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10 Família inconvencional


Notas iniciais
Fato curioso que ninguém se importa -> o nome da bebê só é Maria Flor porque sou apaixonada por esse nome desde sempre.. hahahhaa

O dia seguinte amanhecer com os passos de Ivan que ecoavam pelos corredores do hospital.

–Mãe, que bom te ver — Ivan abraçava Marina

–Oi meu filho, mas fala baixinho pra não acordar sua mãe — Marina acenava para chica — Bom dia chica, Clarinha acabou de dormir tadinha, ficou preocupada e não conseguiu dormir a noite toda...

–Bom dia minha querida, como você esta se sentindo hoje? — Chica perguntava preocupada abreçando-a

–To bem melhor sogrinha, um pouco de dor de cabeça, mas é do machucado mesmo, tirando isso tudo normal, Flor não para de se mexer, ai acabei acordando e ela não para por nada, só se a Clara falar, mas não queria acorda-la então fiquei aqui esperando meu filho lindo que eu estava morrendo com saudes — Marina dizia beijando a cabeça de Ivan

–Que ótimo ouvir isso, eu encontrei seu médico no corredor ele disse que você pode ir se arrumando, ele já vem aqui para te.. — Ela não conseguiu terminar de falar que o medico já adentrou a sala — estava falando agora do senhor..

–Bom dia Marina, acabei de conhecer sua sogrinha e seu filho, uns amores, então, você esta liberada, mas é aquilo, não se esforce, daqui a 1 semana volte a sua aula pre-natal que é importante, preste atenção no seu corpo, qualquer sintoma de contração, bolsa estourou, vem pra ca, apesar de achar que essa princesa ai ainda vai demorar um pouco é sempre bom falar, é isso basicamente... se cuida e qualquer coisa volte aqui ou ligue — Dr.

–Muito obrigada Dr. pode deixar que ela vai seguir tudo — Chica dizia seria olhando para Marina

–É verdade, eu vou cuidar dela — Ivan falava segurando a mão de sua mãe

–Eu tenho certeza que sim, tchau gente, felicidades

Marina levantou da cama com calma e foi andando até o banheiro, pos seu vestido e depois saiu falando com sua sogra

–impressionante, o médico entrou, saiu, Ivan já fez barulho e ela não acordou — Chica dizia rindo

–Pois é, ela passou a noite toda acordada, eu dormia e quando acordava ela estava com aqueles olhões preocupados, mal conseguiu dormir tadinha — Marina dizia observando Clara que ainda dormir toda torta sentada na cadeira com a cabeça apoiada na cama de Marina

–Eu vou indo com o Ivan pegar o carro e encontro vocês na entrada.. — Chica saiu andando — Vem Ivan, vamos indo pegar o carro para sua mãe não precisar andar muito

Após Ivan e Chica sairem Marina foi acordar Clara

–Amor, Clarinha, vem, vamos para casa... — Marina dizia fazendo carinho em sua cabeça

–Oi? que? Marina o que você ta fazendo em pé? — Clara levantou num pulo

–Calma, o médico passou por aqui e me liberou, sua mãe já veio aqui com o Ivan eles foram buscar o carro, vamos descançar em casa? — Marina dizia num tom baixo e amigavel

–Claro, obvio, desculpa amor, deveria cuidar de você e cai no sono — Clara dizia envergonhada

–Mas obvio que caiu no sono, cuidou de mim a noite toda, vamos para casa, mal posso esperar para deitar na nossa cama

Chica os deixou em Santa teresa e seguiu para o leblon, havia marcado de almoçar com Helena e não poderia desmarcar..

Os três entraram em casa e a mesa estava pronta os esperando, Flavinha, Giselle e Vanessa também estavam lá

–Até que enfim nossa gravidinha favorita voltou para casa — Vanessa dizia saindo do lado de Flavinha e indo até Marina

–Eu só fiquei fora uma noite meninas, tudo bem que foi uma noite incomum, mas eu voltei, firme e forte — Marina ria enquanto abraçava todas elas juntas

–Firme e forte mas com cuidado né dona Marina Meirelles, inclusive meninas precisava da ajuda de vocês — Clara dizia indo ao centro delas

–Vai mamãe ursa.. — Vanessa dizia rindo

–Então, a partir de hoje essa princesa pode chegar a qualquer momento, o médico pediu 1 semana de descanço completo e que agora é não pegar pesado, descançar, não se estressar, então eu vim pensando, o que vamos fazer — Marina observava Clara tomar conta de tudo de uma maneira tão séria que a fazia sentir orgulho — Vanessa vamos pegar a agenda e ver os ensaios que realmente exijam que a Marina faça, porque os outros pensei que a Flavinha pudesse fazer, tudo bem? — Clara a olhava

–Claro, é ótimo, porque posso treinar... — Flavinha sorria

– E alguns outros podemos pegar ensaios antigos e usar as fotos, então Gi é ai que você entra depois que virmos quais ensaios talvez podemos usar fotos antigas você poderia separar as fotos e passar para Marina selecionar?

