Realidades Ocultas
8 Cuidado, nadar logo depois de comer pode te matar.
Notas iniciais
— Quê? Então quer dizer que a Tatielly é sua neta? – Eduarda estava espantada.
— Mas quem é essa de quem vocês estão falando? – perguntou Clécio.
— Ela apareceu lá na escola investigando a morte sobrenatural de uma aluna. Procurou o Wander, o obrigou a descobrir quem era o outro paranormal da escola e depois de confrontar o seu Joaquim, deu um tiro nele, pegou o amuleto do fogo e foi embora, entendeu? – disse Eduarda.
— Não – respondeu Clécio.
— Pelo que a senhora nos contou, cada amuleto tem um poder e quem tiver todos terá mais poder ainda. Por que você acha que ela está atrás deles? – perguntou Kurai.
— Gostaria de dizer que ela não fará nada de ruim com o poder dos amuletos, mas não posso garantir isso. Ela já foi uma garota doce, olhem só – Rute mostrou um porta retrato, onde havia uma menina com cerca de dez anos de idade, olhos verdes e longos cabelos loiros, ela usava um vestido rosa e estava acompanhada de um casal com uns vinte e muitos anos de idade – essa é ela quando criança junto com os pais dela.
— Como vocês já sabem, eu sou uma grande paranormal. Minha filha e o marido dela também eram, e desde pequena a Tatielly tinha a convicção de que seria paranormal como nós. Porém, ao contrário do que muitos pensam, essa não é uma característica genética e para compensar essa falta de dom natural, a Tatielly começou a estudar magia. Até então eu a apoiava, ela era bastante dedicada e progredia rapidamente, porém minha neta mudou muito depois que seus pais morreram fazendo uma coisa extremamente perigosa...
— Eles morreram enfrentando algum inimigo poderoso ou coisa assim? – perguntou Eduarda.
— Não, eles comeram uma feijoada e depois foram nadar na praia. Depois deste acidente, Tatielly intensificou seus estudos em magia, mas não da maneira inocente como fazia antes, ela ficou obsecada por poder, tanto que começou a passar por cima de quem quer que fosse e a recorrer a artes proibidas para se tornar mais poderosa. Quando ela tinha dezesseis anos eu tentei detê-la, porém eu não quis usar a força e ela acabou fugindo e nunca mais voltou para casa. É claro que eu a observava de longe, afinal, eu tenho muitos contatos por esse mundo afora, mas agora que ela está procurando os amuletos eu preciso dela aqui comigo, depois que ela reunir todos pode ser impossível detê-la.
— Pode deixar que vamos fazer isso – disse Clécio.
— O nosso lema é “trazemos a pessoa amada de volta nem que seja amarrada” – completou Maria Eduarda.
— Ótimo! Vamos começar o treinamento, vocês têm muito o que aprender e o tempo é curto, espero que estejam preparados para treinar até seus ossos racharem! – disse a mestra, com um sorriso sádico.
*****
Assim que a Ashumaru terminou de ler a explicação sobre os amuletos, Gabriel voltou para dentro da casa e todos estavam reunidos novamente.
— Poxa meu amor, me deixou falando sozinha e saiu... – Maru reclamou com o Gabriel, dengosa.
— Temos que ser objetivos. Vamos procurar pela Tatielly, ela já levou o amuleto do fogo e certamente está atrás dos outros – disse Gabe.
— Mas eu tenho certeza de que quem me roubou era um homem, tava de rosa, mas era homem – afirmou Mark.
— Podemos usar o método Scooby Doo: nos separar e procurar pistas – sugeriu Maria Eduarda, ou melhor, Angel Moon.
— Boa ideia! Eu vou com o Gabriel! – Maru se ofereceu.
— Eu não vou atrás daquela mulé nem ferrando – falou Wander.
— Somos quatro, vamos nos dividir em duas duplas – disse Gabriel.
