ReNa: Mesmo assim ainda te amo
84 Loucos Desejos
Notas iniciais
ReNa: "Mesmo assim ainda TE AMO" – Capítulo 84
~Helena Narrando~
Acabei de completar 4 mês de gravidez e finalmente conheci os famosos enjoos e desejos estranhos, não que isso seja bom, muito pelo contrário é péssimo. Eu enjoei do perfume preferido do Renê e obriguei ele a lavar todas as roupas pra tirar o cheiro e a jogar o perfume fora, foi um alívio pra mim e um tanto engraçado vê-lo naquela situação, apesar dele ter ficado bem bravo e reclamado muito por ter que fazer isso com o perfume. Cada mês era uma mudança, o que nunca mudava só aumentava era minha bipolaridade, tenho que confessar, Renê merece um óscar só por me aturar. As aulas tinham voltado e eu não queria e nem ia conseguir ficar longe das minhas crianças, então mesmo grávida e contra a vontade do Renê eu ia dar aula.
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~Renê Narrando~
Hoje é dia de churrasco na casa dos meus pais, todo ano fazemos esse encontro com toda família, na verdade já estamos atrasados, mas a Helena insiste que tem algo de errado e se trancou no banheiro e não fala nada, só espero que ela não esteja passando mal e escondendo de mim como fez mês passado.
–Helena, daqui a pouco você vai morar no banheiro!
–Estou aqui a dez minutos!
–Dez minutos? Jura que é só isso? Fazendo o que se você já estava pronta?
–Tentando arrumar meu cabelo.
–De novo?
–Amor para, ele não quer ficar do jeito que eu quero.
–Deixa eu ver como ele está!
–Não, eu só saio daqui quando estiver pronta. –respirei fundo e sentei no corredor, esperei mais cinco minutos e nada.
–Amor, seu cabelo não deve estar tão feio assim como você está dizendo!
–Quer dizer que ele está feio.
–Não, não foi isso que eu quis dizer.
–Tem certeza? Pois foi isso que eu ouvi.
–Ai Helena...
–Quer saber? Não quero mais sair, vou ficar aqui em casa comendo chocolate. -ela abriu a porta do banheiro e saiu de lá pisando forte e bufando, não resisti em dar um sorrisinho sem ela ver, caso contrário ela me comeria vivo.
–Helen...
–Não fale comigo.
–Então vou ligar pra avisar que nós não vamos.
–Quer saber, eu preciso esfriar a cabeça, mudei de ideia, vamos.
–Essa mulher um dia ainda vai me deixar louco –falei baixinho.
–Eu ouvi isso senhor Renê, acho bom pedir desculpas.
–Opa, perdão rainha suprema. –Helena para e me olha séria.
–Melhor assim. –e caiu na gargalhada, ri junto com ela, essa bipolaridade estava me matando, mas confesso que era engraçado.
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Chegando no sítio da família todos os olhares se voltaram pra Helena que estava linda, mas o motivo especial era a barriguinha, as mulheres se juntaram ao redor dela e começaram a mimar e elogiar, e ela claro estava adorando ter aquela atenção toda só pra ela.
–Nossa Helena, você está ainda mais linda! A gravidez ta te fazendo tão bem.
–Vou ter que concordar, ela está maravilhosa! –fala mãe de Renê a abraçando por trás –E você amorzinho da vovó? Como está? Mamãe ta cuidando direitinho de você? –diz ela com voz de criança e alisando a barriga de Helena. Todos se juntaram e começaram a conversar, cantar, comer, estava um clima maravilhoso, até que Helena começa a ficar desinquieta, se levanta e começa a andar de um lado pro outro, estavam todos distraídos que nem perceberam, com exceção de Renê que se levantou e foi até ela.
–Amor, ta tudo bem?
–To tentando ficar.
–Ta passando mal? Quer que eu te leve no hospital? O que ta acontecendo Helena? –ela para e cai na gargalhada ao ver o desespero de Renê, o que o deixa bem irritado -Ta rindo do que sua louca?
