Ready for the ride?
2 Capítulo 2 - Afogando as mágoas...
Notas iniciais
– Não acha que já foi longe demais?! Eles já estão deprimidos, mal conseguem se aguentar de pé. — Uma pessoa que trajava umas calças pretas e uma jaqueta preta com capuz que escondia sua cara, ria lembrando da reação de Nami perante a mensagem. — O que tenciona fazer com os segredos deles? Certo que eles podem ter utilidade, mas não fazem muito lucro... esse é o motivo de você estar ameaçando-os, não é? — Se virou para outra figura que trajava a mesma roupa.
A figura limitou-se a acenar com a cabeça dando como resposta um "não".
– O que tenciona fazer então? — O outro sorriu divertido. Então o sujeito se virou para o este; colocou as mãos que estavam cobertas por luvas igualmente pretas nos bolsos da jaqueta tirou uma faca de talho bem afiada. O outro rapidamente percebeu a mensagem e sorriu ainda mais. Aquilo seria divertido, afinal, assassinar era sua especialidade.
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Bar Middleways, Londres, 20:34h.
O saquê vermelho refletia bem a expressão deprimida de um jovem sardento que estava ali já faz algumas horas. O facto de não parar de sussurrar com o empregado de bar expressões como "Porque tudo tem que ser tão difícil?!'' ou ''Ah, se eu pudesse iria para Las Vegas curtir a vida, se é que me entende, meu amigo'' mostrava que ele já esteve mais do que embriagado; o pobre empregado limitava-se a dar um leve balanço com a cabeça e repetir sempre a mesma frase "Claro, senhor..".
O clima continuava o mesmo, Ace repetindo coisas deprimentes no ouvido do empregado que acenava com a cabeça como resposta; o bar quase vazio, só estava lá um velho senhor que lia o jornal e abanava a cabeça em tom reprovação "esses jovens de hoje...". Tudo permaneceu assim por mais uns 5 minutos até que uma garota com cabelos azuis entrou no estabelecimento com uma expressão deprimente igual a de Ace que continuou bebendo seu saquê. Vivi se sentou no balcão um pouco distanciada de um jovem sardento que aparentava estar muito bêbedo.
– Quero 3 copos de saquê cheios, por favor. — A azulada disse pronta para afogar suas mágoas na bebida pela primeira vez; a verdade é que Vivi é sempre a garota certinha que quase nunca sai para festas em época de aulas, muito menos para apanhar uma ressaca. Mas hoje decidiu arriscar.
O empregado pousou os 3 copos de saquê no balcão. Vivi arregalou os olhos. A verdade é que tinha medo do que ela podia fazer caso bebesse; sentia que ia acontecer algo errado... Algo de muito errado; ela não sabia porquê, mas tinha esse pressentimento. A azulada estava prestes a desistir quando seu celular tocou.
"Awwww... Já desistindo? Como sempre tão certinha, Vivi-chan! Por isso que você é o exemplo de qualquer garota. Façam como a Vivi: Ser uma otária e acreditar no pai "Oh, eu nunca mais irei fazer uma coisa dessas, foi um erro..." e tem mais: ele continuou enfeitando a testa da sua mãe e você nunca contou nada. Que filha extraordinária! Um brinde à Vivi-chan! Oh, espere... você não vai beber... Sorry, erro meu.
–Who."
Vivi ficou boquiaberta.
Olhou para todos os lados e não viu ninguém com um celular; só lá estava o empregado do bar limpando uns copos, um senhor que aparentava ter uns 61 anos lia o jornal e o garoto sardento sentado a dois bancos dela continuava se embriagando. A azulada ficou com raiva e ao mesmo tempo em pânico. Estaria alguém a seguindo? Seria aquilo uma brincadeira estúpida?! Já era a segunda mensagem anônima que ela recebera naquele dia... Mas Vivi decidiu não se importar com isso. Todos acham que ela é a garota certinha que vai correndo para o quarto e chorar durante 2 horas debaixo da almofada; mas ela tencionava provar o contrário. A azulada pegou em um dos copos de saquê e bebeu tudo em um só gole; fez o mesmo com o segundo copo. Estava prestes a beber o terceiro quando ouviu alguém sussurrando algo.
– A vida é uma droga... — Murmurou o garoto sardento que estava sentado a dois bancos dela.
