Notas iniciais
Oi meus amores, voltei. Eu gostaria de agradecer por estarem lendo e acompanhando... Agora, vamos ao cap e nos falamos mais lá embaixo ;)

Quando voltamos à sala encontramos Elizabeth e Peter conversando aos sussurros, sentados lado a lado no sofá, eles sorriam e tinham as mãos dadas e a intensidade do olhar que eles trocavam era como se eles tivessem um segundo diálogo apenas com o que viam nos olhos um do outro.

Baixei os olhos, acreditando que o momento era pessoal demais para ser assistido daquela forma. Mas Kellan, um pouco menos sensível a isso, pigarreou, atraindo o olhar dos dois, que sorriram para nós, sem parecer incomodados com a interrupção.

– Oh, crianças, quem bom que voltaram, sentem-se, estávamos nos perguntando o que fará no Natal querida. – Elizabeth falou enquanto nos acomodávamos, indo direto ao assunto.

Eu estranhei o tema da conversa que ela disse estar tendo com Peter, era algo tão banal para a forma como eles falavam e se olhavam, mas algo me disse que para eles era sempre assim.

– Mãe... – Kellan começou a censurá-la, mas eu toquei levemente em seu braço, para impedi-lo de continuar.

– Bom, não havia pensado em nada especial... Geralmente não sou eu que planejo. – Senti um bolo se formar em minha garganta, deixando-a seca.

A lembrança de minha mãe agitada com os preparativos para o Natal, preocupada com os presentes, a decoração e a ceia, me veio à mente e eu engoli em seco, me forçando a continuar, minha voz ligeiramente mais rouca.

– Minha mãe costumava fazer isso, mas eu acredito que vá passar com Kristen, minha amiga, e a família dela.

– Oh entendo. – Elizabeth não comentou de minha mãe ou pai, assim soube que, provavelmente, Kellan havia lhe contado algo e, ao contrário de me irritar aquilo me deixou aliviada, por não ter que falar sobre isso de novo. – É que pensamos que talvez gostasse de passar o Natal conosco, mas se já tem planos...

– Um instante... Sua amiga, qual o sobrenome dela? – Peter questionou.

– Stewart. – Respondi sem entender e, pela expressão de Kellan e Elizabeth eu não era a única.

– O pai dela é Billy Stewart, certo? – Assenti. – Billy trabalha comigo há muito tempo, lembra-se dele querida?

– Oh, sim, eu me lembro, eu não me lembrava do nome da filha dele... – Comentou. – Mas ela é um amor, e a mãe dela, Sarah, é um doce.

Elizabeth e Peter trocaram um olhar significativo e Elizabeth sorriu contente, notei um leve movimento de cabeça de Peter, como se ele estivesse assentindo. Mantive-me quieta, mesmo que estivesse curiosa, porém Kellan, mais acostumado com a comunicação de seus pais pronunciou-se:

– O que estão pensando em tramar?

Olhei de Kellan – com seu olhar acusador, mas com um sorriso torto levemente bem humorado – para seus pais, Peter tinha a cabeça baixa, mas notava-se um sorriso em seus lábios e Elizabeth fingiu uma expressão incrédula, mas estava visivelmente tentando controlar o riso.

– Como pode insinuar uma coisa dessas? – Ela colocou teatralmente a mão acima do peito, fingindo-se horrorizada. – Meu próprio filho... – Ela estalou a língua e balançou a cabeça. Eu comecei a segurar o riso.

– Vamos lá mãe, eu conheço muito bem vocês dois. – Justificou Kellan entortando um pouco a cabeça para a mãe.

– Você me ofende desse jeito. – Ela franziu os olhos, mas os cantos de sua boca começavam a se erguer em um sorriso que ela não conseguia mais segurar.

– Vai, mãe, fala logo, por favor. – Pediu, parecendo muito uma criança, o que me fez rir. – Coopera né. – Murmurou para mim sorrindo, o que me fez rir ainda mais.

– Não estamos tramando nada filho, só estamos planejando... – Elizabeth sorriu amavelmente.

– Planejando o que? – Pediu e a mãe sorriu, sem responder. – Pai? – Implorou como último recurso.

– Só uma reunião de amigos filho, não é nada de mais, não se preocupe. – Falou com a voz calma.

– Com vocês dois planejando é meio difícil. – Falou a meia voz e eu acompanhei o pai deles começando a rir da expressão torturada dele.

