Reaprendendo a amar
3 Capítulo 2.
Notas iniciais
Naquele dia Yasmin acordou no horário. Fez a sua rotina apressadamente para não perder a hora novamente e ainda conseguir se encontrar com o misterioso medibruxo Leonardo. Ele tinha instigado a curiosidade dela para conhecê-lo melhor, ainda mais após a demonstração de um pouquinho de sua personalidade através das cartas.
Portanto, chegou ao local combinado dez minutos antes do horário marcado. Ficou lá observando a avenida agitada de Londres. Aquele era um bairro bruxo, por isso várias pessoas seguiam em direção aos órgãos de atendimento público, como o Ministério, outros iam ao Gringotes... Cada um tomando seu rumo.
Alguns meninos passavam por ela observando-a de cima a baixo, e isso a incomodou um pouco, mas resolveu ignorar.
Quando o relógio deu exatamente cinco para as sete Leo apareceu já com seu jaleco.
— Ei! – ele a cumprimentou com um beijo no rosto.
— Oi! – Yasmin respondeu um pouco nervosa.
— Aqui está, senhorita Yasmin – ele estendeu a pasta para a menina que a pegou.
— Nossa! – ela exclamou. – Realmente... Muito obrigada, viu? E desculpa transtornar sua rotina! Se não fosse você eu não teria as atividades de hoje.
Leonardo sorriu mostrando suas covinhas. Ele ajeitou o jaleco e Yasmin observou rapidamente que o logo do hospital era do St. Mungus.
— Não se preocupe – ele respondeu. – Me retribua esse enorme favor indo tomar um café comigo aqui na esquina...
Por essa Yasmin não esperava... Ser chamada para tomar um café com um cara que tinha conhecido há um dia.
Ela examinou o rosto dele que agora exibia um sorriso de lado. Que mal poderia haver nisso, não?
— Certo! – a loira concordou. – Eu tenho que entrar às 8 horas, apenas.
Leonardo sorriu.
— Ótimo, porque eu também.
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— Então, professora, você se formou em qual escola de bruxaria? – ele perguntou assoprando seu chocolate quente.
Yasmin sorriu quando ele a chamou de professora.
— Hogwarts, doutor. E você?
Ele ergueu as sobrancelhas e esquadrinhou o rosto da loira, deixando-a arrepiada.
— Eu também.
Yasmin ficou boquiaberta. Como ela poderia ter estudado sete anos em Hogwarts e nunca ter esbarrado com ele? Além de que quase todos a conheciam por ela ser a famosa filha de Jorge Weasley. Era bem difícil não ser reconhecida.
— Uau! – ela exclamou surpresa. – De qual casa você era?
— Corvinal! Os corvos arrasam. E você? – Leonardo respondeu e tomou outro gole de sua bebida.
Isso fazia sentido para Yasmin. Normalmente ela se comunicava mais com a Grifinória e com a Sonserina (por incrível que pareça).
— Grifinória – Yas sorriu. – Acho que é de família, meus pais foram da Grifinória e meus avós também. Não me considero corajosa para participar dessa casa... Talvez eu me encaixasse melhor na Lufa-Lufa.
Leo franziu o cenho e observou atentamente o rosto delicado da menina. Yasmin tinha algo que o instigava a querer ouvi-la, a querer dialogar cada vez mais. E aquele rosto delicado, aquele cabelo longo e loiro, os olhos cor de mel e suas sardinhas faziam com que Leo se sentisse ainda mais atraído por ela.
— Quem são seus pais?
— Lívia e Jorge Weasley.
Leo arregalou os olhos sem acreditar naquilo. Ele estava diante de uma das meninas que herdava um dos sobrenomes mais famosos de todo o mundo bruxo. Só faltava ela dizer que era parente de Alvo Dumbledore.
— Você sabia que vai estar em muitos livros de história num futuro bem próximo? – o moreno perguntou rindo.
— Isso me amedronta! – ela riu também. – Eu não quero ter fama por causa do meu sobrenome. Eu quero fazer algo para ser reconhecida por méritos meus.
O rapaz arqueou as sobrancelhas. Belo modo dela pensar.
— Você é bem diferente – ele comentou sorrindo e mostrando suas covinhas.