–Claro que sim — Giselle dizia sorrindo compenetrada no que Clara dizia

–Ótimo, ai gente eu sei que falei demais, mas é porque não podemos dar mole, ainda mais agora, falta pouquinho, 2 messes no máximo, agora vamos almoçar para depois começar os trabalhos!

Almoçaram juntos entre amores, cuidados e depois foram trabalhar, a nãe ser Marina e Ivan que foram ver filmes juntos enquanto comiam pipoca e bebiam suco de laranja, uma vez que Clara havia proibido qualquer refrigerante para aqueles dois. Quando a noite chegou e todo o trabalho acabou as meninas se foram e Clara subiu para seu quarto, mas quando chegou viu os dois dormindo, e para não atrapalhar foi tomar um banho e se deitar na ponta da cama, e ficou alí, observando seus maiores amores até cair no sono..

Uma semana se passou desde o incidente e as coisas foram aos poucos voltando a funcionar como sempre, Marina havia tirado os pontos e já estava recuperada por completo, e estava mais barriguda que o normal, hoje enquanto Flavinha fotografava Clara e Marina levaram Ivan na escola e enfim retornaram para a aula pré-natal..

–Clara , Marina, como vocês estão? sumiram.. — Katia a professora dizia a elas

–Pois é, tivemos que nós afastar por uma semana mas já estamos de volta! — Marina dizia sorrindo

–Ótimo então vamos começar! -Katia

Elas adoravam as aulas, era um momento em que Marina sentia uma conexão entre ela, Flor e Clara indescretível, tirando que haviam pais na mesma situação que elas, alguns também era gays, então as conversas eram parecidas, e isso as deixava muito felizes e entrosadas..

–Bom dia a todos, vamos começar com a respiração, gravidinhas lindas, sentem entre as pernas do papai ou da mamãe, botem as 4 mãos sobre a barriga e pensem em coisas boas, transmitam para seus bebês todo o amor que vocês tem para ele.... respirem fundo e lentamente, foquem apenas na barriga subindo e descendo, devagar... — Katia observava as mães em sua classe respirarem calmas- Agora vamos falar sobre a hora do parto, bom, vocês sabem que a melhor maneira é o parto normal, mas isso é subjetivo, as vezes existem certas condições que exigem uma cesarea, mas é bom estar preparada não é mesmo? — ela ria — então, continuem nessa posição, pensem que o parto é uma hora muito importante porem difícil para ambos, mas principalmente para quem esta em trabalho de parto, então pensem na respiração, pensem que cada contração é uma dor a menos para ter seu bebê em seus braços, foquem nisso, mamães e papais, nesse momento falem coisas que as acalmem.. vamos treinar

Nesse momento a sala pareceu ser dividida entre mil universos diferentes, e casa casal tinha seu próprio mundo...

–Amor você ta bem? — Clara perguntava baixinho no ouvido de Marina

–To... — Marina respodia ainda controlando sua respiração

–Te conheço meu amor, me conta — Clara dizia alisando sua barriga sobre a filha que não parava de chutar

–Ah amor eu só tenho medo sabe, das contrações, não sei se consigo passar por um parto normal, pode dar errado, eu sei que é o mais natural, mas depois do que eu passei eu não quero correr nenhum risco, a dor que eu senti, eu só não quero te decepcionar — Marina dizia com uma voz tristinha, doida

–Amor, você nunca vai me decepcionar, jamais, você só me enche de orgulho a cada dia mais, eu te entendo, e me doi muito saber que você passou por tudo isso, eu queria poder tirar toda sua dor e senti-la por você, doeria menos do que te ver assim, eu passei pelas contrações, eu tive uma tentativa de normal, mas o Ivan tinha o cordão em volta do pescoço e então tive que fazer cesarea e eu te apoio nisso, não só nisso como em tudo sempre te apoiarei meu amor — Clara beijou a cabeça de sua amada várias vezes

–Eu te amo tanto, obrigada por estar comigo — Marina dizia baixinho

–Sempre vou estar com você, não só hoje, não só amanhã, sempre, e principalmente na sala de parto, independente do que você escolher, estarei lá falando o quanto te amo, o quanto te acho a melhor mãe do mundo, como amo acordar e ir dormir ao seu lado, sentir seu cheiro, saber que você é minha, como adoro quando você me olha com aquela cara de safada que você sabe muito bem — Clara falou e Marina apertou a mão dela

–Amor não fala isso aqui, as pessoas podem ouvir — Marina ria baixinho

–Ah eles também tem uma mulher grávida em casa, sabem muito bem o que eu estou falando, hormonios incontrolaveis... — Clara ria de Marina que estava com as bochecas ficando vermelhas

–Eu te amo muito — Marina

–Eu também, te amo mais, mais, mais...

Notas finais
espero que gostem, não esqueçam de comentar, Beijos...