Real
1 On Fire
Notas iniciais
- Fanfic dedicada a minha linda leitora TheDivergent14 que me pediu para criar esta oneshot Peeta & Katniss.
- Lembrado que é Hentai e portanto possui cenas de sexo.
- Meu primeiro hentai, gente! Se tiver erros me mostrem, quero a opinião de vocês.
- Pra quem já é meu leitor: eu prometi uma fanfic de Universo Alternativo de Jogos Vorazes. Não se preocupem! Eu estou escrevendo ela ainda, ok? Tenham paciência, please. Estou no Capítulo 9. Sem previsão de quando vai chegar.
- Pra quem não é meu leitor: Querem dar uma chance para minha outra fic Pós-Mockingjay? Deixarei o link nas notas finais.
Boa leitura, meus amores.
PS.: A parte em negrito no final, são partes pertencentes ao livro "A Esperança", não foi escrito por mim. Pra deixar mais claro pra vocês: a fanfic é um ampliamento da página 417.

Mais um pesadelo me atormenta durante a noite. Surpreendo-me quando sento na cama e noto que não houve gritos desta vez.
Como sei?
Simples! Peeta continua em seu sono pacífico. Como se nada pudesse atingi-lo. Mas eu sei que não é verdade. Sei que talvez ele sofra tanto quanto eu por isso. Até porque não fui eu que fui torturado pela Capital.
Desde que voltamos estamos em um caso de ajuda um com outro. Não sei o que somos. Amigos? Um casal? Meros conhecidos?
Não faço ideia. Mas entramos no acordo mútuo de que somos um remédio melhor um para o outro do que os malditos remédios que nos deixam lentos.
Viramos a terapia um do outro.
Vimos que os pesadelos são mais fáceis de lidar quando temos o outro ao lado. Quando tenho os beijos de Peeta. Não sei o que estes beijos significam para ele. Acho que é só uma forma que ele encontrou de me consolar. De fazer meus soluços cessarem. De encerrar meu choro e meus lamentos pelas mortes que precisei – e ainda preciso – assistir.
Será que ele tem consciência do que os seus beijos causam em mim? Ele faz alguma ideia de que seus lábios se encontrando com os meus aquecem tudo em mim? Meu coração, minha alma, meu corpo?
Não sei. Nunca tive coragem de perguntar. Nunca consegui encarar seus olhos e perguntar se o que o antigo Peeta sentia por mim ainda se mantinha vivo em seu peito.
Talvez eu tenha medo da resposta.
Pensando bem, Haymitch teve toda a razão ao dizer para mim que, mesmo se eu tivesse cem vidas eu nunca mereceria Peeta.
Ele está certo. Não posso negar. O que ele pode conseguir de mim além de gritos no meio da noite? Nada! Ele não vai conseguir nada de uma garota quebrada pelo passado e aterrorizada com o presente. Eu não tenho nada a oferecer a ele. Enquanto ele nunca me nega abraços e beijos quando preciso.
Que tipo de terapia somos? No final, ele é a minha terapia e eu não sou nada! Sou um pedaço de carne cheio de marcas. Sou apenas um fardo para todos ao meu redor.
Eu queria poder dizer a Peeta que ele pode ir embora. Que ele está livre de mim. Mas não consigo. Simplesmente porque preciso tanto dele que meu lado egoísta fala mais alto que a outra voz humilde.
Atormentada pelos pensamentos que rodeavam minha mente saio da cama devagar, sem acordar Peeta. Desço as escadas, chegando à sala de estar. Sento no chão, em frente à mesa de vidro que possui na frente do sofá. Encima da mesa está o velho livro de recordações de minha família. Ao redor do livro tem alguns materiais, como folhas de pergaminho, pinceis e lápis que Peeta usa para desenhar.
