Haku está cercado por uma névoa espessa, não sabia se localizar, nem nada, não conseguia ver nem mesmo os seus pés. Ele decidiu aprofundar-se na névoa em busca de alguém ou algo. Estava confuso, não se lembrava de nada e nem sabia se estava vivo ou não. Ele sente uma necessidade de seguir á direita, então vai. A névoa parecia estar se dispersando um pouco de seu caminho, já tera sonhos estranhos, mas ele não conseguia entender esse, e também tinha controle de suas ações. Até que achou uma porta, e um bilhete estava escrito: "Não é uma ilusão, procure a chave". Haku não teve mais sensações, decidiu ir para frente, e encontrou outra porta, escrito "Acorde e não saiba de nada". Haku decidiu não acordar, e foi para trás, em busca de uma porta aberta, mas bateu sua cabeça em uma parede.

Até que, Haku decide ir para a esquerda e havia uma porta aberta. Ele decidiu entrar, a iluminação era penumbra e Haku não conseguia distinguir oque havia no fim do corredor. Estava com medo de não conseguir mais acordar pelo fato de não ter escolhido o caminho de cima, e então encontrou uma sala vazia no fim do corredor, e lá havia um homem chorando pedindo ajuda e clamava por alguém por perto. Haku se aproxima cada vez mais do homem, e descobre que seu cabelo é azul, e era Iniko. Haku tenta chamá-lo, mas ele continuava chorando e clamando por alguém. Quando ele tentou tocar Iniko, ele evaporou! Mas como? Até que uma fenda se abriu na parede e Haku decide observar, ele viu... O espaço! Várias estrelas estavam na sua frente. Não encontra nada e decide voltar, até que uma explosão acontece e o corredor começa a entrar em chamas. Haku corre e começa a clamar por Deus ter piedade de sua alma. O corredor começa a virar o espaço, e então tudo começa a estilhaçar como vidro, Haku ao mesmo tempo que corre começa a chorar e pensa: "Não pode ser real, se eu cair nesse buraco que abre... E por quê eu estou no espaço?!". Haku se lembra da porta de cima, já que a outra estava trancada.

Ele acha ela, e começa a correr em outro corredor, até que encontra uma porta semi-aberta e desesperado abre a porta. O'que havia lá? Seu quarto, e ele estava deitado em sua própria cama, adormecido. Haku não entendera o por quê de estar fora de seu corpo, mas não havia tempo para explicações, tudo continuava a estilhaçar como vidro, a única solução que ele encontra para acordar é deitar na própria cama. Haku deita, e acorda assustado e bem suado. Ele não consegue fixar seus pensamentos, não entendia porquê Iniko clamava por ajuda! Então, ele fala sozinho...

— Que porcaria foi essa? Por que eu sonhei isso?
— Acho que estou ficando meio louco com tantos estudos, mas não posso parar de ser realista e priorizar os estudos! O tempo é curto para seguir o destino com as emoções. Como a emoção pode ser maior que a razão?

A mãe de Haku entra no quarto e pergunta?

— Menino, vou te levar em um psicólogo!
— O-oquê?
— Que loucura é essa de discutir sozinho e esse vício em estudar?
— M-mas mãe...
— Nada de mais! Depois vou ligar para a clínica. E se continuar a implicar, vou te INTERNAR? ME ESCUTOU? PARE COM ESSA MERDA DE VÍCIO EM ESTUDO!
— Estudar, ser realista é importante, sabia?
— Ser viciado é importante? Respeite os limites de ser um humano. Não seja tão consciente a ponto de ficar louco. Daqui a pouco, tantas dúvidas vão surgir na sua mente, que você vai começar a surtar pela razão!
— ...

6:30 AM

Haku está preparado para ir á escola, a iluminação local está totalmente azul e havia nuvens espessas, como todos os dias, é imprescindível ser realista para Haku, e um dos atalhos para a inteligência para ele é continuar a ser anti-social, mas Haku continua a focar em seu sonho e suas emoções, não dá pra esquecer! Haku não têm muitos pensamentos abstratos, pois é uma pessoa realista. Mas como procura ser inteligente e ter conhecimeno de muitas coisas, quando têm pensamentos abstratos resolve aprofundar e muito neles. Como sonhos... Para Haku os sonhos não são mais que uma forma de pensar para causar saciedade, mas não reflete nada na realidade.