–Opa, louca não.
–Mas parece uma, eu to preocupado e você ai rindo.
–Por isso mesmo, você está se preocupando atoa, o bebe está bem e eu vou ficar.
–Vai ficar?
–Sim, mas preciso de você pra isso acontecer.
–E o que eu tenho que fazer?
–To com desejo amor, muito desejo. Não to conseguindo controlar.
–Ai meu Deus, que medo. O que você quer comer? –Helena sorri estranho pra Renê e ele não entende onde ela quer chegar.
–Vem cá, vou te mostrar. –Ela olha ao redor pra conferir se ninguém ia ver eles saindo, como não tinha ninguém olhando ela puxa Renê e ele sem entender nada vai atrás.
–Helena não to gostando disso, onde a gente ta indo?
–Cala boca e me segue!
–Nossa, já calei. O sítio era bem grande, atrás da casa tinha uma trilha que dava acesso ao topo da montanha e no meio caminho não muito longe da casa tinha uma cachoeira e era pra lá que Helena pretendia levar Renê, eles já estavam na metade quando Renê para –Amor?
–Não fala nada, só anda. –Renê corre até ela e a segura pelo braço.
–Eu não vou andar coisa nenhuma, estamos andando tem quase dez minutos e você não me diz nada.
–Eu não queria aqui, mas você é muito impaciente que me fez querer.
–Hãm? O que você quer?
–Quero você! Aqui, agora!
–Aqui?
–Algum problema? — ela falou com um sorriso malicioso.
–Alguém pode cheg... –Helena o interrompe com um beijo intenso, quente e com muito desejo, Renê por sua vez estava tenso com medo de que alguém pudesse chegar, Helena percebeu isso e começou dar leves chupadas em seu pescoço e sussurrou em seu ouvido.
–Amor, relaxe. Ninguém vai chegar, por favor não estrague o momento. –Foi só o que ele precisava ouvir, segurou firme nos cabelos e olhou em seus olhos, ela estava com a respiração ofegante e ele jamais conseguiria resistir a isso, a beijou na mesma intensidade e com o mesmo desejo, Helena o empurra até a árvore e em um instante absurdo as roupas já estavam jogadas no chão, ela entrelaça suas pernas na cintura de Renê e ele por sua vez desliza sobre a árvore até sentar no chão, eles gemiam baixinho no ouvido um do outro para ninguém ouvir, mas seus corpos estavam tomados pelo prazer. Renê era cuidadoso por causa do bebê, ele foi quem chegou ao ápice primeiro, não demorou muito pra Helena também chegar, respiraram fundo e ficaram abraçados por um tempo se recuperando do que tinha acabado de acontecer. Helena olha pra Renê que estava de olhos fechados e respiração forte, então ela segura seu rosto em suas mãos e ele a olha sorrindo.
–Você foi maravilhosa!
–Fui?
–Você é e sempre será maravilhosa!
–E eu te amo muito seu medroso!
–Mas um medroso que te ama, louquinha! –eles ficaram ali por um tempinho trocando carícias, depois voltaram pra casa.
–Onde vocês estavam? Procuramos por toda parte, ficamos preocupados. –pergunta mãe de Renê assim que os vê.
–Fomos dar uma volta, respirar ar puro da natureza, você sabe que amo fazer isso né mãe?
–Eu sei, mas podiam ter avisado, podíamos ter ido com vocês também.
–Desculpe, estavam todos distraídos que eu não quis atrapalhar –ele sorri quando Helena o belisca por trás e os dois vão se sentar.
–Então você não quis atrapalhar é? –ela sorri maliciosa e morde o lábio inferior o provocando.
–Não quis, você sabe que eu não gosto de incomodar né? –ele pisca e em seguida lhe da um selinho demorado. Helena deita em seu ombro e eles ficam ali juntinhos curtindo a família.
~Continua~
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