Abro o livro e releio tudo até chegar à última coisa que escrevi. O nome de Rue. Não consegui escrever mais nada depois disso. No momento em que escrevi seu curto nome, que faz jus a sua curta vida, lembranças dela passaram na minha frente e soltei o lápis soltando uma série de soluços estranhos que eu custava a prender, pois Peeta estava logo ali na cozinha.
Mas desde quando é possível esconder algo de Peeta? Ele ouviu quando desisti de prender o que sentia e chorei alto na sala de estar. Urrando pela dor de ver sua morte novamente. Meu peito doeu como se eu tivesse levado uma facada bem no coração, mas por algum motivo não morria de imediato. Eu deitei no carpete em posição fetal. Foi como se só agora eu tivesse notado que Rue havia partido e nunca mais voltaria.
Abracei-me tentando fazer aquela horrível dor no meu peito parar de vez. E quanto mais eu gritava, mais a dor aumentava.
Sou erguida do chão e colocada sentada no sofá, mas eu insisto em contorcer-me sobre meu próprio corpo.
Peeta luta comigo, tentando me colocar de forma ereta novamente sobre o sofá. Ele usa palavras doces comigo. Acalmo-me aos poucos, não pelas suas palavras que eu nem sequer compreendia, mas pelo seu tom calmo e suave que me tranquilizava.
Quando consigo ao menos levantar meu rosto para encará-lo. Vejo um par de olhos azuis brilhando em minha direção. Ele me dá um leve sorriso e se levanta, me erguendo e deixando mergulhar a cabeça em sua camisa.
Agora estou aqui olhando este nome novamente. E lembranças das minhas lembranças passam a minha frente. Mas acho que não possuo mais força nenhuma para chorar.
Preciso terminar a parte de Rue. Isto é o mínimo que ela merece após tudo.
Pego o lápis e escrevo abaixo de seu nome as principais coisas que faziam qualquer um se encantar por Rue.
Rue sempre teve um bom coração. Aquela arena nunca combinou com ela. Apesar de ela conseguir camuflar-se nas árvores com tamanha maestria. Ela era doce. Meiga e pura. Ela era uma criança. E não merecia ter morrido naquela arena. Nenhum deles mereceu morrer naquela nem em nenhuma outra arena.
Suspiro ao notar que estava fugindo do ponto principal que era Rue. Ouço alguns passos na escada e não preciso me virar para notar que era Peeta. Fazer silêncio nunca foi o ponto forte dele.
- Katniss? – diz ele sentando ao meu lado e bocejando logo em seguida. – O que está fazendo acordada?
- Estou escrevendo sobre a Rue. – falo sem tirar os olhos da página.
- Você teve um pesadelo? – ele sussurra bem baixo como se nossos pesadelos fossem apenas segredos entre nós.
- Sim. – falo me entregando.
- E por que não me acordou?
- Pra quê? Foi só um pesadelo bobo. Eu nem sequer gritei desta vez.
- Nós combinamos de ser a terapia um do outro. – fala ele parecendo magoado.
Tem alguns remédios que fazem Peeta ter estranhas manias sentimentais. Coisas simples e sem importância o magoam facilmente.
Falei isto ao Doutor Aurelius, pois vê-lo magoado, me magoava também. Mas o Doutor apenas disse que não poderia cancelar este remédio. Eu teria que dar um jeito sozinha com isto.
- Desculpa. Eu acordo você da próxima vez então. – tentei falar de uma forma gentil.
- Tudo bem. – diz ele puxando o livro para ver o que eu tinha escrito. Ele lê e vira a página, começando a desenhar, o que provavelmente seria a Rue, no outro lado da página.
Eu acompanho seu trabalho com os olhos, notando o quão talentoso Peeta era com seus desenhos. Ela fazia cada mínimo detalhe com carinho e atenção. Nada passava despercebido. O sol atingiu a janela de vidro, anunciando que mais um dia se levantou. Peeta largou o lápis assim que o sol iluminou seu rosto. Ele levantou-se.