— Somo cinco – Mark corrigiu – eu sei que contratei vocês, mas depois de saber mais sobre os amuletos quero participar da busca, sabiam que eu sou um mago da terra? Ou era, não sei se vou conseguir fazer algum feitiço sem o meu amuleto...
— Tá bem. Precisamos ser estratégicos, não sabemos que tipo de inimigos podemos encontrar lá fora, o ideal é juntar quem tem algum tipo de poder especial com quem não tem, a chance de sobrevivência será muito maior assim – falou Gabriel.
— Eu movo coisinhas – Wander se concentrou derrubou um porta lápis que estava em cima de uma mesa de centro.
— A Madu se transforma em animais, mostra pra eles – disse Ashumaru.
— Na frente de todo mundo? Assim fico com vergonha – Angel tentava se justificar.
“Droga, preciso aprender mais sobre a Maria Eduarda pra não descobrirem o meu disfarce”, ela pensou.
— Vamos fazer o seguinte, separamos dois times, os dois de nós mais poderosos serão os capitães e escolhem os outros baseados em uma disputa de dança da cordinha – sugeriu Mark.
— Eu serei um capitão, vejam isso – Gabriel pegou um isqueiro, o acendeu e logo depois ficou olhando fixamente para ele.
— Você tem o poder de acender um isqueiro? – Wander estranhou.
— Não estão percebendo? Eu manipulo o fogo, fiz essa chama ficar cinco graus mais quente do que estava antes – ele se gabou.
Nesse momento, Ashumaru, sem dizer nada, fechou sua mão direita e abriu logo em seguida. Assim que abriu a mão novamente, uma labareda de fogo azul saiu da palma da sua palma, deixando todos admirados.
— Desculpa gato, isso é sim é manipular o fogo – disse a garota.
— Acho que todos concordamos que a Alpinista de meio fio será um dos capitães – declarou Wander, levando um cascudo dela logo em seguida.
— Vou mostrar o meu poder – Mark pegou um vaso com uma planta, tocou na terra que estava nele, recitou algumas palavras incompreensíveis e fez uns gestos malucos e assim, a terra endureceu e se tornou uma rocha – legal né?
—Muito – disse Angel – eu não vou entrar na disputa, mas acho que o Mark deve ser o outro capitão.
Eles fizeram uma rápida votação, e no fim, decidiram que o outro capitão seria o Mark.
— Agora temos que escolher os jogadores, ops, investigadores do time, vou pegar a corda – Mark estava indo para o seu quarto, quando foi interrompido.
— Não precisa. Eu escolho o Gabriel, você pode ficar com os outros – Maru falou com empolgação.
— Tá bom então – o mago concordou.
—Apesar de não ser o meu plano inicial, acho melhor eu e a Ashumaru procurarmos o cara de rosa e vocês procurarem a Tatielly – disse Gabriel
— Mas por que eu tenho que ir atrás daquela mulher estanha? Tá, ela é gata, mas dá medo – Wander reclamou.
— De todos nós, você foi o que teve mais contato com ela. E de quem você tem mais medo, dela ou de mim? – Gabe fechou o punho e olhou ameaçadoramente para o garoto.
— Tá bom... mas alguma hora vamos ter que nos comunicar pra saber o que o outro time conseguiu descobrir, que eu me lembre você não tem celular né Ashumaru? – disse Wander.
— Não acredito que eu vou fazer isso... Anota meu número – Gabe ditou o número do seu celular, que foi rapidamente anotado pelo Wander.
— Vamos logo! – chamou Mark, que já estava na porta de casa e dando pequenos saltos.
Depois de reunidos na frente da casa, o time do Mark acabou voltando para dentro de casa afinal, a melhor forma de se localizar uma pessoa nos dias de hoje é perguntar ao senhor Google. Já o time Ashumaru ficou na rua, logo em frente a casa do Mark.
Gabriel começou a se arrastar pelo chão, sendo observado com estranhamento pela companheira.
