Notas iniciais
Volteei... Mais uma vez quero agradecer a vocês por lerem. Ai vai mais um cap, espero que gostem.

– Está tudo bem Ash? – A voz de Kristen quebrou o silêncio, parecendo preocupada. – Quem era?

– Robert. – Notei uma ruga se formar entre as sobrancelhas de minha amiga.

Eu estava com o rosto enterrado nas mãos faziam alguns segundos e minha amiga havia passado esse tempo me analisando, tentando entender o que tinha se passado no telefonema.

– O que ele queria? – Perguntou em uma voz seca, ergui uma sobrancelha pra ela. – Fala logo, depois eu explico... – Ela ordenou gesticulando quando notou minha expressão.

– Era sobre a campanha da Gucci, as fotos de Marc devem ter ficado tão pavorosas que não as aceitaram. Parece que contrataram outro fotógrafo e vão refazer a sessão.

Minha cabeça estava começando a doer. Eu achei que havia acabado. Comecei a esfregar as têmporas, tentando fazer aquela dor passar. Eu definitivamente não esperava por essas notícias.

– Oh! – Ela exclamou. – Você vai fotografar com o... O Kellan? – Ela murmurou, camuflando alguma coisa em sua voz. A menção daquele nome fez meu estômago dar piruetas.

– Sim. – Me lamentei. – Pelo que Robert falou o problema eram as fotos e a direção artística de Marc... Fotos fora de foco, esquisitas, você sabe... Mas eles gostaram de nós juntos.

O “nós” que eu pronunciei teve um efeito esquisito no meu coração, ele pareceu disparar, como se me alertasse alguma coisa. Droga, eu simplesmente vou acabar endoidando com tudo isso. Onde está a minha promessa de não sentir? E o que eu estava sentindo? Era demais para absorver.

– Eu preciso beber. – Anunciei me erguendo num salto.

Kristen arregalou os olhos, ela sabia muito bem que eu não costumava fazer esse tipo de coisas. Antes que ela pudesse dizer qualquer coisa ou me deter eu desci a escada correndo, indo até a cozinha.

Sendo seguida de perto agarrei uma garrafa de rum antes de me virar para Kristen.

– Vai querer também? – Perguntei esperando por uma reprimenda.

Mas – para minha total surpresa – ela suspirou pesadamente e assentiu. Mesmo estranhando a atitude voltei a me virar para os armários, pegando dois copos.

– Anda, vamos lá pra cima. – Chamei-a.

Ela pegou os copos de minha mão e subimos juntas as escadas em espiral que levavam ao segundo andar. Entramos em meu quarto para pegar algumas mantas antes de subirmos até nosso espaço favorito na casa.

Sentamo-nos e nos protegemos do vento gelado do fim da tarde, cobrindo-nos com as mantas. Rapidamente abri a garrafa e enchi os dois copos. Antes que ela pudesse começar algum assunto eu comecei a falar.

– Pronto, agora pode dizer o que iria dizer antes de sermos interrompidas e explicar o que está acontecendo entre você e o Robert. – Falei me virando para ela.

Notei Kristen fazendo uma careta antes de pegar um dos copos e virá-lo em poucos instantes, eu estava meio incrédula, mas eu a compreendi completamente, portanto peguei meu copo também e bebi a maior parte de seu conteúdo, sentindo o ardor em minha garganta.

– Na verdade é o mesmo assunto. – Kristen falou jogando-se no encosto do banco e olhando para o céu nublado. Encarei-a com uma sobrancelha erguida, mas esperei que ela continuasse. – Eu... Eu achava que gostava do Robert, mas agora acho que não gosto mais... Eu estou confusa.

“Então somos duas.” Pensei. Ela estava olhando o horizonte emoldurado pelos altos prédios, hesitando. Esvaziei meu copo e tornei a enchê-lo, assim como o copo que Kristen havia deixado vazio. Peguei seu copo e a ofereci.

Ela imediatamente o pegou e tomou alguns goles, eu vi que ela não sabia como continuar, mas havia deduzido algumas coisas com a forma que ela vinha agindo e os assuntos que ela evitava falar, então continuei por ela.

– É alguém da Prada não é? – Ela assentiu e ergueu novamente o copo em direção à boca. – Gosta dele?