– Eu concordo... — Vivi sussurrou. É verdade que o garoto já não estava sóbrio mas ele disse uma das coisas que ela estava pensando naquele momento.
Ace ouviu uma voz a mais ou menos 1 metro de distância; ele mal conseguia ficar de olhos abertos, mas se virou para ver quem era: Uma garota de cabelos azuis estava sentada um pouco distanciada dele; tinha uma voz doce e uns olhos de uma tonalidade de um azul muito escuro, quase negro; seu olhar era muito bonito, porém parecia triste.
– Parece que não fui o único a ter um dia mau... — O sardento disse; Vivi não podia ver seus olhos pois seu chapéu laranja tapava seu rosto até metade do nariz.
– Mau? Meu dia foi horrível acho que foi o pior dia de sempre... — A azulada dramatizava; claro que provavelmente outras pessoas no mundo tiveram um dia bastante pior, mas ela não estava pensando bem, a bebida já estava fazendo efeito.
– Oh, você acha? — Ace perguntou com uma pitada de zombaria, arqueou a sobrancelha e deu um sorrisinho. Aquela garota nem sabia como tinha sido o dia dele e já considerava seus problemas maiores que o próprio planeta Terra.
– Meu pai enfeitou a testa da minha mãe durante 2 anos, eu vi e nunca tive coragem de contar a ela pois ele jurou que nunca mais faria isso; mas, hoje, descobri que ele continuou tendo suas "aventuras". — Vivi disse, logo a seguir pousou a cabeça no balcão e suspirou.
– Hoje alguém tratou de me lembrar que meu pai me abandonou na floresta logo depois de minha mãe morrer; ele começou assassinando pessoas e torturando elas, foi preso 2 vezes mas sempre escapou, e hoje, ele ainda está desaparecido fazendo sei lá o quê. — Ace confessou sem se importar com a reação da garota, ele simplesmente precisava jogar toda aquela informação cá 'pra fora.
– ... Ok, você ganhou. — A azulada disse esboçando um sorriso triste, ela sabia que não deveria estar sorrindo mas não conseguia evitar... ficou feliz por saber que sua situação não era assim tão grave.
Ficaram em silêncio durante alguns minutos quando Ace se sentou ao lado de Vivi. A mesma se virou para ele que estava com um sorrisinho idiota no rosto. Vivi não entendeu bem o que aconteceu mas quando olhou nos olhos daquele homem se perdeu na sua íris escura e nas suas sardas infantis, e quando notou, já estava com seus lábios pousados nos do jovem.
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– Neh, Nami, estou com fome. — A voz infantil e inocente de Luffy surgia atrás da garota ruiva que estava prestes a abrir a porta do apartamento.
– Mas você está sempre com fome! — Nami suspirou — Calma, você já vai comer. — Ouvindo o que a ruiva disse, o moreno pulou de felicidade.
– Wow, sogoooooi, Franky! — A voz doce de Chopper foi ouvida de dentro do elevador.
– Se precisar de ajuda é só pedir! Afinal, eu sou Usopp, o Bravo! Já contei a vocês aquela história em que eu derrotei 30 assaltantes de uma vez?! — Usopp, Franky e Chopper saíram do elevador. O narigudo já começava contando suas mentiras enquanto a rena escutava com os olhos brilhando. — Era uma tarde de Inverno, o vento batia forte na minha cara... — Usopp começou.
– NANIII?! 30 ASSALTANTES?! SUGOI, USOPP! — Ah, como Luffy era inocente, seus olhos ficaram brilhantes iguais aos da rena que escutava atentamente e falava expressões como "Sogooooooooii!'' ou ''Como você é incrível, Usopp!''. Nami revirou os olhos. Como aqueles dois podem ser tão ingênuos?!
– Haha, pois é! Eu chutei a cara do décimo oitavo assaltante quando... — O som de uma mensagem. — Oh, devem ser mais fãs, esperem um minuto! — Usopp disse se gabando, mas quando leu a mensagem ficou sem expressão.
"Pode-se enganar a todos por algum tempo; pode-se enganar alguns por todo o tempo; mas não se pode enganar a todos todo o tempo. -Abraham Lincoln.
Eu acho essa frase tão sua cara, Usopp. Você pode continuar com suas mentiras infantis, mas a mim não me engana.
–Who."
