Realtale
2 O Início
Ainda meio atordoada pela queda e com uma estranha determinação, ----- cambaleia pelo corredor, sente sangue escorrendo lentamente por sua face, e logo o limpa com a manga de sua blusa, manchando-a. Depois de mais alguns passos, ---- cai no chão, mas impulsivamente se segura no chão com seus braços, sente sua visão embaçar, e perde um pouco seu fôlego. Mas sua vontade de morrer desapareceu completamente assim que chegou ao subsolo, ---- teve seu corpo tomado por uma estranha sensação de determinação, ---- respira fundo e então sua visão começa a desembaçar, então se senta no chão, rasga um pedaço de sua bermuda e a põe no ferimento que se formara em sua testa, e então, começa a andar apoiando-se na parede até chegar em um corredor, onde ---- encontra uma flor, mas não uma flor normal, uma flor com rosto. "Mas que merda é essa?"Pensou ----.
—Olá! Eu sou Flowey!Flowey a flor!
—Flowey, por favor, me ajuda,- suplicou ---- — minha cabeça, ela tá sangrando.
—Mas que patético, suplicando pela vida, logo aqui, logo pra mim- Flowey dá uma risada e cerca o pescoço de ---- com pétalas- Aqui embaixo, é MATAR ou MORRER.
Então, logo em seguida, Flowey aproxima as pétalas do pescoço de ----, que se aproximam cada vez mais, começam a cortar o pescoço de ----, mas antes que o corte ficasse profundo, uma chama atinge a flor, e surge um vulto branco e roxo, que ---- não consegue ver direito, pois está tonta, mas pela sua voz, --- a identifica como uma senhora, que se aproxima de -----.
—Mas que criatura terrível, torturando uma pobre alma inocente, não tenha medo minha criança, eu sou Toriel, a guardiã das Ruí- ---- desmaia — Criança? está tudo bem? Oh meu Deus! Você está ferida!- Toriel pega ---- em seu colo e corre para sua casa na esperança de poder salva-la.
Ao chegar em seu lar, Toriel fica pasma com a gravidade do ferimento na cabeça da criança, e ver que mesmo assim, ela conseguia ficar de pé. Depois de usar medicamentos e magia, ---- está curada, e acorda no aconchego de uma cama quentinha, com uma mulher cabra sentada em uma cadeira, lendo um livro e esperando que sua nova criança acordasse.
—Minha criança!Você finalmente acordou!Estava tão preocupada com você!- Toriel a abraça, e ---- se sente confortável ao se enterrar no abraço felpudo e quentinho de Toriel, o que a faz sentir-se amada novamente, a faz sentir-se feliz ao perceber que ainda tem alguém que se preocupe com ela, que se importe com ela, e que, talvez, até mesmo, ame ela. E ao ver-se afundando nos braços de Toriel e em seus próprios sentimentos e pensamentos, percebe que está chorando, e Toriel também percebe- Minha criança, por que choras? Conte-me o que está perturbando sua pobre alma.
—--- então, conta toda a sua trajetória até chegar ao subsolo, mas apenas sobre o acidente de seus pais, da morte de seu melhor amigo, e, do orfanato abusivo em que vivera. E Toriel, chocada, a abraça novamente.
—Meu Deus, como uma alma tão jovem pode ter sofrido tanto? Mas não se preocupe minha criança, você pode ficar aqui, na minha casa, e eu te criarei com a maior felicidade.
—--- solta Toriel e a olha em seus olhos e levada pelas suas confusas emoções, diz:
—Então, você quer ser minha mãe?
Toriel enrusbece ao ouvir ---- dizer isso.
—S-sim, se você desejar.
—--- abraça Toriel novamente, e chora em seus braços, pois finalmente teria uma mãe novamente.
—Ah- exclama Toriel- e qual o seu nome, minha criança?
—--- abre sua boca pra falar seu nome mas quando ia pronuncia-lo, ouve um sussurro em seu ouvido dizendo "C-chara".
—Hã? O que?
—O seu nome minha criança, diga-o para mim, por favor.
Novamente, ---- ouve o mesmo sussurto.
—Quem é Chara?- A expressão de Toriel muda.
—Como você conhece esse nome?
