Reaprendendo a Amar
13 Capítulo 13
Notas iniciais
– Pelo menos não tenho que usar salto. – Resmunguei enquanto saía, acompanhada por Megan do trailer, pisando o chão lamacento sem grandes dificuldades, uma vez que usava uma bota rasteira.
– Só porque eu que iria te segurar e não o bonitão ali. – Falou apontando para Kellan que estava no meio da campina, parecendo à vontade.
– Eu não vou nem comentar isso. E seja lá o que você e Kristen estiverem aprontando podem desistir, não vai funcionar. – Sentenciei. Ela riu.
– Não estamos aprontando nada Ashley, não seja absurda. – Respondeu com falsa inocência.
– Urrum, sei, vou fingir que acredito.
Megan riu mais uma vez e foi se juntar ao restante do grupo, que estava próximo à cerca, deixando que eu continuasse sozinha. Segui a passos lentos até o local onde Kellan estava com Louis, Layla e Aaron. No caminho ergui o rosto para o alto por alguns segundos.
Fechei os olhos, apreciando a luz do sol que tocava meu rosto e a brisa suave que balançava meus cabelos, enchendo os pulmões mais uma vez, para tentar manter-me racional, como se pudesse tirar coragem desse ato. Quando voltei a baixar o rosto notei o olhar de Kellan em mim e seu sorriso, o que me fez corar mais uma vez.
– Ashley, que bom vê-la. – Layla exclamou quando me notou.
Ela se adiantou me abraçando brevemente e me dando um beijo no rosto. Cumprimentei Aaron e Louis, com apertos de mão, então eles voltaram a conversar, dessa vez me incluindo na conversa.
– A luz hoje está ajudando, seria bom começarmos logo, antes que o sol suba muito. – Comentou Aaron.
– Manteremos isso simples, nos focando em você dois, certo? Sorriam, se divirtam, não se reprimam, eu quero sentir a conexão que há entre vocês. – Discursou Louis.
Senti meu cenho enrugar-se com a última frase deles, o que eles queriam dizer com a “conexão que há” entre nós, não havia nada entre nós. Mas decidi ignorar ao invés de protestar, tentando manter-me profissional e assenti quando notei que ele esperava uma resposta.
– Aaron, o que acha de começarmos por ali? – Louis se virou para Aaron, e eles começaram a conversar, apontando em diversas direções.
Após alguns instantes Louis se virou para nós, e nos posicionou. Não demorou muito para que a câmera começasse a disparar, nos primeiros cliques não estávamos próximos, eu fiquei em primeiro plano em algumas delas, ele em outras.
Em algumas fotos Kellan carregava um pneu ou se aproximava da caminhonete que estava parada ali. Até esse instante eu estava muito bem e à vontade, como sempre estive em frente às câmeras, estava me sentindo em meu lugar, interpretando apenas, mas eu sabia que não ficaria assim.
– Certo, agora precisamos de algumas de vocês juntos antes de passarmos para a próxima troca. Aaron, eu acho que podemos fazer essas na caminhonete. – Louis declarou confirmando meus pensamentos.
Aaron concordou. Logo a câmera estava apontada para a traseira da caminhonete e Kellan e eu estávamos parados ao lado dela, esperando para saber o que eles queriam que fizéssemos, junto com Layla, Louis e Aaron decidiram o que queriam e Aaron começou a nos posicionar.
– Podem subir, vamos fazer as fotos aqui em cima. – Ordenou apontando para a parte traseira da caminhonete.
Kellan subiu sem grandes dificuldades, eu pularia como ele havia feito, sem problemas, mas me lembrei que estava de vestido e como a perfeita dama que minha mãe me ensinou a ser virei-me de costas e dei um impulso, antes que pudessem me oferecer ajuda, sentando-me na tampa aberta e esperando por mais ordens.
– Vamos lá, pensem que o carro deu problema e estão perdidos, mas têm um ao outro, Kellan, pode se sentar aqui atrás? – Pediu indicando um local próximo a mim.
– Louis, acho que as fotos ficariam melhores tiradas de dentro, só um minuto.