Yasmin então sorriu abertamente. O que fez Leo perceber que gostava muito de seu sorriso. Muito.
— Senhorita Weasley, sinto muito, mas daqui alguns minutos eu preciso estar presente no St. Mungus.
Yasmin rapidamente terminou seu café e lhe respondeu:
— Claro! E eu preciso por ordem nas crianças – ambos riram. – Obrigada pela companhia!
Leo então pensou em algo...
— Quer tomar outro amanhã?
A loira abriu o maior de seus sorrisos.
— Sim! Aqui às 7 a.m.?
Leo se levantou da cadeira.
— Combinado!
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Aquele foi um longo dia de trabalho.
Yasmin tinha se sentido nas nuvens após sair da cafeteria. Porém, todo o encanto se desfez quando ela entrou nos portões excessivamente azuis da Escola Primária. Várias professoras estavam tentando colocar as crianças nos lugares, fazendo-as parar de correr, mas nada do que faziam adiantavam.
O dia inteiro foi frenético, aquele dia parecia ter sido uma longa semana para Yasmin. Ela mal podia esperar para se deitar à noite e dormir tranquilamente.
A loira também tinha ficado exultante por saber que se encontraria novamente com Leo. Yas tinha se sentido tão bem, tão a vontade que parecia que eram amigos de longa data. E, exatamente naquele dia, tudo pareceu muito mais devagar devido a sua ansiedade.
Yasmin estava saindo da escola já cansada e sem querer outra coisa além de sua cama, mas ainda topou com uma mãe de aluno na frente da escola.
Ela estava com uma menina asiática de uns 3 anos. Yasmin não conhecia muito bem as crianças daquela idade, mas sabia seu nome já que a menininha encantava a todos por onde passava. Era a Akiná.
— Oi, Akiná! Tudo bem? – Yasmin perguntou feliz e fez cócegas na barriga da menininha.
Sua mãe sorriu.
— Você é professora de qual classe?
— Sou do Jardim de Infância – ela respondeu. – Sou Yasmin, prazer.
A mãe sorriu e a cumprimentou.
— A mocinha dá muito trabalho?
— Não! Pelo menos ela me encanta de maneira sobrenatural, viu? – a loira brincou e Akiná exibiu seus dentinhos quando sorriu.
A mãe de Akiná sorriu.
E assim, Yasmin procurou um beco para desaparatar.
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Meia hora para acabar seu plantão. Meia hora.
Leo estava exausto, precisava urgente de uma cama para dormir pelo menos algumas horas de sono, mas aquela emergência tinha ficado lotada o dia inteiro. A cada paciente que ia embora, três entravam pela porta.
Ele precisava se manter em pé por mais meia hora e então poderia ir para casa. Por isso, foi até a cafeteria do hospital e pegou um café puro.
— Está caindo de sono, cara? – Steve perguntou batendo no ombro do amigo.
— E você não está muito atrás – o moreno brincou.
— Ainda são oito da noite, meu amigo. Que sorte que você não pegou plantão de madrugada!
Steve era residente do quarto ano, enquanto Leo era do segundo. Por isso, Steve sempre dava dicas e auxiliava Leo desde procedimentos até maneiras de sobreviver em meio aquele hospital grande e excessivamente branco.
— Já peguei, Steve – Leo bocejou. – E odiei. Não vejo a hora de poder fazer meus próprios horários.
— Quando der o seu tempo vá para casa e descanse, Leo – Steve aconselhou. – Amanhã você entra que horas?
— Umas oito – ele bocejou novamente.
Então lembrou-se do seu encontro com Yasmin de manhã, apesar de ter que acordar mais cedo, aquilo foi um ânimo para o menino. Encontrar-se com ela seria um impulso para um dia melhor, como tinha sido aquele. Apesar de puxado e corrido, Leo andava pelo hospital com um sorriso no rosto.
E aquela sensação era boa.
— Viu só? – Steve animou-o. – Dá para dormir tranquilamente!
— Steve, eu conheci uma garota – Leo contou tomando um gole de sua bebida e sorriu. – E por causa dela irei tomar café às sete da matina!
Steve gargalhou e arrumou os óculos que caíram da ponta de seu nariz.
