Notas iniciais
Boa leitura, beijos.

Todos dormiam tranquilamente, quando Helena acordou sentindo um enorme desejo de comer manga com brigadeiro, mas não um simples brigadeiro e sim um feito pela sua sogra, ela olhou no relógio e era 3:28 da madrugada, ela até tentou mas não ia conseguir esperar amanhecer...
–Amor?! –Renê nem se mexeu o que a deixou um pouco irritada –Amor?! –dessa vez um pouco mais alto. -RENÊ!
–Hãm? O que foi amor? -ele perguntou bastante sonolento.
–Faz um favor?
–O que?
–Estou com desejo de comer brigadeiro com manga, mas quero o brigadeiro da sua mãe.
–O que?
–Você pode ir na casa dela pedir pra ela fazer o brigadeiro pra mim? -ele olhou no relógio, 3:40.
–O que?
–Ai Renê, troca o disco só sabe falar isso.
–Desculpa, eu tenho que ir lá agora?
–É! Não quer que seu filho ou filha tenha cara de brigadeiro, ou quer?
–Você também devia trocar o disco.
–O que?
–Nada não amor, eu vou ta, olha to de pé lindo e maravilhoso indo na casa da mãezinha buscar brigadeiro. –Helena fez cara de brava mas segurando pra não rir. –Opa, já entendi. –Renê sai tropeçando e fazendo Helena gargalhar, quando ele chega na casa de sua mãe ela se assusta.
–Renê o que aconteceu? Cadê a Helena, não me diga q...
–Calma, é certo que ela não está normal, mas está tudo bem com o bebê.
–Então o que te trouxe aqui a essa hora?
–Helena quer brigadeiro com manga, mas tem que ser o seu. –não se aguentou e começou a rir sem conseguir parar.
–Ai Renê me desculpe, entra ai vou lá preparar. –ela saiu e renê sentou no sofá quase cochilando mas foi despertado por seu pai.
–Esses desejos...
–Estão me deixando louco.
–Mas isso é normal. Sua mãe ficava do mesmo jeito, mas eu não me arrependo de nenhuma noite que fiquei acordado procurando o que quer que ela quisesse.
–Pai, pode piorar?
–Depende. Um dia você pode chegar em casa e a encontrar chorando, ou ela brigara com você sem nenhum motivo aparente ou te acordar no meio da madrugada te pedindo algo, como manga com brigadeiro. Mas no fim vale tudo a pena. –o brigadeiro enfim fica pronto, Renê chega em casa e Helena estava o esperando sentada na porta, quando o viu correu pegou a tigela da mão dele e voou pra cozinha.
–Obrigada amor, ta uma delícia.
–Não precisa agradecer. Então, posso provar?
–De jeito nenhum. Sua mãe fez pra mim.
–Mas...
–Não!
–Ah, deixa pra lá. Eu vou dormir.

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A semana estava sendo corrida pra Renê que estava totalmente envolvido com os advogados acompanhando tudo de perto, na quarta feira enquanto Helena e Renê conversavam sobre o assunto, Carol acabou ouvindo tudo e o medo a deixou com o emocional completamente abalado, Dr. Miguel havia descoberto que a Bulimia que ela desenvolveu era emocional, ou seja, se ela tiver uma emoção muito forte como essa a bulimia poderia descontrola e ela voltar a vomitar. E foi exatamente isso que aconteceu, além dos vômitos ela estava pálida e chorando muito. Helena só percebeu isso quando Carol começou ter crises e desmaiar, os remédios não funcionaram pois era psicológico, Renê começou a conversar com ela e aos poucos ela estava melhorando.

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~Renê Narrando~
Mesmo com Carol melhorando Helena continuava bem abalada, talvez seja o medo de perde-la e gravidas sempre são mais intensas. Era sábado Carol tinha ido dormir na casa da Maria Joaquina e eu pude preparar um programa a dois. A levei ao teatro, assistimos uma comédia “se eu fosse você”, os atores eram ótimos, dávamos altas gargalhadas, fazia tempos que isso não acontecia.
–Amor, obrigada por esse momento. –Helena disse assim que saímos do teatro.
–E isso é só o começo!
–E como te conheço muito bem, não adianta eu perguntar o que está planejando né? –apenas sorri e ela me puxou –Mas amor, isso é injusto!
–O que é injusto?
–Eu quero saber, ficar curiosa faz mal ao neném sabia?
–Desde quando?
–Não me diga que não sabia disso? –não consegui segurar a risada e ela também não.
–Não adianta amor, mas se você cooperar logo chegaremos lá, mas se quiser ficamos aqui parados afinal eu já sei de tudo mesmo.
–Aff, você venceu. Vamos logo!
–Vamos! Mas preciso dizer que você fica ainda mais linda quando está curiosa. Aiiii, isso dói! –reclamei ao ganhar um tapa.
–Vai ficar ai reclamando ou vai vim? -“mulheres” pensei e corri para alcançá-la.

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Eles seguiram conversando e rindo o caminho todo, Helena as vezes se distraia observando a rua e tendo a impressão de que já passou por ali antes. Renê havia alugado um barco e planejado um jantar romântico e Helena estava certa, eles já estiveram ali antes.
–Gostou amor?
–Se eu gostei? –ela vira pra Renê e sorri –Muito mais que isso, eu amei! –ele retribui o sorriso na mesma intensidade.
–Você lembr...
–Lembro! Lembro de cada detalhe como se fosse hoje! –Helena o interrompe lhe deixando surpreso –Eu realmente achei que tivesse te perdido, nos reencontramos no show e você me trouxe aqui, e se não percebeu eu estou usando o colar que você me deu naquela noite. –ele realmente não tinha percebido isso, e ficou parado a fitando –Amor? Não vai dizer nada? Vai ficar me olhando de boca aberta? –ela ri e ele se aproxima.
–Eu te preparo uma surpresa e é você quem me surpreende! Você é incrível!
–Você que é! Sem querer quebrar esse clima lindo, mas já quebrando. Onde ta a comida? Tem comida né? To com fome! –os dois caem na gargalhada.
–Gravidas... –eles jantam entre carinhos e sorrisos, brindam o momento e depois vão curtir a brisa e a maresia que estava maravilhosa.

~Continua~

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Notas finais
EU TO AMANDO A HELENA GRÁVIDA E VOCÊS?? Obs.: Capitulo dedicado a Caroline Leal, parabéns pelo aniversário (que foi domingo) e obrigada por sempre acompanhar...