E assim Aaron e seus assistentes transportaram os refletores que estavam usando para ajudar a regular a luz nas fotos para dentro da caminhonete, eu esperava balançando os pés, observando-os e evitando olhar para Kellan, por mais que sentisse seu olhar em mim. Louis largou o tripé que estava usando e, agarrado à câmera pulou na caminhonete, se agachando quase encostado à cabine.
– Certo, vejamos, preciso que fiquem virados para mim, mas não precisam olhar para a lente agora.
Eu me virei deslizando as pernas para dentro da lataria, tomando cuidado com o vestido, cujo tecido leve insistia em escorregar por minhas pernas. Aaron pediu-nos para nos afastarmos dele, ficando mais próximos do canto e, para meu completo desespero, sugeriu que eu ficasse mais próxima de Kellan, disparando várias e várias vezes.
Eles tanto nos mandaram nos aproximar e mexer-nos para cá e para lá que em pouco tempo estava sentada na frente de Kellan, ele com uma perna para fora da caminhonete, e outra na lateral de meu corpo e eu muito perto de encostar em seu tronco, mas evitando ao máximo fazê-lo.
– Kellan, passe um braço na cintura dela agora, sim? – Pediu Aaron ainda clicando.
– Posso? – Murmurou Kellan educadamente.
Eu, sem esperar por isso apenas assenti e logo ele estava com um dos braços a minha volta, eu senti seu toque mais do que deveria, mais uma vez, mas esforcei-me para manter o rosto livre dessas expressões, voltando a posar, olhando para os lados, mudando de posição a medida que Aaron continuava a fotografar.
– Ashley, está muito distante dele, vocês precisam parecer a vontade juntos, como se estivessem apaixonados e se conhecessem bem. – Louis advertiu.
– Certo. – Assenti. – Posso? – Olhei para Kellan.
Ele assentiu e eu me empurrei, encostando-me em seu tronco. “Vamos Ashley, se concentre, você precisa parecer a vontade, isso é importante!” Ordenei a mim mesma. Fechei meus olhos, me concentrando e foi nesse momento que passei a sentir sua respiração tranquila e profunda, seu coração batendo forte e eu sorri, antes mesmo que percebesse o que estava fazendo.
– Excelente, isso mesmo! – Aaron exclamou me desconcentrando.
– Aaron, lembra-se daquela foto? Acho que é daquilo que precisamos. – Sugeriu Louis. Eu imediatamente olhei-o, sem entender.
– Eu concordo. – Layla corroborou sem muito entusiasmo.
– Certo, estão certos. – Olhei para Kellan pelo canto do olho, ele parecia tão confuso quanto eu. – Como faremos isso? – Aaron parou por um instante, os olhos passeando de um lado para o outro. – Ah, certo. – Falou depois de um instante. – Kellan, sente-se ali na lateral, cuidado para não cair. – Kellan logo se moveu para onde Aaron indicava. – Ashley, querida, consegue ficar de frente para ele?
Assenti e me movi, agachando-me a frente de Kellan, mais uma vez tomando cuidado com o maldito vestido.
– Perfeito! – Exclamou Louis às minhas costas. – Agora precisam reproduzir aquilo, por favor!
Olhei confusa para Kellan, que deu de ombros, parecendo entender tanto quanto eu. Virei o tronco, encontrando Louis sorrindo e Layla nos observava ao seu lado, de braços cruzados.
– Hum, desculpe Louis, do que estão falando? – Perguntei educadamente.
– Ah, me desculpem, estamos falando da foto do último ensaio, aquela foi a única coisa que se deu pra salvar. – Ele gritou por um dos assistentes que apareceu correndo com uma pasta. Louis a abriu e começou a remexer os papéis, soltando uma exclamação ao encontrar o que procurava. – Aqui! – Exclamou se aproximando com a foto em mãos. – Vê? O sentimento que tem ai? Foi só o que conseguimos encontrar de positivo, o jeito como ficam juntos.
Ele me estendeu a foto enquanto falava e eu enruguei a testa, encontrando a foto do ensaio feito por Marc, a mesma que estava sobre a mesa na primeira prova, eu entendia o que ele queria dizer, estávamos conectados, mas aquilo foi um susto, eu não saberia reproduzir aquilo.
