que poderia existir, e o segundo motivo eram as lembranças de Marcelo. Marcelo conseguia tomar todos os seus pensamentos, até mesmo num momento como aquele.

Saindo do box, a loira olhou-se no espelho e sorriu como uma menina, sorriso esse que denotava ansiedade e aflição. Entretanto ela respirou fundo e começou a se vestir, a lingerie ficou perfeita e uma dúvida surgiu em sua mente: “Como ele sabia o meu tamanho?”. Tentando expulsar o bolo de neve que havia se formado em seu cérebro, Luiza passou as mãos entre os fios molhados tentando secá-los e separá-los manualmente uma vez que não tinha uma escova apropriada. Quando se sentiu pronta, a moça saiu do banheiro e encontrou Pedro sentado encostado no espelho da cama mexendo em seu iPhone distraidamente, porém quando ela caminhou em direção a saída do quarto ele levantou o olhar e pareceu paralisar com a sua visão.

—Vou aqui na sala buscar minha bolsa, rapidinho..! –avisou sorrindo de lado notando o olhar penetrante de Pedro em seu corpo, mas especificamente em suas pernas que estavam totalmente a mostra.

—Tá.. tá! É... bom, eu vou tomar um banho rápido, mas prometo que não vou demorar nem mesmo um décimo do que você demorou... –disse sorrindo, retornando do transe em que se encontrava.

—Certo, mas não reclame quando uma mulher demora no banho... tudo o que queremos é ficarmos bonitas, primeiramente para nós mesmas e depois para vocês, homens bobos e irritantemente impacientes! –reclamou brincalhona segurando a maçaneta da porta.

—Não está mais aqui quem falou! Ah, e mudando de assunto, você está tão bonita... –disse levantando-se com um olhar maroto brincando em seu rosto.

—Não me venha com trechos de músicas sertanejas, namorado! –falou alto já em direção a sala.

Pedro apenas sorriu com a resposta de uma das mulheres mais lindas que ele já havia visto na vida. Pensando em tudo o que poderia acontecer naquela noite, o rapaz apressou os passos em direção ao banheiro e entrou no box afim de pôr em prática tudo o que tomava sua mente.

Luiza pegou a bolsa e voltou para o quarto, a loira se perfumou e passou um pouco de hidratante nas pernas, o creme era o seu xodó, tinha um aroma doce que ela amava e deixava sua pele extremamente macia. Sem vergonha alguma, Pedro saiu do banheiro apenas com uma toalha enrolada na cintura, quando Luiza ergueu o olhar, presenciou a figura de um potencial deus grego. Os braços eram maravilhosamente definidos e a barriga parecia ter sido esculpida a mão, o cabelo dele deixava alguns pingos de água escorrerem pela testa e costas. Algo dentro dela começou a se agitar, rapidamente ela endireitou-se na cama, encostando eretamente no espelho da mesma, cruzando as pernas estendidas no colchão magnificamente fofo. Um sorriso meio travesso, meio apreensivo estampava seu rosto, ela não queria parecer uma adolescente virgem, mas estava cada vez mais difícil.

—Hey, não precisa ficar nervosa. Iremos devagar, não quero que faça nada que não estiver afim. Sou homem, mas antes de qualquer coisa sou seu namorado, quero te amar e te fazer feliz, do jeitinho que você merece. –disse passando a mão pelos ombros da moça trazendo-a para si.

—Eu sei, você é meu namorado, cavalheiro e incrivelmente gentil, não é mesmo!? –disse sorrindo descansando a cabeça no peito nu de Pedro que vestia apenas uma samba canção preta.

—Exatamente! E o principal, eu amo você, Luiza! –falou próximo ao ouvido da moça, fazendo a pele sensível daquela região eriçar ao sentir o hálito quente que vinha de Pedro.

Apertem o PLAY!

Sem conseguir pensar em outra coisa, Luiza levantou a cabeça e beijou os lábios de Pedro, rapidamente ele segurou sua cintura e devolveu na mesma moeda. Os beijos dos dois sempre começavam lentos e suaves, mas esse começou diferente, um desejo reciproco regava-o, Pedro mordeu o lábio inferior da loira, o que a fez soltar um gemido quase inaudível e aquele pequeno som foi o suficiente para Pedro entender que ela queria o mesmo que ele.

—Eii, não seria melhor apagar a luz? –perguntou Luiza sorrindo com as bochechas coradas e os lábios vermelhos pela veracidade dos beijos.

—Você tem vergonha de alguma coisa? Não está à vontade? –perguntou rapidamente olhando-a nos olhos.

—Não é isso, é só que... seilá acho que melhoraria o clima, não? –disse repreendendo-se por aquilo.” Quando foi que eu comecei a me preocupar com a iluminação?”

—Sem problemas, Lu! Só um momento. –rapidamente Pedro apagou a luz do quarto, deixando apenas as luzes das velas iluminarem o ambiente, por ele, ficava tudo aceso, mas ela tinha razão, o clima que se instalou no quarto emanava romance.

