Real Blood
1 Prólogo
Notas iniciais
– O senhor tem certeza que vai querer comprar essa briga com os vampiros do mundo inteiro? – perguntou meu pai, os olhos vermelhos e duros encarando o homem sentado à sua frente.
– É algo irrevogável. – ele respondeu, tomando um gole do seu café.
– Tem certeza? Pois devia começar a ser. – respondeu ele, sem ao menos piscar.
– Não vamos ceder à pressão de vocês sanguessugas! – esbravejou o homem, batendo na mesa. – acha que devemos ter medo de vocês? Não passam de assassinos!
Meu pai apenas lhe encarou com o indicador sobre os lábios, inexpressivo. Depois fechou os olhos e abriu um pequeno sorriso.
– O senhor vem á minha casa, goza da minha hospitalidade, despreza os vampiros, ignora a educação, expressa desprezo pela minha raça e nos ofende assim, sem mais nem menos? – ele falou, a voz calma e baixa. O homem estremeceu, percebendo seu erro. Levantou-se, arrumando a gravata. Meu pai permaneceu sentado, sem se mexer, apenas acompanhando com o olhar sínico.
– Acho que nossa conversa se encerra por aqui. Tenha um bom dia. Por obsequio, poderia abrir a porta? – o homem falou, tentando parecer confiante. Meu pai apenas continuou lhe olhando da mesma maneira, para desespero do homem.
– Carmen, venha aqui. – ela chamou. Caminhei até o seu lado.
– Sim? – perguntei, olhando sugestivamente para o homem, que ajeitou a gravata.
– Observe como se acaba com uma pessoa desrespeitosa. – ele disse.
Em um segundo, Clark apareceu atrás do homem, e no outro, o homem estava morto no chão, de olhos arregalados e boca aberta.
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