ReNa: Mesmo assim ainda te amo
78 Lugar Especial
Notas iniciais
Boa Leitura
ReNa: "Mesmo assim ainda TE AMO" – Capítulo 78
~Renê Narrando~ –Você vai sair daqui ainda hoje, mais vai ter que descasar bem, ouviu? –Pensei que ia passar a noite por aqui –disse ela com um olhar nada bom seguido de um pequeno choro, e eu sequei a pequena lágrima que insistiu em cair. –Amor, você esta bem fisicamente não tem por que ficar por aqui. –Você ja foi prestar depoimento para a polícia? –Sim, você prestará depois de amanha pra dar um tempo de você organizar os seus pensamentos. –É, de fato eu estou bem confusa, mas acho que não tem muita coisa para falar ele foi pego em flagrante, e tomara que sua pena seja muito bem paga.–Tem uma coisa que você precisa saber Helena –tentei evitar mais o pânico insistiu em sair na minha voz.–O que? Eu não estou gostando muito disso, o que mais ele fez? –Você vai ter que saber de qualquer jeito então lá vai. Durante a perseguição o Gabriel capotou o carro e ele caiu em um barranco, e ... não resistiu –abaixei a cabeça, simplesmente não quis olhar para a expressão da Helena. –Ele tentou tirar minha filha e no fim das contas acabou voltando pra cá. Agora ele tirou a vida de uma criança que ainda nem tinha sido formada e já era tão amada por mim, eu não tive tempo nem de compartilhar a minha felicidade com você Renê, e ele não e esta aqui nem para pagar pelo que fez –a Helena começou a chorar compulsivamente e eu só a abracei, não disse nada mas estava tão revoltado quanto ela. Quando a Helena se acalmou um pouco o D. Miguel me chamou na sua sala para assinar a alta dela, depois que eu ja tinha assinado toda a papelada nós tivemos uma conversa. –Olha Renê, eu notei uma certa revolta na Helena , e um pouco depois ela ficou triste e logo voltou a se revoltar, é bem comum que agora ela tenha essas oscilações no comportamento e você vai ter que ter uma certa paciência com ela agora. –E eu terei, essa é só a primeira pedra no nosso casamento, mas eu ainda estou muito confuso aconteceu tudo rápido demais. –Eu entendo, olha Renê daqui a alguns dias eu vou ter uma consulta com a Helena e eu vou analisar se ela vai ter que passar por um psicólogo por causa do abalo sentimental, e você vai ser uma peça importante agora, a cabeça dela esta muito embaralhada, e pelo pouco que eu conversei com ela, ela esta bem confusa, então fale sobre o que aconteceu muito brevemente, não deixe ela em casa leve para passear ou talvez em algum lugar especial para vocês. –Pode deixar, eu vou fazer isso sim, e já ate sei onde vou levar a Helena –quando agente chegou em casa a Helena foi direto pro banho e nem trocamos muitas palavras, eu entrei no banheiro para ver o que ela queria para o jantar ela disse que não queria comer nada mas mesmo assim pedi para a Brenda preparar alguma coisa para ela comer. Enquanto ela descaçava um pouco no quarto eu fui falar com a Carolzinha, bati na porta dela e ela permitiu que eu entrasse -Oi pequena eu posso falar um pouco com você? –Pode, minha mãe ta bem? –Esta sim, ela ta descansando por isso aproveitei para vim falar com você. –Então fala. –Olha meu amor, no dia em que sua mãe foi sequestrada você me chamou de pai, mas se foi só a emoção do momento olha pequena eu não vou me importar, se foi eu só preciso saber. –Foi de todo o coração, eu já tinha sentido vontade de chamar de pai outras vezes mais resolvi esperar o momento certo e ... enfim.–Eu to muito feliz com isso, de verdade, agora eu só quero que você me ajude a deixar sua mãe feliz outra vez, será que você poderia começar a me chamar de pai amanhã quando eu voltar para casa com sua mãe? –Tudo bem mais vocês vão sair e me deixar aqui? –Carol eu preciso conversar sua mãe com calma, ta tudo muito confuso na cabeça dela, mas nós vamos ficar poucas horas fora. O que você acha de ficar na sua vô só amanhã ai eu vou pensar em um programa bem legal para nós três nos divertirmos, ok? –Ta bem, então acho que vou dar um beijo na mamãe e ir dormir –ela me abraçou e saiu saltitando paro o meu quarto e o da Helena. Acho que foi a pior noite da minha vida, a Helena chorou praticamente a noite toda, mas todas as vezes que eu olhava ela parava, isso me fez pensar que eu tinha que levar ela pro nosso lugar especial, por mais que eu esteja confuso com essa historia toda nós precisamos de um pouco de paz pra conversar, só conseguia pensar nisso nos milhões de intervalos que eu tive durante meu sono. Logo pela manhã eu já expliquei tudo pra Carol e pedi pra Brenda preparar uma sesta de café da manhã pra nós, quando a Helena desceu as escadas ela estava com umas olheiras muito intensas. –Bom dia –disse ela esfregando os olhos e me deu um beijo, sentou -se e colocou a Carol no colo. –Amor nós vamos dar um passeio, eu e você. Já tem uma sesta de café da manhã lá no carro, eu já estou pronto só falta você se trocar e eu não vou aceitar desculpa alguma pra você dizer que não.
–Ta mais que roupa eu ponho Renê onde nós vamos? Você sabe que eu não estou bem. –Sim, não vamos fazer nada de mais, coloque uma roupa confortável –enquanto estávamos no carro ela insistiu muito pra eu falar onde íamos mais eu simplesmente disse que era em lugar calmo pra que nós pudéssemos conversar em paz . ~Helena Narrando~ Quando chegamos eu mal acreditei, só fiquei me perguntando se existia um lugar mais perfeito que aquele no mundo.–Renê, quanto tempo faz que nós não vinhamos aqui, dês de.... –ele me interrompeu. –Do dia em que te pedi em casamento –eu fui até a nossa árvore e passei a mão suavemente onde estavam gravados nossos nomes, senti ele se aproximado e me abraçou por traz.–Você ta confuso né meu amor?–To e de mais. O que ta me preocupando mesmo é a Carol, amanha é o velório do Gabriel e nós não contamos pra ela o que aconteceu ainda. –Nem me fale, mais nos precisamos contar ela tem o direito de saber –nos sentamos embaixo da árvore.~Continua~
Notas finais
NOS PERDOEM MAIS UMA VEZ PELA DEMORA. O QUE ACHAM QUE VAI ACONTECER AGORA? BEIJOS...
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