Ela esvaziou o copo e suspirou longamente. Observei um olhar sonhador e um sorriso abobado tomarem lugar em seu rosto antes que ela começasse a falar.

– Eu não sei... Eu nunca me senti assim antes, é tão... Diferente. Parece tão errado, mas ao mesmo tempo não consigo achar erro algum, sinto coisas estranhas, não me sinto eu mesma, mas também não poderia ter outra forma de me sentir tão certa, de me sentir tão bem ou bonita, é como se eu tivesse encontrado quem eu devo ser, sempre que ele está por perto sinto meu coração disparar, fico sem palavras, fico hipnotizada, eu não sei como ele faz isso, mas ele destrói meu cérebro. – Observei seu sorriso apaixonado e seus olhos brilharem.

Confesso que uma parte de mim (a menos racional) se identificou com os sentimentos da minha amiga, mas eu tentei não me atentar a eles, me focando no que Kristen estava passando e ignorando o turbilhão de sentimentos que me assolava.

– E qual é o grande problema nisso tudo? – Perguntei antes de beber mais alguns goles. – Ele não gosta de você? – Arrisquei.

– Não sei. – Ela hesitou por um segundo antes de continuar. – Nunca perguntei, mas ele é sempre muito gentil, um perfeito cavalheiro e tem aquele sorriso dele sempre que me vê. – Ela suspirou antes de balançar a cabeça. – Mas o problema amiga é que eu não sei se isso é certo, nos últimos anos eu venho alimentando alguma coisa por Robert, mas ele sempre foi esnobe e nunca parou para realmente conversar comigo, nunca pareceu se importar entende? Ele sempre pareceu pensar em mim como um de seus muitos casos.

Ela suspirou e observei ela entornar mais uma vez a garrafa, enchendo seu copo e completando o meu, naquele ritmo logo estaríamos bêbadas, mas era compreensível, esses homens pareciam ter uma incrível habilidade para bagunçar a cabeça de qualquer uma. Decidi mantê-la falando.

– Posso saber quem é ele? – Perguntei e ela piscou por alguns segundos, voltando à nossa dimensão.

– Ah! Ele se chama Christopher, mas ele é conhecido apenas como Chris, ele é um dos estilistas da Prada. Por que parece incrédula? – Ela questionou notando minha expressão.

– Ultimamente anda raro encontrar um homem hétero no meio que trabalhamos. – Dei de ombros, ela revirou os olhos.

– Você é completamente absurda.

– Eu sei, eu sei, mas anda, continua... Como ele é? – Incentivei.

– Ele é lindo, olhos claros, a barba rala, loiro, alto... – Ela gesticulava. – Em todo caso, acho melhor ver com seus próprios olhos, minha descrição não faz jus a ele.

Eu ri, mas, me ignorando, ela apanhou o celular e abriu o navegador, onde digitou “Chris Hemswoth”, quando a página de pesquisa carregou ela clicou no atalho para as imagens.

Apareceram diversas fotos dele em eventos, sempre bem vestido, em algumas com os cabelos mais compridos, algumas fotos de suas criações e outras com modelos. Kristen baixava a página, até enfim clicar em uma delas.

– Aqui, amo essa foto!

Sua exclamação me fez rir, ela fez uma careta ofendida, por isso tratei de conter minhas risadas e estender a mão para o celular que ela segurava, olhando-a com um pedido mudo de desculpas enquanto ela o entregava.

Ela apenas balançou a cabeça para mim, mas já não estava mais irritada, sua boca se moveu em um murmúrio quase inaudível: “absurda”, foi a palavra que consegui compreender antes que ela se calasse ao tornar a colocar o copo na boca.

Eu sorri e joguei um beijo para minha amiga que riu e fez sinal com a mão que não segurava o copo para que eu olhasse para a imagem que estava na tela. Tomei mais alguns goles da bebida enquanto erguia o celular para poder ver a foto.

Eu já sentia que minha visão estava começando a ficar afetada com tanta bebida, apertei os olhos para focalizar a imagem e senti meu queixo cair um pouco, tinha que confessar que minha amiga tinha bom gosto. Observei a foto:

Um homem de aparência jovem, olhos pequenos e claros, com um toque acinzentado charmoso, cabelos claros e bonitos, barba rala, pele clara e suaves marcas de expressão que pareciam fazer parte do seu charme.