– Você é absurdo. – Elizabeth balançou a cabeça para o filho antes de se virar para mim. – Ashley, querida, nós estamos pensando em chamar a família de Kristen para passar o Natal conosco e gostaríamos de saber se aceitaria se juntar a nós se eles aceitarem nosso convite. – Peter assentiu, concordando e eu me perguntei como eles trocaram essas informações com apenas um olhar.

– Se não houver nenhum problema, será uma honra. – Falei sorrindo e realmente seria, ter a única família que eu tinha no momento (a de Kristen) e essas novas amizades que me faziam sentir em família seria um Natal melhor do que eu poderia esperar depois de minhas perdas.

– Ótimo! Amanhã mesmo vou ligar para Sarah. – Elizabeth informou animada.

– E o que eu posso trazer? Algo de que gostem e eu possa preparar? – Perguntei.

– Oh, querida, não se preocupe, está tudo sob controle. – Garantiu com um aceno de mão.

– Então me deixe ao menos vir te ajudar. – Pedi.

Depois de um pouco de insistência ela cedeu, com a condição de que Kellan fosse me buscar em casa pela manhã e depois fosse me deixar em casa ou – se eu aceitasse – que eu dormisse em um dos quartos de hóspedes.

Passamos mais alguns minutos conversando, até que eu vi que era quase onze horas e decidi que era hora de ir embora. Despedimo-nos, Elizabeth garantindo que me ligaria ou mandaria algum recado no dia seguinte para confirmar a noite de Natal.

Kellan saiu comigo, para levar-me para casa. Passamos parte do caminho em silêncio e eu fiz uma nota mental para começar a pensar em comprar um carro para não tornar-me um fardo para Kellan ou Kristen e outra para me lembrar de que eu precisava comprar presentes para o Natal.

Quando estávamos mais ou menos na metade do caminho Kellan começou a falar, sua voz parecendo um pouco receosa.

– Hm... Você... Você sabe que não precisa aceitar o convite da minha mãe se não quiser não é? Ela sempre tem essas ideias assim do nada. Não tem que ouvir tudo o que ela fala, ela...

– Kellan. – Interrompi-o numa voz calma, sorrindo tranquilamente para ele quando ele me olhou por um instante. – Eu quero passar o Natal com vocês, vai ser divertido e... Pode parecer estranho, mas... – Hesitei por um instante, baixando os olhos para minhas mãos. – Vocês são o que eu tenho de mais próximo de uma família, eu me sinto em família quando estou com vocês.

Ele não me respondeu imediatamente e concluí que ele estava digerindo aquilo que eu havia lhe dito, só quando paramos em frente ao meu prédio que ele se virou para mim, sua voz suave.

– Ashley. – Chamou-me, virando um pouco o tronco em minha direção. – Eu não quero que se sinta sozinha, pode parecer ainda mais estranho, mas minha família e eu gostamos de te ter conosco, minha mãe fala tanto de você que eu poderia sentir ciúme. – Dei um risinho, balançando a cabeça, olhando minhas mãos mais uma vez. Uma mão sua encobriu as minhas. – Você já é praticamente da família Ashley. Agora além de sua amiga e da família dela você tem a mim e à minha família.

– Obrigada. – Sussurrei olhando em seus olhos, observando um meio sorriso se formar em seu rosto.

– Esqueceu... De novo. – Advertiu-me e eu revirei os olhos, sorrindo.

Ele abriu os braços num convite mudo e eu me aproximei, sendo acolhida num caloroso abraço que, de alguma forma, me fez sentir que eu estava no lugar certo. Suspirei levemente, aspirando seu cheiro e perfume amadeirado.

Enquanto nos afastávamos, nossos olhos se prenderam e aquela corrente que sempre existia entre nós se intensificou, parecendo preencher o carro. Respirei fundo, para tentar retomar algum controle, mas não ajudou muito, porque seu cheiro estava em todo canto. Com muito esforço desviei o olhar.

– E-eu p-preciso ir. – Gaguejei.

Ele piscou algumas vezes, como se estivesse saindo de transe, sua voz parecia mais rouca e um pouco mais grave quando ele murmurou.

– Certo, nos falamos depois?

Sem poder falar assenti e, antes que ele pudesse dizer mais nada murmurei uma despedida que eu não estou certa de que ele entendeu e sai, acenando antes de fechar a porta e andar rapidamente para dentro do prédio.