"É sua mais nova amiga" disse o sussurro
—--- não sabe como responder e ambas ficam em silêncio por alguns segundos, até Toriel resolver ignorar isso.
—Mas enfim, qual o seu nome?
—Meu nome é-é Frisk.
Frisk fica com Toriel por 2 semanas, com ela a educando, brincando com ela, enfim, simplesmente fazendo o papel de uma mãe, mas ao mesmo tempo em que Frisk amava ficar naquele local, com sua mais nova mãe, com seu mais novo lar, algo a dizia para sair de lá e seguir em frente, até que em uma noite, Frisk vê em seu quarto uma fraca imagem de uma criança extremamente parecida com ela, e se assusta, mas logo em seguida a imagem a diz:
—Olá, eu sou Chara, e eu vou te acompanhar em sua jornada.
—Como assim jornada?
—Você está destinada á libertar todos os monstros ou condena-los á morte, e não importa sua escolha, estarei aqui, para te guiar por esse perigoso caminho.
—No-Nossa, como que alguém como eu pode ter tanta importância?
—Nem eu mesma sei, mas pra tudo isso acontecer, você terá que partir amanhã.
—O que?! Mas eu não quero partir, pela primeira vez em anos eu tenho uma mãe, um lar decente e comida boa. Por que eu largaria tudo isso agora?
—Ela também é mi-, olha, escute, pelo bem dela e de todos os monstros, apenas vá, eu te imploro- Chara ajoelha-se perante Frisk e chora em sua frente.
—Ok, eu irei, mas como eu vou saber o que fazer e pra onde ir?
—Não se preocupe, você está comigo.
Frisk volta a dormir e ao acordar pede para Toriel pra sair das ruínas, mas ela nega o pedido, e depois de muito insistir, ela resolve destruir a saída das ruínas, para evitar a saída de Frisk.
—Mãe, você não entende, eu preciso sair.
—Você quem não entende! Se você sair, Asgore o matará para usar sua alma para quebrar a barreira que nos aprisiona aqui.
Frisk olha para a fraca imagem de Chara e diz:
—É um risco que terei de correr.
Toriel suspira.
—Então, prove-se digna, me vencendo numa batalha!
Toriel começa a tacar chamas em Frisk, que desvia habilmente de muitas, mas, em uma de suas esquivas, Frisk bate sua cabeça na parede, e fica zonza por consequência do ferimento de sua introdução ao subsolo, e logo em seguida, é acertada por uma chama em seu rosto, e sente a sensação das labaredas consumindo seu rosto aos poucos e morre.
—Oh meu Deus! O que eu fiz?- Exclama Toriel
—Merda Frisk!- Exclama Chara.
Logo após isso, Frisk volta pro quarto em que estava na noite em que conhecera Chara, e por um segundo as duas começam a se encarar e perguntam em uníssono.
—Mas que merda foi essa?!
—Por um acaso
—Nós
—Acabamos
—De...
—Voltar no tempo?!- Falam ambas em uníssono novamente.
—Então sempre que eu morro, eu volto no tempo ?
—Aparentemente, sim.
—Bem, isso vai facilitar MUITO as coisas.
Depois de diversas tentativas de vencer Toriel sem o uso de violência, a mesma acaba desistindo de lutar, ao perceber que sua criança tinha um coração puro e bom, o que a tornaria incapaz de ferir outro ser. E então, dando um abraço de despedida, Toriel liberta sua criança para que ela faça o que tem de ser feito.
Após a criança sair Toriel murmura a si própria:
—Espero que sua palavra não se "ESCÁPULA", esqueleto- Toriel ri sozinha, e então retorna á sua casa.
Enquanto isso Frisk encontra um velho conhecido, Flowey.
—Você realmente não entendeu como funcionam as coisas por aqui, não é?Você deia ter matado aquela mulher. Se continuar assim, não vai sobreviver muito aqui, pois como já disse, por aqui é Matar ou morrer- Flowey vai embora.
Então, Frisk continua seu caminho e começa a sentir um frio congelante, pois acabara de sair das ruínas e chegara em um campo nevado.
Mas apesar disso, sente um calor no coração, pois pressente que conseguirá um novo amigo.
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