– Tem certeza que esse cara não é casado? – Perguntei incrédula.

Mais uma vez ela revirou os olhos para mim, estalando a língua, um pequeno vinco se formando entre suas sobrancelhas.

– Não seja ridícula, é claro que não. – Notei sua voz um pouco insegura.

– Nunca perguntou não é? – Ela balançou a cabeça. – Já falou com ele alguma vez? – Ela baixou os olhos para o copo. – Kristen?

Ela, lentamente, ergueu os olhos para mim, a ruga entre as sobrancelhas ainda marcava sua expressão e ela mordia o lábio inferior, ficou me olhando por alguns instantes antes de me responder.

– Na verdade pessoalmente foram pouquíssimas palavras, só para ser educada. Eu não consigo ser muito coerente quando estou perto dele, mas mesmo assim ele é sempre um amor comigo, e é muito gentil e estamos conversando por mensagem às vezes. – Ela corou um pouco. – Mas não é muito frequente, ele está muito atarefado.

Ela ainda tinha aquele olhar sonhador e eu estava começando a me preocupar com minha amiga tendo um amor não correspondido, como o que tivera até poucos dias por Robert.

– Kris, amiga, tem certeza de que ele gosta de você? Ele não age assim com todos? – Questionei um pouco receosa de que ela se zangasse comigo.

Ela assentiu com a cabeça lentamente enquanto girava a bebida que sobrava em seu copo, logo depois esvaziando-o antes de voltar a falar, estava começando a me preocupar com o quanto ela estava bebendo, embora tivesse tomado quase a mesma quantidade.

– Tenho certeza. Ele tenta não estabelecer nenhum contato mais pessoal no trabalho, foi o que eu soube e é como eu o vejo agir, mas ele parece mais doce comigo, entende? – E ela suspirou. – Olha amiga, não se preocupe, eu estou bem e... E se ele não gostar mesmo de mim está tudo bem... Eu vou ficar bem. – Sua voz foi sumindo e tornando-se um pouco trêmula.

– Ah amiga... – Murmurei enquanto a puxava para meus braços.

Abracei-a e depois me afastei o bastante para olhar seu rosto. Acaricie seus cabelos como lembrava vagamente que minha mãe havia feito algumas vezes, há o que pareciam ser séculos, para me acalmar e sorri.

– Vai ficar tudo bem, se ele gostar de você, vocês serão felizes e se ele não gostar, ele não sabe o que estará perdendo. – Falei mansamente e ela esboçou um sorriso. – Além disso, eu vou estar aqui ok?

Ela assentiu, agora sorrindo mais autenticamente. Um silêncio agradável se instalou, no qual voltamos a nos recostar e olhar para o céu que começava a salpicar-se de estrelas, o vento frio soprava e eu ajeitei as cobertas que me cobriam antes de beber lentamente o líquido que ainda estava em meu copo.

Eu me sentia mais leve, uma névoa agradável havia encoberto meus pensamentos turbulentos e eu estava satisfeita em apenas observar as luzes da cidade se multiplicarem na medida em que o céu escurecia e algumas nuvens apareciam cobrindo a maior parte das estrelas.

Após o que pareceram vários minutos a voz de Kristen voltou a soar e eu sabia que era minha vez de falar, mas estava relutante em deixar aquela névoa que me parecia tão segura se afastar de minha mente, mesmo que me sentisse um pouco mais corajosa, provavelmente mais um efeito da bebida.

– Você está bem encontrando Kellan outra vez? Eu sei que não queria mais vê-lo...

– Eu não sei se é isso. – A interrompi

Senti seu olhar em mim, mas não me virei para olhar, ao invés disso voltei a pegar a garrafa que estava com bem menos da metade do conteúdo, fazia muito tempo que eu não bebia tanto assim, na verdade não me lembrava de ter bebido tanto.

Servi-me e estendi a garrafa para Kristen que apanhou a garrafa da minha mão e encheu seu próprio copo, eu tenho certeza de que estaria de ressaca no dia seguinte, mas não me importei, apenas voltei a sorver o líquido, tentando encontrar coragem para afastar a névoa de minha mente e para falar.