...

No dia seguinte Elizabeth me ligou, confirmando que a família de Kristen aceitara passar o Natal em sua casa. Conversamos mais alguns minutos e nos despedimos, com a promessa de que nos veríamos logo.

Como o previsto, nesse mesmo dia, Kristen e Megan apareceram em minha casa, Kristen, normalmente, tinha uma sorte de brincadeirinhas e provocações do tipo “Sua sogra parece um amor” e “Quem sabe seu presente de Natal não seja um belo de um beijo, ou um pedido de namoro”.

Eu bufava e revirava os olhos para cada bobagem dita pelas duas, mesmo que elas sempre criassem em mim uma onda de perspectivas e idealizações que se desenhavam em minha mente sem minha permissão e eu fazia questão de lutar contra cada uma delas.

Claro que eu não deixei por menos e levantei o assunto Christopher, deixando-a vermelha e levemente indignada. Pelo que parecia, eles andavam ocupados demais para se encontrarem, mas vinham conversando mais durante as provas, ensaios e até altas horas na madrugada por mensagem ou telefone.

Os dias foram se seguindo e o dia do desfile de Kristen se aproximava. Tirei um dia para ir às compras nesse meio tempo e troquei algumas mensagens com Kellan e Elizabeth, combinando animadamente detalhes para o Natal, até mesmo uma ligação animada de Julie eu recebi, contando-me que estava de férias e me chamando para ir brincar com ela outra vez.

Enfim, o grande dia de minha amiga chegou. O desfile seria no meio da tarde, mas Kristen teve que ir cedo, portanto tive a manhã livre. Aproveitei para escolher cuidadosamente minha roupa, uma vez que estaria na presença de pessoas importantíssimas, todavia eu queria ser discreta e elegante, afinal eu era só uma espectadora.

Dispendi o restante do dia em minha biblioteca, enroscada no sofá, lendo um romance qualquer, tentando não deixar minha mente divagar como tornou tão comum acontecer para o meu mais absoluto terror e confusão.

Com algumas horas como margem de segurança tomei um longo banho e, enrolada em um roupão arrumei o cabelo, deixando-o com ondas marcadas e preso de um dos lados; e maquiei-me com simplicidade, destacando um pouco mais os olhos e colocando um batom leve na boca.

Tendo feito isso comecei a vestir-me, colocando meias que iam um pouco acima do meio das minhas coxas, um vestido com um recorte em um dos lados, evidenciado pelo penteado que o deixava descoberto, calcei sapatos nude, coloquei brincos de argola, um anel e um bracelete, descartando usar meu relicário, todavia colocando-o dentro de minha bolsa. Passei meu perfume e apanhei meu casaco.

Olhando para o relógio constatei que era uma hora aceitável para sair, uma vez que queria chegar com um pouco de antecedência para conseguir um bom lugar. Pedi um táxi antes de sair, dando uma última checada no espelho e no conteúdo da bolsa antes de ir até o saguão, onde esperei poucos minutos até que o táxi chegasse.

Foram cerca de quarenta minutos dentro do táxi para que eu chegasse ao local do desfile, era um lugar muito elegante e estava cercado por seguranças, fotógrafos e jornalistas, eu já esperava por isso, e esperava que, por não ser tão reconhecida assim, passasse despercebida, eu amava as câmeras, mas naquele dia só estava ali para dar apoio à minha amiga.

Paguei a corrida e desci do táxi, sendo atingida pelo vento cada vez mais gelado do inverno, me dirigi à entrada, onde havia uma quantidade ainda pequena de convidados, sendo que ainda faltava mais de uma hora para o desfile ter início.

Inevitavelmente, enquanto passava pelo caminho que levava a tal entrada as câmeras começaram a disparar, inicialmente eram poucas e eu não me atentei muito a elas, todavia eu não estava preparada para nenhuma das coisas que se seguiu:

Primeiro os flash começaram a disparar freneticamente, mas não tive tempo para raciocinar o motivo de tal frenesi, porque senti uma mão me prender pela cintura, estava quase chutando quem quer que fosse para correr para a porta e fugir de fofocas infundadas, mas fui impedida por uma voz muito familiar.

– Está fugindo de mim? – A voz rouca soou bem próxima de meu ouvido, para que eu pudesse ouvi-lo com a súbita agitação dos fotógrafos e jornalistas.

