Realidades Ocultas
18 Epílogo da primeira temporada.
Notas iniciais
Uma semana se passou desde a reunião dos amuletos e o encontro com a Grandium, com cada seguindo seu próprio caminho após isso. Wander resolveu voltar para a sua vida cotidiana e depois de levar uma surra de vara de goiaba embebida em banha de porco, foi à escola depois de tanto tempo faltando.
No pátio, antes do sinal da manhã bater, foi surpreendido pela voz da Maria Eduarda.
— Wander! – ela acenou de longe e veio correndo até ele.
— Oi Madu! – eles se abraçaram.
— Como ficaram todos vocês? Fiquei com medo de vocês morrerem naquela busca doida.
— Quase morremos mesmo, mas no fim deu tudo certo. Juntamos os amuletos e fizemos as perguntas pra Grandium.
— Ele responde qualquer pergunta mesmo?
— Sim. E descobrimos que é ela.
— Bah, se eu estive lá perguntaria o que vai cair no ENEM.
— Nem lembrei disso porque eu não vou fazer mesmo.
— Entendo. Bom te ver e tchau, nos falamos pelo whatsapp.
— Ué, você vai sair da escola?
— Vou me mudar de novo, o ENEM é nesse domingo e vou mudar na segunda. Bahia dessa vez, ninguém merece.
— Pô, boa sorte então.
— Obrigada.
Ela o abraçou novamente e depois foi para a biblioteca.
— Caralho, você tá pegando a gauchinha da tarde?
Wander olhou e viu que era o seu amigo orelha.
— Fala aê moleque! Tô não, ela é só amiga.
— Pô, tu não pega ninguém hein, se tu não chegar eu chego.
— Até parece que tu é o pegador, nunca te vi com mulé nenhuma.
— Eu vou atirando pra todo lado alguma hora eu acerto.
— Vá sonhando.
— Tu sumiu, onde se meteu?
— Arf... quer saber? Você não vai acreditar no que andei fazendo ultimamente mas vou te contar mesmo assim.
Os amigos sentaram no capô do carro da diretora da escola e então, Wander começou a contar sua história absurdamente real.
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