– Eu não quero gostar dele Kristen, mas ele me deixa confusa, como você perto do Christopher eu não consigo pensar, ele tem aquele olhar e aquela voz que me perturbam, eu tive um monte de pesadelos com a voz dele desde aquela sessão.

Sim, ele havia frequentado meu sono, mas ao contrário do que eu acreditava e do que disse, provavelmente não se tratavam de pesadelos, eu via seu rosto, seus olhos a me contemplar, sua voz sussurrando meu nome, o via sorrindo enquanto aquela mesma frase de meu último sonho com minha mãe se repetia, mas eu não precisava falar disso agora.

– Ele fica me encarando, me observando e eu simplesmente não sei como agir. – Eu hesitei e voltei a beber o conteúdo de meu copo, eu tinha que dizer aquilo. – Eu não me permito gostar dele Kristen, eu não vou fazer isso, eu não gosto dele e não vou começar a gostar, não vou cometer o erro de me deixar me convencer, eu vou participar das sessões, afinal eu tenho um contrato, mas eu não vou deixar nada mais acontecer, eu não posso gostar de ninguém Kris, eu acho que aprendi a viver sozinha, tendo só você por perto, eu não quero estragar isso com uma ilusão de felicidade que depois vai simplesmente acabar comigo.

Eu expirei pesadamente cobrindo os olhos com um dos braços, ela conhecia toda a minha história e sabia por que eu não aceitaria me envolver com ninguém, além de me conhecer o bastante para saber que desculpas não usar para tentar me convencer.

– Não pode pensar assim, talvez seja diferente dessa vez Ash, não deixe as coisas que já aconteceram prejudicar seu julgamento, só aprenda com o que já aconteceu, não ache que as coisas têm um padrão, porque elas não têm. Deixe as coisas acontecerem amiga, talvez você se surpreenda com o resultado. E além de tudo isso, você não ficará mais sozinha, eu vou estar aqui com você amiga, sempre. – Ela segurou minha mão.

Aquelas palavras deveriam ser reconfortantes, mas não tinham tirado minhas dúvidas, o que era aquilo que eu estava sentindo? Eu nunca senti nada parecido, nem por Jackson, nem por ninguém. O que era aquilo?

E além de dúvidas desse tipo haviam sido criadas novas dúvidas: Eu estava sendo ridícula tentando evitá-lo? Eu estava cometendo um erro? Aquilo deveria mesmo acontecer? Eu devia desistir de resistir? Eu simplesmente não entendia mais nada.

Mais uma vez esvaziei o copo, na esperança de que a agradável neblina que me impedia de pensar fizesse um retorno milagroso. Eu não sabia mais como lidar com aquilo, não sabia mais o que estava certo, eu não sabia se estava sendo racional ou estúpida.

Eu não podia mais ficar ali, o vento gelado parecia soprar mais e mais confusão para dentro do meu cérebro, mas estava com medo de me deitar e ser visitada mais uma vez por aquela voz rouca e aqueles olhos hipnotizantes e acordar ainda mais confusa, mas essa opção também trazia a possibilidade de alguns momentos de completo torpor, o que parecia extremamente convidativo.

– Kris, eu preciso descansar. – Ela se levantou, oscilando um pouco. – Durma aqui, não vai dirigir desse jeito.

– Ok, está certo. Também vou descer, preciso dormir.

Eu assenti, peguei a garrafa e continuei com meu copo na mão, assim como Kristen segurava o seu que ainda tinha um pouco da bebida. Descemos juntas o primeiro lance de escadas e eu abracei-a antes de entrar em meu quarto e dela descer o segundo lance.

Kristen tinha algumas mudas de roupa no quarto de hóspedes para ocasiões como essa e por passar mais tempo comigo do que em sua própria casa, por isso não me incomodei em lhe oferecer uma muda de roupas ou algo do tipo, apenas entrei em meu quarto, seguindo direto para o banheiro.

Liguei a torneira para encher a banheira, repousei o copo e a garrafa em sua borda enquanto ia ao closet para pegar uma roupa confortável para dormir, acabei por escolher um pijama confortável. Voltando ao banheiro prendi o cabelo em um nó e me despi antes de desligar a torneira e entrar na banheira.