Vendo a cara do amigo, Chopper decidiu perguntar:
– O que foi, Usopp? — A pequena rena perguntou preocupada com a expressão do amigo.
– N-Nada não! É só uma mensagem de um inimigo meu, afinal, o comandante Usopp também tem que ter inimigos! — O narigudo tentou disfarçar já com gotas de suor caindo de sua testa; Chopper pareceu acreditar e Luffy continuou com sua expressão normal e reclamando que tinha fome. "Ufa... Que mensagem foi essa?" Pensou o narigudo.
Nami que havia presenciado o acontecido achou aquilo muito estranho. Usopp mal tinha fãs, como iria ter inimigos?! A ruiva achou aquilo estranho, será que ela uma mensagem de Arlong, tal como aquela que ela recebeu? Nami precisava fazer algo, mesmo que para isso tivesse que voltar para o bando do mafioso, afinal, seus amigos eram tudo pra ela e se Arlong mexesse com eles, ela teria que agir.
– Vocês querem entrar? — Nami perguntou olhando para os três amigos que balançaram a cabeça dando como resposta um "sim".
– Quero comer, quero comer! — Luffy protestava, mas logo recebeu um soco de Nami na cabeça. — Aii, Namiiii... mas eu estou com fome... — O moreno fez um biquinho distorcendo o nome "Nami" e a ruiva revirou os olhos.
– Mas é claro, com o Franky na zona, a festa é SUUUUUPER! — O azulado fez a sua pose clássica.
– Hai, então vamos entrar... — Nami abriu a porta do apartamento, Luffy entrou na mesma velocidade que a luz e logo se dirigiu para a cozinha, seu lugar preferido de todas as casas. — LUFFY, NÃO TOQUE NA COMIDA, SEU IDIOTAAAAAA! — A ruiva gritou furiosa, se Luffy abrisse a geladeira toda a comida sumiria, mas já era tarde demais, o moreno já estava comendo como se nãoo fizesse à semanas. Nami suspirou. Chopper e Franky entraram e se sentaram no sofá, Usopp estava prestes a se juntar a eles quando Nami o puxou para fora da porta, deixando assim o narigudo confuso fora do apartamento.
– EU E O USOPP JÁ VAMOS ENTRAR, SÓ PRECISO PERGUNTAR A ELE SOBRE... UM T-TRABALHO! — A ruiva logo se lembrou que hoje era o primeiro dia de aulas, mas seus amigos eram tão idiotas que ouviu um ''Ok'' e também um ''SUUUPER ok''. Nami fechou a porta.
– NAAAAAAANI?! TRABALHO?! Não sabia que os professores era tão rápidos... — Usopp indagou confuso.
– Não tem trabalho nenhum, baka. — A ruiva revirou os olhos. — Quero falar com você sobre um assunto sério... — Nami disse já preocupando o narigudo, as pernas de Usopp já estavam começando a tremer — Muito sério.
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Bar Middleways, Londres, 21:00h.
Vivi não sabia o que estava fazendo, ela não era aquele tipo de garotas que iam num bar, bebiam 2 copos e quando notavam já estavam em cima de um homem; esse definitivamente não era o estilo da azulada; mas ela não conseguia parar, nesse momento ela estava sentada em cima do lavatório do W.C. (cujo qual ela não sabia se era de homem ou de mulher!) do bar beijando um garoto incrivelmente atraente que ela nem tinha perguntado o nome.
Ace distribuiu beijos pelo pescoço de Vivi, enquanto a mesma tinha uma mão no peitoral bem definido do moreno. Novamente, os lábios da azulada se encontraram com os de Ace; sua língua pediu passagem que foi rapidamente concedida pelo moreno, suas línguas se entrelaçavam uma na outra; desejosas por prazer; dançavam uma dança quente que só as mesmas conheciam. Os dois tiveram que se separar pois já estavam sem folêgo, suas testas estavam coladas e agora seus olhos se encontravam novamente. Vivi corou um pouco. Aquilo parecia tão errado e ao mesmo tempo tão certo...
– ... Não deveríamos saber o n-nome um do outro? — A azulada corou ainda mais, na sua mente a pergunta não soava tão estúpida.
Ace riu divertido com a "vergonha" da garota.