- Vou para casa. Te vejo na hora do almoço. – diz ele indo para a porta.
Eu não digo nada, apenas observo ele sair pela porta e sumir da minha visão.
Por que ele sempre vai para a casa dele? Sim, eu sei. Os pães. Mas ele não pode fazer eles aqui?
Greasy Sae entra na casa sozinha e traz algumas sacolas de papel nas mãos.
- Bom dia, Katniss. – cumprimenta-me ela assim que fecha a porta.
- Onde está sua neta? – pergunto.
- Em casa, ela não está se sentindo muito bem hoje.
- Você poderia ter ficado com ela então. Não precisava ter vindo hoje.
- Não. Tudo bem. Ela vai ficar bem até eu voltar. Vamos para a cozinha. Vou preparar o café.
Acompanho Greasy até a cozinha, como se a casa fosse dela e não minha.
Greasy prepara café e algumas torradas com geleia de morango. Como tudo, sem perceber o quão faminta eu estava.
- Acho que vou caçar hoje. – falo olhando para o sol radiante que aparece pela janela.
- Tudo bem. – responde Greasy entretida na louça suja.
Subo as escadas lentamente e troco de roupa. Antes de sair visto a jaqueta do meu pai e pego minha arma para partir a caminho da floresta.
Não procuro olhar ao meu redor durante o percurso. Não quero ver as cinzas e coisas destruídas que ainda há aqui, mesmo depois de fazer cinco meses que voltei para cá.
Caminho rapidamente desejando ter a presença de Peeta para me distrair com suas conversas. Finalmente chego à cerca e passo por baixo dela, adentrando a floresta.
Caminho pelas árvores vendo rastros luminosos do sol atravessar furos entre os galhos. Paro no antigo ponto de encontro meu e de Gale, lembrando que Gale foi um dos poucos amigos vivos que ainda tenho. Isso se ele for meu amigo ainda. Acho que sei bem a resposta para esta dúvida. Afinal, me restou algum amigo neste mundo?
O que Gale estará fazendo neste exato momento? Bem, eu saberia a resposta se me perguntasse isto há algum tempo atrás. Ele estaria aqui comigo, fazendo arapucas e caçando perus selvagens para alimentar nossas famílias.
Agora ele está no Distrito 2 fazendo sei lá o que.
Sacudo a cabeça numa tentativa de fazer as lembranças de Gale saírem da minha mente e me concentro na caça que me espera.
Pego dois esquilos e um coelho. Volto para a casa com a caça na bolsa e não olho para os lados novamente.
Chego em casa e encontro Peeta na cozinha.
- Onde está Greasy? – falo olhando para o relógio e notando que passei tempo demais na floresta.
- Ela não virá fazer o almoço hoje. Precisou ficar em casa com a neta. – explica Peeta procurando panelas pelos armários da cozinha. – Eu vou fazer o seu almoço hoje.
Largo a bolsa sem dizer nada e tiro os animais de dentro. Contorno Peeta e abro uma das portas de um armário sinalizando com o dedo o que possuía lá dentro.
- As panelas estão aqui. – falo. – Vou tomar um banho e já desço.
- Tudo bem. – diz ele se dirigindo para as panelas.
Subo ao meu quarto pensando o quão criança eu me senti quando Peeta disse “Eu vou fazer seu almoço hoje”. As pessoas me tratam como se eu fosse uma criança. Uma criança mentalmente desorientada. Sei que no fundo elas só estão tentando me ajudar.
Entro embaixo do chuveiro, a água leva todo e qualquer resquício da floresta que há em mim. Saio procurando algo confortável para vestir. Mas não encontro nada. Oh Deus! Eu não lavei as roupas. E estão todas com cheiro ruim ou cheirando a floresta. Não quero andar pela casa com o cheiro da floresta. Acho um par de calças limpas e visto-a. Vasculho o armário a procura de alguma camisa, mas nada encontro. Vejo uma camisa de Peeta atirada em um canto do quarto. Pego ela e cheiro, sentindo o perfume natural de Peeta impregnado na roupa.