Tentei me concentrar na temperatura agradável da água para não permitir que toda aquela confusão voltasse a me assaltar e, para reafirmar esse esforço, voltei a encher meu copo.

Longos minutos depois senti meu corpo relaxado e eu estava sonolenta o bastante para me permitir dormir, então sai da banheira, tirei o sabão do corpo, me sequei e me vesti, logo depois escovei os dentes e peguei a garrafa quase vazia e o copo, levando-os para o quarto e depositando-os na mesa de cabeceira para levá-los para a cozinha no dia seguinte.

Não demorou muito e eu estava sob as cobertas, me aconchegando para poder dormir. Mas assim que recostei a cabeça no travesseiro, pronta para adormecer, fui assaltada por todos os pensamentos que me assolavam, a névoa que rondava meu cérebro foi incapaz de mantê-los afastados naquele momento. Não pude reprimir um pesado suspiro.

Minha mente estava uma tremenda bagunça, eu precisava de alguém para me dizer o que fazer... Precisava de alguém que entendesse quando nem eu mesma entendia... Eu precisava que alguém dissesse o que estava acontecendo... Eu sabia exatamente de quem eu precisava... Eu precisava da minha mãe.

Deixei escapar outro suspiro, eu sabia que tinha Kristen, mas eu queria minha mãe para me abraçar e dizer exatamente o que eu precisava ouvir para deixar todo o medo de lado e fazer o que era certo sem temer o que viria depois.

Algumas lágrimas escaparam de meus olhos, deslizando até encontrar meu travesseiro. Apertei os olhos em uma tentativa de impedir novas lágrimas de caírem, implorando para ser acolhida por um sono sem sonhos que me permitisse descansar.

Não sei dizer exatamente em que momento, mas a realidade se confundiu com o mundo dos sonhos, mas longe do alívio e do torpor que tanto desejei, uma cena – infelizmente – familiar tomou forma em minha mente.

Eu estava na cozinha de minha antiga casa, me sentindo temerosa e inquieta, observando aqueles olhos esverdeados e frios enquanto sua boca movia, aos poucos as palavras começaram a ganhar som.

– ... Eu queria poder continuar te amando, mas eu não amo mais Ashley. Me perdoa, mas eu não posso continuar com isso.

Eu podia sentir as lágrimas descerem por meu rosto, exatamente como aconteceu naquele dia e, como naquele fatídico dia, balancei a cabeça para despertar daquele pesadelo terrível e, diferente daquele dia algo mudou.

Os olhos verdes e frios foram substituídos por olhos azuis, atentos e calorosos e, de repente, não era mais Jackson ali, era Kellan que sorria para mim. O tom de voz frio e calculado foi substituído pela voz rouca e atenciosa.

– Não chore pequena, está tudo bem. – Ele murmurava enquanto seus dedos deslizaram gentilmente pelo meu rosto.

Despertei com a sensação de calor no rosto onde supostamente Kellan havia acariciado em meu sono e acabei descobrindo que era um raio de sol que entrava pela fenda entre as cortinas. Resmunguei me virando para o outro lado, a luz fez minha cabeça latejar, naquele momento eu me lembrei do porque de não beber tanto.

Tentei me lembrar de todos os detalhes daquele sonho estranho, por que sonhei aquilo? Mas tê-los num sonho me fez reforçar minha promessa de não sentir, eu aprenderia com meus erros e não daria a chance do meu coração se partir novamente e isso envolvia não dar chances à Kellan.

Notas finais
E então? O que estão achando? Será que esse romance da Kris vinga ou não? E a Ash? Está se preocupando demais ou está certa? Adoraria saber a opinião de vocês, se puderem comentem, deem sugestões, critiquem, mandem mp... A opinião de vocês é muito importante para que a fic tenha um andamento legal. Como de costume vou deixar os links que estão no cap para qualquer falha: Chris: http://vejasp.abril.com.br/blogs/miguel-barbieri/files/2014/01/chris-hemsworth1.jpg Look Ashley: http://www.polyvore.com/cgi/set?id=137756534&.locale=pt-br Por hoje é só... Mais uma vez, muito obrigada. Nos vemos logo ;*