– Você quer me beijar ou quer saber meu nome? — Dito isto, Vivi não pensou duas vezes e seus lábios voltaram a se encontrar com os do sardento. Ela estava perdida no seu beijo e Ace estava viciado no seu perfume.
Aquilo era tão errado... mas nenhum deles tencionava parar.
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– Mensagem de um inimigo?! — Nami arqueou a sobrancelha. — Você pode até ter enganado os 3 idiotas lá, mas eu sou a Nami, Usopp. — A ruiva rondava o narigudo que soava frio, ele já estava em pânico. — Que mensagem foi aquela?! — Usopp se recusava a falar, ele apenas se encostava na parede, como se isso dependesse da sua vida. — USOPP! — Nami estava prestes a dar um soco na cabeça do moreno, quando ele gritou.
– KYAAAAAAAH! ESPERA, ESPERA! — O narigudo colocou a mão no bolso das calças; tirou o celular e entregou a Nami. — PRONTO, AGORA ME DEIXE VIVEEEER! — Usopp estava prestes a sair correndo pelas escadas quando a ruiva agarrou na gola da sua camisola. Usopp engoliu em seco, será que estava morto? Mas ele não fez nada de mal! E além disso era bonito e jovem demais para morrer...
– VOCÊ NÃO VAI A LUGAR NENHUM! — Nami gritou furiosa; a ruiva rapidamente se acalmou assim que clicou no conteúdo da mensagem. — Usopp... quem te enviou isso?
– É an-anônimo! -Usopp estranhou a atitude da amiga, o que ela tinha haver com aquilo? — Mas porquê, o que houve, Nami? — Perguntou olhando para a mesma.
– Pensando bem a Vivi também recebeu uma mensagem hoje de manhã... — A ruiva deu um sorriso, Arlong não fugiu da prisão. Ela só estava dramatizando, ele nunca saiu de trás das grades. "Que alívio" Pensou. — Mas então... quem é Who? — Rapidamente voltou a entrar em pânico. Esse tal de "Who" sabia o seu segredo: Nami foi obrigada a se juntar a um bando de mafiosos que mataram sua mãe para sobreviver e poder comprar comida para sua irmã Nojiko; apesar de ser mais nova, Nami sempre quis ajudar... — KYAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH! UM STALKER ESTÁ NOS PERSEGUINDO, AAAAAAAAAAAAAAAAAAAH! KYAAAAAAAAAAAH, KYAAAAAAAAAAH! — Os gritos da ruiva foram ouvidos por todo o prédio.
– Então, já podemos ent-t-t-t-t-t-t-t-t-t-t O Q-QUÊ? S-S-S-S-S-ST-ST-STALK-KER?! — Claro que o narigudo deveria estar apoiando a amiga e não entrando em pânico com ela; mas afinal, é de Usopp que estamos falando. — KYAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH! NÃO QUERO MORRER, AAAAAAAAAAAAAAAAH, SALVE-SE QUEM PUDER! — Os dois amigos entraram em pânico e começaram correndo em círculos naquele corredor; que era bem apertado por isso estavam sempre se esbarrando um no outro.
– Mas que agitação esse prédio, cuidado para não acordar os vizinhos, alguns já devem estar dormindo a esta hora. — Nico Robin acabara de sair do elevador dando uma risada.
– KYAAAAAAAAAAAH, ROBIN! — A ruiva pulou em cima de Robin ainda gritando.
– VAMOS MORRER, ME PROTEGE TAMBÉM, ROBIN, KYAAAAAAAAAAAAAAAAAH! — Usopp gritava ainda mais alto e agudo que Nami, o que fez a morena rir ainda mais.
– Calma. O que aconteceu aqui, afinal? — A morena perguntou olhando as faces assustadas de Nami e Usopp.
– U-U-U-U-M S-S-S-S-S-ST-S-T-S-T AAAAAAAAAAAAAAAAAAH! LKER! KYAAAAAAAAAAAAAAH! — Usopp gaguejava e logo após dizer o ''LKER'' desmaiou e Nami tornou a correr novamente.
– SOCORROOOOOOOOOO! — Nami corria da porta do seu apartamente até à porta de seus vizinhos da frente milhares de vezes até que Luffy apareceu abriu a porta.
– NAMI, A COMIDA ACAB- — O moreno foi interrompido quando a ruiva esbarrou no mesmo e caíu em cima dele. Nami sentiu o rubor preencher seu rosto.