Não. Não posso vestir a camisa dele. Como é que eu vou aparecer lá embaixo com a camisa dele?
Mas penso o que seria pior. Aparecer com a camisa dele ou aparecer de calças e mostrando meu sutiã preto. Em menos de um segundo visto a camisa. Ela é bem maior que eu. O que me faz lembrar o quanto Peeta é encorpado. O que me faz lembrar também que se ele tiver uma crise e me atacar eu provavelmente não vou conseguir me proteger.
Desço devagar as escadas, desejando que Greasy estivesse em casa para eu pedir a ela para lavar ao menos uma camisa minha. Mas Peeta está em seu lugar hoje.
Chego à cozinha e fico parada perto da mesa, com medo de achar que ele se irritaria por eu usar uma de suas camisas.
Ele mexe numa panela com uma colher de pau, mas logo larga o objeto e se vira para mim e para tudo ao ver o que eu vestia.
- É... Minhas camisas estão todas sujas. – tentei explicar de alguma forma.
- Tudo bem. Eu não me importo. – diz ele sem mover um músculo.
Vejo um mero brilho em seu olhar enquanto seus olhos passeiam pelo meu corpo. Como se ele pudesse ver o que havia por baixo das roupas.
O que ele está fazendo? Será que está me... Apreciando?
Não! Não há nada desejável em mim. Meu corpo está coberto de cicatrizes, de ferimentos e enxertos de pele. Meu corpo está estraçalhado.
Sento-me, sentindo-me incomodada com Peeta passando seus olhos em meu corpo como seu eu fosse uma obra de arte em um museu.
Isto parece fazê-lo acordar, ele cora ao notar que eu notei o que ele fazia e vira-se rapidamente para as panelas no fogão novamente.
Nem eu, nem ele dissemos algo durante o almoço. Fizemos um pacto de silêncio do qual só nós dois entendíamos.
Assim que terminamos o almoço, me apresso em lavar a louça. Peeta pega um pano de prato e seca. Continuamos no nosso silêncio imutável.
- Onde está Buttercup? – pergunta Peeta para puxar assunto.
- Não sei. Faz alguns dias que não o vejo. Mas ele sempre faz isso. Ele volta e some por uns dias. Acho que fica procurando Prim pelo Distrito. – respondo sem encará-lo.
E o assunto morre ali.
Quase sempre é assim. Um de nós faz alguma pergunta, o outro responde e acaba o assunto nisto. Só para não dizer que ficamos no absoluto silêncio durante todo este tempo.
Termino a louça e sento vendo Peeta secar tudo que lavei e guardar. A camisa azul que ele usa deixa seu corpo bem marcado, me mostrando que Peeta estava perdendo os ares de adolescente e formando um corpo de homem. Será que eu também estou perdendo os ares de adolescente? A camisa realça a cor de seus olhos por ser da mesma cor. O que o torna mais belo que o possível.
Qualquer garota teria sorte de tê-lo. Infelizmente esta garota não sou eu.
O peso que Peeta perdeu na Capital foi rapidamente recolocado nestes cinco meses que se passaram. Ele parece ser o mesmo Peeta que eu conheci há muito tempo. Mas sei que não é. Ao menos em parte não.
Ele continua sendo atencioso e sempre procura ser gentil comigo, mas não acho que ele me ame mais. Acho que ele me trata assim por educação. Talvez isto que tenhamos não chegue nem a ser uma amizade. Talvez ele nunca mais volte a me amar da mesma forma de antes.
Se ele ao menos soubesse... Soubesse que eu mudei meus sentimentos. Que eu reorganizei a minha cabeça de pensamentos embolados. Notei a verdade. Notei que o amo. Mas agora é tarde demais. Ele já não sente mais o mesmo por mim.
Se eu ao menos tivesse coragem de perguntar...