— O que você tá fazendo? – ela perguntou.
— Procurando pistas, o que mais seria?
— Eu tenho uma ideia melhor.
Maru deu uma volta pela rua e observou o local. Era uma área montanhosa na entrada de uma floresta e predominantemente residencial, mas na esquina havia uma pequena padaria e um botequim, então a garota foi até o boteco e, por curiosidade, Gabe a seguiu.
— Ô dona moça, me vê... – ela fico olhando o balcão, procurando alguma coisa que a interessasse – um amendoim.
A mulher que estava no balcão trouxe o que ela pediu.
— Eu ouvi falar que a dona Lavesque foi assaltada e machucaram ela, é verdade? – Maru perguntou.
— Menina, é verdade mesmo! Pra ver como tão as coisas, aqui que sempre foi um lugar tranquilo e agora tá tendo assalto, isso é culpa do Colombo e daquele Pezudo...
— É mesmo. Disseram que viram um cara disfarçado e todo de rosa saindo de lá, você chegou a ver?
— Não, mas a tia do meu sobrinho viu, ela disse que o sujeito saiu da casa e partiu em um New Beetle com placa KMM 1080. A segunda vez que ele foi na casa da dona Gaussiana foi ontem de manhã e ele saiu com um cordão com um pingente esquisito na mão. Gostaria de dizer mais coias, mas isso é tudo que eu sei.
— Que coisa... Obrigada, ele vai pagar o amendoim – a garota apontou para Gabriel, que deu uma moeda de cinquenta centavos para a dona da barraca e logo os dois saíram.
— Temos um carro e uma placa, já é alguma coisa – disse Ashumaru
— Não estou encontrando esse veículo na internet – falou Gabe, mexendo no seu smartphone – espere aqui que tenho que fazer uma coisa, mas espere AQUI entendeu? Ficarei irado se você me seguir.
— Tá bom, tu deve tá querendo dar uma mijada, eu espero aqui – disse a garota, que abriu o saquinho de amendoim e começou a comer.
Gabriel saiu rapidamente, encontrou uma viela subindo um morro e logo conseguiu se embrenhar na mata. Quando se certificou de que não estava sendo obsevado, tirou seu punhal da cintura, libertando o espírito que vive nele.
— Natália, preciso de uma coisa.
— Fala o que é então.
— Quero que vá no Detran e procure algum registro sobre um New Beetle rosa com placa KMM 1080.
— Detran? – ela coçou a cabeça – isso vai dar trabalho, tem filas, tem que dar propina, sabia que até os espíritos de lá são corruptos?
— A única pista que temos é essa placa, você sabe que a única chance que temos de descobrir quem foi o desgraçado que te matou é juntando os amuletos...
— É claro que vou seu bobo. Mas tem certeza de que isso não é só uma desculpa pra ficar sozinho com aquela garota? – Gabe não respondeu, então ela prosseguiu – eu tô indo mas tome cuidado, sabe que a Soul Blade não funciona sem mim.
— Eu sei me defender sem a Blade – por um breve momento, ele a olhou com ternura – se cuida também, volta logo!
A garota fantasma despareceu, e Gabriel foi ao encontro da Ashumaru.
— Sentiu saudade? – perguntou Maru, que estava sentada no capô da Fiat 147, que estava estacionada próxima à casa do Mark.
— Não. Falei com um amigo que trabalha no Detran, logo entrará em contato com informações sobre o carro que a mulher do bar falou.
Sem ter o que fazer a não ser esperar, Gabriel sentou ao lado da Ashumaru e os dois ficaram ali em silêncio, aproveitando o clima agradável daquela cidade na montanha.
*****
Em uma igreja de arquitetura gótica, Spyrit flutuava tranquilamente com seus pés quase tocando o solo. Próximo ao altar estava um homem branco, baixo, com uma longa barba e roupas luxuosas que pareciam ser de séculos atrás, que estava de pé e olhando de cara feia.