7:00 AM

Os portões se abrem, ainda está muito frio, está todo mundo bem agasalhado para aguentar o frio da manhã. E mal podem imaginar o Sol nascer e esquentarem novamente como em suas edredons e cobertores! Dá vontade de subir novamente as escadas e deitar novamente na nossa cama aconchegante e nunca mais voltar! Haku sempre consegue vencer essa vontade, pois prioriza muito os estudos... Como disse sua mãe, um vício que pode deixar Haku louco.

Haku aguarda abrirem as portas. Na verdade, todos esperam, pois as salas são bem mais aconchegantes que ficar tremendo, não sentir os membros e ter os lábios ressecados lá fora. Era clamar por uma chave aparecer... Até que uma menina fala com Haku para destrair o frio:

— Está sabendo?
— Do quê?
— Da brigona que vai ter! Como não saber?
— Eu não sabia, como é possível?
— Ahahah, que engraçado Haku. Claro que é possível não saber, só acho difícil nao saber!
— Me isolo dessas coisas. Mas afinal, de quem é a briga?
— Takeshi e Iniko!
— I-Iniko?! "Então era isso? Iniko precisa de ajuda pra isso? O'que eu tenho a ver com isso? Não... Os sonhos são apenas ilusões, Haku. Acalme-se".
— Sim, Iniko e Takeshi. O Iniko vai sair sangrando, aliás ele merece, é um cretino desgraçado.
— O'que Iniko fez para irritar Takeshi?
— Boatos afirmam que ele deu em cima da Saori, a mina dele.
— Eu reparo muito o movimento das pessoas por aqui, Iniko não daria em cima da namorada de Takeshi.
— Como pode defender esse desgraçado? Ele é um rebelde, nunca liga pra nada! Nem sei o por quê dele estar aqui...
— Esse colégio é maluco, tudo aqui é maluco! Isso é engraçado.
— Não, nós somos a elite realista dessa escola.
— Pra ser sincero Meiling, não sei porquê você está na minha turma esse ano também.
Todo mundo grita por perto: "OOOOOOOOOOOOH"
— Filho da p*ta de merda, vai se f*der. Meiling sai de punhos fechados, como se fosse explodir. Parecia que ia dar um murro na cara de Haku.
Haku pensa: "Não entendo essas pessoas, não há provas de Iniko dar em cima de Saori".

9:00 AM — O sinal toca

— Ah, como é bom o frescor das 9:00... O Sol sai, o clima fica perfeitamente agradável! Hoje não há nada para estragar...
De-repente, um monte de gente começa a gritar, e Haku se assusta com a quantidade de gente, e procura saber. É uma densa multidão de pessoas formando um círculo. Pareciam ser "camadas" de pessoas. Na frente, estavam os valentões, assim como Takeshi, e atrás as pessoas observavam. Havia uma única brecha para Haku passar. Ele decide entrar e tomar conhecimento do que está acontecendo. Haku vê... Takeshi e INIKO! Haku pensa: "Meu Deus do céu, a briga vai acontecer agora, o'que eu faço?!". Takeshi dá um murro na cara de Iniko! Ele tenta sair do círculo, mas a camada de valentões empurrava-o para Takeshi. Iniko estava levando uma surra! O'que Haku vai fazer para se manifestar?
Iniko cai chorando no chão, fica ajoelhado com as mãos no chão, sangrando pelo nariz e boca, e clama por ajuda! Haku pensa: "Oh, os sonhos então refletem a realidade? Devo fazer oque eu fiz no sonho!". Haku entra no meio dos dois, era corajem enfrentar Takeshi. Então ele fala:
— Não vou permitir isto neste colégio. -Afirma Haku.
— O-o'que está f-fazendo a-aqui, H-Haku? -Diz Iniko.
— Não irei tolerar sangue derramar!
— Saia daqui, garoto idiota.
Takeshi empurra Haku no chão. Ele puxa uma facão do bolso e diz:
— Você não sai vivo daqui hoje.
Takeshi mira a faca em Iniko, e Haku pensa: "NÃO!". Quando Takeshi irá esfaquear Iniko, Haku entra no meio e diz:
— NÃO!
A faca atinge Haku, entre o espaço do rim esquerdo e direito. Haku começa a perder muito sangue. Todo mundo fica aterrorizado. Haku cai no chão agonizado e começa a chorar e gritar de dor. Takeshi se afasta assustado e Iniko diz:
— M-mas oquê...
Os diretores do colégio conseguem passar, mas quando chegam é tarde de mais. Haku pensa pela última vez: "Os sonhos não são ilusões"

Continua...

Notas finais
Obrigado por ler!