Queria ser boa com as palavras como Peeta. Queria olhar no fundo de suas íris azuis e dizer com todas as palavras que eu o amo. Mas não consigo. Talvez por vergonha ou por ser uma descoberta recente ainda para mim.
Descobri o que sinto por Peeta no mês passado.
Uma garota loira de brilhantes olhos verdes venho até o Distrito 12. Ela era responsável por registrar o andamento dos Distritos de toda Panem após a Revolução.
Ela falou com muitas pessoas do Distrito. Mas concentrou-se bem mais em Peeta. Eles falavam na sacada da casa de Peeta e eu observava tudo na sacada de minha própria casa. Eles riam alto o que me fez lembrar que foram poucas as vezes que Peeta riu comigo desta forma.
Meu sangue começou a ferver dentro das veias ao ponto do meu rosto queimar de ódio e minhas mãos passarem a tremer.
Entrei em casa furiosa com a presença da bela garota loira e adentrei a cozinha, onde Greasy se encontrava limpando algo. Ela me perguntou o que havia acontecido, mas eu respondi grosseiramente que nada havia acontecido. Que estava tudo completamente normal. Greasy riu e se aproximou de mim após pegar sua bolsa da mesa e sussurrou uma frase que até hoje levo na minha mente: “Você só sente ciúmes de alguém quando ama muito esta pessoa”. Ela saiu após me deixar esta frase que me fez entender o meu súbito acesso de ciúmes.
Foi então que eu compreendi o que sentia. Eu amava Peeta. Amava tanto que vê-lo rindo para outra garota não foi suportável para mim. Mas nunca consegui nem ao menos demonstrar o que sinto.
- Estou meio cansada. Acho que vou dormir já que passei a noite acordada. – afirmo para Peeta.
- Você quer que eu fique? – me pergunta ele gentilmente.
Sim, quero muito!
- Se você não se importar. – falo dando de ombros.
Ele joga o pano de prato sobre a mesa e subimos. Abraço-me a Peeta após deitarmos na cama e ele me dá um beijo no alto da minha cabeça.
- Durma bem. – sussurra ele quando eu já estou quase pegando no sono.
Apago por completo, mas como sempre, os pesadelos surgem.
Rue me chama desesperadamente e eu corro em direção da voz da pequena garota de olhos chocolates. A encontro de pé no meio da pequena campina e ela me olha aterrorizada.
Eu desço meus olhos por seu corpo, notando que havia uma flecha cravada em seu peito. Ela cai e só então noto que estou armada em posição defensiva com meu arco. Mas a flecha havia sumido.
Eu a matei. Eu a matei sem ao menos notar.
Várias telas surgem a minha volta mostrando a forma que eu matei Rue de diversos ângulos diferentes.
Caio sobre meus joelhos e choro abraçada ao meu arco.
Sou puxada bruscamente e alguém me abraça.
- Está tudo bem. Foi só um pesadelo. – ouço Peeta dizer, enquanto acaricia minhas costas.
- Eu matei ela, Peeta. Eu matei a Rue. – eu choro desesperadamente.
- Não. Você tentou ajuda-la. Mas não conseguiu. Errar é humano. Está tudo bem.
Ele faz eu me afastar de seu corpo e olha em meus olhos. Me prendo em seu olhar e ele se aproxima beijando meus lábios calmamente e docemente. Segura meu rosto com as duas mãos, não me dando nenhuma escapatória de seus lábios.
Sua língua raspa levemente meus lábios, me pedindo uma passagem que eu acabei permitindo.
Peeta nunca me beijou assim. Nosso beijos sempre foram um simples tocar e mover de lábios. Suas mãos escorregam por meus ombros até chegar nas minhas costas. Ele me espreme em seus braços até que eu me vejo obrigada a sentar em seu colo. Foi então que eu notei...
Oh Deus!
Ele está excitado. Ele está me desejando.