— Você conheceu quem? Megan Fox? Porque só por aquela deusa que eu iria acordar esse horário para tomar um cafezinho – o amigo tirou sarro e bagunçou seu cabelo preto.
— Engraçadinho – Leo cruzou os braços em frente ao peito. – Ela é muito bacana. Bom, não sei, parece muito especial, sabe? O olhar dela é tão... Inocente. Não sei como te explicar, Steve, você teria que conhece-la para entender sobre o que estou falando.
Steve deu um tapinha no ombro do amigo novamente e ia dizer algo quando o alerta de ambos tocou e foram correndo para a sala de emergências ver o que tinha acontecido.
A meia hora restante para Leo passou rapidamente. Ele atendeu duas paradas cardíacas e um engasgamento. Nesse tempo o rapaz não teve tempo nem para respirar já que os estados dos pacientes eram graves.
O moreno tirou seu jaleco na sala dos residentes e pegou sua maleta. Já estava saindo quando esbarrou em uma castanha que vinha distraída.
— Leo... – ela disse assustada ao encontra-lo.
— Oi, Rachel – ele respondeu seco.
Rachel era sua ex-namorada. O término dos dois não tinha sido um dos melhores. Nos meses que antecederam ao término Rachel tinha se tornado implicante. Nada que Leo fizesse estava bom o suficiente e ela sempre exigia mais do garoto, o que virou um fardo para ele carregar.
O moreno continuou andando, mas ela o chamou:
— Você está ocupado?
— Sim – ele nem se deu ao trabalho de virar para responde-la.
Continuou andando até a saída do hospital, onde procurou um lugar ideal para aparatar. Quando encontrou, apareceu em frente ao seu apartamento. Chegando lá, sentou-se na cadeira da sala da estar e respirou fundo.
Lembranças de seu passado com Rachel voltaram à tona.
“Realmente, só te dão valor quando te perdem” — ele pensou consigo mesmo.
Decidiu tomar um banho para relaxar. E ao pensar em coisas boas, o sorriso de Yasmin (a famosa garota em que ele esbarrou) apareceu em sua mente. Leo sorriu ao se lembrar do encontro dos dois na cafeteria. Tinha sido especial para ele. E sabia que para ela também tinha sido.
Ao parar para pensar uns instantes, após o banho, decidiu tomar uma atitude. Ele queria conhecer Yasmin melhor. E era isso que faria.
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— Rose! – Yasmin exclamou feliz ao ver a morena em sua porta.
— Tudo bem, Yas? – Rose perguntou sorrindo e a abraçou.
As duas eram bem próximas por terem a mesma idade, por isso sempre andavam juntas e se tornaram bem mais do que primas: melhores amigas.
Elas conversavam animadamente no sofá da sala da loira, e apesar de serem parentes, eram bem diferentes uma da outra.
— Nossa, Rosinha, minha vida está uma loucura! – Yasmin contou se deitando no sofá. – Quero voltar para a casa do meu pai para ter comida pronta na hora, não precisar trabalhar e estar com meu ruivo predileto. – A loira fez bico e Rose riu.
— Eu te entendo, Yas – Rose concordou. – Mas não quero voltar para a casa do meu pai, não. Ele está mais ciumento do que nunca depois que comecei a namorar o Scorp. Além de ter tido a maior briga para ele nos aceitar, agora vive dizendo que os sobrenomes famosos da Batalha de Hogwarts estão sendo perseguidos. Ele disse que Luna Lovegood está até mantendo seus filhos presos em casa com medo desses rebeldes. Mas eu acredito que ele esteja mais preocupado com a possibilidade de eu fugir com o Scorp e está me botando esse medo...
Yasmin arregalou os olhos com tanta informação. Logo pensou: Se Ronald Weasley, amigo de um dos aurores mais poderosos (Harry Potter), disse isso, então deveria realmente estar acontecendo algo no mundo bruxo que ela não sabia.
Será que aquela proteção que se instalara após a guerra bruxa havia sido destruída por resquícios de ódio?
— Nossa, Rose... Isso é um assunto sério! – Yasmin tentou alertar a amiga. – Não fica dando bobeira. Vou até conversar com o tio Harry sobre isso...