– Me d-desculpe, Luffy... — A ruiva se repreendeu mentalmente por ter gaguejado.
– Huh? Ah, tudo bem. Nami, a comida acabou! — Luffy disse sem se importar nem um pouco que a ruiva estivesse a 6 centímetros de distância do seu rosto.
– E-Eh... EEEEEEEEEEEH? MAS A GELADEIRA ESTAVA CHEIA! NÃO ME DIGA QUE VOCÊ... — Nami explodiu num ataque de raiva — LUFFYYYYYYYYYYYYY!
– Sim, Nami? — O moreno perguntou com sua expressão típica de ''tudo para mim é normal'' o que irritou ainda mais a ruiva.
– EU VOU TE MATAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAR! — Nami pegou num cabo de vassoura que estava atrás da porta do prédio.
– NAAAAAAAANII?! MAS EU NÃO FIZ NAD- — Luffy foi interrompido quando a ruiva distribuiu 50 socos na sua cabeça, e logo de seguida começou batendo com o cabo de vassoura na mesma.
– SABE QUANTOS BERRIES VOU TER QUE GASTAR PARA VOLTAR A ENCHER A GELADEIRA?! SABE QUANTOS PRECIOSOS BERRIES TEREI QUE GASTAR PRA FAZER ISSO?! — Nami estava com tanta raiva que nem se apercebeu que o moreno se escondeu debaixo do balcão da cozinha. — VOLTE AQUI IMEDIATAMENTE, VOCÊ É UM HOMEM MORTOOOO!
Enquanto isso, lá fora Robin tentava acordar o narigudo que ainda murmurava gritinhos mesmo desmaiado.
– Estou te dizendo que sou muito melhor que você nisso, marimo de merda! — Uma figura loira saía do elevador acompanhada de um certo marimo.
– Cala boca, sobrancelha de alvo! Já falei que amanhã te ganho! — Zoro disse fuzilando o loiro com o olhar.
– Me obriga, seu mer... ROBIN-CHWAAAAAN! — Os olhos de Sanji logo se transformaram em corações e deixou de dar atenção ao esverdeado.
Robin sorriu, ela olhou para Sanji e logo em seguida para Zoro que cruzou os braços e virou a cara numa expressão emborrada.
– Olá, Sanji-kun, Kenshi-san. — Robin sempre tratou o esverdeado por kenshi-san pois ele praticava um desporto tradicional japonês em que usavam espadas, tal como espadachins.
– Runf. — Zoro continuava fitando o nada, evitando a todo custo olhar para a morena.
– Robin-chwaaaaan, será que posso fazer algo por você?! — Sanji estava disposto a fazer tudo pela morena; tal como estava disposto a fazer tudo por qualquer outra dama, é claro; afinal é de Sanji que estamos falando.
– Será que poderia acordar o narigudo-san? — Robin perguntou calmamente enquanto Usopp gemia de medo.
– Oui, mademoiselle. — O loiro esticou as mãos e se preparou para acordar Usopp. Então, colocou uma perna lentamente sobre a barriga de Usopp e depois pulou com toda força na barriga do mesmo que acordou instantaneamente.
– AAAAAAAAAAAI! — O narigudo gritou de dor.
– Arigato, Sanji-kun. — A morena sorriu docemente para o loiro que rapidamente se transformou em pedra.
– AAAAAAAAH, A ROBIN-CHWAN FICA TÃO LINDA ME AGRADECENDO! MELLORINE, MELLORINE! — O loiro rodopiava ainda mais apaixonado.
– Onde está a porta? Ah... — Uma garota de cabelos azuis chegava agora e pelas suas bochechas que estavam num tom avermelhado, dava para ver que Vivi tinha jogado tudo para o ar esta noite.
– Vivi-chwaaaaaaan! — Sanji rapidamente foi ter com a azulada e a ajudou a subir o último degrau.
– Arigato, Sanji-kão... — Vivi não sabia mais o que falava, mas mesmo assim o loiro ainda mantinha seus olhos em forma de coração.
A morena que viu a azulada naquele estado, deu uma risada e logo foi ajudar a mesma.
Robin e Vivi não eram muito chegadas no início, mas agora, Robin era tal como uma mãe para Vivi.
– O que aconteceu com você, Vivi-chan? — A morena perguntou com uma expressão divertida.