Me afasto de seus lábios assustada pela descoberta que acabei de fazer. Ele segura minha cintura, não me deixando sair de seu colo.
- Seja minha, Katniss. – ele me pede baixo e rouco. – Apenas hoje... Apenas hoje seja completamente minha. Por favor.
Ele me olha aguardando uma resposta. Eu devolvo o olhar me sentindo perdida.
Eu não quero ser dele apenas hoje. Eu quero ser dele para sempre... Sempre.
- Sempre. – sussurro baixo, deixando claro que ele poderia me ter para sempre.
Ele sorri e me puxa para mais perto, voltando com o mesmo beijo intenso. Eu gemo levemente quando meu sexo se encontra com o seu, apesar de estarmos com as roupas ainda. Ele desce da minha boca para a minha bochecha, e continua até chegar ao meu pescoço, distribuindo vários beijos ali.
Agarro os cabelos do garoto loiro temendo que ele se arrependa e vá embora. Eu não o deixaria ir hoje.
Ainda beijando meu pescoço ele segura a borda da camisa que estou vestindo e a puxa para cima, passando pelos meus braços e cabeça. Meus cabelos caiem sobre o meu rosto com sua ação. Ele encosta suas costas na cama enquanto tira as mechas de cabelo da minha cara. Ele para, apreciando tudo o que eu tinha. Seus lábios vermelhos e inchados pelos beijos ficam entreabertos. Ele passa a mão na minha bochecha carinhosamente e desce pelo meu pescoço, continuando uma trilha imaginária por entre meus seios e para quando chega ao meu umbigo.
- Como pode ser tão linda? – ele sussurra para si mesmo, hipnotizado pelo que via.
Ele me puxa para si sem tirar as costas da cama, me fazendo cair por cima de seu peito, enquanto volta com o beijo que estava me deixando ensandecida. Beijei seu pescoço enquanto tentava tirar a camisa dele que decidiu grudar no corpo do garoto com o pão.
- Eu quero tirar esta camisa. – choraminguei tentando puxar a camisa para cima.
Ele riu, erguendo as costas e tirando ele mesmo a camisa, colocando seus braços ao meu redor enquanto terminava de tirar a camisa dos braços. Segurei seu rosto o beijando enlouquecida pelo momento.
Mas da mesma forma que ele me observou, eu queria observá-lo também.
Afastei-me de seu abraço apertado, passando as mãos pelo seu tórax, vendo como tudo aquilo mexia comigo. Passei meus dedos em cada uma das cicatrizes que eu via, me sentindo culpada por cada machucado de Peeta.
- Tudo bem? – ele me perguntou em um sussurro.
Afirmei com a cabeça enquanto o ataquei novamente com meus lábios. Peeta me apertou contra seu corpo, me fazendo perder todo e qualquer ar que eu possuísse. Resfoleguei contra sua boca quando ele desceu suas mãos até o botão da minha calça. Abriu ele e logo após abaixou o zíper até o limite.
- Vira. – ele ordenou baixinho no meu ouvido.
Sem entender nada me virei e voltei a sentar em seu colo. Ele colocou dois dedos de cada mão nas bordas da minha calça e as tirou, passando pelas minhas coxas, onde ele parou por não alcançar mais. Tirei eu mesma o resto da calça. Ele me abraçou e eu senti todo o seu corpo quente se encontrando com as minhas costas.
Ele beija carinhosamente meu pescoço e escorrega sua boca até a minha orelha.
- Se quiser desistir, desista agora. Porque eu não vou estar em mim em instantes. – ele sussurra calmamente, fazendo meu corpo tremer com sua promessa.
- Eu quero isto. E eu quero agora. – falei autoritária e com total certeza.
Sinto o suspiro que ele solta, talvez por alívio. Peeta, com calma, me faz sair do seu colo e me coloca deitada ao seu lado. Ele tira sua calça e deita ao meu lado, virado para mim. Eu me viro para ele junto.