— Bobagem, Yas – Rose respondeu despreocupada. – Mas, vamos falar sobre coisas boas... Algum gatinho na sua mira? Ou continua com o voto de celibato? Pelo amor de Deus, Yasmin, já faz mais de um ano que Scott terminou com você... Tá na hora, amiga.
Yasmin corou e ponderou se contaria para sua prima a respeito de Leo.
— Hum... – ela considerou as possibilidades. — Eu conheci um menino interessante. Isso serve?
Rose quase pulou do sofá ao ouvir isso.
— Claro que serve! – as duas riram.
Então Yasmin contara sobre o menino que acidentalmente esbarrou nela. Rose ficou super animada ao saber dessa novidade. A morena sabia que o término de Scott tinha arrasado sua amiga, mas ela nunca conseguia se aprofundar nos motivos. Yasmin sempre respondia as perguntas a respeito de Scott superficial e subjetivamente.
Rose ia fazer mais perguntas, mas uma coruja bateu na janela de Yasmin, que foi ver o que tinha acontecido. A coruja era conhecida... Era de Leo.
“Boa noite, Yasmin.
Espero não estar incomodando... Mas eu me lembrei de que era um colega do seu primo, Alvo Potter. Fiquei me perguntando como nunca tinha te visto antes. Que mundo pequeno, não?
Desculpa te escrever a essa hora, mas não consegui aguentar até amanhã.
Beijos.
L. C.”
Ela não conseguiu disfarçar o sorriso ao ler a carta. Rose, como acompanhava tudo de longe, logo percebeu e disse:
— É o tal atrapalhado?
Yasmin sorriu.
— Mas você não vai ler! – a loira cantarolou pegando um pergaminho para escrever a resposta.
Rose gargalhou.
— Eu nem preciso ler. Só observo esse sorriso idiota no seu rosto, menina. Você é muito transparente.
Yasmin fechou a cara quando ela disse isso. Scott dizia exatamente a mesma coisa. E a lembrança do garoto não a agradou.
— Eita, que cara é essa? – a morena questionou. – Tudo bem, não está mais aqui quem falou.
A loira relaxou e se concentrou para escrever a resposta para o dono daquele sorriso lindo com covinhas.
“Boa noite, Leo.
Não está incomodando, não. De maneira alguma, pelo contrário, muito bom me comunicar com você.
Uau! Você conversava com o Alvo e nós nunca trombamos por aí?
Quer dizer, nós trombamos, sim (risos).
Beijos e devo dizer... até amanhã!!!
Y. W.”
— Posso ver o que você respondeu? – Rose perguntou com cautela.
Yasmin sorriu e ponderou.
— Só desta vez.
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— Eu decidi ser medibruxo no quinto ano – o moreno contou e bebeu um gole de café. – Eu vi um amigo muito próximo se machucar jogando quadribol e teve fratura exposta. Fiquei bem triste ao perceber que não poderia fazer nada para ajudar... E medicina bruxa é apaixonante, sabe?
A loira sorriu com os olhos para ele.
Leo e ela estavam bem próximos e eles se conheciam há pouquíssimo tempo. Yas sentia um enorme carinho por ele, como se fossem amigos de longa data. E Leo se fascinava pela loira que a cada palavra pronunciada emitia notas de carinho.
— Eu imagino! – ela respondeu prontamente. – Eu tive aula de primeiros socorros no curso para ser pedagoga bruxa, não posso fazer uma cirurgia, nem nada, mas consigo me virar até um serviço especializado chegar. E vou confessar, quando tive essa aula por pouco não larguei meu curso e fui virar medibruxa.
O moreno riu com a espontaneidade da garota.
— Mas ser pedagoga também salva vidas! Salva vidas da ignorância... Já pensou o que faríamos sem vocês?
Yasmin concordou e deu uma mordida em seu pão de queijo.
— Minha mãe que me incentivou a entrar nessa área... Ela era professora de ballet. Eu cresci vendo fotos de seus recitais e... Ela era a melhor! Nossa, incrível mesmo. Acho que foi um trauma para ela quando viu que eu não tinha talento nenhum para o Ballet. Mas sempre soube que eu estava destinada a ensinar. Desde Hogwarts eu ensino a matéria para os meus amigos... Hoje se tornou a minha profissão.