— O que faz aqui reles plebeu? – ele perguntou, de modo altivo e ameaçador.
— Fique calmo, quero apenas conversar... como posso chamá-lo?
— Visconde dos Cocais.
— Senhor Visconde dos Cocais – Spyrit falou com um tom irônico – eu sou novo por aqui e procuro por um paranormal, talvez dois. Teria o senhor sentido algum pico de energia mística nesta cidade nos últimos dias?
— E por que eu deveria dar informações a um espírito tão vulgar?
Spirit abaixou a cabeça e logo em seguida, tocou o tal visconde, que deitou no chão se contorcendo de dor.
— Mas... como eu posso sentir tamanha dor se já estou morto? – disse o Visconde, em meio a gemidos.
— E então, vai me dizer ou não? – perguntou Spyrit, com a voz mais fraca.
— Está bem... eu não sei de paranormal por aqui há muito tempo, mas aqui vive uma família de magos, os Lavesque. Ouvi uns vivos comentando pela igreja que dois dias atrás a matriarca da família sofreu um assalto e foi ferida.
— Magos... pois bem, onde essa família mora?
— Eu juro que não sei, mas esse município é pequeno, não vai ser difícil descobrir. Se me permite sugerir, pergunte ao boticário, geralmente eles conhecem todos os moradores.
Spyrit saiu da igreja. Já do lado de fora, encostou em um muro e ficou parado.
— Odeio ter que usar essa habilidade, ela drena a minha força. Odeio mais ainda esses espíritos que acham que ainda detém os títulos que tinham em vida e nem sabem quanto tempo passou desde que morreram... mas isso não importa agora, quando eu estiver recuperado buscarei o lugar onde essa família Lavesque vive.
*****
Wander estava pesquisando em seu celular as palavras “Tatielly” e “F.B.I.”. Encontrou vários resultados, então ele ficou bastante ocupado os filtrando e tentando encontrar alguma informação relevante. Mark estava fazendo a mesma coisa no computador, sendo auxiliado pela Angel, mas em pouco tempo ele acabou se distraindo e quando os dois foram perceber estavam pesquisando sobre o aparelho reprodutor dos moluscos.
— FBI era sigla do quê mesmo, Eduarda? – Wander perguntou.
— Ih... esqueci!
— Ah é, Federação Brasileira de Iscolas. – ele digitou esse nome no Google e em pouco tempo conseguiu um endereço e alguns telefones, os anotando em seguida – consegui uns números, que tal ligar pra lá e perguntar por ela?
— Ótimo, já temos um ponto de partida – disse Angel.
— Acabou o suco e o leite, só tem cerveja e água na geladeira. Algum de vocês sabe faze café? – gritou Mark, que já havia deixado o computador e estava procurando alguma coisa na geladeira.
— Não! – Angel gritou – você não pode beber café, esqueceu?
O rapaz veio até a sala, desconfiado.
— Como você sabe que a minha tia não me deixa beber café?
— É... poderes intuitivos!
— Tá bom! Podem usar o telefone, eu vou no quintal ver se tem limão maduro pra fazer um suco.
Mark foi para o quintal, enquanto Wander fez algumas ligações. O dono da casa voltou, fez suco, ebebeu suco, ofereceu para a Angel que recusou. Wanderwal, depois de muito tentar, conseguiu algum êxito ao tentar localizar a Tatielly.
— Tive que inventar uma história maluca de que eu sou primo da Tatielly. Não deram o número nem o endereço dela, mas me disseram que hoje ela estaria supervisionando uma escola advinham aonde? Petro City!
— Estamos com sorte – comemorou Angel.
— Qual é o nome da escola? – Mark perguntou.
— Colégio Tio Careca, conhece? – perguntou Wander.
— Já ouvi falar. Puxa o endereço e vamos pra lá agora!