O som daquela voz fez-me congelar no lugar e arrepiou todos os meus pelos. Instantaneamente entendi o porquê do frenesi, Kellan era bem mais reconhecido do que eu, lembro-me vagamente de Kristen ter citado várias marcas conhecidas para as quais ele fotografou ou onde participou de algum trabalho, quanto a mim, meu primeiro trabalho para uma marca tão conhecida assim foi o que fizemos para a Gucci.

Imediatamente surgiram as possíveis manchetes a cerca de nosso “relacionamento”, todas as especulações em minha mente, mas foi aí que notei que todas essas minhas percepções ocorreram em milésimos de segundos, porque senti que ele beijou meu rosto carinhosamente como cumprimento.

Tentando me recuperar do choque para não parecer estúpida coloquei meu melhor sorriso no rosto, me virando para ele.

– Não estou fugindo de você. – Respondi. – Mas não esperava te ver aqui.

Ele deu de ombros.

– Você sabe, sou muito importante. – Falou teatralmente. Eu revirei os olhos, ainda sorrindo.

– Podemos entrar? Estava tentando ser discreta. – Falei apontando com a cabeça sutilmente os fotógrafos que ainda disparavam.

– Ih, acho que é tarde demais para isso, me desculpe, não pensei nisso. – Desculpou-se, seu cenho franzindo um pouco.

– Não tem problema, só vamos entrar, pode ser? – Pedi.

– Claro.

Ele fez um gesto com a mão, para que eu fosse à frente, enquanto as câmeras continuavam a disparar, alguns jornalistas, como eu havia previsto, começaram a interrogar-nos sobre nosso relacionamento. Kellan olhou para mim, e eu entendi que ele me pedia permissão para falar e eu apenas assenti, confiando nele.

– Vocês estão namorando? – Uma jornalista perguntou e vários outros se aproximaram apontando o microfone em nossa direção.

– Não, não estamos. – Kellan sorria. – Somos amigos, apenas isso. – Explicou e, por algum motivo senti meu coração afundar, mesmo que eu soubesse que o que ele dizia era verdade. – E agora, se não se importam, temos que dar apoio a alguns amigos.

Assim ele colocou a mão na base das minhas costas e me guiou para a entrada, deixando os jornalistas e fotógrafos para trás. Na entrada localizaram nossos nomes na lista de convidados e entramos, andando lado a lado.

Lá dentro estava climatizado e eu não senti mais a necessidade do casaco, tirando-o e colocando-o no braço. Notei o olhar de Kellan sobre mim e, um pouco desconcertada, comecei a falar para encobrir minha vergonha.

– Tem algum amigo desfilando hoje? – Perguntei olhando para frente, tentando encontrar o caminho para os camarins.

– Não, meu amigo é estilista. – Explicou. – E você?

– A Kristen vai desfilar hoje. – Respondi orgulhosa.

– Vai até o camarim tentar falar com ela? – Perguntou.

Eu assenti e ele me apontou o caminho, dizendo que me acompanharia para tentar cumprimentar seu amigo também. Conforme nos aproximávamos o zunir de vozes e movimentos aumentavam. Era possível distinguir o barulho de vozes, secadores, ruídos metálicos das araras sendo arrastadas e dos cabides sendo movidos.

Quando chegamos na área onde as modelos estavam pude avistar várias penteadeiras, espelhos por toda a parte, biombos e araras espalhados pelo grande salão, assim como modelos, cabeleireiros, maquiadores, alguns fotógrafos, enfim, havia muito movimento ali, imediatamente comecei a esticar o pescoço, em busca de algum sinal de Kristen.

Kellan – sem a necessidade de se esticar – começou a olhar para os lados, mas não demorou muito até que um homem alto e louro que eu logo reconheci aparecesse ali, vestido com calça e camisa sociais. Ele parecia atarefado e com pressa, mas mesmo assim cumprimentou Kellan com um bater de mãos.

– Que bom que pôde vir, achei que ia dispensar essa frescura toda. – Falou fazendo aspas com as mãos e eu sabia que eram palavras de Kellan.

– Acha que eu ia perder a oportunidade de ver esse monte de mulheres bonitas desfilando por aí? – Falou.