O moreno sorriu ao ver que Yasmin estava se abrindo a respeito da vida familiar. Era difícil encontrar alguém tão apegado à família. E nisso Leo se identificava muito com a garota: seus pais e seu irmão mais novo eram sua base, seu firmamento.
— E por que ela não dança mais? – Leo perguntou curioso.
— Porque ela abriu a própria academia de dança – Yasmin contou vitoriosa. – E isso foi a maior conquista da vida dela. Desde quando eu era pequena ela dizia que o sonho dela era abrir uma academia...
— E qual é o seu sonho, Yas? – o garoto perguntou a olhando nos olhos.
Yasmin não sabia se era pela intensidade de seu olhar, pela sua preocupação, por ele a ter chamado pelo apelido ou pelo momento ser oportuno, que ela se viu abrindo seu coração para um cara que conhecia há três dias.
— Eu quero me apaixonar igual minha mãe é apaixonada pelo meu pai mesmo após tantos anos, após tantas lutas, após tantas briguinhas bobas, após eles se verem incansavelmente todos os dias desde que me entendo por gente. Eu quero algo por inteiro, Leo. Eu quero confiar de novo em alguém.
De novo? Leo não entendeu o motivo de ela ter falado isso, mas decidiu ignorar porque não existia mais barreira entre os dois. Ele via os olhos de Yasmin clamando. Ele viu a sinceridade da garota, o medo também estampado na sua cara que Leo fugisse após esse depoimento.
— E eu queria uma menina como você – Leo disse por um impulso.
Ambos ficaram em silêncio e coraram.
Yasmin riu.
— Duvido – ela brincou. – Eu sou professora. Eu tenho muito estresse acumulado pelas incontáveis horas com as crianças.
— E eu sou médico – ele sorriu provocador. – Eu tenho muito estresse acumulado pelas vidas que tenho nas mãos. Não há pressão nenhuma!
Os dois riram novamente.
Então o relégio marcou 07:45 a.m. Ambos precisaram ir ao trabalho.
Antes de saírem cada um para o seu rumo, Yasmin perguntou:
— Amanhã você quer comer comida japonesa comigo?
Leo se assustou com o convite da garota, mas sorriu aliviado por ele não ser o único interessado na relação dos dois.
— Só se nosso café da manhã estiver de pé.
Yasmin riu e colocou uma mecha de seu cabelo loiro atrás da orelha.
— Hum... – ela fingiu estar pensativa.
— Dois? – ele retrucou cruzando os braços com um sorriso maroto.
— Pode ser, vai! – Yasmin brincou.
Os dois se despediram, mas cada um seguiu seu caminho. Um o oposto do outro.
Leo acompanhou a menina andando pelas ruas movimentadas da área bruxa. Ela andava levemente e de vez em quando seu cabelo loiro e comprido se balançava. Ele estreitou os olhos e percebeu que ela tinha parado na frente de um garoto alto. Leo não conseguiu enxerga-lo direito, mas viu a menina balançando a cabeça e saindo de perto dele rapidamente.
Aquilo foi estranho, mas decidiu ignorar.
Foi ao St. Mungus a mais um dia de trabalho. Com certeza seus encontros com Yasmin melhoravam seu humor em 200%.
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Yasmim estava indo ao seu trabalho após o maravilhoso encontro com Leo. Sentia-se nas nuvens. Mas seu dia acabou sendo estragado por uma presença inoportuna: Scott.
Ele parou em sua frente de repente.
— O-oi, Yasmin...
Ela ia passar reto, mas ao olhar em seus olhos relembrou toda a dor que havia sentido. E ainda sentia.
— Eu disse para você nunca mais parar na minha frente! – ela exclamou alto.
— Calma, eu só quis ver como você está... Faz tanto tempo... – Scott disse cínico.
Ela revirou os olhos e continuou andando, fazendo questão de esbarrar em seu ombro.
O x da questão era: Scott a machucara. Muito. E ela não queria nem vê-lo pintado de outro. Infelizmente esse era um segredo que ela guardava apenas com ela. Ninguém nem imaginava o que pudesse ter acontecido, mas naquele momento Yasmin sentiu uma necessidade enorme de conversar com Leo a respeito disso. Sim, Leo... O menino que mal conhecera. Ela queria se abrir com ele.
Leonardo era diferente. Yasmin sabia disso.
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