Realidade paralela

2 Passado do cristal e presente


Notas iniciais
Oiii. Espero que gostem desse capítulo. Ele vai falar um pouco mais do objeto mágico e do presente. Abraços e agradeço a todos que estão acompanhando. Boa leitura!

Passado do cristal infinito

—O cristal do infinito pode ser muito perigoso.- disse o cientista segurando o recipiente de vidro reforçado com diamante que protegia o cristal- Não podemos permitir que ele caia em mãos erradas e nem que novatos como vocês tenham acesso a eles. Olhem bem, pois é o mais perto que chegaram dele.

—Qual exatamente é o perigo dele?- perguntou um jovem de jaleco levantando a mão curioso. Ele tinha a sua frente um bloco de anotações e canetas.

—Ainda não é possível explicar exatamente.-disse o homem lembrando de como a última pessoa que estava estudando o objeto sumiu misteriosamente, deixando somente alguns relatórios para trás e o próprio objeto que parecia partido ao meio. Metade dele parecia está faltando. Se as histórias fossem verdadeiras o cristal já teve o dobro do tamanho que tinha, pois a cada pessoa que fazia desaparecer uma parte dele sumia junto e não era mais vista, assim como os desaparecidos. O que exatamente o cristal provocava não sabia e nem queria muito saber. Tinha medo, por isso não o tocava de forma direta nele. Quanto mais distância melhor. Era perigoso somente se fosse tocado de forma direta.

Durante aquela reunião secreta com os novatos em fase de experiência não falou o que ele e os superiores realmente tramavam. Queriam se livrar do objeto o mais rápido possível. Se ainda estivessem na época da guerra fria seria uma alternativa permitir que os inimigos tomassem o objeto, pois era tão perigoso que os derrotaria sem precisarem fazer mais nada. Por conta disso quando começou a correr o boato de que o capitão América queria o objeto viram a oportunidade perfeita para conseguirem o que queria.

Nova realidade do capitão

Ouviu novamente a voz da mãe lhe chamando para tomar café. Sentia-se meio confuso, pois o cristal havia realmente funcionado. Onde estaria Bucky? A resposta logo veio, na mesa do café junto com a mãe estava o amigo. Notou que ele usava um braço mecânico com a mesma estrela vermelha. Mas ele parecia mais jovem e sorridente, assim como ele próprio. Foi também nesse momento que Steve notou que ele estava menos forte e musculoso do que costumava ser quando era o capitão América.

—Steve, que cara é essa?-perguntou Bucky ao notar que ele estava com uma expressão estranha, encarando o braço mecânico – Parece que é a primeira vez que me viu com o braço mecânico!

—A estrela vermelha que tem nele.

—O que tem a estrela, cara? Foi você mesmo que pintou não lembra? Você foi me ver no hospital logo depois do acidente de trem. Pintou para que eu me sentisse melhor.

Steve deu uma relaxada. Naquela realidade não devia existir Hydra e a estrela devia ser apenas uma estrela e não símbolo da organização. Provavelmente Bucky nunca chegou a virar o soldado invernal e o acidente que ele sofreu não tem nenhuma semelhança com o acidente do passado. Muito mais calmo se sentou na cadeira e deixou que sua mãe enchesse sua xícara com café bem quentinho. O cheiro de café era o mesmo do que sua mãe costumava fazer pelo que se lembrava da juventude.

—Está tudo bem, querido?- perguntou sua mãe preocupada com o seu silêncio. Tocou em seu braço. Teve tanto ternura naquele toque que Steve sentiu a seu coração aquecer. Estava em casa novamente e com as pessoas que gostavam dele- Porque está tão quieto?

—Está tudo certo, apenas estou com um pouco de sono. — respondeu ele ainda admirado em como tudo naquele mundo parecia verdadeiro e real. Talvez realmente fosse, pois até a decoração da casa era parecida correspondente a personalidade da mãe.

Ainda estava falando quando notou passos se aproximando. Uma menina de uns doze anos se aproximou sorrindo e se sentou à mesa de café com eles.

—Bom dia, mamãe, Steve, Bucky. — a menina sorridente disse para todos na mesa. Pegou uma tigela e colocou um pouco de cereal nela. – Vejo que hoje fui eu a acordar mais tarde.

Espere, ele tinha uma irmã? Mas o que o espantou não foi isso. Foi o fato de a menina ter em um cordão um pedaço do cristal que o levou até aquela diferente realidade.

Estava tão focado encarando o cristal que não notou quando sua mãe se levantou para abrir a porta. Não ouviu a campainha tocar. Novos passos se aproximaram e uma versão bem mais jovem de Tony Stark apareceu com os seus óculos escuros típicos. Não esperava o encontrar naquela realidade, quem mais estaria nela?

Notas finais
O que acharam do capítulo? Gostaram? Abraços e até o próximo!