Franzi o cenho, tentando me concentrar em como conseguiria fingir o sentimento que eles queriam ver, que eu não sabia de onde havia saído, que eu não sabia onde ligar ou desligar e que muito menos conhecia. Passei a foto para Kellan, que olhou a foto e o vi reprimir um sorriso espontâneo.
Ele não demorou a devolver a foto a Louis que se afastou sorrindo, Kellan parecia ter entendido alguma coisa que eu não havia. Eu ainda estava com o cenho franzido, tentando entender algo por sua expressão.
– Está tudo bem? – Perguntou num sussurro quando virei-me de frente para ele.
– É, acho que sim, só... Não sei o que fazer. – Admiti alto o bastante para que apenas ele me ouvisse.
– Não se preocupe.
Sua voz pareceu-me um tranquilizante, e eu já não tinha mais motivos para me preocupar. Seu polegar tocou a ruga que se formava entre meus olhos e, como da última vez, minha expressão relaxou imediatamente, obedecendo-o.
Eu estava vagamente consciente da câmera voltando a disparar, estava ciente completamente apenas da presença dele. Nossos olhos voltaram a se encontrar, como se esperassem por isso por toda uma vida e ali eu soube que não precisava me preocupar em fingir, porque, seja lá qual fosse seu feitiço, havia funcionado e eu não conseguia me desviar de seus olhos.
Vozes soaram de algum canto, não soube exatamente de quem, mas elas pediam que nos aproximássemos mais. Sem quebrar o olhar que partilhávamos, nos aproximamos mais alguns centímetros.
Uma brisa soprou meus cabelos para meu rosto e, antes que eu pudesse reagir, Kellan afastou-os para mim.
– Fascinante! – Alguém exclamou. – Kellan, segure o rosto dela, como se quisesse que ela não se afastasse.
Eu não queria me afastar, não podia, não quando seus olhos me prendiam, mas mesmo assim a mão de Kellan que ainda estava em meu rosto se infiltrou em meus cabelos. Eu tinha a vaga ideia de que estava parecendo uma palerma sem ação.
Não precisei de muito esforço para entrar na cena, como se conhecesse seu caminho, minha mão se guiou para seu braço e em algum momento esse movimento, ou o fato de estar muito tempo parada naquela posição, me desequilibrou levemente e a forma mais rápida que encontrei de me apoiar sem antes vacilar foi me apoiando em Kellan.
Ouvia cliques febris, mas não me importava muito, aquilo era diferente, diferente de qualquer sessão ou de qualquer momento que eu já havia vivenciado, éramos apenas nós dois, era natural, era desconhecido e preocupantemente viciante.
– Arram. – Ouvi um pigarro e me esforcei para desviar dos olhos dele, sua mão deixou meu rosto enquanto ele também se virava para saber o que queriam dizer. – Como eu disse, acho que terminamos, podemos passar para a próxima troca.
– Tudo bem. – Kellan respondeu. Eu apenas assenti, havia perdido minha voz em algum momento.
Kellan me ofereceu a mão para me ajudar a levantar, aceitei, sem saber se minhas pernas tinham alguma firmeza. Permaneci parada por alguns segundos, deixando que o sangue descesse para meus pés.
À minha frente, Kellan também se ergueu e, juntos, nos aproximamos da tampa, para podermos descer, eu ouvi os burburinhos de Louis e Layla e alguns mais ao fundo, mas não me permiti prestar atenção nisso, porque eu sabia do que eles estavam falando, mas eu não entendia o que tinha acontecido, nem como e não tinha palpites como eles pareciam ter.
Abaixei-me, sentando na beirada da tampa, mas antes que pudesse saltar Kellan – que já havia descido – ofereceu-me ajuda, apoiando-me e sustentando grande parte do meu peso enquanto me colocava no chão.
Eu ia abrir a boca para agradecer e ele pareceu notar isso, porque sorriu com as sobrancelhas erguidas, seria complicado me acostumar com seus gestos gentis sem nem ao menos poder agradecê-lo.
– Não gostei muito desse acordo. – Reclamei enquanto começamos a andar na direção dos trailers, as equipes iam mais a frente, conversando e rindo. – É estranho não poder agradecer, isso vai contra a criação que minha mãe me deu.
