Notas iniciais
Demorou mais saiu..boa leitura..

ReNa: "Mesmo assim ainda TE AMO" – Capítulo 60

~Helena Narrando~

21 dias. Era o total de dias que eu havia chorado e várias longas noites sem dormir esperando notícias do Renê e o visitando no hospital. Mesmo ele estando desacordado, eu podia sentir que ele estava lá e estava me ouvindo, então eu desabafava. Minha mãe cuidava da Carol e os pais do Renê sempre estavam ali comigo. Estávamos no corredor, um sentado de cada lado e eu no meio deles.

–Eu não aguento mais. —falei nervosa e chorando.

–Calma, Helena —Marta passava a mão pelas minhas costas tentando me consolar.

–Eu não vou suportar perder o Renê. Eu preciso dele. Eu não aguento mais vê-lo naquela cama. Preciso que ele abra os olhos e sorria pra mim dizendo que ama. —eu chorava muito, muito mesmo. Augusto pôs minha cabeça em seu ombro e me abraçou de lado. Marta continuou alisando minhas costas. Depois de eu me recompor, fui até o quarto de Renê e sentei ao seu lado e segurei sua mão. -Oi amor. —sorri para ele. -Eu não sei até quando mais eu vou conseguir aguentar, mas eu estou aqui. Sempre estarei aqui para você. Renê, você sempre vai ser o homem que vai fazer meu coração bater mais forte. Você foi o melhor presente que eu poderia ganhar de Deus. —me aproximei um pouco e beijei sua testa. Afastei-me e fiquei com a cabeça abaixada. Ouvi um barulho agudo e ignorei. Eu devia estar ficando maluca, mas senti algo na mão que estava segurando a de Renê.

–Helena... —olhei para Renê e vi seus olhos abertos, me fitando. Lágrimas rolaram pelo meu rosto. -Helena, é você?

–Sim, sou eu. —ele acordou, não dava pra acreditar. Abri um largo sorriso e beijei sua mão. Eu ia sair para chamar alguém, mas ele não queria me deixar sair.

–Não, não vai. —apertei aquela campainha que chamava os enfermeiros e eles rapidamente vieram e me pedindo para sair do quarto.

~Renê Narrando~

Minha cabeça doía e meus olhos estavam pesados, mas consegui abri-los. Eu estava num quarto branco e sentia alguém segurando minha mão. Não tinha certeza, mas acho que era a Helena.

–Helena? —encarei-a. -Helena, é você? —ela ergueu sua cabeça. Era ela. A minha princesa.

–Sim, sou eu. —ouvi sua linda voz e estava feliz por ela estar ao meu lado, sorrindo. Onde eu estava? Num hospital? O que eu estava fazendo aqui? Helena iria sair do quarto, mas eu segurei sua mão. Não queria que ela saísse de perto de mim.

— Não, não vai. — Eu tinha um pouco de dificuldade para falar. Ela fez alguma coisa que eu não consegui ver e vários enfermeiros chegaram, pedindo para ele se retirar. O vi saindo do quarto e eles injetaram algo em mim fazendo-me fechar os olhos novamente.

~Helena Narrando~

Sai do quarto e os pais de Renê estavam de pá com os olhos aflitos e curiosos.

–Helena, o que aconteceu? — perguntou Augusto e eu sorri, abraçando os dois.

–Ele acordou. — Pude sentir os dois sorrindo e me abraçando forte. Obrigada, obrigada meu Deus! Pela primeira vez em 21 dias eu estava feliz novamente. Marta e Augusto foram avisar minha mãe e o pessoal sobre Renê, eu não quis sair dali.

–-

~Renê Narrando~

Acordei e vi Cristina e Firmino ao seu lado. Ela sorriu e me abraçou calmamente.

–Que bom que acordou. —ela sorriu e Helena apareceu, fazendo a tela dos meus batimentos cardíacos apitar mais forte. Todos perceberam e sorriram para mim. -Como você está?