– E-Eu acho que bebi... ai minha cabeça... se vocês não pararem de girar o prédio, eu vou vomitar! — Vivi olhou para Robin seriamente — Robin, as sardas se comem? — Logo em seguida a azulada tropeçou e logo adormeceu em cima do tapete da vizinha da frente.
Robin deu uma risada.
– Kenshi-san, me ajuda a colocar ela na cama? — A morena olhou para Zoro que estava parado com uma expressão séria.
– Porquê eu? Pede pro Ero-cook, não é ele que gosta de fazer tudo o que você manda? Tsc... — O esverdeado murmurou.
Robin riu ainda mais; mas quem não estava achando graça era Zoro que continuava com aquela expressão emborrada no rosto.
– Anda logo, af... — O esverdeado pegou nas pernas e Robin nos braços de Vivi e foram entrando.
Usopp e Sanji também entraram.
– Oi, cuidado com a Vivi-chan, seu marimo de merda! — O loiro gritou irritado com a indelicadeza de Zoro que apenas revirou os olhos.
– Me obriga, Ero-cook! — Os dois soltavam raios dos olhos, se não fosse Nami passando por lá e atraindo a atenção de Sanji, uma de muitas brigas se formaria ali.
– Nami-swaaaaaan!
– LUFFY, EU VOU TE MATAAAAAAR! — A ruiva ainda procurava o moreno com o cabo de vassoura na mão, mas logo sua atenção foi dirigida para Vivi que estava sendo levada para o quarto por Zoro e Robin. — VIVI?! Meu Enel, o que aconteceu com ela? — Nami logo ficou com uma expressão preocupada.
– Acho que ela teve momentos altos hoje... — A morena riu e todos olharam para ela. Só mesmo Robin para falar uma coisa assim...
– SANJI!!! COMIDA, COMIDA, ME FAZ COMIDA, VAMOS SANJI, POR FAVOR! — Os olhos de Luffy brilhavam enquanto pedinchava agarrando a perna de Sanji.
– Já falei que vou fazer, me solta, seu merda! — Sanji nunca conseguia negar comida a Luffy, ele sabe bem o que é passar fome por isso nunca recusa comida a ninguém, bom, a não ser que essa comida seja especialmente feita para Nami, Robin e Vivi, aí sim, ele não deixa ninguém comer além se suas "mellorines".
– Ah, aí está você... — Nami estava em chamas, literalmente, tinha chamas em volta da mesma — Você me deve 300 berries agora, juntando aos 900.000 quando você quebrou aquele meu jarro, ou daquela vez que fizemos uma aposta e eu ganhei — A ruiva se gabava enquanto calculava o valor que o moreno lhe estava devendo agora. — Você me deve 900.300000 berries!
– EEEEEH?! Mas isso é muito! — Luffy tentou pensar como ia pagar mas logo se cansou. — Aiii, minha cabeça! Acho que pensei demais!
– COMO É POSSÍVEL ALGUÉM SER TÃO BURRO?! — Nami revirou os olhos e logo em seguida suspirou.
– Sanji, estou com fome! — O moreno deu de ombros e continuou reclamando que estava faminto, apesar de ter comido toda a geladeira de Nami à 5 minutos atrás.
– A NAMI-SWAN FICA TÃO LINDA QUANDO AMEAÇA AS PESSOAS, MELLORINE! — O loiro disse enquanto cozinhava para Luffy que não parava de reclamar.
Meia hora depois, quando Luffy havia saciado sua fome, todos se sentaram no sofá, à exceção de Chopper que disse estar com sono e foi para casa; e de Vivi que estava descansando dos "momentos altos" que teve hoje.
O grupo de amigos estava no sofá assistindo um filme, até que uma certa ruiva decidiu falar.
– Minna, eu... eu preciso falar com vocês sobre um assunto muito sério. — Nami fez uma pausa, mas logo continuou — Hoje, eu e o Usopp descobrimos que.. — Ia continuar até que ouviu um toque de mensagem de vários celulares, até o de Vivi que estava pousado na mesa; todos os amigos receberam uma mensagem, todos ficaram boquiabertos, à excepção de Nami e de Usopp que ficaram ainda mais aterrorizados.
"Eu estou aqui, meus queridos e eu sei de tudo. Tudo. -Who."
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