Ele riu e, observando-o assim não pude me impedir de sorrir. Ele balançou a cabeça com o sorriso torto nos lábios.
– Não acho, eu não faço nada disso por obrigação, só faço porque quero, então, você não tem o que agradecer. – Falou de forma racional.
– Ainda assim não acho certo. – Murmurei sem graça enquanto parava em frente ao trailer, irritada com minha falta de argumentos.
– Vai se acostumar. – Ele sorriu virando brevemente para mim antes de continuar andando. Balancei a cabeça enquanto entrava.
– Garota! O que foi aquilo? – Imediatamente revirei os olhos para Megan e toda sua animação.
– Nem começa, não foi nada, eu só estava fazendo meu trabalho.
– Arram, sei. – Falou ironicamente enquanto Melody (uma das assistentes) me passava a próxima troca de roupas.
Agradeci à Melody e fui para trás de um biombo, onde me troquei, colocando o short, a camisa e outro par de botas. Ao sair do biombo deixei que Megan continuasse falando, sem dar muita atenção a ela e sentei-me na cadeira em frente ao espelho, começando a tirar as pulseiras que usava, colocando outras em seu lugar e colocando a corrente que estava ali.
Megan continuava tagarelando, mas começou a mexer em meu cabelo enquanto falava e eu me recostei, fechando os olhos e deixando o maquiador começar a fazer seu trabalho também. Esforcei-me muito para ignorar Megan, mas sua voz soava muito agitada e alta para que eu tivesse êxito nisso.
– Você precisava se ver! Completamente em transe! – Ela exclamava. – Mas ele também não ficou para trás... Vocês pareciam completamente mergulhados um no outro.
Muitos e muitos minutos se passaram enquanto ela continuava a falar, minha mente zunia... Ele estaria mesmo tão hipnotizado quanto eu? Parecíamos mesmo tão perdidos um no outro quando estávamos juntos? E se parecíamos, o que aquilo queria dizer?
Minha cabeça dava voltas e, apesar de escutar tudo o que Megan praticamente gritava, eu não conseguia absorver mais nem uma palavra do que ela estava dizendo, o que eu havia entendido fora o bastante para deixar minha cabeça numa bagunça ainda maior.
– Prontinho. Agora você pode voltar para os braços do seu...
– Obrigada Megan. – Interrompi um pouco mais rudemente do que havia pretendido. – Mas ele não é nada meu. – Afirmei me levantando.
– Por enquanto querida, por enquanto. – Cantarolou Megan e vários risinhos a acompanharam.
Revirei os olhos, não me dignando a responder e segui para a porta. Pelo som o restante da equipe começou a se erguer também, mas ninguém me seguiu, concluí que eles estavam arrumando suas coisas, não sabia o quanto eles demorariam, por isso não esperei.
Comecei a andar lentamente de volta para o centro da campina, tentando colocar minha cabeça em ordem depois dos pensamentos que Megan implantou. Uma brisa gelada soprou e eu me abracei, esfregando meus braços desnudos e sentindo os pelos de meu corpo se arrepiarem.
Não seria nada divertido se eu tivesse que ficar muito tempo naquele vento usando aquela roupa, não quando o sol era o bastante apenas para iluminar, não para aquecer.
– Ei, Ashley.
Virei-me imediatamente ao ouvir meu nome sendo chamado. Era Kellan que se aproximava a passos rápidos para se postar ao meu lado e, reduzindo a velocidade, começar a me acompanhar.
– Está tudo bem?
– Acho que sim, por quê? – Perguntei um pouco incerta.
– Parece estar pensando demais de novo... – Explicou. – E eu ouvi Megan tagarelando... – Congelei. – Mesmo que eu não tenha entendido muito bem. – Ele completou e eu consegui voltar a respirar.
– É, acho que você acertou. – “De novo” – Só estou pensando demais. Só espero conseguir fazer as fotos decentemente.
– Eu sei que vai, não se preocupe. Vamos só nos divertir certo? Como bons amigos fazem. – Vi ele sorrir e assenti. – Vem, vamos acabar com isso logo. – Ele chamou me estendendo a mão.