–Com muito sono. Por que estou aqui? —eles se entreolharam e eu fiquei confuso.

–Você não lembra? — Firmino perguntou e eu não disse nada. — Você sofreu um acidente, seu carro bateu de frente com um caminhão e você ficou em coma. — Tudo voltou á minha mente. O caminhão. Meu carro. Eu tentando frear.

–Eu lembro. —falei e suspirei. -Por quanto tempo eu fiquei em coma?

–21 dias. — Helena respondeu. Três semanas completas?! Meu Deus. Graças a Deus eu estava viva. Cristina olhou para Firmino que estava ao seu lado e saíram, deixando eu e Helena a sós. Endireitei-me na cama, querendo me sentar, mas senti uma dor horrível nas costas.

–Ai! —falei e gemi de dor.

–Não, Renê. —Helena me ajudou a me deitar novamente. -Você não pode fazer nenhum esforço. —ela se sentou e ficou me olhando.

–Por que está me olhando assim? — Fiz carinho em sua bochecha e ela segurou minha mão, beijando-a.

–Estou feliz por você estar acordado. Você não sabe o que eu passei nesses dias que você ficou aqui. Fiquei com tanto medo de perder você. — Uma lágrima desceu de seu rosto e eu a sequei.

–Shiiiii, está tudo bem, eu estou aqui. —Helena me olhou, respirou fundo e se levantou ficando de costas pra mim –O que foi? —perguntei curioso e preocupado.

–É que preciso te dizer uma coisa. Quando você sofreu o acidente —ela parou de falar e se virou pra mim –Você se lembra o que aconteceu antes? —de repente um filme começou a passar em minha mente e eu abaixei a cabeça.

–Se você quer saber sobre o que eu vi no seu quarto, eu lembro sim, lembro de cada detalhe Helena. —levantei a cabeça para vê-la e ela estava em prantos.

–Renê me perd...

–Shiiii —interrompi o que ela ia dizer –Meu amor, eu não sei se você já ouviu dizer, mais quem está em coma ouve tudo o que acontece, tudo o que falam. E eu sei o que eu vi lá, e sei o que realmente aconteceu naquele dia. Eu ouvi cada palavra que você me disse, ouvi cada choro, eu sofri junto com você Helena, minha vontade era acordar pra não te ver sofrer daquele jeito. —segurei forte em suas mãos que estavam tremulas –Minha princesa o que passou, passou. Nada pode separar nossas almas, senta aqui, me da um abraço e se acalma. Pra mim nada mudou. —Helena me abraçou e eu não consegui impedir as lágrimas de caírem, ela se afastou e me olhou.

–Nunca mais me deixe assim, e nem fale de separação, já conheço a dor de te perder, eu já me perdi numa ilusão. Juro nunca mais vou te deixar, você não merece a solidão, me perdoa se eu te fiz chorar. Eu preciso tanto do seu coração. —a abracei forte e chorei mais um pouco. Ficamos abraçados durante um bom tempo e eu segurei seu rosto entre minhas mãos, secando suas lágrimas vendo seu lindo sorriso. Eu nunca fiquei tão feliz na minha vida.

–Eu te amo muito Helena —sorrimos juntos e nos beijamos. Foi um beijo cheio de saudades e amor. Que saudade que eu estava daqueles lábios! A tela que indicava meus batimentos cardíacos apitou alto e com mais força sete vezes. Nos separamos, rindo um pouco. — desse jeito você vai me matar do coração uai. —Helena me deu um selinho demorado e sorriu. Helena me fez companhia durante a noite inteira até eu dormir. Dormir feliz e realizado.

~Continua~

Notas finais
QUE BOM QUE O RENà ACORDOU, QUE BOM QUE ELE OUVIU TUDO E QUE ÃTIMO QUE RENA ESTà DE VOLTA, ihuuuul õ/