- Tem certeza? – ele pergunta.
- Tenho. – falo quase sem voz ao encarar seus olhos que ficaram negros e completamente desejáveis.
Ele volta a me beijar e fica sobre o meu corpo, apoiado sobre um dos cotovelos para eu poder me acostumar com seu peso. Aos poucos ele solta o peso, me deixando totalmente a mercê dele. Ele vaga suas mãos pelas minhas costas a procura do colchete do sutiã. Quando ele encontra, minhas costas formam um arco, permitindo que ele abra o pequeno botão da peça e passe ele pelos meus braços.
Peeta se ajoelha, me admirando por um momento. Meu rosto cora totalmente enquanto ele passa seus olhos por cada milímetro do meu corpo.
Ele passa suas mãos grandes nas minhas coxas enquanto se abaixa beijando minha barriga. Ele sobe suas mãos até chegarem na minha calcinha, onde ele engancha os dedos nas laterais e puxa para os lados fazendo ela se rasgar. Ele sobe seus beijos passando pelos meus seios e deixando um beijo em cada um. Chega no meu ombro, dando uma leve mordida.
- Peeta. – eu chamo ele no meio de um gemido, tentando apressá-lo.
- Não me apresse, Katniss. – ele diz, me fazendo sentir sua respiração ofegante contra meu pescoço.
Eu engancho meus dedos em sua cueca e começo a baixá-la até onde posso, Peeta dá um jeito de tirar o resto.
Ele para encima de mim novamente e eu sinto seu membro bem próximo a minha entrada.
- Tudo bem? Está confortável? – ele pergunta arqueando as sobrancelhas.
Eu balanço a cabeça repetidas vezes.
Sua pergunta me faz notar o quanto Peeta me coloca acima de suas prioridades. Será que ele pararia tudo se eu dissesse que não estava me sentindo confortável?
Ele começa a me penetrar lentamente e sinto pontadas de dor na minha intimidade pela invasão de Peeta. Eu agarro seus cabelos e ele me beija calmamente tentando me distrair da dor.
- Eu vou com calma. Não se preocupe. – ele afirma contra a minha boca.
Pouco a pouco ele me preenche. Peeta procura me distrair, distribuindo vários beijos pelo meu rosto e pescoço enquanto me chamava por apelidos carinhosos.
Ele ficou parado por alguns minutos, deixando eu me acostumar com sua presença em mim. Seus beijos espalhados nunca paravam mesmo assim. Ele começa a se mexer devagar e pouco a pouco ele substitui a dor pelo prazer.
Peeta sussurra meu nome diversas vezes enquanto eu fazia o mesmo com seu nome. Eu chego ao ápice antes dele. Peeta aumenta o ritmo procurando por sua própria libertação. Quando encontra, tomba ao meu lado totalmente ofegante.
Ele me abraça, passando um braço pelo meu pescoço e me traz para perto.
- Se você soubesse quantas vezes eu já sonhei com isto... – Peeta sussurra tão baixo que eu tenho certeza que a afirmação dele não deveria ter passado de um pensamento.
Sei que isso teria acontecido de um jeito ou de outro. Que aquilo de que necessito para sobreviver não é o fogo de Gale, aceso com raiva e ódio. Eu mesma tenho fogo suficiente. Necessito é do dente-de-leão na primavera. Do amarelo vívido que significa renascimento em vez de destruição. Da promessa de que a vida pode prosseguir, independentemente do quão insuportáveis foram as nossas perdas. Que ela pode voltar a ser boa. E somente Peeta pode me dar isso.
Então, depois, quando ele sussurra:
- Você me ama. Verdadeiro ou falso?
Eu digo a ele:
- Verdadeiro.
Notas finais
Link "Ao Nascer de uma nova Esperança"(Pós-Mockingjay): http://fanfiction.com.br/historia/522183/Ao_nascer_de_uma_nova_Esperanca/
Fale com o autor