Hesitei por um instante, mas pensei nas palavras dele: ele só queria que agíssemos como amigos e acreditava ser capaz disso. Assim, estendi minha mão, segurando a sua, assim que o fiz senti meu corpo se acalmar, e eu sabia que eu não estava sozinha e que tudo realmente ficaria bem.
Assim demos os passos restantes até a campina e reiniciamos nosso trabalho. Como ele havia dito, nos divertimos como bons amigos e Aaron e Louis pareceram gostar disso tanto quanto gostaram de nossa “conexão”. Por algum motivo Layla não parecia assim tão animada e me perguntei há quanto tempo ela estava assim.
Em uma dessas brincadeiras Kellan jogou-me sobre seus ombros, após sugestão de Louis e eu estava realmente me divertindo com aquilo, parecia espontâneo, tudo era leve, os fantasmas de minha cabeça sumiram, ali, na frente da câmera, eu era a Ashley amiga de Kellan, eu era a Ashley que era encantada por ele e eu não sabia o quanto disso era atuação e quanto era realidade.
Kellan girava-me e apertava-me, nós ríamos e fazíamos caras e bocas para a câmera, quando Aaron deu-se por satisfeito eu estava ficando preocupada com o tempo pelo qual Kellan estava me segurando, eu podia estar em forma, mas não era assim tão leve.
Kellan colocou-me gentilmente no chão e, em algum momento, a camisa que estava pendurada em seu cós – sim, do mesmo jeito que Layla havia colocado na prova – caiu. Não demorou muito para que Layla aparecesse em uma curta corridinha e apanhasse a camisa no chão.
– Oh querido, deixou cair, me deixe pôr de volta. – Notei que ela dava um sorrisinho e foi a primeira vez que a vi fazê-lo desde que a sessão havia começado.
Ela habilmente dobrou adequadamente a camisa e foi para as costas de Kellan, eu estava levemente ciente dos meus braços cruzados e um dos meus pés batendo na relva enquanto esperava Layla terminar seu trabalho, diga-se de passagem, demorando mais do que o estritamente necessário.
Todavia, quando ela finalmente encerrou e podemos finalmente voltar eu já não estava mais no mesmo “clima”, minha concentração estava bem distante e eu sabia disso, só não sabia o porquê de me sentir assim, eu não tinha motivos para estar daquele jeito, tinha?
Definitivamente não, mas mesmo assim eu sentia. Passei a estar mais atenta à Layla, o jeito que ela sorria e olhava para Kellan começou, por algum motivo, a me irritar. Ela o olhava como se ele fosse comestível e aquilo estava me incomodando, mas eu não tinha o direito de me sentir daquela forma.
Eu me esforcei muito para acompanhar os pedidos de Aaron e Louis, mas sabia que já não estava rendendo a mesma coisa e, pelo visto, os dois também notaram, porque não demorou muito para que dessem a sessão por encerrada, o que eu agradeci muito, não suportava mais o olhar de Layla sobre Kellan.
Aaron e Louis nos informaram que assim que as fotos fossem publicadas seríamos notificados e que, havendo qualquer novidade, entrariam em contato. Os agradeci, me despedi e virei na direção do trailer, sem esperar por Kellan, já que ele parecia entretido em uma conversa com Layla – o que minhas estranhas, por algum motivo que eu desconheço, não aceitaram muito bem.
Quando já estava chegando à porta do trailer registrei a ausência do grupo à beira da campina e olhei para trás, procurando-os, mas apenas Aaron e sua equipe, Louis, Layla e Kellan permaneciam ali.
Aproximei-me desconfiada do trailer, desconfiada da falta de conversas ou de movimentação. Para onde Megan teria ido? Eu definitivamente não queria voltar com Kellan, eu não saberia o que dizer após minhas reações estranhas ou como agir.
Entrei no trailer, esperançosa de encontrar alguém ali, mas estava tudo no mais absoluto silêncio. Franzi o cenho e me direcionei para o biombo, minhas roupas estavam em um cabide e o restante de minhas coisas sobre um banquinho, exatamente como as havia deixado, com a exceção de um pequeno bilhete deixado ali. Apanhei-o e li:
Você vai com o bonitão, me agradeça depois.
Beijos, Megan.
Fale com o autor