Eu ainda estava procurando Kristen, mas eu senti o olhar dele queimar em mim, por algum motivo que eu desconheço e, ao mesmo tempo em que me deixou desconcertada me fez sorrir, pois parecia estar se referindo a mim e não àquelas dezenas de mulheres que desfilavam em vestidos, roupões e algumas até mesmo em roupas íntimas, sem o menor pudor.

– E quem é essa beldade? – Christopher pronunciou-se e eu me virei para ele, ainda sorrindo e me apresentei antes que Kellan o fizesse.

– Ashley, é um prazer finalmente conhecê-lo. – Estendi a mão que ele apertou. – Christopher, eu suponho, ouvi falar muito de você.

Ele olhou para Kellan, uma sobrancelha erguida.

– Oh, não, não por ele. – Expliquei.

Tinha noção de que meu sorriso tornara-se um pouco mais malicioso e ambos me olharam interrogativamente, Christopher parecendo um pouco lisonjeado por ser reconhecido e Kellan... Indignado, eu diria, seu olhar correndo entre seu amigo e eu. Fiz uma nota para pergunta-lo sobre essa reação mais tarde, mas notei essa expressão mudar com a reação de Christopher às minhas palavras seguintes.

– A Kristen está por aí? – Perguntei erguendo uma sobrancelha.

O sorriso de Christopher tornou-se um pouco constrangido, mas um ar de compreensão lhe chegou.

– Ah, quantas coincidências, não tinha associado tudo antes. Naturalmente, a melhor amiga. – Ele comentou e Kellan e eu trocamos um olhar confuso. – Ela está bem ali, me acompanhe, por favor.

Ele indicou o caminho e seguiu ao meu lado, assim como Kellan. Estávamos a poucos passos de Kristen quando ela notou-me. Ela se ergueu de um pulo da cadeira onde estava sentada, enrolada em um roupão e se lançou nos meus braços.

– Ai que bom que veio, eu estou surtando. – Ela murmurou enquanto me soltava. – Meus pais ainda não chegaram, eles disseram que eles viriam mais cedo.

– Logo eles devem chegar. Não se preocupe, você vai se sair bem. – Garanti.

– É claro que vai. – A voz de Christopher soou extremamente suave e encantada, fazendo Kristen corar e baixar os olhos.

Eu apertei os lábios, tentando não rir dela enquanto Christopher e Kellan começavam a conversar.

– Nem se atreva Ashley. – Ela sibilou, seus os olhos em fenda ao notar minha expressão. Mas foi quando seus olhos se deslocaram para a minha direita e sua expressão se suavizou e ela sorriu largamente. – Hm... Veio com Kellan?

– Nem comece. – Adverti enquanto ela acenava para ele. – Nem sabia que ele viria.

– Não estou fazendo nada querida. – Ela falou piscando para mim.

Revirei os olhos para ela, mas não respondi, pois Christopher pigarreou ao meu lado e informou que precisava ir, mas que nos falaríamos mais tarde.

– Acho melhor eu ir e deixar você se aprontar também. – Informei. – Quando seus pais chegarem diga que estou esperando-os ok?

Ela assentiu, mordendo o lábio inferior. Eu sorri docemente para ela e a abracei.

– Você vai se sair bem, não se preocupe. – Sussurrei. – Eu vou estar lá, qualquer coisa finja que é só brincadeira, certo?

Ela sorriu assentindo enquanto chamavam-na para a maquiagem.

– Obrigada amiga, até daqui a pouco. – Ela virou para Kellan. – Cuida dela ok? Até depois.

Revirei os olhos para ela enquanto ela me soprou um beijo, antes de se virar, rindo e andando até a penteadeira. Balancei a cabeça me virando para Kellan.

– Vamos encontrar nossos lugares? – Chamei.

Ele assentiu e começamos a andar até o recinto onde a passarela estava instalada. Havia algumas pessoas ali, mas a maioria dos lugares ainda estava desocupada. Assim, sentamo-nos na segunda fileira, lado a lado, ainda havendo lugares à nossa direita e à nossa esquerda.

Poucos minutos depois os pais de Kellan chegaram e, após nos cumprimentarmos nos acomodamos para esperar o desfile começar.

Notas finais
E aí amores, o que estão achando? Adoraria saber a opinião de vocês, o que acham que vai rolar? Críticas? Sugestões? Podem dizer, estarei aqui para ouvir. Obrigada por ler meus amores, nos vemos no próximo ou nos reviews ;*