Realidade e Imaginação
1 Compartilhar a Alma
Nunca me importei em escrever algo para outras pessoas lerem. Entretanto, escrevia para uma, apenas uma exceção: foi quando conheci o amor. Foi quando também descobri que não existe o tal "felizes para sempre" — porém, isso não significa que, no final, não sejamos pessoas felizes e realizadas.
O amor é extraordinário. Mas não existe apenas o amor romântico; há também o amor pelos céus, pelas músicas, filmes e poesias. Há amor nas histórias, existe amor no abraço de quem nos quer bem, nas palavras de quem ainda vê o bem no mundo. Há amor na vida, em nossas vidas.
Quando mostrei alguns textos a uma ou duas pessoas, senti de um jeito genuíno o carinho. Será que deveria compartilhar tais pensamentos? Me questionei sobre. Afinal, não é fanfic, não é comédia, não existem personagens; é a vida real, o amor real, a dor real. E, como já escrevi por aqui, algumas coisas só são bonitas nas escrituras.
Quem sabe um dia, se ainda existirem textos escritos por mim, sejam meus pensamentos mais intrusivos, porque sempre existirá muita imaginação.
Já imaginei o fim do mundo. Já imaginei a possibilidade da existência de zumbis e em como eu iria me esconder em um supermercado e comer todas as guloseimas sem me preocupar em fugir — não lutaria para viver em meio ao caos. Já imaginei o show do meu cantor favorito, a emoção que sentiria se um dia o presenciasse. Já planejei o passo a passo para ajudar as pessoas, no geral. Já pensei se eu fosse rica, bem rica, nas coisas que faria para o bem, porém, para algumas pessoas, tal atitude seria um escândalo. Talvez uma história fictícia ajudasse a explicar.
Já imaginei, já criei cenários. Mente perturbada ou apenas muito imaginativa?
Já me imaginei viajando o mundo, normalmente só, apenas com músicas e alguns poemas, organizando a vida de quem pudesse, organizando a vida de quem me importo. Viveria o resto de minha vida feliz realizando os sonhos deles e, consequentemente, o meu também.
Real ou ficção?
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