Wander conseguiu o endereço dessa escola na internet com facilidade, então o trio partiu para lá. Logo que saíram de casa, viram Ashumaru e Gabriel deitados no capô do carro e relaxando.
— Que vida boa, a gente investigando e vocês namorando – brincou Mark.
— Pelo menos podem dar um bonde pra nós? – pediu Wander.
— Não. Estamos esperando uma pessoa que trará uma informação importante – disse o homem.
— Tá bom. Achamos uma pista de onde a Tatielly pode estar e estamos indo pra lá agora – informou Angel.
Sem muita conversa, o time do Mark foi caminhando para o ponto de ônibus, enquanto a outra dupla ainda esperava. Poucos depois, Gabriel sentiu um mal estar e desceu do carro.
— O que foi coração, não tá se sentindo bem? – perguntou Ashumaru.
“Que presença sinistra foi essa? Parece um espírito, mas parece muito mais poderoso do que os outros que já conheci.”, ele pensou.
— Eu tô bem, só cansei de ficar fazendo nada – ele começou a fazer flexões, mas ainda preocupado com a presença que acabou de sentir. Seja o que for, passou por ali rapidamente e sumiu logo em seguida.
Horas depois, já no meio da tarde, Natália apareceu na frente do Gabriel e começou a falar.
— Eu sei que se você falar alguma coisa a Ashumaru vai achar que você é doido então apenas me escuta. Aquele carro foi roubado três dias atrás, mas foi na polícia que consegui a informação mais quente: ontem de madrugada esse carro passou por uma blitz, não obedeceu à ordem pra parar e então os policiais o alvejaram. O carro acabou parando a uns cem metros dali e quando os policiais foram ver, não havia mais ninguém dentro dele, e apesar de terem achado uma mancha de sangue no banco do motorista, ele não foi localizado. Isso foi no quilômetro sessenta e nove da BR-171, o cara de rosa parece ter sido ferido mas não deu entrada em nenhum hospital da região, isso significa que ele ainda deve estar perto de onde foi abordado.
Gabriel agradeceu com um olhar, então tirou seu punhal discretamente e a Natália voltou para dentro dele. Em seguida ele fingiu estar recebendo uma mensagem no celular e foi falar com a companheira de investigação.
— Acabei de receber uma mensagem daquele meu contato, o carro era roubado e quando passou por uma blitz foi alvejado pelos policiais. O carro foi abandonado e o motorista foi baleado, mas ninguém o encontrou. Isso foi no quilômetro sessenta e nove da rodovia BR-171.
— Vamos lá então. Sabe onde fica isso?
— Não, mas posso ver no GPS do meu celular.
— O que estamos esperando então? Vamos logo!
Eles entraram no carro e seguiram viagem. Segundo a orientação do GPS, esse trecho da estrada fica a quarenta quilômetros dali e como é um lugar sem muito trânsito, será uma viagem rápida. Depois de alguns minutos dirigindo, Gabe perguntou para a garota.
— Posso te fazer uma pergunta?
— Meu signo? Tipo sanguíneo? Se eu sou solteira? Minhas preferências na cama? Pergunta o que quiser.
— O que você é? Assim, se você fosse paranormal eu teria sentido, mas tenho certeza de que aquele fogo que você invocou não foi magia e muito menos um truque.
— Sinto muito, mas eu não posso responder essa pergunta.
“Come ela que ela te conta”
— Calada Natália! – Gabe brigou.
— Ah? Quem é Natália? – estranho Ashumaru.
— Minha amiga imaginária. Agora deixa eu me concentrar, quanto mais rápido chegarmos maior é a chance de pegarmos o vagabundo.
A dupla seguiu apressadamente, tentando localizar o ladrão. Simultaneamente, Angel, Mark e Wander estavam em um ônibus rumo à escola onde provavelmente localizarão a Tatielly, e não podemos esquecer dos outros que iniciarão um duro treinamento com a mestra Rute. A investigação avança e o perigo também.
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