Pedro tomava a boca de Luiza com paixão e ela retribuía em caricias que marcavam suas costas, o desejo se concentrou no pé da barriga da loira quando Pedro se afastou levemente para subir o tecido leve de seda. Ficando apenas de lingerie, Luiza conseguiu sentir toda a vontade de Pedro no toque que ele deu em suas cochas enquanto a beijava mais uma vez.

—Você é maravilhosa! –sussurrou em seu ouvido direito.

A moça nada conseguia pronunciar, apenas deixou-se levar pelo embalo que o corpo de Pedro a conduzia. Beijando seu pescoço, ele começou a descer os beijos passando pela clavícula dela, demorando-se um pouco no vão dos seus seios. Como num rompante uma frase se apoderou da mente da moça: “Você não me desejou boa noite!”. Era a voz de Marcelo, era a voz de Marcelo igual como na noite em que eles se beijaram pela primeira vez, aquela voz meio rouca lotada de desejo! “Não, não! Sai daqui! Me deixa em paz, você já disse que não me quer, me deixa em paz!” Repetia para si mesma como um mantra. Sem conseguir se livrar da voz dele em sua mente, ela tentou se concentrar no que estava acontecendo ali. Mas quando sentiu os lábios de Pedro tocaram na parte interna da sua coxa, ela viu o que estava prestes a cometer. Subitamente ela disse:

—Não!

—O que? Como assim? Você está bem? –perguntou Pedro erguendo o olhar, parando no mesmo instante o que estava fazendo.

—Nada, nada. Mas acho que isso não pode acontecer... Não agora, não hoje! –falou sentando-se na cama de frente para Pedro que também sentou-se.

—O que houve? Eu achei que você queria... –falou olhando diretamente em seus olhos.

—Eu sei, e eu quero, mas ainda não estou pronta! Me desculpe, não deveria ter deixado as coisas chegarem até aqui. –pediu passando as duas mãos nos cabelos.

—É o seu ex? você ainda gosta daquele idiota, Luiza? –perguntou, vendo que não havia mais motivos para aquela reação.

—Não, não é ele... –disse apenas, desviando o olhar.

—Mas é outro, né? Você não quer transar comigo porque está apaixonada por outra pessoa? –Pedro já não aguentava mais, ele sentia que ela não estava 100% com ele, precisava saber de uma vez por todas onde realmente estava pisando.

—Olha, Pedro, sei que as outras garotas podem achar isso bobo e antiquado, mas eu gosto de fazer amor com alguém no real sentido da expressão, entende? Você sabe que ainda não sou completamente apaixonada por você, então prefiro que isso aconteça entre nós quando eu estiver mais segura no que diz respeito aos meus sentimentos. Se existe mais alguém ou não aqui dentro não importa, porque esse alguém já deixou claro que não me quer como mulher, e eu estou com você e mais ninguém. Entretanto quero realmente estar segura para poder te fazer feliz por inteiro. –respondeu segurando nas mãos do rapaz que a olhava com um ar de frustração.

—Tudo bem, eu entendo; Bom, eu não vou questionar mais nada, como eu disse quero que seja natural, quero que você venha pra mim livre de qualquer impedimento. Me desculpe por ter forçado um pouco a barra. –falou num tom sério, tentando manter-se focado naquela pequena “DR”, uma vez que sua namorada estava apenas de lingerie na sua frente, sentada na sua cama.

—Eu não tenho palavras para expressar o quanto admiro esse seu jeito compreensivo. –falou abraçando-o fortemente.

—Só não judia tanto desse pobre homem aqui, tá!? –disse fingindo um tom meio choroso.

—Não vou. Olha só, que tal você me emprestar uma dessas aí e uma camisa sua, só assim poderemos dormir juntinhos sem que você sofra muito... –sugeriu com um sorriso no canto da boca.

—Bom, por mim você poderia ficar do jeitinho que estar, mas como tenho amor ao meu amiguinho aqui, vou fazer exatamente o que você disse! –sorriu fazendo Luiza corar um pouco por ter baixado o olhar para observar o “amiguinho” dele que estava pronto para brincar.

Já com as roupas folgadas de Pedro, Luiza deitou ao seu lado e notou que tudo estava mais “calmo”. Ela se aconchegou no peito do seu namorado e adormeceu, entretanto a bendita voz ainda permanecia no mesmo lugar.

Pedro demorou um pouco mais para cair no sono, as palavras de Luiza o agitavam, era óbvio que ela estava interessada em outra pessoa. Mas quem poderia ser? Entretanto de uma coisa ele tinha certeza, jamais iria desistir dela. Por fim, nada do que havia esperado aconteceu, mas ainda bem que, assim como dizia a poeta: “Ainda bem que sempre existe outro dia. E outros sonhos. E outros risos. E outras pessoas. E outras coisas”. Mas no caso dele, esse poema só se aplicava na parte do “outro dia”, pois os risos, sonhos, pessoas e coisas ele queria que coexistissem ao lado de Luiza.

Notas finais
Louca para saber a opinião de vocês sobre esse capitulo! dese já, quero agradecer o carinho de cada um que deixa os reviews mais lindos do mundo *.* Até o próximo amores, fiquem com Deus!